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Um dia perfeito na Disneyland (ah, ah, ah)

por João Miguel Tavares, em 28.02.14

E cá estou eu, como prometido. Tinha que deixar aqui a foto clássica da família à frente de uma cena qualquer na Disneyland Paris, não é? Sendo que nesta altura a "cena qualquer" mais relevante não é o barco do Tom Sawyer (até porque não estava a funcionar), mas aquelas nuvens muito cinzentas em cima da nossa cabeça.

Acordámos às seis da manhã de Portugal, está um frio do caraças, apanhámos imensa chuva, o Gui lembrou-se que tinha medo de 75% das atracções, mesmo numa sexta-feira de Fevereiro conseguimos penar 40 minutos em filas, o barco não anda, a cena do Indiana Jones está fechada, os putos querem comprar tudo o que vêem, gritei com eles 7943 vezes, mal me aguento em pé. Um dia perfeito, portanto - como se comprova pela fotografia.

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publicado às 20:52


Um começo de viagem VIP

por João Miguel Tavares, em 27.02.14


E cá estão os quatro Mendonças e os cinco Tavares no aeroporto de Lisboa, a caminho de Paris! E ainda, como convidada muito especial (até porque a foto é dela)... a Amber.

E quem é a Amber? A Amber é aquela senhora "muito boa" (palavras do Gui) que está ao centro da foto, atrás do balcão da TAP para gente VIP e (às vezes) famílias numerosas super-encantadoras (tipo nós). Ela viu o nosso post sobre a viagem à Disney e disse-nos para passarmos pelo seu balcão quando chegássemos ao aeroporto. E assim fizemos - tendo tido o privilégio de ver as nossas malas despachadas por uma leitora do Pais de Quatro! É o que se chama começar a viagem com o pé direito. Muito obrigado, Amber.

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publicado às 16:11


Os bonecos Reborn #2

por João Miguel Tavares, em 27.02.14
A propósito dos bonecos Reborn, a Ana Rita Marques deixou o seguinte comentário, que decidi trazer para aqui em nome do contraditório:

"Eu adoro a arte reborn. Sempre gostei de bonecas, em especial de bebés (os conhecidos "chorões"), por isso ainda gosto mais de bebés reborn por terem uma aparência e estatura tão próxima da realidade. Felizmente não tenho nenhuma carência afectiva: sou casada e mãe de um menino de 4 anos. Tenho uma vida plenamente normal. Gosto de bebés reborn assim como poderia gostar de esculturas, pinturas ou de outra arte. Não me considero uma coleccionadora mas tenho 2 bebés reborn que estimo, mas não deixam de ser bonecos. Há quem coleccione Barbies (ainda há pouco tempo apareceu na TV um senhor que tinha mais de 5000 em casa), automóveis pequeninos, soldados de chumbo, chapéus, luvas...enfim milhares de coisas diferentes. É pura ignorância colocar todos os apreciadores da arte Reborn no "mesmo saco". A grande parte dos coleccionadores de bebés reborn nada tem haver com aqueles que têm problemas afectivos mal resolvidos. São somente apreciadores de arte."

PS: Até regressar de Paris, não contem com links nem itálicos nos textos. Estou com o iPad, que só me permite edição em html. E eu, infelizmente, faltei às aulas de html.

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publicado às 15:41


Sobre a pedofilia #2 (com beijos à mistura)

por João Miguel Tavares, em 27.02.14

Confesso que continuo muito impressionado com a quantidade de gente que apareceu a testemunhar casos de abuso sexual na sequência destes posts. Muito impressionado, mesmo - são realmente demasiados testemunhos para encaixarem nos meus 0,01%. E é o suficiente para me obrigar a repensar as tais conversas que não estava a querer ter com os meus filhos, por as considerar desnecessárias.

 

Num das caixas de comentários, a Joana A afirmou o seguinte, com grande inteligência e ponderação:

 

Eu faço educação sexual com professores/as e recomendo que se fale de abusos, de práticas sexuais, de segredos bons e segredos maus. Um agressor ou abusador manipula muito bem as crianças para não ser descoberto e se lhes abrirmos a porta da comunicação elas podem sentir-se mais à vontade para contar a alguém que pode intervir, em vez de esconder e deixar-se levar pela manipulação. Se pensarmos em crianças com perturbações do desenvolvimento ou da aprendizagem (com dificuldades cognitivas, portanto), ainda mais vulneráveis são a ser manipuladas e ser vítimas.

Não podemos ter números e estatísticas, não saberemos se 99%, mais ou menos, crianças são ou serão expostas a abusos, mas a prevenção é abrir a comunicação, sem medo, deixar a porta aberta, como mães, pais, educadores em que acreditamos e sabemos do que eles falam. É que o abuso tem muitas formas e se as crianças não souberem o que são práticas sexuais, nem percebem o que está a acontecer. Alguns comentários mostram isso mesmo e é nestas alturas que me pergunto se não há muito mais casos do que conhecemos.

 

Mas fez mais: de seguida deixou um link para um texto do jornal britânico The Guardian sobre essa coisa, tão portuguesa, de obrigar as criancinhas a dar beijinhos a toda a gente. O texto intitula-se "Por que não se deve forçar uma criança a beijar os seus avós" e vale imenso a pena lê-lo. Lá está - é mais uma batatada no nariz dos meus preconceitos, porque nunca tinha visto as coisas desta forma.

 

Curiosamente, eu próprio, quando era pequeno, resistia imenso a cumprimentar as pessoas, embora nunca ninguém tenha abusado de mim. Deixo só uma frase do artigo para concluir este post e estimular o debate:

 

Children have powerful instincts, and sometimes adults override those instincts for social niceties that suit the adult, not the child.

 

[Tradução minha: "As crianças têm instintos poderosos, e muitas vezes os adultos atropelam esses instintos em nome de cortesias sociais que fazem sentido para o adulto, mas não para a criança."]

 

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publicado às 09:45


Separadas à nascença #2

por João Miguel Tavares, em 27.02.14

 

A Rita novamente zangada, desta vez não por ter ficado em casa e sem ir para a escola, mas por ter regressado da escola antes dos irmãos.

 

 

Um elefante bebé zangado, com as trombas enfiadas na lama por as coisas não lhe estarem a correr como ele queria (com um grande obrigado à Rita Sousa pelo "comportamento mamífero universal").

 

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publicado às 09:35


Aviso à navegação (só para fazer inveja)

por João Miguel Tavares, em 26.02.14

Serve este post para avisar os nossos fabulosos leitores que amanhã à tarde eu e a Teresa partimos com três filhos e uma super-sobrinha para aqui:

 

 

Ah pois é. Após alguns anos de insistência, acedemos regressar à Disneyland de Paris. O Gui nunca lá esteve, o Tomás tinha para aí quatro anos e já nem se lembra bem, e como eles fazem todos anos entre Fevereiro e Março (excepto a Ritinha) fizemos o seguinte negócio: não havia festas de anos nem prendas para ninguém, juntava-se tudo e marcava-se uma viagem para a Disney em época baixa, seguido de um pulinho de dois dias a Paris (esta foi uma borla que lhes demos, porque estando lá, é preciso subir à Torre Eiffel).

 

Assim, eles só faltam um dia às aulas, na sexta-feira (vez sem exemplo), e parece-me uma bela forma de passar o Carnaval. A mãe queria levar a Rita, mas o seu marido ameaçou-a com um colete de forças e uma denúncia no Júlio de Matos. Portanto, a Ritinha vai fazer birras e amuos para casa dos avós alentejanos durante cinco dias.

 

A má notícia é que vai ser mais difícil estar sempre a actualizar o blogue. Tentaremos tirar fotografias e pedir autógrafos ao Pato Donald e respectiva família, mas não prometemos a regularidade do costume. Quer dizer: eu não prometo a regularidade do costume. A excelentíssima esposa de certeza que vai conseguir manter a regularidade do costume. (Desculpem, não resisti.)

 

Disneyland, aqui vamos nós.

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publicado às 17:37


Os bonecos Reborn

por João Miguel Tavares, em 26.02.14

 

Em Setembro do ano passado eu recortei uma dupla página do Diário de Notícias intitulada "Bonecos tratados como bebés de verdade" e guardeia-a no meu arquivo (ou seja, em cima da mesa da biblioteca). Dizia o pós-título dessa reportagem: "Os Reborn são bonecos que em tudo se parecem aos bebés verdadeiros e que são muitas vezes tratados como tal. Custam mais de 300 euros e são considerados obras de arte. Mulheres de meia idade são as que mais compram."

 

A minha ideia era falar sobre isso no Pais de Quatro, mas o tempo foi passando e o recorte foi ficando debaixo de uma pilha de livros e de outros recortes. Até que ontem o Público fez uma reportagem sobre o tema, e o assunto voltou à baila. A reportagem vem acompanhada de um vídeo, onde uma coleccionadora/ criadora de Reborns fala sobre o tema. Vale a pena vê-lo:

 

 

A santa Wikipédia, que tudo sabe, fala sobre isso, e enquadra historicamente o fenómeno. Lá se diz que esta é uma tendência que teve o seu início na década de 90, e que hoje tem um verdadeiro culto mundial. Reborn não é uma marca. O que os criadores fazem é isto: pegam em bonecas de vinil pré-existentes e personalizam-nas, através de processos demorados, em que se vão acrescentando camadas de tintas, cabelos e até novos olhos.

 

Há kits próprios para cada um criar o seu próprio boneco, e a esse processo de transformação chama-se - imaginem - newborning, que em tempos já foi um termo religioso, e que pelos vistos agora é aplicado a bonecas. Esta moldagem permite aproximar alguns bonecos das feições de bebés verdadeiros, quase à maneira de um museu de cera. O nível de virtuosismo e realismo é de tal modo impressionante que já aconteceu a polícia ter sido chamada por causa de reborns deixados sozinhos em carros.

 

 

 

Claro que eu olho para isto e, talvez por defeito cinéfilo, acho logo à partida tudo ligeiramente assustador. Não consigo deixar de ver nestes bonecos a versão delicodoce do Chucky, que tantos sustos me pregou no final dos anos 80. Receio bem que não conseguisse adormecer com eles ao lado.

 

 

Mas enfim, quem decide investir nos bonecos Reborn não está com certeza muito preocupado com o Chucky. Eles são quase sempre utilizados como substitutos para o bebé que nunca se teve, ou se teve e se perdeu (parece que há mulheres que perderam filhos e que usam estes bonecos para conseguirem fazer o luto), ou simplesmente porque o bebé cresceu, já é um puto de pêlo na venta, e de vez em quando ainda bate aquela saudade. Como seria de esperar, os especialistas dividem-se acerca da utilidade destes bonecos e acerca daquilo que eles dizem sobre quem os trata como se fossem bebés verdadeiros e os baptiza como tal.

 

Na referida reportagem do DN, Maria do Rosário, 30 anos, mãe de dois rapazes gémeos, afirma o seguinte: "O meu sonho era ter uma menina. A Carminho, a primeira bebé Reborn que tive, é uma aproximação ao que eram os meus dois filhos em bebés, tanto nas feições como no tamanho. Transporto para os três o afecto e o amor que nunca pude dar a uma menina." Um pouco spooky.

 

Na net encontrei uma outra reportagem televisivia sobre o tema, vinda do Brasil, onde neste caso é uma adolescente que tem um Reborn:

 

 

A mãe sente necessidade de garantir que a filha é uma miúda "normal", mas eu ficaria mais descansado se ela não sentisse ao mesmo tempo tanta necessidade de ser sua porta-voz. Ou seja, parecem existir sempre questões relacionadas com uma certa incapacidade de desvinculação. Ser pai e mãe não é só abraçar - é também abrir os braços e deixar ir.

 

Sem querer armar-me em psicanalista chunga, parece evidente que estes bonecos são substitutos para quem tem manifestas dificuldades nesse "deixar ir", até porque o abandono do ninho (ou o simples crescimento dos filhos) vem invariavelmente acompanhado de uma certa solidão, que muita gente não sabe gerir.

 

Claro que se os Reborn servirem de consolo para essas pessoas, e lhes derem algum equilíbrio, nada contra. Talvez possa até ser terapêutico. Mas, de facto, já vi modas mais saudáveis. E que eu não consigo deixar de pensar no Chucky, isso não consigo.

 

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publicado às 11:12


Separadas à nascença

por João Miguel Tavares, em 26.02.14

 

 

 

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publicado às 09:56


Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho #4

por João Miguel Tavares, em 25.02.14

Tendo em conta que dediquei abundante atenção neste blogue ao conflito de Manuel Maria Carrilho com Bárbara Guimarães (posts aqui, aqui e aqui), queria chamar a atenção para esta última notícia sobre o caso. O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, perante as suspeitas de violência doméstica, proibiu Carrilho de contactar a sua mulher e de se aproximar da sua residência.

 

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publicado às 14:06


Elogiar ou não elogiar, eis a questão

por João Miguel Tavares, em 25.02.14

Como já aqui referi várias vezes, o Tomás é o nosso filho melhor comportado, por uma longa distância. É super-certinho, em casa e na escola; tem um prazer genuíno em fazer os outros felizes; levanta-se antes de toda a gente (pais incluídos), veste-se e faz a cama; se pedirmos um voluntário para qualquer coisa ele é o primeiro a oferecer-se; e ainda por cima é um miúdo muito inteligente.

 

Fico muito feliz que ele seja assim, mas tamanha concentração de virtudes está a causar alguns problemas caseiros - ao ponto de eu começar a rever algumas posições que tinha por adquiridas. Para mim, sempre foi óbvio que deveria elogiar os filhos que se portassem bem, de todas as vezes que tal acontecesse. Mas, de repente, começo a descobrir que, se for utilizada de forma demasiado rígida, tal regra pode causar problemas no ecossistema caseiro.

 

Ou seja, embora em bom rigor eu devesse fazer corresponder os meus elogios ao mérito dos actos de cada um, sobrecarregar o Tomás de encómios causa um desequilíbrio grande, que acaba por transformá-lo, aos olhos dos outros, no menino-bonito dos papás. E quando digo "aos olhos dos outros" estou sobretudo a referir-me à Carolina, que embora adore o Tomás, parece ter uma certa frustração interior por não conseguir ser tão bem comportada quanto ele.

 

Colocado perante este quadro, o João Miguel de há quatro anos diria: "se ela não consegue ser tão bem comportada quanto ele, problema dela, esforce-se mais". Já o João Miguel de hoje em dia tem tendência para ser um pouco mais tolerante, e sobretudo para tentar perceber que inseguranças se escondem dentro da aparentemente toda segura Carolina.

 

Dona de uma personalidade muito mais forte e muito mais competitiva, a minha filha mais velha nem sempre consegue controlar o seu nariz empinado, e muito menos as suas respostas prontas, sempre na ponta da língua. Por isso, está frequentemente a ser corrigida com um "olha para o teu irmão e comporta-te como ele". Mas embora seja muito tentador dizer-lhe isso, eu e a Teresa temos conversado bastante sobre o assunto e sobre a necessidade de abandonarmos esta fórmula.

 

A frase é verdadeira? É. Temos de continuar a elogiar o Tomás pela sua generosidade e bondade? Temos. Mas não podemos deixar que se estabeleça um fosso demasiado grande entre filhos, naquilo que aos elogios diz respeito. Temos provavelmente de ser mais generosos para uns (Carolina e Gui) e menos generosos para outro (Tomás), de forma a que todos eles se sintam tratados por igual.

 

Grande parte do fascínio de ser pai é este: não adianta termos ideias demasiado rígidas sobre as coisas - a realidade acaba sempre por nos trocar as voltas. O segredo está, pois, em sabermos adaptar-nos ao contexto e irmos corrigindo os nossos procedimentos, de forma a manter uma família unida. Tão importante quanto os meus filhos terem um excelente carácter é assegurar que eles sejam grandes amigos pela vida fora. E para isso, eles não podem de forma alguma sentir que uns são bestiais e que outros são um bocado bestas (para utilizar a colorida linguagem do grande Toni).

 

Numa família numerosa, tal como numa equipa de futebol, não contam só os valores individuais. É necessário colocá-los ao serviço do colectivo, mesmo que para isso seja necessário tratar de forma igual aquilo que é manifestamente diferente - uma frase, já agora, que nunca imaginei vir a escrever na vida.

 

Ou seja, estamos sempre a aprender.

 

 A Carolina a pousar para a foto do 10.º aniversário, com o Tomás ao fundo a brincar com o iPhone

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publicado às 09:32

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Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



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