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Tapetes em forma de puzzle

por João Miguel Tavares, em 25.02.13
A propósito deste post, uma leitora com olho de lince perguntou - imagine-se - não onde comprar a máscara do Obama, mas sim onde comprar o tapete de borracha em forma de puzzle que está no chão. A resposta é: Decathlon. A má notícia é: é caro como tudo. Eu devo ter na minha sala para aí dois metros quadrados, que me ficaram por perto de 50 euros (duas embalagens), acho eu, o que é um absurdo para um bocado de borracha. Em geral, isto é usado para colocar aparelhos de ginástica por cima. Nós usamo-los cá em casa para os nossos filhos poderem praticar taekwondo na sala.

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publicado às 08:49


Dá-lhe, Michelle!

por João Miguel Tavares, em 24.02.13
Os Obama, como todos sabem, são os maiores. Michelle esteve no programa de Jimmy Fallon, a promover a sua campanha de combate à obesidade, e no final aconteceu isto:


Estão a ver Maria Cavaco Silva a fazer o mesmo?

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publicado às 20:06


10 razões para ter filhos

por João Miguel Tavares, em 24.02.13
O texto que saiu na revista do CM de hoje começou neste blogue, nos comentários a um post, quando uma leitora me perguntou por que tive eu tantos filhos, se me queixo (e me canso) tanto de ser pai. É uma boa pergunta. Eis algumas das razões:


Há dias, uma leitora, farta de me ouvir resmungar, fez-me esta pergunta: se eu me queixo tanto dos miúdos, se eles me dão cabo da cabeça e me tiram tanto tempo, por que raio decidi eu tê-los, e ainda por cima logo quatro? E de repente, percebi que nunca respondi cabalmente a esta importantíssima questão. Porquê?, de facto. Vai daí, decidi alinhavar 10 razões para ter filhos, como penitência por estar sempre a dar razões para não os ter.

1. A razão ontológica. Ser ou não ser não é para mim uma questão. Sófocles escreveu que o mais feliz dos seres era aquele que nunca tinha nascido. Faulkner escreveu que entre a dor e o nada, escolhia a dor. Eu voto em Faulkner. Mil vezes ser do que não ser. E nascer é fazer ser.

2. A razão estóica. Há um lado olímpico em ter muitos filhos. Eles testam os nossos limites e são um desafio permanente às nossas capacidades físicas e mentais. Não sou capaz de saltar à vara nem de correr a maratona. Mas criar quatro putos dá uma abada a tudo isso.

3. A razão ulrichiana. Numa civilização acolchoada, sem guerras nem catástrofes, o pessoal tende a amolecer e a confundir chatices com tragédias. Ter muitos filhos sintoniza-nos com a máxima do banqueiro Fernando Ulrich: “Ai aguenta, aguenta.” Que remédio.

4. A razão romântica. Quando se ama alguém, os desejos do outro contam. Se a felicidade da minha mulher passa por ter uma família grande e se a minha felicidade passa pela felicidade da minha mulher, então a minha felicidade passa por ter uma família grande. Chama-se a isto “propriedade transitiva”. É muito importante na matemática. E no amor.

5. A razão revolucionária. Citando o sábio Tiago Cavaco na luminosa canção “Faz Filhos”: nos nossos dias “constituir família é a suprema rebeldia”. Ambos partilhamos a fé neste verso: “Conquistas fabulosas através das famílias numerosas.”

O resto das razões podem ser encontradas aqui. A ilustração, como sempre, é do José Carlos Fernandes.



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publicado às 19:16


Um cartoon para domingo #2

por João Miguel Tavares, em 24.02.13
Desde o final de Calvin & Hobbes, nenhuma tira é tão boa quanto Mutts, de Patrick McDonnell, na sua mistura de pequeno humor e grande sabedoria.


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publicado às 13:42


Diálogos em família #10

por João Miguel Tavares, em 24.02.13
- Avô, tu podes dar tau-tau ao teu filho?
- Porque é que tu queres que eu dê tau-tau ao meu filho, Gui?
- Porque só os papás é que podem dar tau-tau aos filhos. O meu papá está sempre a dar-me tau-tau. Não podias dar tu tau-tau a ele?

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publicado às 11:18


500 000

por João Miguel Tavares, em 23.02.13
Hoje, acertando em cheio na festa dos nove anos da Carolina, aconteceram neste blogue duas coisas importantes, que vale a pena comemorar. Chegámos aos 1000 comentários publicados e ultrapassámos a barreira das 500 000 visualizações. Para um blogue que só arrancou há dois meses e meio, é obra. Para todos os leitores que encontram na partilha da nossa vida suficiente motivo de interesse para nos vir visitar regularmente, um grande obrigado.


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publicado às 22:27


Sonhos de índia

por João Miguel Tavares, em 23.02.13
Como a festa dos nove anos da Carolina é hoje, a nossa casa está tão cheia como o sambódromo em noite de Carnaval. Avós, madrinhas, tias, montes de gente a vir da província para celebrar os anos da rapariga, que isto ainda é uma família à moda antiga. Embora a casa seja grande, as camas não chegavam para todos, e a Carolina teve de dormir no chão do quarto de brincar. Disse "no chão"? Qual chão. Na tenda. A Carolina dormiu numa incrível tenda de índio.


Ela adormeceu contentíssima. E a criança que há em mim ficou ligeiramente invejosa.

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publicado às 08:15

Hoje acordei e a mesa da sala estava assim:


Esta fabulosa linha de montagem de bolinhos e prendinhas tem uma razão: a festa dos nove anos da Carolina é esta tarde, em Sintra. E enquanto eu dormia (perdão, enquanto eu tomava conta da Ritinha no nosso quarto), a Teresa levou com certeza a noite toda nisto. O amor de mãe é uma coisa bué linda. E assim um bocadinho avariada, como todos os grandes amores.

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publicado às 08:07


Eu Seguro

por João Miguel Tavares, em 23.02.13
O grande Samuel Úria tem um novo disco, chamado O Grande Medo do Pequeno Mundo, e dele consta a melhor canção monogâmica da história da música portuguesa. É um dueto com Márcia, que já tem teledisco e tudo, para se poderem deliciar:


E para os mais líricos e meditativos, aqui fica a extraordinária letra:

Eu Seguro

Quando o tempo for remendo,
Cada passo um poço fundo
E esta cama em que dormimos
For muralha em que acordamos,
Eu seguro
E o meu braço estende a mão que embala o muro.

Quando o espanto for de medo,
O esperado for do mundo
E não for domado o espinho 
Da carne que partilhamos,
Eu seguro.
O sustento é forte quando o intento é puro.

Quando o tempo eu for remindo,
Cada poço eu for tapando
E esta pedra em que dormimos
Já for rocha em que assentamos,
Eu seguro.
Deixo às pedras esse coração tão duro.

Quando o medo for saindo
E do mundo eu for sarando
Dessa herança eu faço o manto 
Em que ambos cicatrizamos 
E seguro.
Não receio o velho agravo que suturo. 

Abraços rotos, lassos,
Por onde escapam nossos votos.
Abraso os ramos secos, 
Afago, a fogo, os embaraços
E seguro,
Alastro essa chama a cada canto escuro.

Quando o tempo for recobro,
Cada passo abraço forte
E o voto que concordámos
É o amor em que acordamos,
Eu seguro:
Finco os dedos e este fruto está maduro.

Quando o espanto for em dobro,
o esperado mais que a morte,
Quando o espinho já sarámos
No corpo que partilhamos,
Eu seguro.
O que então nascer não será prematuro.

Uníssonos no sono,
O mesmo turno e o mesmo dono,
Um leito e nenhum trono.
Mesmo que brote o desabono
Eu seguro,
Que o presente é uma semente do futuro.

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publicado às 00:48


Em defesa da honra (e do pijama)

por João Miguel Tavares, em 22.02.13
A propósito disto e do comentário sobre eu ter ficado de pijama em frente ao computador, vinha, em defesa da honra, declarar duas coisas:

1. Eu não quero estar para aqui a dizer que a Carolina gosta mais da mãe do que do pai, embora até goste, como eles gostam todos, o que só prova que têm bom gosto. A questão é que pai e mãe servem, na cabeça deles, para coisas diferentes. E, na verdade, não é só na cabeça deles: servem mesmo para coisas diferentes. Por isso é que somos uma família. A certa altura, colocou-se a hipótese de o Tomás ir também ao almoço, mas entretanto ele ficou em casa com febre. E a partir desse momento, não se duvide que a Carolina iria infinitamente preferir mais um almoço a dois, só com a mamã, do que a três. Porquê? Porque um almoço com a mamã é um almoço de mulheres, coisa que ela quase nunca tem, e que obviamente adora. Se eu lá estivesse era um almoço com os pais - o que não é, de todo, a mesma coisa. Aliás, a post da Teresa só demonstra como eu sou espertíssimo e tenho razão.

2. Quando se diz "de pijama à frente do computador" mais parece que um tipo fica em casa a ver gajas nuas na internet ou os mais recentes telediscos da Sónia Araújo em loop. Ora, estar "de pijama à frente do computador", para aí em 97% do meu tempo, significa... espera, como é que é mesmo a palavra?... aquela coisa que muitas vezes é chata de fazer mas que tem mesmo de ser feita... ah, já sei: trabalhar! É isso. Chama-se "trabalhar". Foi o que o palerma aqui ficou a fazer em frente ao computador, de pijama, em vez de estar a enfiar o dente nas pizzas do Lucca - a trabalhar. É verdade que também estive a ver os mais recentes telediscos da Sónia Araújo. Mas isso é porque tenho um trabalho giro.


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publicado às 07:52




Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



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