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É oficial

por João Miguel Tavares, em 26.03.13
A Rita iniciou na semana passada a prática do desporto mais irritante de todos os tempos: o Lançamento de Chupeta. A partir de agora, vão ser meses e meses disto. Tenho dúvidas que aos 39 as costas ainda aguentem. Já para não falar na paciência.


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publicado às 21:25


Preciso de gajos neste blogue #2

por João Miguel Tavares, em 26.03.13

A minha excelentíssima esposa faz AH!AH!AH!AH!AH!AH!AH! e vêm logo montes de senhoras juntar-se à festa para zurzir em mim e, por extensão, nos respectivos maridos. Vocês são umas fofinhas. Aquilo? Compras do mês? Ah! Ah! Ah! Ih! Ih! Ih! Oh! Oh! Oh!

Ai os inocentes!

diz a Rute.

Eu bem desconfiei que algo não batia certo nas contas feitas pelo JMT... :-)

diz a Bruxa Mimi.

Compras domésticas e homens! Nem o preço das "mines" sabem!:)

diz O Meu Canto Arrumado.

E isto é só para ficar pelos três primeiros comentários. Realmente, nós, homens, somos muita burros e não percebemos nada de matemática doméstica, não é?
Mas... esperem! Vamos então praticar matemática doméstica e peguemos nas fotografias e nos produtos mais comentados pelos leitores destes blogue, só para sublinhar o quão matematicamente idiota eu sou por dizer que aquelas são compras do mês.
Comecemos pelo leite, e deixemos de fora, para simplificar as contas, os pacotes pequenos.
Como se pode facilmente ver por esta foto
estão ali quatro embalagens de seis litros de leito meio-gordo Mimosa.
4 embalagens x 6 litros = 24 litros
Como já referi neste post de Janeiro, só os miúdos é que bebem leite meio-gordo. Aliás, a Carolina também já bebe leite magro, mas para - mais uma vez - sublinhar a minha homérica estultícia coloquemo-la também nestas contas. Cada um dos miúdos bebe destes pacotes de leite apenas de manhã, a acompanhar os cereais. Em média, não devem beber mais de 20 centilitros, mas aumentemos a dose para 33 centilitros, por facilidade e amor à estupidez do pai.
33 cl/dia x 3 miúdos = 0,99 litros/dia
Ou seja, concluímos que os meus filhos consomem cerca de um litro daquele leite por dia (embora consumam menos, até porque uma ou duas vezes por semana comem Cerelac, que é feita com água). Logo, aquelas embalagens darão para... conta super-difícil para um totó da matemática doméstica...
1 litro ---------- 1 dia
24 litros ------- x dias
x = 24 x 1 / 1 = 24 dias
24 dias! Não é um mês? Não, não é bem um mês, minhas senhoras e minha excelentíssima esposa. Mas, assim de repente, diria que é mais um mês do que uma semana.
Mas esperem, que não vamos ficar por aqui. Eu quando começo a fazer contas nunca mais paro. Peguemos então na outra foto, para falar de fraldas e de dodots, tema caro aos frequentadores deste blogue.
O Empire State Building de fraldas que se vê lá atrás consiste em quatro embalagens com 84 fraldas cada. Portanto, isso dá
4 embalagens x 84 fraldas = 336 fraldas
Ora, eu disse que aquelas compras eram "do mês", certo? E os meses ainda têm no máximo 31 dias? Óptimo. Então vejamos se aquelas fraldas serão suficientes para fazer face às necessidades mensais da Ritinha (juro que mais ninguém cá em casa usa fraldas tamanho 3 - acreditem se quiserem):
336 fraldas : 31 dias = 10,8 fraldas/ dia
Assim se repente, diria que nem a desfazer-se em diarreia um puto gasta mais de dez fraldas por dia, mas pronto, é sempre preciso ter em conta que eu não percebo nada de bebés e que fico em casa a trabalhar aos fins-de-semana enquanto a pobre esposa fica a mudar as 10 fraldas.
Mas alto, alto, alto, não se vão já embora, que este post está aqui para bater recordes de dimensão. Falta o meu tema favorito: toalhitas.
Reparem nas três embalagens Jumbo de dodots camufladas ali no meio da foto anterior.


Sabem quantas toalhitas tem cada uma daquelas embalagens? 432 toalhitas. Façamos então a necessária multiplicação:
3 embalagens x 432 toalhitas = 1296 toalhitas.
Será que 1296 toalhitas são suficientes para limpar 1 rabo + 1 pipi de seis meses durante um mês? AH!AH!AH!AH!AH!AH!AH!, mas que estupidez a minha! Claro que não! É preciso multiplicar por quatro! Talvez assim me "aproxime da quantidade necessária" à manutenção mensal desta casa!
Ou seja, segundo a excelentíssima esposa e o coro grego feminino deste blogue, isto são obviamente compras para uma semana, que eu estupidamente - por falta de hábito, por desleixo, por desatenção, por uma lamentável ignorância dos assuntos domésticos - confundi com as compras do mês.
Como é lógico, 1296 toalhitas dão apenas para uma semana. Onde é que eu tinha a cabeça? Aliás, é só fazer as contas. Uma semana tem sete dias, um dia tem 24 horas e cada hora 60 minutos. Donde:
7 x 24 x 60 = 10 080 minutos
Uma semana tem 10 080 minutos. Dividindo esse resultado pelo número de toalhitas que compramos toooooodas as semanas (sem falhar uma), temos:
10 080 minutos : 1296 toalhitas = 7,77 minutos/toalhita
Ou seja, a cada 7 minutos de cada dia - incluindo à noite, quando a Rita está a dormir - nós estamos a esfregá-la com dodots.
Senhoras e senhores, é tempo de o mundo reconhecer isto: as partes baixas da minha jovem filha reluzem mais do que uma montra de cristais Atlantis. Elas estão mais desinfectadas do que um bloco operatório antes de uma cirurgia de coração aberto.
Infelizmente, eu nunca tinha percebido isto, porque sou um "bem-aventurado inocente" que "nunca vai às compras". Estupidez a minha. Inexperiência total. Imperdoável distracção. E portanto queria, a concluir, agradecer publicamente a todas as senhoras que me ajudaram a ver a luz. Muito obrigado. A partir de hoje sou um homem novo. E se precisarem de dodots, já sabem. É só pedir.

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publicado às 11:09


Preciso de gajos neste blogue #1

por João Miguel Tavares, em 25.03.13
Vocês não perdoam uma, minhas senhoras. A minha excelentíssima esposa resolveu fazer um post pouco simpático sobre a minha encantadora pessoa, acusando-me de desmancha-prazeres da família no último fim-de-semana. Escreveu ela:

Tínhamos tudo preparado [para um fim-de-semana em família] mas o papá resolveu cortar o barato e quando o avisei para reservar este fim-de-semana para nós respondeu que a melhor prenda que lhe podíamos dar era deixá-lo sozinho para conseguir trabalhar descansado.

Oh, meu Deus, que besta insensível que eu sou! Ainda assim respondi a esta descrição algo enviesada da realidade com três pinguinhas de ironia e 200 decilitros de amor, explicando que só estivemos 29 horas separados, e que mesmo assim é fabuloso como a minha mulher sentiu tanto a minha falta. Mas, claro, duas senhoras que frequentam este blogue não perdoaram o meu alegado pecado paterno-marital.

Disse a Andreia, até a esforçar-se visivelmente para ser querida (mas cá para mim pensando no íntimo de si: "que besta!"):

Depois de dizer que se queria ver livre da família no fim-de-semana, até nem falou muito mal! ;)

Replicou a Dulce, não disfarçando o puxão de orelhas:

Concordo com a Andreia! Depois de ter trocado o fim-de-semana com a família por 29 horas sozinho, digamos que a sua mulher até foi bastante comedida nas insinuações.

Ó minhas senhoras. É notável como num mundo capitalista, e até mesmo - acusam alguns - de "deriva neoliberal", o trabalho seja tão desvalorizado, porque a família - a santa e sagrada família - está sempre acima de todas as coisas. Acho isso muito comovente, e é com certeza a mais recorrente das críticas domésticas que sou obrigado a escutar.

É certo que a família está sempre acima de todas as coisas, no sentido em que se um filho partir a cabeça na escola nós largamos tudo para ir a correr, ou no sentido de que quando morremos queremos agarrar as mãos da nossa família e não de um documento Word, até porque um documento Word é uma coisa bastante difícil de agarrar.

Mas o trabalho, minhas senhoras, é uma ne-ce-ssi-da-de. Para mim também é um prazer, graças a todos os santinhos, mas em primeiro lugar é uma absoluta necessidade, desde logo para ajudar a sustentar a tal família que eu tanto desprezei neste fim-de-semana. Ou acham que isto e isto não está relacionado com isto? Ai está, está.

Em resumo, eu não disse à Teresa que me dava incrível jeito ficar em casa sozinho este fim-de-semana (eu queria 48 horas mas só consegui 29) para ficar a dormir até às 11 da manhã e depois convidar umas strippers para animar o lusco-fusco. Pedi para ficar sozinho porque a minha "to do list" já vai em 19 entradas e não estou a conseguir dar conta do recado, como aliás sugeri aqui. Acumulam-se mails por responder, burocracias por resolver, textos por entregar, um caos com o qual lido muito mal.

Portanto, eu não troquei o fim-de-semana em família por 29 horas sozinho. Eu troquei o fim-de-semana em família por um fim-de-semana a trabalhar. Porque tinha mesmo de ser. Na verdade, eu adorava ter um fim-de-semana sozinho, refastelado a ver filmes e a ler livros, ou então um fim-de-semana longe dos putos a sós com a Teresa, coisa que não acontece desde que Napoleão invadiu a Rússia. Mas não foi nada disso que eu tive, minhas senhoras.

Vocês, nestas coisas, são terríveis - está nos vossos genes a protecção assolapada da família. Fica-vos muito bem. Mas se não houvesse trabalho, a felicidade da família também estaria lixada. Eu sei que vocês, mulheres, percebem isto, até porque também trabalham que se desunham. Mas às vezes preferem regressar às velhas categorias do macho-trabalhador-que-se-está-nas-tintas-para-os-filhos vs. mulher-doméstica-dedicadíssima-às-criancinhas. Coisa que já não existe. Mas não existe nem para um lado, nem para o outro. Portanto, tenham piedade de mim e não me façam pior do que já sou, ok? Não sei se já leram isto nalgum sítio, mas os homens precisam de mimo.

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publicado às 21:21


AH!AH!AH!AH!AH!AH!AH!....

por Teresa Mendonça, em 25.03.13

As compras do mês?

AH! AH! AH! AH! AH! AH! AH! AH!

Bem aventurados os inocentes! E os que nunca vão às compras. Multipliquem pelo menos por quatro e talvez se aproximem da quantidade necessária dos mantimentos mensais cá em casa.

AH! AH!...

E continuar-me-ia a rir, não fosse o respeito que tenho por aqueles que não têm meios para comprar nada disto.

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publicado às 09:24
editado por João Miguel Tavares a 2/2/14 às 22:58


A primeira audição

por João Miguel Tavares, em 25.03.13

Eis o meu texto de ontem na revista do CM, sobre um tema de que já falei neste blogue: a primeira audição da Carolina:

Ergueu-se. Fez uma vénia ao público presente. Sentou-se ao piano muito direita. Tocou três pequenos temas sem se enganar. Levantou-se. Ouviu as palmas. E foi sentar-se, enquanto sorria orgulhosa para os pais.

Num dos últimos sábados, a Carolina teve a sua primeira audição pública de piano. Ela entrou este ano para o Instituto Gregoriano, e é impressionante o que evoluiu em apenas seis meses. Nem eu nem a Teresa sonhamos com uma filha pianista profissional, até porque o piano exige um nível de dedicação obsessiva que não bate de todo com o perfil da Carolina, mas queremos muito que ela tenha uma formação musical sólida. Para além da maravilha que é alguém conseguir sentar-se a um piano e tocar, por puro deleite estético, a música dá disciplina mental, estabelece regras, impõe rotinas e fortalece a personalidade, tudo capacidades fundamentais que nos ajudam pela vida fora.

A Teresa tem quatro irmãs e um irmão, e todos eles frequentaram o Conservatório e aprenderam um instrumento. Eu, pelo contrário, fugia da música a sete pés quando era criança e nada me atemorizava mais do que um ditado melódico nas aulas de Educação Musical. Eu era aquele aluno clássico que tinha boas notas a tudo excepto a Música e a Educação Física, e a quem depois os respectivos professores caridosamente inflacionavam as notas finais, para não estragar a média. No fim do terceiro período, lá tinha uns 4 roubadíssimos, embora merecesse um 3, quando não um 2.

No sétimo ano, quando a Educação Musical saiu finalmente do meu currículo escolar, teria aberto uma garrafa de champanhe se a tivesse à mão. Só mais tarde, quando comecei a frequentar grupos de Igreja e a aprender a tocar guitarra, já com os meus 15 ou 16 anos, é que comecei a lamentar tudo aquilo que não aprendi. E ainda hoje continuo a lamentá-lo.

À medida que a família cresce, vou, portanto, acumulando invejas: há mais de 20 anos que invejo o ouvido da Teresa e o enorme talento que ela tem para cantar e para tocar flauta transversal; há seis meses que invejo a Carolina por tocar piano; e com sorte irei invejar também o Tomás, o Gui e a Rita, que estão condenados a aprender música, mesmo que não lhes apeteça. Cá em casa o dó-ré-mi é tão importante quanto o á-bê-cê – é preciso aprender a ler, a escrever e a tocar. Como é típico dos analfabetos (sonoro, neste caso), eu dou bastante valor àquilo que me falta.


A ilustração é do José Carlos Fernandes.

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publicado às 08:21


Chamem-lhe parva

por João Miguel Tavares, em 24.03.13
Péssima notícia para a minha carteira. A minha filha Carolina descobriu que isto


era bom. Mais do que bom: super-bom.

E agora, claro, não quer outra coisa. Ela orgulha-se de não ser gulosa (e, de facto, não é, de um modo geral), mas quando lhe deu para ser gulosa tinha logo de ser com um gelado que custa 6,5 euros por cada embalagem de 500 ml. A menina tem umas papilas gustativas muito finas, é o que é.

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publicado às 21:53


Eu disse que era o pai mais horrível do mundo

por João Miguel Tavares, em 24.03.13
Foi impressão minha ou a excelentíssima esposa fartou-se de queixar de mim no post anterior? É para vocês verem como eu sou encantador: ela só esteve 29 horas longe de casa (das 13.40 de sábado às 18.40 de domingo) e mesmo assim teve extremas dificuldades em suportar a minha ausência. Parece tristeza, mas deve ser amor.

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publicado às 20:42


As cores do arco-íris Mendonça Tavares

por Teresa Mendonça, em 24.03.13
Este ano, pelo Dia do Pai, os miúdos pediram-me para marcar um fim-de-semana em família "na natureza" (palavras deles). Tínhamos tudo preparado mas o papá resolveu cortar o barato e quando o avisei para reservar este fim-de-semana para nós respondeu que a melhor prenda que lhe podíamos dar era deixá-lo sozinho para conseguir trabalhar descansado. Há um tempo para tudo, mas uma vez que era o dia dele dei a volta aos miúdos, adiámos a aventura em família e vim com os quatro para a Beira Baixa, deixando o papá entregue aos seus textos, filmes e músicas, que para sorte dele constituem o seu trabalho.

Tivemos azar com a meteorologia pois choveu o tempo todo e para conseguirmos passear no campo (a actividade preferida dos nossos e penso que da maioria dos miúdos) acabaram todos molhados... mas com sorrisos de orelha a orelha.

Ainda assim, como sempre, a Natureza recompensou-nos e ontem e hoje pudemos deleitar-nos com magníficos arco-íris, por vezes até com dois ao mesmo tempo.


Resolvi aproveitar para lhes explicar como se forma o arco-íris e foi giríssimo ouvir o que cada um reteve da explicação quando lhes pedi para dizerem por palavras deles o que tinham aprendido. O Gui disse que o arco-íris é a magia que o Sol faz nas pingas de água. O Tomás explicou que era causado pela luz do sol que é reflectida dentro da gota de chuva e depois se abre saindo as sete cores do arco-íris. A Carolina contou que o arco-íris é uma ilusão psicológica (ela queria dizer óptica) e que não está mesmo no local onde o vemos, depende da posição onde estamos a vê-lo, com o sol sempre atrás de nós. E que afinal a cor branca da luz do sol é feita das cores todas do arco-íris.

Cada qual com os seus pontos de vista: o Gui ainda vive no seu mundo mágico, o Tomás todo esquemático e não perdendo nenhum pormenor (sobretudo os que contêm números) e a Carolina descritiva, imaginativa, verborreica, interessando-se menos pela questão em si do que por aquilo que está ao seu redor.

Eles até podem vir todos do mesmo feixe de luz. Mas cada qual tem a sua tonalidade bem definida.

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publicado às 16:01


Aviso à navegação

por João Miguel Tavares, em 24.03.13
Acabei de ler um poema de António Barahona que começa com este verso:

Condenado a dizer o que não sei.

Parece-me um excelente resumo de toda a minha vida mediática, e em particular daquilo que escrevo no Pais de Quatro. Tenham, por favor, isso sempre em conta: a maior parte das vezes eu não sei do que estou a falar. Simplesmente, sou imprudente e imodesto - e por isso falo na mesma.

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publicado às 12:11


Família numerosa #2

por João Miguel Tavares, em 24.03.13
Eu devia ser accionista da Mimosa.


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publicado às 09:38




Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



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