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Doces saudáveis? Bllrrgh!

por João Miguel Tavares, em 27.10.13

A Crest e a Oral B, duas marcas de produtos de higiene oral, fizeram este grande anúncio para o Halloween. E o anúncio não só tem imensa graça como estou profundamente de acordo com a filosofia subjacente - por vezes, à custa de se quererem miúdos tão saudáveis, acaba por se perder algumas das melhores coisas da vida. Como os bons e velhos doces e chocolates. Ora vejam:

 

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publicado às 15:15


Incríveis truques para fazer com os seus filhos #4

por João Miguel Tavares, em 27.10.13

Mais truques de Richard Wiseman para animar um fim-de-semana com crianças.

 

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publicado às 10:20


Bicho da maçã

por João Miguel Tavares, em 26.10.13

Ontem fui à cozinha apanhar uma peça de fruta quando de repente...

 

 

...e pensei para com os meus botões: mas o que é isto? A maçã tem bicho?

 

Não, a maçã não tem bicho. Ou melhor: foi vítima das favolas do bicho Ritinha, que está a desenvolver dentes a uma velocidade impressionante e mal vê uma peça de fruta lhe enfia imediatamente uma trinca.

 

Do alto dos seus quase 14 meses, não há nada que amedronte o poderoso marfim da minha filha mais nova - e tenho provas disso.

 

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publicado às 10:07


Está quase!

por Teresa Mendonça, em 25.10.13









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publicado às 14:59


Na Floresta, por Tomás Mendonça Tavares

por João Miguel Tavares, em 25.10.13
Na floresta

 

Era uma vez um touro e uma águia que foram à floresta brincar. Mas ao fim da tarde quando já estava de noite tiveram de dormir lá.

 

Mas os omanos [NR: humanos] rapetaram [NR: raptaram] o touro mas a águia incontrolos [NR: encontrou-os] e fes [NR: fez] cocó insima [NR: em cima] dos omanos [NR: humanos] e picouos [NR: picou-os] com as garas [NR: garras].


Fim

 

Os factos são estes: ontem à tarde houve reunião na escola do Tomás, que por sua vez tinha estado nessa manhã a realizar uma composição livre. O resultado desse momento de notável criação foi aquele que podem verificar em cima e que acabei de transcrever.

 

Os erros de ortografia ainda são como o outro, porque ele está no início da segunda classe e decidiu usar palavras demasiado caras para os seus conhecimentos actuais de língua portuguesa (além de que, até ver, o Tomás é mais contas). O que eu estive a discutir seriamente com ele foi a questão da temática da sua composição, e o momento escatológico final.

 

Depois dessa conversa, ficou a promessa de que ninguém (bicho ou omano) voltaria a fazer cocó em cima de quem quer que fosse. Mas provavelmente a culpa não é dele. Eu é que lhe li este livros vezes de mais quando era pequeno:

 

 

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publicado às 14:49


Um bebé chinês no país dos sonhos

por João Miguel Tavares, em 25.10.13
As fotografias artísticas de bebezinhos fofinhos redundam frequentemente em grandes tangas açucaradas, mas este projecto da artista chinesa Quinee Liao, intitulado Wengenn in Wonderland, é um verdadeiro mimo - e sem sequer chatear a criança. Liao aproveita o sono do miúdo para compor cenários oníricos a partir de materiais que se encontram em qualquer casa (parece que já fez mais de 100 retratos destes). Eis alguns exemplos (podem ser encontrados alguns outros aqui):

 

Para além destas fotos, este vídeo é ainda mais completo, e mostra a mamã e o filho no final:

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publicado às 09:29


As marcas da maternidade

por João Miguel Tavares, em 24.10.13

Há algum tempo que eu queria falar do A Beautiful Body Project, depois de ter visto esta notícia no Público:

 


O projecto "A Beautiful Body Project" começa com [esta] imagem, feita num estúdio em Tucson, no estado norte-americano do Arizona, a fotógrafa Jade Beall aponta a objectiva para a barriga de uma amiga. É um ventre flácido, amorosamente abraçado por duas crianças. Quando publicada nas redes sociais, a fotografia atraiu a atenção de "centenas de milhares de mulheres que também estavam dispostas a partilhar as histórias de vida dos seus corpos", lê-se na página oficial do projecto. Foram tantos os e-mails que Jade recebeu que se tornou óbvia a decisão de transformar a ideia num livro. Assim nasceu o "A Beautiful Body Book Project", uma série de livros cujo primeiro volume, dedicado à maternidade, já está disponível para encomenda. O objectivo? "Este projecto pretende redefinir o que é bonito. Os nossos corpos. Nós próprias. O nosso mundo. As nossas famílias. Nós somos bonitas." A.A.S.


Quando vamos ao site e vemos as fotografias, nem todas são igualmente interessantes, e por vezes não é fácil, tanto em termos estéticos como éticos, encontrar a linha que separa a celebração da maternidade - que a foto de cima tão extraordinariamente homenageia, na minha opinião - e a exibição gratuita da decadência de um corpo.

 

Mas, ainda assim, esta ideia que preside ao projecto, de contar a história de corpos femininos que ostentam as marcas da maternidade e os efeitos que a gestação de uma vida invariavelmente provoca, parece-me profundamente bela. E, sobretudo, tem a coragem de ir contra a obsessão da perfeição corporal que domina todo o espaço mediático.

 

Não me entendam mal: eu festejo efusivamente o facto de hoje em dia cada vez mais mães terem cuidado com os seus corpos, tal como festejo o facto de o infantários dos mais pequenos e a escola dos maiores estarem cheios de mães super-boas, mesmo arrastando pela mão uma carrada de filhos. Isso é, sem dúvida, um ganho indiscutível para a saúde sexual do planeta.

 

Mas mesmo numa mulher que volta a ser magra, as marcas da maternidade na maior parte das vezes ficam lá: nas estrias, nas varizes, na barriguinha que permanece, no peito que cai, na cicatriz de uma cesariana. E são estas marcas, que em vez de serem causa de tristeza para as mulheres (e para os homens) num mundo obcecado por Barbies, devem ser um profundo motivo de orgulho - elas são, afinal, os vestígios de uma vida vivida e de uma vida gerada; são traços da nossa passagem pelo planeta, são outras linhas da vida, como as das palmas das nossas mãos.

 

É possível que quem olhe de fora para o corpo de uma mulher que foi mãe possa dizer "ela já foi mais bonita". Mas eu gosto de olhar para estas fotos e para o corpo destas mulheres e imaginar um caminho percorrido a dois, e depois a três, e depois a quatro, e depois a cinco, e depois (como no meu caso) a seis. E o corpo destas mulheres - tal como o meu corpo, já agora -, são um reflexo dessa estrada - cada pisadela, cada estria, cada cicatriz não são imperfeições. São um mapa de afectos, inabaláveis provas físicas de que chegámos até aqui. E - sobretudo - de que valeu muito a pena.



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publicado às 10:04


Ideias para o Halloween

por João Miguel Tavares, em 24.10.13

Cá em Portugal não temos a tradição de andar à noite pelas ruas a bater de porta em porta, como os americanos no Halloween. Mas nem por isso esta ideia deixa de ser incrível. Quero um fato destes para o Gui e para a Rita:

 

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publicado às 09:39


Uma menina chamada cavalo

por João Miguel Tavares, em 23.10.13

Andava eu para aqui a fazer sugestões sobre o uso duvidoso de trelas em crianças, quando de repente descubro este vídeo na net. Confesso que fiquei sem palavras.

 

 

A miúda do vídeo é uma sueca de dez anos chamada Anna Salander, e como alguns leitores com certeza notarão, partilha o seu apelido com a protagonista da trilogia Millennium de Stieg Larsson. Mas se Lisbeth Salander já era uma moça bastante bizarra, o que dizer de Anna?

 

E o mais estranho não é tanto ela fazer aquilo, mas sim os seus pais terem algum dia achado que se calhar até era uma ideia gira - "ah, ah, ah, que porreiro, a nossa filha imita um cavalo e até salta obstáculos de 1,10 metros!". Eis um caso em que umas palmadas teriam dado muito jeito. No rabo dos pais, claro.

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publicado às 15:32


Fundamentalista anti-mentira

por João Miguel Tavares, em 23.10.13

A propósito do meu post sobre as pulseirinhas, a Paula comentou o seguinte:

 

Não mentir NUNCA aos filhos é um excelente princípio.
Mesmo que obrigue a andar com pulseirinhas ridículas...


Sim, é verdade. Não podia estar mais de acordo. Todos nós temos algum tipo de fundamentalismo, e o meu é este: nunca mentir às crianças (na verdade, nem às crianças, nem aos adultos, mas isso é tema para outra conversa). Nunca me dei mal com este princípio, nunca me arrependi, a fama de desbocado só me tem dado alegrias, e - cereja em cima do bolo - facilita brutalmente a nossa vida, porque nunca somos apanhados na curva nem somos obrigados a rotações impróprias da espinha.


Claro que em relação às crianças não é um fundamentalismo completamente fundamentalista. De outro modo teria de os informar aos dois anos de idade que o Pai Natal não existe. O lado onírico, sonhador e imaginativo está sempre bem activo, e quando se está em modo brincadeira é perfeitamente possível - e até aconselhável - aldrabar o máximo que se puder. Mas apenas - e só - em modo de brincadeira. Quando o tom muda para sério, a mentira deixa de ser permitida. Já lhes disse várias vezes: "Só há uma coisa pior do que portarem-se mal: mentir."


Eu levo isto tão a peito que no infantário faço sempre questão de me despedir da Ritinha e dizer que me vou embora, mesmo que as pobres professoras e auxiliares fiquem depois com a criança a chorar ao colo. Nos primeiros dias é sempre uma chatice, porque ela ainda não conhece o ambiente e detesta sair do colo do pai. Daí que a maior parte das pais (e educadoras, já agora) prefira virar costas, distrair as crianças, dizer "olha ali aquele brinquedo", enquanto a mamã ou o papá se pisgam a grande velocidade. Eu não: prefiro que a Rita chore mas veja o meu adeus. Ao fim de algum tempo ela percebe que eu parto mas depois volto, e a partir daí deixá-la na sala passa a ser uma actividade bastante pacífica.


Utilizei essa táctica com todos os meus filhos e resultou. Aquela coisa de dizer aos putos "a mamã vai só ali e já volta" não me entra na cabeça. Graças ao fundamentalismo do "não mentir", o que acontece é que as crianças confiam em mim, e sabem que cumpro aquilo a que me comprometo. Isso pode causar-lhes, no início, alguma tristeza e algumas frustrações quando lhes digo na cara "sorry, não dá, desta vez o papá não vai poder" fazer isto ou aquilo. Mas, feitas as contas, acredito - e, mais do que acreditar, tenho provas - que isso lhes dá uma imensa segurança.

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publicado às 10:32




Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



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