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Sobre a infantilização das crianças

por João Miguel Tavares, em 02.01.14

Hoje o Henrique Raposo escreve no Expresso sobre um tema que me é caro, embora ainda assim ele me pareça demasiado generoso para com os filmes da Disney - já que eles são historicamente os primeiros responsáveis pela tal infantilização das crianças que o Henrique justamente denuncia. Vou tentar voltar a esse assunto mais tarde. Entretanto, leiam, se faz favor, e digam coisas. O artigo está aqui.

 

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publicado às 12:14


19 comentários

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De M.M. a 04.01.2014 às 10:52

"É triste, mas a maioria das crianças e adolescente de hoje não consegue ver "O Rei Leão" (já fiz a experiência). Não têm a capacidade de ficarem sossegadas a ver uma história densa."

Ora aí está. Confesso que fui ver ao cinema o Rei Leão com a minha mãe e o meu irmão mais velho. Não parava quieta dentro da sala de cinema, andava de um lado para o outro, incomodava as pessoas...resultado: expulsão directa da sala de cinema. Ainda hoje quando falam-me no filme digo logo "Eu tenho um trauma com esse filme, recuso a vê-lo"
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De Anónimo a 03.01.2014 às 11:13

Desde que tenho filhos apercebi-me que muitas das letras das canções infantis e dos argumentos das histórias clássicas têm sempre partes absolutamente horríveis - como as bruxas a querer comer meninos ou a envenenar princesas, filhos a ficar órfãos, etc...
Não sei se é verdade ou mentira, mas explicaram-me que os miúdos pequenos precisam de grandes contrastes entre o bem e o mal para perceber efectivamente tais conceitos. Não dá para utilizar exemplos de zonas cinzentas, sob pena de não consolidarem tais noções. Prefiro acreditar que assim é. Até porque nenhum dos meus filhos se assusta com os filmes / histórias / canções de antigamente, apesar de ainda só terem 4 e 2 anos.
Adoram o Rei Leão e o mais velho sabe perfeitamente que o Simba morre e que vai para o céu. Assim como o sabe que o avô morreu quando ele tinha 2 anos e foi para céu.
O que os assusta, muitas vezes, mas isso tem de facto a ver com os dias que correm, é a velocidade da animação. Experimentem ver o início do Papuça e Dentuça, por exemplo e do Nemo ou do Faisca McQueen para perceber a diferença! É avassaladora a barulheira e o desassossego com que estes 2 últimos começam. Já o 1.º tem uma introdução (com música orquestrada que faz todo o suspense da cena) de quase 2 minutos em que nada acontece.
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De Filipa a 03.01.2014 às 09:20

Concordo com o artigo. Eu fui ver o filme ao cinema na altura da estreia (sem filhos ou crianças) e achei que o filme era bastante adulto na época... tenho que admitir que sou da geração que viu o BAMBI e portanto pais a morrer e órfãos a resistirem aos males da sociedade já era habitual... tudo deve ser comedido e equilibrado...
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De Bruxa Mimi a 02.01.2014 às 22:17

Não sou especialista em desenhos animados, sejam filmes, sejam séries, antigos ou novos, mas quem vê a série do "Max" (entre outras, certamente) sabe que as crianças não estão assim tão protegidas da morte e dos efeitos da crueldade dos vilões. Em relação ao Rei Leão, quando passado um tempo se pensa no filme, o que nos vem à cabeça, acho eu, é a parte do "Hakuna matata" e não a parte da morte do pai do Simba.
Li num comentário a referência ao Toy Story como se fosse muito recente, mas o primeiro é de 1994 ou 1995, como o Rei Leão, e o segundo é de pouco depois. Eu sei que há três e que o terceiro tem poucos anos, mas sobre o conteúdo deste não me posso pronunciar, pois não o vi.
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De S* a 02.01.2014 às 19:01

Eu concordo, mas apenas até certa medida. Acho que os programas mais interativos beneficiam as crianças, assim como as histórias "mais negras"... Não me parece que tenha que desaparecer um dos tipos de programa para dar lugar ao outro. Como em tudo na vida, há que encontrar um equilíbrio! Se, por um lado, os programas mais interativos ajudam as crianças a aprender certas coisas, as histórias "mais negras" ajudam-nas a aprender outras! Assim sendo, na minha opinião, devia haver tempo de antena para ambos. Se as crianças fossem convivendo sempre com essa realidade, hoje em dia, poderiam ter todos os benefícios dos programas como "A Casa do Mickey Mouse" e mesmo assim aguentar ver um programa com conteúdo mais pesado como "O Rei Leão". Contudo, convém ainda acrescentar que as crianças são, atualmente, bombardeadas com coisas "adultas" demais para a sua idade e, claro, ao mesmo tempo com coisas mais infantis (e algumas talvez em demasia também). Parece-me que o mundo das crianças está hoje em dia coberto de antagonismos: há uma certa urgência em infantiliza-las e ainda um inegável desaparecimento da infância em idades cada vez mais tenras. As crianças passam automaticamente, e num estalar de dedos, de ver "Jake e os Piratas da Terra do Nunca" para ver séries bem ao estilo de "Morangos com Açúcar" (que felizmente já deixou de passar).
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De Alice a 02.01.2014 às 18:53

Na minha opinião cada época tem as suas 'coisas'. os meus filhos já viram toda a série do Tom Sawyer e da Pipi das meias altas. A 1ª eu lembrava-me de várias coisas, a 2ª é um bocadinho mais antiga só me lembrava da figura.
Tal como eles vi tudo e dei por mim a ter de explicar coisas estranhas para a idade deles como o facto de professores baterem em alunos com um pau, ou o que era a escravatura, ou porque é que os doces não fazem mal à Pipi e lhes podem fazer a eles.
Hoje, os filmes da Disney são mais politicamente correctos com as personagens 'más' mas por outro lado as personagens femininas não são tratadas como nos clássicos, que ou eram terríveis ou umas santas sem qualquer consistência.

Cada tempo tem as suas características. As crianças de hoje não vão ser melhores ou piores do que nós só diferentes e pertencentes à sua geração.
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De Paula a 02.01.2014 às 17:45

Eu concordo com cada palavra.
Aqui em casa lutamos contra essa infantilização das crianças.
Até lemos contos de Andersen antes de dormir.
Cá em casa não há jogos de computador, wii, psp e coisa que tal. Aqui, andamos de bicicleta, jogamos à bola, fazemos puzzles e muitos Legos. Pintamos e fazemos colagens. Praticam desporto e aprendem um instrumento musical.
Somos diferentes? Sim, da maioria. Mas somos iguais aos colegas do violino e do clube.
Experimentam jogos de computador em casa dos amigos, mas isso não domina as suas vidas.
Aqui acreditamos que os bons hábitos enraízam e ficam.
vidademulheraos40.blogspot.com (http://vidademulheraos40.blogspot.com/).
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De Teresa Alexandre a 03.01.2014 às 12:39

Muito obrigada pelo comentário! Eu pensava que era a única que fazia isso... A minha filha de 4 anos também nao tem "direito" a wiis, PS ou outros jogos de computador. Simplesmente porque cá em casa nao há e nao vejo a necessidade de haver. Televisao ou DVDs só muuuuito raramente. Ela tira a barriga de misérias na casa dos amigos. Cá em casa também somos muito de puzzles, Duplo (Lego ainda nao), pintar e desenhar... e um jogo fantástico, que acho que nao existe em Portugal, e que a minha filha adora: BambinoLUEK para os mais pequenos, agora já comecou com o MiniLUEK. Recomendo!
http://www.luek.de/EN/index_english.html
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De Anónimo a 02.01.2014 às 17:38

Acho que a Disney tem as costas largas e o artigo parte da velha premissa do "antigamente é que era bom". Ignorar filmes como "Toy Story" ou "Up!" por não terem densidade, só mesmo de quem não os viu ou percebeu. Além disso, os desenhos animados (mesmo para as crianças) não se esgotam na Disney/Pixar ou Dreamworks.
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De Joana a 02.01.2014 às 17:26

Ultimamente tenho lido algumas coisas na internet sobre possíveis mensagens subliminares dos filmes da Disney e os efeitos que esses mesmos filmes têm nas crianças...é interessante e talvez nos faça mesmo pensar em certas coisas..
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De Marco a 06.01.2014 às 17:15

Bem, essas mensagens subliminares partem muitas vezes de teorias da conspiração baseados em pouca coisa. Já os efeitos, isso será de estudar, claro.
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De sandra a 02.01.2014 às 16:50

Ola

Isto tem que se diga; num país onde um Prim Min tem a volta dos quarentas e é apelidado de miudo, e e por isso que faz asneiras, claro que um jovem de 18 ou menos, será uma criancinha.

Temos um país envelhecido, que acha que quem tem menos idade sao crianças e que nada sabem da vida... Uma realidade.eheh

Em relação aos desenhos animados, nao sao eles que têm que explicar os factos da vida as crianças e sim os pais;
no tempo que eu era criança, nao me explicavam nada, tinha mesmo que aprender na televisão, nao me parece que seja o problema de hje, em que ha mais abertura familiar.

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