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Diálogos em família #30

por João Miguel Tavares, em 05.01.14

- Papá, tu acreditas no pudismo?

- No quê, Carolina?

- No pudismo. Eu vi na televisão que eles acreditam na reencarnação, e que quando uma pessoa morre depois volta num outro corpo. E se tu te cruzares com ela na rua, vais ter a sensação de que já a conheceste.

- Deves querer dizer budismo, Carolina.

- Sim, isso, o budismo. Acreditas?

- Bom, na nossa cultura cristã, nós acreditamos antes que as pessoas quando morrem vão para o céu.

- Eu acredito nas duas coisas. Acho que as pessoas boas, como a tia Armanda, deviam voltar outra vez.

- Sim, mas para acreditares nas duas coisas só se criares a tua própria religião.

- A tia Armanda era muito boa, mas também tinha os seus defeitos, não era, papá?

- Como todas as pessoas.

- Então, a parte dela que era um bocadinho má ia para o céu, para aprender a ser boa junto de Deus. E a parte boa reencarnava e voltava outra vez para a terra. O que é que achas?

- Parece-me bem, Carolina.

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publicado às 23:41


6 comentários

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De Marina Subtil a 14.01.2014 às 00:55

Fui Mãe recentemente e o melhor conselho que me deram foi...

...perante a curiosidade dos miúdos, sempre que me perguntarem algo que eu não sei responder... devolver a pergunta: "O que é que tu achas?"
As crianças têm uma imaginação muito fértil e, como tal, a resposta está mesmo ali ao virar da esquina da mente delas, como se pode ver por este exemplo da Carolina.

Beijinhos, adoro ler estes diálogos.
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De sn a 06.01.2014 às 16:59

Como vês, a vida encarrega-se de ensinar o que há para ensinar. Os miúdos não precisam de filmes.
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De Anónimo a 06.01.2014 às 12:03

As partes boas das pessoas queridas que nos morrem ficam para sempre dentro de nós.... Nos gestos, palavras e atitudes delas que lembramos, copiamos e tentamos reviver...
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De Sílvia a 06.01.2014 às 11:31

As crianças têm uma forma tão mais simples e tão melhor de ver as coisas, devíamos manter-nos crianças por mais tempo!
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De Maria Cruz a 06.01.2014 às 10:26

Religião para mim é mesmo isso, acreditar no que faz com que encontremos algum sentido na vida. Acreditar no que nos dá conforto e paz de espírito. Uma crença sem dogmas, sem obrigações, totalmente movida pela bondade e amor ao próximo.
É assim que eu faço, se calhar criei minha própria religião e minha própria fé.Sem precisar de seguidores, ou de alguém que concorde comigo, só eu comigo mesma a buscar a tão desejada paz.
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De Ana Maria a 06.01.2014 às 00:53

Partilho das ideas da Carolina.
Há almas grandes demais para se "limitarem" a ficar no céu :)

(tem aí uma menina que pensa, João)

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