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Big daughter is watching you

por João Miguel Tavares, em 16.03.15

- Papá, no próximo fim-de-semana vamos à Kidzânia.

- Quem disse?

- A mamã. E não podem voltar atrás: eu gravei-a a dizer isso.

 

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publicado às 08:19


Quantas vezes por semana devemos dar banho aos filhos?

por João Miguel Tavares, em 04.03.15

Se bem se recordam, em Outubro do ano passado escrevi um post no PD4 sobre o número de vezes que devemos dar banho aos filhos, que deu origem a muita controvérsia.

 

Desde então, fiquei com a ideia de ir investigar um pouco mais e averiguar qual a opinião dos especialistas portugueses acerca dos banhos diários. Acabei por decidir fazer esse trabalho para o Observador, num texto que pode ser lido aqui, e cujos resultados não são lá muito simpáticos para mim, enquanto grande praticante da lei do menor esforço - é que os quatro pediatras e dermatologistas que escutei acham mesmo que se deve tomar banho todos os dias (ou quase).

 

Um excerto só para abrir o apetite:

 

Infelizmente, aquilo que muitos americanos nos querem impingir não é, de todo, partilhado pelos dermatologistas e pediatras portugueses que o Observador se deu ao trabalho de ir ouvir.

 

A fação pró-banho diário sai vitoriosa – e por esmagadora maioria.

 

Pondo números às coisas, o Observador escutou dois pediatras e dois dermatologistas sobre o tema, e o triste resultado para os pais que trocavam alegremente a remoção de sujidade capilar pelo visionamento de uma assistência de Nani, Nico Gaitán ou Jackson Martínez, é este:

 

Mário Cordeiro, pediatra – dar banho todos os dias.
Maria João Paiva Lopes, dermatologista – dar banho todos os dias.
José Campos Lopes, dermatologista – dar banho todos os dias “não se desaconselha”.
Hugo Rodrigues, pediatra – em bebés, dar banhos em dias alternados, mas se ele gostar “pode dar mais vezes”.

 

O resto aqui.

 

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publicado às 15:47


23 anos de namoro

por João Miguel Tavares, em 03.03.15

Hoje cheguei ao carro, para ir apanhar dois dos miúdos à catequese, e tinha uma prenda à minha espera no tabliê.

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Uma caixa da Arcádia, com um chocolate em forma de coração lá dentro. E um bilhete que dizia...

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 ..."Parabéns pelos 23 anos!"

 

É verdade: eu e a Teresa começámos a namorar a 2 de Março de 1992, fez ontem 23 anos. Mas como entretanto esse passou a ser também o dia de aniversário dos nossos filhos Gui e Tomás (nasceram ambos a 2 de Março, imaginem), é muito fácil passarmos ao lado da nossa vetusta comemoração.

 

Felizmente, a excelentíssima esposa, mesmo com um dia de atraso, fez questão de dizer: "presente!". Com ponto de exclamação e tudo.

 

A Teresa sempre gostou de pontos de exclamação. É coisa que de um modo geral eu evito na escrita, mas que adoro ver nos bilhetes dela para mim.

 

Antigamente nós fazíamos isto mais vezes, como é natural. Mas por ser mais raro, quando acontece sabe ainda melhor. Embora o marido dela seja francamente encantador, 23 anos a aturar o mesmo gajo não está ao alcance de qualquer um. Há que louvar-lhe a paciência.

 

E eu louvo, e agradeço.

 

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publicado às 22:39


Sexta-feira de Carnaval

por João Miguel Tavares, em 13.02.15

E hoje o nosso dia foi assim:


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Gui de D'Artagnan e Elvis Tomasley

 

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Doutora Rita Brinquedos

 

 

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 Festa carnavalesca nocturna com instalação criada por Mr. Gui (who else?)

 

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publicado às 21:40


E um dia tudo muda

por João Miguel Tavares, em 12.02.15

O Tomás anunciou-me ontem à noite que conseguiu dar 25 toques seguidos com a bola num dos intervalos da escola.

 

Eu nunca na minha vida consegui dar 25 toques seguidos com uma bola.

 

O Tomás tem oito anos.

 

Eu tenho 41.

 

Suponho que nunca estejamos preparados para este momento: o dia em que um puto nos ultrapassa numa actividade que sempre gostámos muito de praticar, mesmo que nunca tenhamos tido jeito para ela.

 

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publicado às 10:43


Coisas de que só o Gui se lembra #11

por Teresa Mendonça, em 09.02.15

Nos últimos dias, os vírus da época fizeram muitos estragos cá por casa. À conta deles, o Gui teve que faltar à escola. Como eu passo todo o dia no hospital, num desses dias insisti com ele para que escolhesse um livro que gostasse muito, fizesse uma cópia de uma página e treinasse a leitura. Combinei com ele que o ouviria ler antes de dormir.

 

À noite, quando cheguei a casa, ele pegou-me logo na mão e mostrou-me o seu árduo trabalho do dia, que me garantiu ter sido feito com muita dedicação, apesar de se sentir muito doentinho.

 

E o seu trabalho era este:

 

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Fiquei um bocado estonteada a olhar para o caderno, sem perceber nada do que era aquilo. Mas que raio de gatafunhos eram aqueles?!? Palavras em inglês? Números esquisitos? Nomes incompreensíveis a saltar de linha em linha? 

 

Resolvi não me descoser logo, pois o Gui continuava ao meu lado de sorriso escancarado, muito orgulhoso e expectante.

 

Até que olhei para a caixa que estava mesmo ao lado do caderno e comecei a encontrar algumas semelhanças com a cópia do Gui...

 

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Claro! Qual livro, qual quê!

 

Para o Gui, nada melhor do que copiar todas as palavras da caixa do seu adorado quadricóptero (o excelentíssimo esposo está a querer iniciá-lo no mundo dos drones, provavelmente para em breve poder começar a espiar as vizinhas), com o qual ele não se cansa de brincar, mas que o papá só o deixa utilizar quando está ao seu lado.

 

Tantas vezes o Gui olha para a caixa, a namorá-la, que a achou perfeita para a cópia que lhe foi exigida. A criatividade do Gui continua imparável. Tal como a sua resistência em fazer banalmente as coisas mais banais.

 

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publicado às 01:22


Prova de vida

por João Miguel Tavares, em 09.02.15

Queria, em primeiro lugar, pedir desculpa a todos os leitores que ao longo de um mês vieram visitar este blogue para esbarrarem invariavelmente na musculatura de Gustavo Santos. É uma coisa que não se faz.

 

É que eu e a Teresa estamos em pleno processo de divórcio, e não tem sido nada fácil gerir este momento atribulado das nossas vidas...

 

Ná.

 

Estou a gozar.

 

A excelentíssima esposa continua a achar-me um tipo espectacularmente encantador e eu não a trocava pelos meses todos do Calendário Pirelli 2015.

 

O meu problema, como tratei de explicar em Dezembro, é que tenho estado a trabalhar no desenvolvimento de um novo projecto que me leva todo o tempo livre - aquele tempo livre que durante um ano e qualquer coisa me permitiu postar diariamente. Parte desse projecto já pode ser visto aqui. Trata-se da nova secção de Lifestyle do Observador. Nela há uma subsecção dedicada à família, que ainda está muito magrinha, mas que deverá ganhar corpo em breve. Espero que vão passando por lá.

 

Ao mesmo tempo, a Teresa regressou ao IPO, o que exige uma mega-dedicação e horários imprevisíveis, como imaginam. Eu fico muito feliz por ela, porque sempre achei que é esse o lugar onde pode ser mais útil aos outros, mas a gestão do seu tempo tornou-se ainda mais complicada.

 

Mais uma vez: isso não significa que estejamos a pensar abandonar o PD4, ok? Simplesmente, ele há-de ir vivendo das parvoíces que os nossos filhos vão fazendo, dos momentos que nos proporcionam e que nós achamos que vale a pena recordar, ou de uma ou outra meditação ocasional.

 

Não prometo regularidade. Mas, mesmo semi-comatoso, o coração do PD4 continua a bater.

 

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publicado às 00:13


Obrigado, Gustavo

por João Miguel Tavares, em 09.01.15

Ontem houve uma explosão de visitas e de comentários aqui no nosso semi-comatoso PD4, graças ao espectacular e sempre inesquecível Gustavo Santos, que se lembrou de colocar no seu Facebook uma comovente reflexão sobre os atentados no Charlie Hebdo, que deixou milhares de pessoas a esfregarem os olhos e a pensar: "não é possível... ele disse mesmo aquilo?"

 

Ele disse.

 

Deixo só um cheirinho da profundidade do seu pensamento:

 

Que uns sejam apanhados e severamente julgados pelo que fizeram e que outros, os que tiveram sorte e ficaram, assim como tantos outros que fazem carreiras a ridicularizar a verdade de quem não conhecem de lado nenhum, aprendam alguma coisa com isto! Opinar sim, questionar também, agora gozar sistematicamente com convicções alheias é que me parece despropositado.

 

A sensibilidade! A argúcia! A elegância argumentativa! O amor à liberdade de expressão! A paixão pelos valores da civilização ocidental! O que dizer? É Gustavo Santos no seu melhor. 

 

E, de facto, há que admitir que se trata de uma reflexão coerente com a sua escola de pensamento: se eu sou a pessoa mais importante do mundo, se "o amor da minha vida sou eu, ponto final, parágrafo", não há qualquer justificação para levar um tiro na tola, na medida em que falecer é uma coisa que dificulta imenso continuar a amar-me. Donde, convém manter o biquinho bem calado em qualquer situação mais desagradável, não vá algo de mal acontecer-nos, impossibilitando-nos de continuar a acariciar o nosso umbigo e a modelar os nossos glúteos. Está certo, Gustavo.

 

Infelizmente, houve quem achasse isto simplesmente imbecil, e aproveitasse para linkar este meu texto de Julho sobre Gustavo Santos, que se mantém inacreditavelmente actual - o que me deixou muito satisfeito e me fez amar-me mais um bocadinho. Obrigado, Gustavo.

 

E graças a isso, o PD4 tive direito a:

 

1. Um post vergonhosamente generoso no enorme Malomil (se alguém quiser saber porque lhe chamo o melhor blogue português, leia a maravilhosa entrada Portugal Protocolo).

 

2. Alguns leitores a perguntarem se afinal o PD4 se tinha sumido de vez.

 

Esse leitores têm toda a razão no seu protesto. Eu avisei que a frequência dos posts iria diminuir, mas não era para desaparecermos em combate durante semanas. O problema é que me enfiei num novo desafio (como diria Gustavo Santos) que me está a levar muito mais tempo do que estava à espera e não tenho tido um segundo para o PD4.

 

Mas não desesperem: nós continuamos todos vivos e de boa saúde. E prometemos ir voltando, sem nos comprometermos com dias certos.

 

De qualquer forma, não queria deixar de agradecer ao Gustavo ter-me obrigado a vir aqui fazer uma prova de vida. És o maior, pá. Enfim... peço desculpa. És o segundo maior - já me esquecia que o maior tenho de ser eu. Mas tu vens logo, logo atrás.

 

Boa tarde!

 

GSantos.jpg

 

 

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publicado às 15:20


100% Gui

por João Miguel Tavares, em 23.12.14

Pergunta número 4 do teste de 1.º ano de Estudo do Meio.

 

Autor da resposta: Guilherme Mendonça Tavares.

 

2014-12-22 17.59.04.jpg

 

Tecnicamente pode estar errado.

 

Mas quem conhece bem o Gui sabe que está certíssimo.

 

 

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publicado às 08:52


A mais estranha mnemónica da história das mnemónicas

por João Miguel Tavares, em 15.12.14

A Carolina acha a disciplina de Ciências Naturais a mais difícil do 5º ano, sobretudo porque já tem imensa coisa para decorar.

 

Na semana passada, ela estava fechada no quarto a estudar para o teste de final de 1º período, mas de cada vez que eu passava no corredor só a ouvia cantar. Bati à porta para perguntar que raio era aquilo e se ela achava que andar a cantorolar nas vésperas de testes era a melhor actividade a que podia dedicar o seu tempo.

 

Erro meu, do qual tive rapidamente que me penitenciar. Aparentemente, aquilo era mesmo estudo. E do mais original que já se viu. Tão original, aliás, que pedi logo autorização à Carolina para a gravar e partilhar com os leitores do PD4.

 

O som, como é hábito nos meus vídeos gravados no iPad, está uma bela treta (tenho de pedir um microfone de prenda de Natal), mas se colocarem o volume no máximo acho que dá mais ou menos para perceber.

 

 

Engenhoso, hein?

 

Bastante entusiasmado com a mnemónica melódica da minha filha mais velha, louvei o seu empenho e fiquei mais descansado: embora me parecesse mais fácil fixar as frases sem ter, ao mesmo tempo, de fixar tão intrincada melodia, aquilo era uma demonstração de indiscutível dedicação à disciplina de Ciências Naturais. 

 

Só que... 

 

Há um enorme SÓ QUE.

 

Quando fui confirmar a exactidão da letra cantada pela Carolina com os apontamentos originais, descubro subitamente que eu lhe tinha perguntado acerca do efeito de estufa e ela respondeu-me o que eram... as chuvas ácidas!

 

2014-12-04 09.46.27.jpg

 

Tal como um disco riscado, a Carolina andava a saltar faixas. E infelizmente, quando dei por isso, já ela tinha feito o teste.

 

Até tremo só de imaginar a nota que aí vem.

 

Para a próxima vou dizer-lhe para se deixar de mnemónicas e frases fixadas ao milímetro e perceber exactamente de que trata a matéria. De pouco me serve ter uma menina afinadíssima em termos de voz se depois desafina desgraçadamente em termos de letra.

 

Versos trocados em testes escolares? Um pai vê as coisas mais estranhas.

 

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publicado às 10:11



Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



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