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Ainda as palmadas

por João Miguel Tavares, em 18.03.13
Ainda sobre a história das palmadas a crianças que dominou vários posts deste blogue, como este, encontrei na net mais uma defesa acérrima da tese da não-violência e uma crítica acesa à minha postura trauliteira. Vale a pena lê-la aqui.


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publicado às 02:06


17 comentários

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De Anónimo a 22.03.2013 às 22:18

Pois, é verdade. Eu concordo com o que diz, mesmo nós estando em "discordância" básica.
A desobediência irrita-me particularmente (dizer as coisas várias vezes, não fazerem o que eu digo, etc.), mas é tão expectável nós irritarmo-nos como eles nos desafiarem.
O desafio é inerente aos miúdos, é assim que eles aprendem a lidar comas situações com que se deparam ("esticando a corda, vendo onde ela chega"). Eu valorizo algum desse desafio (se calhar aqui discordamos), ou seja, prefiro isso a miúdos que "amocham" e são demasiado molinhos. E não a considero sempre falta de respeito; Os miúdos estão mesmo a apalpar terreno a ver o que lhes vai ser permitido. Daí que a adequação da nossa resposta seja tão importante, é com base nela que eles decidem o que vão fazer da próxima vez.
Daí que eu concorde em absoluto que temos de por um ponto final nesse ciclo. Concordo mesmo! E até, apesar do que o meu discurso possa sugerir, não me considero uma mãe muito tolerante. Mais uma vez, só me esforço por fazer isso sem bater. Bater para mim é um pouco o final da linha (obviamente como será fechar num quarto escuro, chamar nomes, humilhar, etc.)...
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De Anónimo a 21.03.2013 às 19:04

Permita-me discordar de um ponto em concreto do seu texto, sendo que em geral tenho uma opinião contrária à sua.

Refere que a palmada é proporcional ao nível da nossa irritação, mas normalmente não ao nível do erro do miúdo.

Pois bem, discordo, porque a nossa irritação, a nossa perda de paciência vem do facto de os miúdos terem o condão de a tentar esticar.
E o "erro" do miúdo não é asneira em si mesma, muitas vezes, mas precisamente, o tentar, permanente e exasperantemente, testar os nossos limites.
O "erro" dos miúdos está muitas vezes na falta de respeito que a atitude deles implica, e não tanto qualquer asneira concreta que estejam a fazer.
O "erro", não é não lavar os dentes, é desobedecer aos pais quando estes o mandam fazer sucessivamente e sob ameaças várias.
E aí temos de pôr um ponto final no ciclo vicioso de tentativas de negociação sucessivas que entretanto se estabeleceram.

Postas assim as coisas, não concordo que a nossa irritação não seja directamente proporcional às atitudes dos seus filhos e que, em consequência, o grito ou a palmada não sejam adequados ao "crime".
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De Anónimo a 19.03.2013 às 18:18

Sou das que também não vê qualquer vantagem no recurso supostamente pedagógico à palmada. Tenho uma filha de 3 anos e é verdade que algumas vezes ja estive à beira de cair na patetice de levantar a mão. Mas à distancia, fico muito contente por nunca o ter feito, porque sinceramente não vejo o que de positivo isso teria trazido à aituação. Acho basicamente que "dar palmadas" (ja nem estou a falar de outro tipo de punições físicas mais graves)é legitimar um código absolutamente repugnante. Bater quando eles nos batem?! Alô, para quê? Isso é responder na mesma linguagem e eu, enquanto mãe, quero é deslegitimar e banir essa atitude. Nunca reforçá-la. Que os miudos são chatos e às vezes nos esgotam? Totalmente de acordo! Que às vezes perco a paciência e levanto o tom de voz? Quantas vezes (e é lamentável, também)! Mas por muitas dificuldades que sinta, nunca consigo perceber o que é que de milagroso (ou sequer de "razoável") pode afinal trazer uma palmada. Espero nunca perder as estribeiras e cair nesse engodo, sinceramente. DN
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De Anónimo a 19.03.2013 às 15:58

..merecer...
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De Anónimo a 19.03.2013 às 12:01

Acredito perfeitamente no que me diz. Daqui a algum tempo virei aqui dizer como está a ser agora que tenho dois (a criança mais nova ainda não teve tempo de mercer palmadas :)). Mas como disse, não sou fundamentalista, mas não desisto de tentar encontrar alternativas à palmada...
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De Bruxa Mimi a 19.03.2013 às 10:10

Ah, e outra coisa, como a compreendo quando diz que tem de "gramar certas atitudes nos filhos dos outros"... eu sou professora do 1º Ciclo do Ensino Básico. A má educação é cada vez maior nas crianças. Quando surge uma criança realmente bem-educada (não confundir com "mosca-morta"), é um bálsamo para a alma!
Este desabafo não está diretamente relacionado com o tema, ou seja, não pretendo concluir ou insinuar que as crianças bem-educadas são as que levam palmadas, mas lá que me passou muitas vezes pela cabeça, em relação a certos alunos (já levo uns aninhos no ensino), que lhes faltou a tal palmada na hora certa, quando eram mais pequenos, lá isso passou!
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De Bruxa Mimi a 19.03.2013 às 10:03

A mãe do Ruca irrita-me! E o Ruca também... é um mimado de primeira, embora acabe sempre por reconhecer os seus erros e emendar-se.
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De Bruxa Mimi a 19.03.2013 às 10:01

Dou-lhe os parabéns pela postura que tem tido, pelas estratégias que tem usado. Mas chamo a atenção para uma delas: nem sempre há outra pessoa a quem recorrer (eu também uso essa estratégia, quando está acessível)... E ter um filho ou ter três, ou quatro, ou doze (tenho uns amigos que têm doze, entre os 19 anos e os 5 meses) não é a mesma coisa. Não digo que se tivesse ficado só com uma filha (a mais velha tem 6 anos) não lhe tivesse dado nenhuma palmada, mas a probabilidade de dar uma palmada aumentou com o número de filhos (a irmã tem quase 5 e o irmão tem 3 anos)...

Mas volto a dizer, parabéns pela sua paciência, e pela sua decisão diária de "não ser hoje o dia em que se estreia".
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De Anónimo a 19.03.2013 às 09:47

Espero que este texto, magistralmente escrito, tenha feito muitos pais e mães pararem para pensar e repensar na sua forma de educar.O facto de ter voltado à conversa, JMT, mostra (e embora não admita) que tem pensado sobre o assunto e isso é muito bom.
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De Angela Ribeiro a 18.03.2013 às 17:45

Eu concordo consigo. Se não tivesse filhos provavelmente discordaria. Quando estava grávida prometi que nunca iria recorrer à palmada, ia ser uma mãe "zen" e tudo mais o que vem na literatura moderna. E olhe que li bastante... Mas na prática a palmada é a única coisa que por vezes funciona sobretudo nesta fase (2-3 anos) em que o desafio é constante e por trabalharmos tantas horas e por turnos, os pequenos ficam muitas vezes com os avós e estes estragam-nos (os da Clarinha pelo menos). Ele é as regras à mesa, é atirar com as coisas, até a cadeira do carro (que depois descobri que a minha sogra a levava ao colo no carro deles:(). Não são muitas palmadas e pelas poucas que dei, a minha consciência travou um duelo de gigantes, mas foram eficazes. Também eu levei algumas (não muitas felizmente) não me fizeram mal, acho eu. Para além disto tudo sou técnica de saúde, atendo imensas crianças e sinceramente não tolero certas atitudes, tenho de as gramar nos filhos dos outros, mas não na minha filha. E não considero que me preocupo menos. Sei os valores que lhe queremos transmitir. E queria às vezes ser como a mãe do Ruca, mas não sou e a minha filha tb não é o Ruca.

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