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Regresso ao trabalho

por João Miguel Tavares, em 29.01.13


Hoje é dia de voltar ao trabalho, e o último texto que publiquei na revista de domingo do CM ganha mais actualidade. Aqui estão os dois primeiros parágrafos:

Com o nascimento da Rita, tirei pela primeira vez um mês de licença de paternidade, que todos os pais portugueses passaram a ter opção de gozar após os quatro meses de licença da mãe. Eu estava cheio de vontade para me baldar a tal coisa, com o patriótico argumento de que Vítor Gaspar precisa mais da minha maminha do que a Rita, mas a excelentíssima esposa tem um olhar que me mete mais medo do que as avaliações da troika – e não teve pudor em usá-lo. Eu fiquei de imediato em sentido, o que se traduziu em quatro semanas enfiado em casa.

Na verdade, nem enfiado em casa estou, porque continuo a ter uma boa e potencialmente interminável colecção de actividades que me ocupam os dias. Mas, mesmo assim, o tempo que estou junto da lovely Rita é mais do que suficiente para me sentir um fracasso como pai e como homo familiaris. Isto dito por um gajo que tem quatro filhos pode parecer um bocado bizarro, mas, de facto, não só tenho uma estranha incompatibilidade estrutural com bebés, como a minha vida profissional é essencial para eu largar o vapor da minha vida familiar, da mesma forma que a minha vida familiar é essencial para eu largar o vapor da minha vida profissional. Sem uma dessas partes parece que coxeio – e acumulo gases na caixa craniana.

O resto do texto pode ser encontrado aqui. A ilustração, como sempre, é do José Carlos Fernandes.

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publicado às 00:18


2 comentários

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De Suzel Patrão a 30.01.2013 às 20:19

Talvez agora os homens percebam melhor o quanto as mães são sacrificadas. É verdade que a maternidade para a mulher é uma coisa maravilhosa mas também têm uma boa dose de sacrifício. Também para elas estar fechada 24 horas é penoso, ter de alimentar aquele ser pequenino de três em três horas é cansativo, isto sem contar com as noites mal dormidas, e o pouco tempo que resta mal chega para fazer tudo o resto inerente ás suas funções domésticas.
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De Anónimo a 29.01.2013 às 13:44

Como o compreendo! Ou, na perspetiva inversa: afinal não sou uma aberração! (e é a mãe que fala)
Também estou de licença neste momento e a detestar estar 24h sobre 24h com a mesma rotina e praticamente sem sair de casa pois o tempo é o que se tem visto e shoppings... só mesmo de quando em vez!
Este blog tem-me feito uma companhia incrível, nesta jornada que teve início há precisamente 7 semanas! A sua Ritinha vai ser particularmente acompanhada deste lado :-)
Obrigada por existirem!

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