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O Gustavo #2

por Teresa Mendonça, em 12.11.13

Isto de ter um marido que escreve a toda a hora (com um garfo na mão, a fazer o pino, a fazer equilibrismo, enquanto bate uma soneca) não é justo. Sobretudo quando se é uma mulher cujo trabalho não permite que se passeie pela net, e muito menos se faça um post ou se facebook qualquer coisa, durante o trabalho. A vantagem está sempre do lado dele - até porque também não é quando se chega a casa e os banhos, o jantar, os TPCs e a preparação do dia seguinte estão à nossa espera, que há tempo para responder a provocações do excelentíssimo esposo. A maior parte das vezes nem chega a haver tempo para o fazer antes de cair para o lado numa cama qualquer lá em casa.

 

Mas isto hoje foi de tal ordem que acabei de receber uma mensagem de conforto sobre o post do Gustavo. E resolvi ocupar a minha hora de almoço (a hipoglicemia costuma provocar irritabilidade, portanto logo à noite já tenho desculpa para o ajuste de contas) para responder...

 

É nisto que dá ceder às vontades do marido depois de nove anos a dizer "não". Desde que a Carolina nasceu que o João rabuja de cada vez que levo os miúdos ao cabeleireiro: porque é uma loucura o que se paga por cortar três fios de cabelo (e é!), porque não se corta tanto quanto se devia (cortar é sinónimo de rapar no dicionário joãomigueltavariano), porque só se devia perder tempo a cortar o cabelo dos miúdos uma vez por ano e não uma vez por estação do ano (quando se levam três miúdos a cortar o cabelo demora sempre algum tempo), porque eu é que devia cortar o cabelo aos miúdos para poupar tempo e dinheiro...

 

Exactamente porque já não conseguia ouvir mais o excelentíssimo esposo com este último argumento em relação à Rita, e uma vez que ela tem estado doente e eu não a queria meter num cabeleireiro, este fim-de-semana resolvi seguir as dicas de uma supermãe com quem estive há uma semana e cortei o cabelo à Rita. Resultado: claro que correu mal, visto que nunca frequentei a cadeira de auto-apipocanço e os meus dotes de mãos não incluem saber tratar de cabelos, unhas e pele. Com muita pena minha.

 

Mas daí a chamar Gustavo à minha Rita vai uma grande distância. Então uma menina já não pode ter o cabelo curto que começam logo a dizer que fez uma viagem suspeita à Suíça?

 

É pena que um homem tão cinéfilo como o meu marido não se aperceba das semelhanças com famosas figuras da Nouvelle Vague onde a cabeleireira amadora se inspirou.

 

Jean Seberg

 

Rita Mendonça Tavares (com conjuntivite a bordo)

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publicado às 13:51


16 comentários

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De Catarina F a 13.11.2013 às 14:34

Primeiro há que dizer que a Ritinha continua a parecer uma linda menina! No meu caso, já tinha alguma experiencia em cortes de cabelo. A minha irmã mais nova foi a minha primeira "vitima", era eu que lhe cortava a franja e até corria bem, o meu marido também se atreveu e correu mais ao menos, quando foi a vez do filhote de 2 aninhos é que a coisa correu para o torto, ficou "ponta acima, ponta abaixo". Isto de tesouras e cabecinhas irrequietas não combina!!
Obrigada por partilharem as aventuras divertidas "lá de casa".
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De Maria C. a 13.11.2013 às 14:13

A Ritinha ficou um espetáculo!
A minha Xiquinha também ficou muito fixe quando eu (mandei a cabeleireira ) "lhe cortei" o cabelo curto quando era mais ou menos da idade da Ritinha. Quando ela descobriu as fotografias da época é que não achou piada nenhuma e ainda hoje me "atira à cara" que devia estar sob efeito de alguma coisa forte quando decidi cortar-lhe o cabelo... Por alguma razão misteriosa, o cabelo dela era completamente liso e fininho e hoje é meio encaracolado e ela gosta muito do cabelo - e lá estou eu a afirmar a pés juntos que se não fosse por causa daquele corte radical, hoje não teria a linda cabeleira que tem :)
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De Anónimo a 13.11.2013 às 09:37

A Rita está linda!!!! Não ligue à conversa do seu marido!!! Os homens não percebem de cortes de cabelo nem de penteados!!!
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De Raquel a 12.11.2013 às 23:39

Sempre um charme!!!
Nesta idade nem notam as variações de 'estilo' e tudo fica bem
O meu levou umas tesouradas valentes mas lá se disfarçou e fica um charme.
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De Sn a 12.11.2013 às 22:43

Tenho um trauma de infância com cortes de cabelo. Com a mania de cortar para ficar mais forte (insistiram no acto sem constatar que não resultava) fui um Gustavo quase até à puberdade. Nada fixe.
Por isso afastem as tesouras da Rita ou denuncio-vos à CPCJ mais próxima.
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De Maria Cruz a 13.11.2013 às 11:05

Como lhe entendo!
Não é o caso da Ritinha, que ainda é pequenina, mas a minha mãe também tinha a mania de cortar meu cabelo bem curtinho porque ¨era mais prático¨!
Que raiva, senti e ainda sinto por ter feito isso comigo ( rancorosa, eu?), eu odiava, me sentia horrososa.
Lembro-me um dia de chegar a casa depois de ter cortado o cabelo curtinho e meu irmão dizer: Olá João, vamos jogar bola? E ver a minha a fazer sinais por trás para ele se calar!
Hoje pode parecer engraçado, mas essas simplificações da minha mãe me traumatizaram... Serviram ao menos para eu entender que é importante que minha filha se sinta bonita, escutar o que ela quer usar, como ela quer ter os cabelos pois acho que é importante que ela se sinta bem... tudo serve para alguma coisa, né? Até a porcaria dos cortes...
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De Sn a 13.11.2013 às 11:14

Eu tenho uma irmã um pouco mais velha, com melhor cabelo! Eu de cabelo curto e ela com longos cabelos a cair pelas costas, tranças, totós, lacinhos... E agora vendo as fotos de infância parece que uma das filhas dos meus pais tinha um problema de identidade sexual. Que trauma!
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De Maria Cruz a 13.11.2013 às 12:23

O que? Uma irmã de cabelos compridos e os seus curtos???
Totós, tranças e a outra com cabelos curtinhos?
Não se faz!!!
O que nossas mães tinham na cabeça, não é?
Coisas da vida!
Mas hoje dá para rir disso tudo!
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De helena frontini a 12.11.2013 às 19:53

No meu tempo chamava-se corte à Joãozinho! Eu não gostava muito, na altura, mas à Rita fica mesmo bem.
E o marido que continue a deliciar-nos com as suas crónicas. Numa das minhas turmas, houve apresentação oral de várias durante esta semana! Que bom!
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De Paula a 12.11.2013 às 19:31

Corajosa.
Faço muito eu mesmo ao meus filhos, desde máscaras de carnaval, a adereços para os teatros da escola mas não me atrevo a cortar cabelos. Jamais!
Um dia os pais de um colega da minha filha tentaram cortar-lhe o cabelo pela manhã, correu mal, tentam rapar, avariou-se a máquina a meio e o miúdo foi para a escola com a cabeça meio rapada... Foi uma imagem de filme de terror!
Acabaram na cabeleireira a tentar corrigir o incorrigível. O miúdo teve de rapar TODO o cabelo!
Por isso, não me atrevo!
vidademulheraos40.blogspot.com (http://vidademulheraos40.blogspot.com/).
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De Cláudia a 12.11.2013 às 17:59

A Rita está linda e o nome alternativo para ela é lindo também (embora eu seja suspeita para o dizer - o Guga manda um abraço ao Gui).
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De ana rute cavaco a 12.11.2013 às 17:30

mas ela está linda! combinamos e vamos aí cortar o cabelo, ok?
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De Adriano a 12.11.2013 às 17:20

Não ficou nada mal para primeira vez e como o cabelo das crianças é tão incerto nestas idades as garfadas ao lado quase nem se notam.
Não a vou poder incentivar a fazer carreira profissional de cabeleireira mas eu não desistiria para já do " home made".

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