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Prometi que ia apresentar as contas do inquérito Pais de Quatro/Leitores que Estiveram para Aí Virados, e aqui estou eu. Relembro as três hipóteses colocadas a votação, para classificar o facto de a minha mulher enviar prendas (ups, perdão, encomendas) aos seus filhos quando está mais do que 48 horas longe deles. As opções eram:

 

a) A minha excelentíssima esposa é a mãe mais querida do mundo, eu tenho uma sorte incrível em ter desencantado esta mulher, devia era estar contentíssimo, calar o bico, fazer os embrulhos, colar os selos e agradecer a Deus.

 

b) A minha excelentíssima esposa é a mãe mais querida do mundo mas de vez em quando também tem, digamos, uns momentos ligeiramente pírulas, que podem acontecer aos melhores, como é manifestamente o caso.

 

c) A minha excelentíssima esposa pensa que está a ser a melhor do mundo mas, na verdade, só está a mimar excessivamente os seus filhos e deveria dar mais vezes ouvidos ao seu sapientíssimo, super-equilibrado e majestoso marido.

 

Desafortunadamente, a minha excelentíssima esposa decidiu intervir na votação enquanto ela ainda decorria, através de um post escrito na calada da noite que configura uma escandalosa manipulação do voto, que certamente não deixará de ser punida pela Comissão Nacional de Eleições.

 

Peranto isto, e em nome do rigor, foi necessário dividir os resultados finais em duas categorias: AIT (Antes da Intervenção da Teresa) e DIT (Depois da Intervenção da Teresa). Assim:

 

AIT:

 

Facebook:

a) 4 votos

b) 6 votos

c) 7 votos

 

Blogue:

a) 7 votos

b) 5 votos

c) 6 votos

 

Subtotal FB+Blogue:

a) 11 votos

b) 11 votos

c) 13 votos

 

DIT:

 

Facebook:

a) 1 voto

b) 0 votos

c) 0 votos

 

Blogue:

a) 10 votos

b) 2 votos

c) 3 votos

 

Subtotal FB+Blogue:

a) 11 votos

b) 2 votos

c) 3 votos

 

Total agregado:

 

a) 22 votos

b) 13 votos

c) 16 votos

 

Por aqui se vê o extremo poder de influência da Teresa e a forma com a sua argumentação afecta os leitores deste blogue.

 

Se após a cristalina exposição do problema por parte da minha pessoa - a fase AIT - a opção a) ocupava apenas o segundo lugar, ex-aequo com a posição b), ambas com 31,4% dos votos, e a liderança era assumida pela sapiente posição c), com 37,1%; tudo começou a mudar após o texto nocturno da excelentíssima esposa.

 

A segunda vaga de votações pendeu estrondosamente a seu favor. Na fase pós-DIT, a opção b) opteve apenas 12,5%, a opção c) 18,7%, enquanto a opção a) conseguia uns impressionantes 68,8%, que se não fosse o agregado da primeira fase poderia mesmo permitir-lhe modificar a Constituição familiar, já que ficaria com uma maioria de dois terços.

 

O resultado final foi, então:

 

a) 43,1%

b) 25,5%

c) 31,4%

 

Ganha a opção a), por maioria relativa. A maioria dos leitores deste blogue considra, portanto, que a minha excelentíssima esposa é a mãe mais querida do mundo, que eu tenho uma sorte incrível em ter desencantado esta mulher, que devia era estar contentíssimo, calar o bico, fazer os embrulhos, colar os selos e agradecer a Deus.

 

Parece-me uma boa descrição da minha vida doméstica.

 

Podia levar-vos a mal por esta derrota? Podia. Mas não levo. Sou não só uma pessoa extremamente respeitadora da democracia, mesmo quando ela é um pouco enviesada, como sou obrigado a confessar que a excelentíssima esposa tem em mim precisamente o mesmo efeito que agora teve em você, caro/a leitor/a.

 

Quando ela saca da metralhadora argumentativa e desata às rajadas pica-miolos, eu enfio-me logo debaixo da mesa mais próxima e cinco minutos depois já estou de bandeirinha branca no ar, completamente rendido, pronto para fazer tudo aquilo que ela quer.

 

Afinal, fui ou não fui pôr as encomendas (reparem como já não disse "prendas") aos correios? Pois é, lá está.

 

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publicado às 18:50


5 comentários

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De Anónimo a 03.01.2014 às 11:30

Quando li o s/ post ia votar na b), mas depois li o da Teresa, e já não votei. Porque percebi o conceito da "lembrança", mas não concordei com o conteúdo, por isso deixou de se encaixar em qualquer das alíneas de votação.
Passo a explicar: no fim de contas concordo com ambos. Acho que numa semana não precisam de ter uma "lembrança" da presença dos pais, sobretudo nos dias que correm em que falar ao telefone é um acto vulgaríssimo. Mas acho graça, e fez-me lembrar a minha infância, o acto de receber qualquer coisa dos pais, via correio. Mas não concordo que seja uma encomenda (ou uma prenda, como lhe quiserem chamar). Acho que um simples postal com notícias seria mais giro e menos "deseducativo" (não me interpretem mal, por favor). Mas os dias já não são o que eram, e a Rita provavelmente, desfaria o postal em duas penadas!
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De Olívia a 03.01.2014 às 11:03

Na verdade, a mãe de quatro, quando escreve arrebata qualquer pessoa quanto mais as mães de um ou dois ou três... que seguem o vosso blogue.
Quer-me parecer que, caso ela tivesse mais disponibilidade para escrever, este blogue era uma completa animação e transbordaria uma ternura que não tem fim!
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De Isa a 03.01.2014 às 08:16

Valente esposa. Mas para haver votação tem de haver dois pontos de vista. É mais correto e justo.
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De M a 02.01.2014 às 23:42

Vocês não dão workshops? Os meus pais precisavam
Apesar de já ser tarde...

Parabéns pela vossa família!
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De Paula a 02.01.2014 às 22:54

A Teresa é uma querida e a melhor mulher do mundo para ti!
Aceita-o democraticamente!
vidademulheraos40.blogspot.com (http://vidademulheraos40.blogspot.com/).

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