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Véspera de um novo ano lectivo (a triplicar)

por João Miguel Tavares, em 14.09.14

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publicado às 23:02


"Não devemos ser escravos dos nossos filhos"

por João Miguel Tavares, em 12.09.14

 

Como já aqui afirmei, o Dr. Mário Cordeiro é o pediatra dos nossos filhos, e acaba de lançar mais um livro (um dia destes ele tem de escrever um livro a explicar como é que consegue escrever tantos livros), chamado Educar com Amor.

 

 

À boleia do seu lançamento, o Dr. Mário deu uma entrevista ao Observador, que tem precisamente o título deste post. Vale imenso a pena ler, até porque há dicas muito úteis sobre o período lectivo que se avizinha.

 

Para abrir o apetite e justificar o título, aqui fica um breve excerto:

 

Não devemos ser escravos dos nossos filhos. Eles não nos podem sugar a vida, têm de se habituar a ser autónomos e, de igual modo, saber precisar de nós. É aí que estou em desacordo com o Carlos González — em relação ao Estivill temos divergências quanto ao método do sono, do desamparo e de deixar a criança chorar, mas isso é outra história (o desamparo não faz bem a ninguém e é o contrário do amor). Em relação ao González, li que quando um filho nosso quer uma coisa temos de desligar a televisão para o ouvir. Calma! Se há direitos dos filhos, também há direitos dos pais.

 

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publicado às 16:23


Cenas dos últimos capítulos

por João Miguel Tavares, em 11.09.14

Este blogue tem estado meio comatoso nos últimos tempos, mas é por boas razões: quanto mais comatoso está o blogue, mais vivos estamos nós. E os últimos 15 dias têm sido um rodopio familiar constante, com eles (os miúdos) de férias e nós (os pais) de semi-férias, sempre a rodar pelo país.

 

Nessas condições nem sempre é fácil actualizar o blogue, dada a minha dificuldade em postar a partir do iPad, onde é muito difícil formatar textos e fazer upload de fotos em sítios onde a net só passa de raspão. Mas, para que ninguém se queixe, fazemos como nos episódios das séries em que é preciso recuperar o que não vimos: um fast-forward do que se foi passando nas últimas duas semanas.

 

Nós ficámos mais ou menos aqui, nos anos da Ritinha, não foi? Mas essa gravação foi feita na manhã de dia 30, em Lisboa. À tarde, a Rita estava a celebrar o seu aniversário no Algarve. À chegada, os avós (e o Tomás, que já lá estava) tinham decorado impecavelmente o seu quarto. Olhem só pró estilo:

 

 

E depois, a Ritinha teve ainda direito a bolo de anos e a um novo parabéns a você na praia do Inatel, em Albufeira. Não é todos os dias:

 

 

Devo dizer que a Rita gostou especialmente de arrancar à dentada a cabeça dos três porquinhos do seu bolo. Fiquei um bocadinho assustado.

 

E por falar em cabeça: os dias de praia foram curtos, mas muito divertidos. Contudo, a cabeça dos rapazes, nos dias que correm, só pensa mesmo nisto:

 

 

Bola, bola, bola. Há dias consegui pôr o Tomás e o Gui a chorar em simultâneo, quais Madalenas arrependidas, com uma única frase: "Vocês estão a portar-se muito mal e já não vamos jogar para o campo." Mal disse isto, um mega-"buááááá" em cânone. Eram eles a chorar perdidamente e eu a rir-me com a extraordinária eficácia da minha ameaça. A brigada anti-palmada pode rejubilar: "não há bola" tornou-se muito mais eficiente do que uma nalgada no rabo.

 

Mas houve mais, além da celebração do meu 41º aniverário na Portagem, ali mesmo no sopé de Marvão. A Teresa falou disso aqui.

 

 

Como não poderia deixar de ser, neste intervalo de tempo o Gui continuou a criar novas e mui estranhas pulseiras, uma das quais para adornar uma garrafa de água da Memi e da Zé nos Montes da Senhora.

 

 

E o Tomás elevou a sua obsessão futebolística a um novo patamar:

 

 

Também tentámos salvar uma pequena rola que caiu do seu ninho, para grande comoção familiar.

 

 

E coleccionámos os nossos nomes nas latas de Coca-Cola. Só a pobre mamã é que ficou sem nada: não conseguimos arranjar uma Teresa em lado nenhum. Se alguém tiver uma a mais, eu troco por 47 Joões.

 

 

E pronto, é isto. Vocês não fazem ideia, mas nós temo-nos divertido à brava, ganhando energias para o difícil ano lectivo que se aproxima. Mas isso é conversa que fica para depois.

 

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publicado às 12:18


41 anos ao natural

por Teresa Mendonça, em 08.09.14
Hoje foi o aniversário do excelentíssimo esposo e papá da casa.
Resolvemos passar o dia a explorar em família recantos maravilhosos do Alto Alentejo e como sempre, depois de uma aventura na natureza portuguesa, chegámos muito consolados a casa.

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publicado às 23:39


Parabéns, Ritinha!

por Teresa Mendonça, em 30.08.14

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publicado às 13:48


Aprender a andar de bicicleta

por João Miguel Tavares, em 28.08.14

Num comentário a este post, a Teresa Power aborda um tema que me interessa bastante: a aprendizagem da bicicleta.

 

Tanto a Carolina como o Tomás começaram a aprender muito tarde, porque ao lado de casa não se arranjava espaço para andar e porque eles são tantos que não dá para meter três ou quatro bicicletas num carro (sendo que os pais também os deveriam acompanhar - o que daria cinco ou seis bicicletas e uma equipa para correr a Volta a Portugal).

 

O remédio que eu encontrei foi impingir essa tarefa ao meu pai, quando eles lá vão nas férias. Parece-me bem que seja o avô a ostentar a medalha de instrutor, até porque ele fez milhares de quilómetros em cima de uma bicicleta quando era pequeno. A Carolina aprendeu assim, com o avô, e hoje em dia adora andar. O Tomás começou a dar as primeiras pedaladas este Verão. Mas o Gui ainda anda com rodinhas, e aos seis anos já poderia perfeitamente pedalar sozinho.

 

O problema é que são muitas horas até eles ganharem equilíbrio e perderem o medo. Nem sempre se arranja tempo - porque exige exclusividade, coisa complicada de encontrar numa família numerosa. Além disso, é uma actividade que arruína as minhas já de si desgraçadas costas. Daí ter apreciado tanto esta sugestão da Teresa:

 

Agora uma dica que pode ainda vir a ser útil para a Ritinha: não uses rodinhas nas bicicletas! Dás cabo das costas quando depois as queres tirar, e se vires bem, começas da estaca zero - o importante a aprender aos dois, três, quatro anos é o equilíbrio, e esse aprende-se andando desde logo sem rodinhas - claro, dando balanço com os pés no chão! Existem hoje no mercado por vinte ou trinta euros bicicletas sem pedais para esse efeito. Cá em casa não usamos outra coisa! Aos quatro anos passam directamente para as bicicletas normais sem rodinhas! É um descanso para as costas do papá!

 

Não sei se mais alguém teve experiências semelhantes ou partilhou esta estratégia, mas fiquei muito tentado a tentar.

 

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publicado às 09:26


Um marido novo todas as noites

por Teresa Mendonça, em 27.08.14

Aproveitando os saldos de miúdos a 50% cá em casa (os dois mais velhos estão com a família), tenho aproveitado para ficar mais tempo no hospital. Por isso, só tenho visto o João de manhã e à noitinha.


Nos últimos dias, porém, parece que de cada vez que lhe ponho os olhos em cima ele está diferente. Não me parece que eu precise de mudar de óculos - é ele que se vai metamorfoseando de manhã para a noite, como se estivesse à procura do seu look perfeito, sem ter que recorrer aos serviços de um profissional de Hollywod. De George Clooney a Brad Pitt, de Tom Selleck a Hugh Jackman, do Imperador Ming a Machete, cada noite tenho um novo galã a passear-se lá por casa.

 

A novidade é divertida e o meu excelentíssimo esposo é especialmente dotado em fazer por isso. Sorte a minha. O problema é que depois desta saga de barbas, barbichas e cavanhaques, já começo a preocupar-me se ele vai habituar-se ao bigode - e hoje à noite, ao chegar a casa, temo encontrar um Dalí ou um Hercule Poirot à minha espera. Barba ainda vá lá. Mas bigodes excêntricos é que não.

 

    

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publicado às 15:42


Férias de Verão

por João Miguel Tavares, em 27.08.14

As pernas do Gui são um mapa das suas férias:

 

 

1. Joelho esquerdo amassado durante a subida à Serra do Chão de Galego.

 

2. Pé esquerdo ofendido durante uma tentativa de andar sem as rodinhas da bicicleta na praça do Areeiro.

 

3. Joelho direito esfacelado após uma queda no recinto da Sociedade Hípica Portuguesa.

 

4. Canela direita contundida após uma entrada mais agressiva da Carolina num disputado jogo no campo de futebol dos Montes da Senhora. 

 

5. Pé direito pisado após uma entrada mais violenta da Carolina num animado encontro no campo de futebol da Urra (não sei se estão a notar aqui um padrão em relação aos níveis de agressividade que a minha filha mais velha coloca na disputa de bola).

 

Já agora: os dois cotevolos do Gui estão iguais às suas pernas. Todo o rapaz é uma colecção de sangue pisado e carapaças. Mas poupo-vos os pormenores.

 

 

Suponho que em linguagem de criança isto se chame "felicidade". 

 

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publicado às 09:29


Action Movie Kid - O Regresso

por João Miguel Tavares, em 26.08.14

Para os pais da geração de 70, que cresceram com os filmes de Steven Spielberg e George Lucas, os vídeos que Daniel Hashimoto cria a partir de pequenas brincadeiras com o seu filho são um sonho tornado realidade.

 

Eu já tinha falado disso aqui, e agora parece que o que começou como uma simples brincadeira se tornou um modo de vida. Eis os primeiros dois volumes da série Action Movie Kid, que já tem canal próprio no YouTube. São irresistíveis:

 

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publicado às 10:54


As malditas heranças #3

por João Miguel Tavares, em 25.08.14

A propósito dos meus posts sobre as heranças (aqui e aqui), um jurista anónimo deixou o seguinte comentário:

Numa perspectiva estritamente legal (que é a minha área), digo-lhe que foi a nossa estrutura de direito sucessório que permitiu que o Douro vinhateiro esteja hoje todo ele entregue às mãos do monopólio inglês. 


É que nós fomos (e somos) obrigados a deixar património aos nossos herdeiros legais, o que implica que estes o partilhem entre si e, mais tarde, com os seus herdeiros. Consequentemente, em duas ou três gerações, uma vinha de razoável dimensão acabou espartilhada por uma vintena de pessoas. É manifesto que o mais rentável para todos foi vender a sua parte (o seu quinhão), até porque muitos nem sabiam do labor nem sequer conheciam o parente que lhes deixou tal bem, não tendo qualquer ligação à terra.

 
Já os ingleses deixaram a vinha a um único herdeiro - e nem sequer necessariamente ao filho mais velho mas a quem entenderam que dela melhor tratava - o que lhes permitiu crescer.

 
Não é só na sociedade americana, tão diferente da nossa, que o direito sucessório tem implicações económicas às quais devíamos prestar mais atenção, se é que efectivamente queremos corrigir alguns dos erros do passado.

 

Eu desconheço a história do Douro vinhateiro, e não sei se terá sido esta, ou não, a principal razão para o vinho do Porto ter ficado nas mãos dos ingleses. Mas o argumento parece-me plausível e é absolutamente verdade que a questão do direito sucessório merecia muito mais atenção - é um tema que nunca vejo discutido no espaço público -, devido a uma série de limitações que me parecem abstrusas e típicas de um Estado que insiste em regular todos os aspectos da nossa vida - e da nossa morte.

 

A Fundação Francisco Manuel dos Santos tem um óptimo site chamado Direitos e Deveres dos Cidadãos que responde em linguagem compreensível a inúmeras perguntas do nosso dia a dia, e onde a questão das sucessões é abordada. E aí se aprendem factos tão curiosos como a quase impossibilidade de em Portugal um pai deserdar um filho (a não ser que ele seja um criminoso) ou a dificuldade de verdadeiramente diferenciar os filhos nas heranças.

 

É que se eu ou o caro leitor batermos a bota, e a partir do momento em que temos mais do que um filho, só um terço da herança está verdadeiramente nas nossas mãos - só com esse terço é que podemos fazer o que nos apetecer. Os restantes dois terços têm de ser obrigatoriamente divididos em partes iguais pelos filhos. Ainda que um tenha cuidado de mim até à morte, e o outro já não me veja desde 1983.

 

Porquê? Porque o Estado Todo Poderoso, como sempre, é que sabe o que é melhor para nós e para as nossas famílias.

 

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publicado às 09:55


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Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



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