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E trelas para crianças? Essas são aceitáveis?

por João Miguel Tavares, em 21.10.13

 

Nos países europeus mais desenvolvidos, onde a palmada de que temos vindo a falar abundamente não é permitida, é relativamente normal ver os pais a usarem isto:

 

Em Portugal, a utilização de trelas para crianças é ainda muito rara, mas eu já as vi serem utilizadas uma ou outra vez, quase sempre em centros comerciais, onde há invariavelmente muita confusão.

 

Já que o pessoal da brigada anti-palmada, nomeadamente a Helena Araújo (eu avisei que, agora que descobri que partilhámos belos momentos juntos nas ruas de Berlim, ia começar a tratá-la mal), estabeleceu equivalências entre dar palmadas nos filhos e bater nas mulheres, como nesta referência a um velho artigo de um jornal americano (para os mais curiosos, o Huffington Post conta a sua história aqui),

 

 

permitam-me então a provocação (uma provocação sem ironia, porque estou mesmo curioso em conhecer as vossas opiniões) de vos perguntar o que pensam das trelas para crianças, tão popularizados nos países ditos "mais civilizados".

 

Eu confesso que, se conseguisse aceitá-las dentro da minha cabeça como uma coisa normal, já me teriam dado imenso jeito - e certamente evitado um par de palmadas nos tenros rabos dos meus filhos...

 

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publicado às 09:52


30 comentários

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De Ines a 06.03.2015 às 12:22

Boa tarde!
Nasci em 85 neste pais quase pertencente à UE e se agora essas benditas trelas não são muito vistas na década de 80's menos o eram.
Usei trela, e evitou atropelamentos quando à beira estrada conseguia soltar-me da mão dos adultos. Hj estou grávida e vim parar a este blog quando procurava uma trela como a que tive. Não traumatizei, e milagre, não virei cão!
Defendo o uso destas trelas. Até há umas lindas :) pena não fazerem para adultos!
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De carla a 17.06.2014 às 12:38

Pois eu nunca usei nem senti necessidade de usar com a minha filha mais velha, mas agora com 2 gémeos de 2anos, ando aflita á procura de 2 trelas e não encontro. Nem imaginam o que é sair à rua com os 3. se a mias velha já não foge, é certo, os gémeos adoram fugir sem olhar para trás. e se corro atrás de um, o outro foge em sentido inverso. é um calvário. e mantê-los num carrinho sentados também não é tarefa fácil.
Portanto, os moralistas e moralizadores que me perguntem se as crianças são cães para andarem de trelas que eu responderei: mas olhe que não mordem!
Cada qual tem que fazer aquilo que torne a sua vida mais prática e a segurança deles mais eficaz.

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De Claudia Nunes a 14.01.2014 às 09:41

A 1ªpediatra do meu filho, há 9 anos atrás sugeriu-me de uma forma pouca delicada a utilização da "trela"....disse que ia mantê-lo debaixo de olho e evitar que fugisse e ficasse debaixo de um carro......Também me sugeriu a compra dum capacete.....para evitar magoar a cabeça! Havia de ser um espectáculo jeitoso....sair à rua de trela e capacete!!! Claro que nunca mais voltei à sra.pediatra. E claro que também nunca comprei o dito acessório à criança.....que apesar da sua traquinice nunca me fugiu, e ainda não partiu a cabeça. Acredito que em viagens ao estrangeiro e em zonas mais movimentadas dê jeito...mas sejamos responsáveis e olhamos pelos nossos filhos.....sem trelas. Se queremos estar distraídos e sossegados, então o melhor é não levarmos as crianças nesses momentos. E quanto às palmadas.....uma no momento, nunca fez mal a ninguém....e eles conseguem tirar-nos do sério! Claro sem entrar em excessos e violência!
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De Joao a 24.11.2013 às 22:22

Usei algumas vezes com a minha filha até que ela deixou de achar piada. Recomendo. Andar com aquilo na rua faz-nos parecer umas aves raras com tudo a olhar, mas não quero saber. Ajuda muito quando os miúdos são determinados e avessos a acatar ordens. A ideia não é usar a trela aos esticões mas como mecanismo de segurança se se afastarem demasiado, por exemplo num passeio. Em espaços amplos ou fechados encontro-lhe menor utilidade.
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De Anónimo a 25.10.2013 às 10:01

Uso e abuso em aeroportos, centros comerciais e afins. Também é verdade que vivo na ásia, local onde as crianças se perdem na multidão.
Dão jeito pois muitas das vezes a minha filha mais velha não me quer dar a mão ou escapa-se quando estou mais ocupada a emprurrar o carrinho do mais novo. Ela não se importa e até prefere usar trela a dar a mão. Nos aeroporos costumo usar uma trela de mão (que se prende ao pulso) também tem uma mochila trela. É uma questão de hábito.
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De Rita Carvalho a 24.10.2013 às 17:04

Só me ocorre este epidódio da "Modern family": http://www.youtube.com/watch?v=t3A7upO0yjw . A solução perante os olhares reprovadores e mesmo os sentimentos contraditórios dos responsáveis, passou por oferecerem uns belos sapatos de salto alto de princesa, bem ao estilo disney (já que era lá a visita!) à Lilly. Tinha ficado provado, pela prestação da Gloria, que eram um ótimo "atrasador" de marcha!
Só me ocorreu mesmo isso, porque na altura em que o meu filho me punha à prova olhava para as trelas e pensava "ai que é desta", mas depois... nunca cheguei a comprar.

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De Helena Araujo a 23.10.2013 às 17:57

João,
a minha vida não é vir cá todos os dias ver se já levei outra vez pancada. Da próxima vez que se meter comigo, pode fazer o favor de me avisar?
Tem aí o meu e-mail ou então faça um link para o meu blogue (hehehe, esta segunda alternativa não traz nenhuma água no bico nem nada...)

Bom. Trelas. Nunca vi trelas na Alemanha.
Só me falaram disso uma vez: quando fui passar o réveillon a Copacabana, com miúdos de 5 e 7 anos. Foi-me sugerido por uma brasileira que mora nos EUA, dizendo que tinha visto "turistas não sei onde". Ri-me, claro. Festejámos o réveillon na praia, com mais um milhão de pessoas. Os miúdos estiveram sempre ao pé de nós. Não tenho a menor recordação de algum stress por causa da segurança deles.

A verdade é que até o nosso cão anda sem trela. E, se quer saber tudo: o nosso cão nunca apanhou. Bem, apanhou uma palmada uma vez - dada pelo meu filho, que se assustou quando o bicho fugiu para a rua.
Quando o levo à rua, lembro-me muitas vezes de como era quando saía com os filhos pequeninos: uma atenção constante ao que eles estavam a fazer, prever os problemas que podiam acontecer, reagir a tempo.

Trela nas crianças?! Mas se é tão melhor ir de mão dada com elas, a conversar e a saborear o caminho!
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De João Miguel Tavares a 24.10.2013 às 09:38

OK, Helena, combinado. Mas na rua até o seu cão anda sem trela?!? Bolas, Helena, deve ter poderes disciplinadores telepáticos! Assim não vale :-)
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De Helena Araujo a 24.10.2013 às 13:10

hehehe - isso, isso, contraí telepatia com o meu cão. ;-)

E ainda não contei que adormecia bebés em menos de um minuto. Há quem desconfie que eu os hipnotizava.
Mas o meu marido fazia ainda melhor: depois de deitarmos as criancinhas, pouco depois das sete, se eles se punham com aquelas coisas tipo choramingar, ou chamar pelos mil motivos do costume, ele ia ao quarto e dizia calmamente "o teu dia acabou - agora é a hora de o pai e a mãe conversarem sossegados". Resultava. Os miúdos paravam de chamar e fazer barulho no quarto. Ainda mal conseguiam andar, mas já era possível falar assim com eles.
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De Laura a 23.10.2013 às 03:35

Um testemunho inverso: aos 6 anos fiz uma "trela" para me atar à minha mãe. Ela odiou a ideia, ficou envergonhadíssima , mas eu achei o máximo poder afastar-me dela sem me perder (dentro de centros comerciais por exemplo). A minha mãe estava sempre na outra ponta da "trela" (uma corda com uns 2 metros), era uma segurança. Não era mal educada nem fugia, só que achei óptimo ter inventado um sistema que me tornava tão independente! O contexto faz toda a diferença...
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De Teresa Muge a 22.10.2013 às 18:23

Tive uns vizinhos Holandeses que usavam esta espécie de 'trela'; ofereceram-me duas ― uma para cada um dos meus filhos, ou seja, uma para rapaz e outra para rapariga; depois ensinaram-me a usá-las: razões, situações, explicações aos putos... Saíamos muitas vezes a passear em grupo com os miúdos todos e, às vezes, em determinados percursos, lá usávamos o artefacto. A intenção mais imediata era um misto de protecção ― alguma liberdade das crianças com a consequente maior tranquilidade dos adultos. Nunca serviu para castigar ninguém. O meu filho mais velho ainda se lembra disso e de quanto se divertia e se sentia seguro com aquela coisa. Também sabia muito bem o que fazer caso se perdesse apesar da 'trela'! Portanto... com aquelas condições, parece um artefacto que pode fazer sentido!
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De carla antunes a 22.10.2013 às 16:56

Confirmo que tenho uma «trela» nova no carro, dentro da caixa, pronta para ser usada. Ainda não tive coragem...

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