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A mamã é médica #10.1

por Teresa Mendonça, em 16.04.14

O excelentíssimo marido resolveu encostar-me à parede: 

 

Eh pá, sabem o que é que era mesmo fixe? Era eu estar casado com uma médica, e ela também ter um blogue tipo Pais de Quatro, estão a ver? Assim poderia discutir a questão das vacinas, dar a sua opinião informada, e tal. Seria tão proveitoso para os leitores do blogue... Enfim, sonhar não custa, não é?

 

A questão da vacinação está longe de ser consensual, mas sendo uma questão de saúde pública (e não individual, como se poderia suspeitar por alguns comentários ao post sobre o artigo de Daniel Oliveira), não pode deixar de ser discutida com profundidade.

 

A vacinação em Portugal, através do Plano Nacional de Vacinação (PNV), é universal e gratuita e tem um carácter orientador e incentivador. O PNV foi revisto e actualizado diversas vezes, a última das quais em 2012, de acordo com as alterações do padrão epidemiológico das doenças, o comportamento dos doentes perante medidas preventivas, o desenvolvimento social e dos serviços de saúde e o desenvolvimento científico e tecnológico que ditam o aparecimento de vacinas mais eficazes e seguras e terapêuticas mais eficientes.

 

Só existem duas vacinas que são obrigatórias em Portugal - contra o tétano e contra a difteria, através de uma lei de 1962 que nunca foi revogada. Mas até essas podem não ser administradas se os pais das crianças assinarem um termo de responsabilidade próprio para o efeito. O PNV é, em alguns grupos especiais (doentes imunodeprimidos, profissionais de risco, viajantes para áreas endémicas, entre outros), adaptável a normas próprias de acordo com as suas necessidades.

 

Os benefícios da vacinação superam largamente o simples benefício da pessoa imunizada, visto que a existência de crianças não imunizadas afecta a comunidade de diferentes formas, aumentando o risco da própria criança contrair a doença mas também o risco de contágio a outras crianças imunizadas ou susceptíveis (que não podem receber determinadas vacinas por questões relacionadas com a sua saúde ou dificuldades económicas, no caso de vacinas não incluídas no PNV), comprometendo a cobertura igual ou superior a 95% para as vacinas do PNV, percentagem fixada internacionalmente como necessária para garantir a imunidade da comunidade (há uma excepção a este objectivo de cobertura, que é a vacina contra a infecção pelo vírus do papiloma humano - HPV).

 

A decisão da não vacinação de uma criança tem de ser bem fundamentada e é obrigação dos pais procurar, junto dos profissionais de saúde competentes para o assunto, o acesso a informações credíveis e fundamentadas que exponham os riscos e benefícios da vacinação. A criação de movimentos anti-vacinação em todo o mundo, mas de modo preferencial na Europa, fez proliferar a disponibilidade de informação errada, sem qualquer comprovação científica, que é apresentada como irrefutável e essencial para quebrar a "suposta" pressão da indústria farmacêutica que, sem olhar a meios para atingir os seus fins comerciais, expõe a comunidade a "perigos incalculáveis".

 

Existem milhares de blogues e sites que divulgam dados que não têm qualquer fundamento, mas são esses dados que chegam mais facilmente aos olhos dos pais honestamente preocupados em procurar o melhor para os seus filhos, que não querem tomar essa decisão de ânimo leve. E é fácil de perceber porque os media preferem dar tempo de antena num horário nobre a uma linda e famosa actriz, que encabeça uma forte campanha para a libertação/recalendarização da vacinação nos EUA, e não a um pediatra que explica, com dados comprovados, os benefícios da vacinação.

 

Em 2007-2008, na sequência da exibição de programas com imensa visibilidade como o Oprah Winfrey Show, Larry King Live e The Ellen Show, que convidaram em sequência a actriz Jenny McCarthy - mãe de uma criança diagnosticada como autista aos 3 anos de idade e que responsabilizou a vacinação pelo diagnóstico do filho -, a percentagem de pais que recusaram vacinar os seus filhos nos EUA aumentou significativamente.

 

Assistiu-se à ocorrência de verdadeiros surtos de doenças evitáveis pela vacinação, nomeadamente sarampo e tosse convulsa, com ocorrência de raras mas muito graves complicações associadas a estas entidades. Actualmente a mesma actriz (que publicou um livro bestseller na altura da mediatização) já veio a público afirmar que recusa ser associada a movimentos anti-vacinação, e até mesmo que a doença do seu filho foi reclassificada e que não pertence às doenças do espectro do autismo. Infelizmente, o efeito devastador das suas anteriores declarações é irreversível.

 

Outro dos factos que mais prejudicou a vacinação foi a publicação, em 1998, de um artigo na revista The Lancet pelo cirurgião Andrew Wakefield relacionando autismo e vacinação. O artigo foi posteriormente retirado pela conceituada revista científica por ter ficado provado que o referido cirurgião (que entretanto perdeu a sua licença médica, e que na altura não declarou ter sido pago por uma empresa de advocacia que tinha em curso vários processos contra empresas produtoras de vacinas) alterou as histórias clínicas de todos os 12 doentes que fizeram parte deste estudo que deliberadamente relacionou, através da falsificação de dados, as vacinas e o autismo.

 

Este estudo não foi reprodutível por mais nenhum outro e anos mais tarde, depois de muito dinheiro gasto na repetição de ensaios que não mostraram qualquer relação entre as vacinas e o desenvolvimento de autismo (dinheiro e energia que não foram empregues na tentativa de obter respostas sobre as causas reais do autismo e sobre como ajudar as crianças e familiares que vivem com ele), o seu trabalho foi definitivamente comprovado como errado. Mas o impacto do estudo ultrapassou largamente o da sua refutabilidade e ainda hoje há imensas pessoas que acreditam nos dados por ele apresentados.

 

Existem vários sites credenciados que devem ser consultados pelos pais que se preocupam em proteger os seus filhos dos riscos das vacinas. Não existem vacinas 100% seguras nem eficazes e essa preocupação é compreensível. Por isso, discutirei nos próximos posts alguns dos problemas sobre vacinas que mais preocupam os pais.

 

No entretanto, deixo aqui vários sites credíveis onde as pessoas mais preocupadas com este tema devem procurar informação que depois devem discutir com os pediatras das suas crianças:

 

O site Vacinas, e o Portal da Saúde, em português.

Centers for Disease Control and Prevention.

American Academy of Family Physicians (colocar na janela de busca o termo "vaccines" - para quem não domina o inglês, também existe uma versão do site em espanhol).

American Academy of Pediatrics.

Infectious Diseases Society of America (conhecido como IDSA).

Institute for Vaccine Safety, da Universidade John Hopkins.

O portal Allied Vaccine Group, precisamente dedicado a reunir informação de sites credíveis sobre vacinação.

National Foundation for Infectious Diseases.

O site da Organização Mundial de Saúde, com muitos dados globais sobre o tema.

Vaccine Information You Need, bem organizado e bastante "amigo do utilizador".

Por fim, a conhecida FDA, US Food and Drug Administration, popular em filmes e série de televisão, e que também sem preocupa com vacinas.

 

 

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publicado às 09:43


13 comentários

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De Marina Subtil a 24.04.2014 às 22:10


Alguém que me entende!!
António, não diria melhor...
Eu também acho mesmo que há mais jogo sujo por trás das vacinas do que beneméritos a querer salvaguardar a saúde mundial.

As farmacêuticas rejeitam/aceitam medicamentos ou terapêuticas consoante o que dá mais lucro e não o que se mostra mais favorável ao doente/utente.

Desculpe Teresa, como posso confiar a vida do meu filho a tamanha falta de valores? Não posso?!

Já agora, percebendo o quão difícil é responder a todos os nossos "apelos"... (o António ficou com mais de metade por responder) mas anda aqui uma coisa a intrigar-me. Aquela questão de ser necessário atingir 95% da população para a vacinação atingir a chamada imunidade de grupo... tendo em conta que os planos de vacinação são tão diferentes de país para país... não há garantias disso!! Por exemplo, na Dinamarca, a vacina da Hepatite B apenas é dada ao bebé se a Mãe for positiva... tendo em conta que o contágio se faz por sangue e fluídos sexuais, a sério que não percebo a razão do nosso PNV a incluir e logo no primeiro ou segundo dia de vida? Porquê, porquê?

E já agora... como é que se explica que o autismo tenha atingido uma razão tão grande nos últimos anos? 1/50??? É muito!!!

Naaaaa... aqui há gato!!
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De António a 19.04.2014 às 02:04

PT 2

No que concerne ao autismo, eu não sou daqueles que acredita piamente que as vacinas causam autismo numa relação de causa efeito directo, existirão certamente várias razões para que uma criança desenvolva autismo, mas não podemos, penso eu, descartar a sua influência.
É certo que o trabalho do Wakfield fez mal a quem pretende lutar por vacinas mais seguras pois o estudo está mal feito e acaba por ter um efeito contrário. A verdade é que apesar dos estudos feitos não conseguirem concluir uma relação causa efeito, existem relatos, (não só de ex coelhinhas), de inúmeros pais a quem o filho foi vacinado e passados 2/3 dias apresentavam sintomas de autismo. Nos anos 50 a prevalência da doença era ridícula, hoje roça os 1:50 casos nos EUA. A situação é alarmante e dizer-se que as vacinas são inocentes é encarar o problema de uma forma superficial. Há quem diga que é genético mas então o que está a acontecer com os nossos genes?

Os EUA tem um serviço de contagem e tratamento dos efeitos secundários das vacinas, o VAERS. Neles estão registados não todos os casos, mas aqueles que são registados. Via com bons olhos que se fizesse um sistema parecido em Portugal? No estados unidos quem paga os danos das vacinas, é o John Doe, o contribuinte anónimo, eu penso que deveriam ser as farmacêuticas pois isso as responsabiliza a fazer vacinas mais seguras. Como é que funciona em Portugal?

Outra coisa que preocupa quem lê sobre o assunto está relacionado com os adjuvantes que as vacinas levam, o mercúrio, alumínio, MSG, vírus vários, células humanas etc etc, quais as implicações de injectar estes constituintes no corpo humano a longo prazo? É certo que quando ponho a mão sobre a chama queimo-me, estabeleço uma relação causa efeito e aprendo a não o voltar a fazer, mas será que consigo ter o mesmo raciocínio quando já for velhinho e me aparecer zona? Certamente não relaciono com a varicela que tive em pequeno. Não será que todos os vírus e RNA e DNA de vírus que andamos a injectar junto com as vacinas não nos leva a ter problemas mais graves quando formos mais velhos? Existem estudos sobre os efeitos das vacinas a longo prazo? Onde?

Por fim, permita-me que desabafe que não confio em farmacêuticas, os médicos têm todo o interesse em cuidar e tratar dos seus doentes, mas os farmacêuticos não, é uma industria e como qualquer industria vive para fazer dinheiro, nada contra que se ganhe dinheiro, o problema é que esse dinheiro é conseguido com o mal-estar dos outros, quanto mais gente doente houver mais felizes e contentes os accionistas ficam. O santo grall das farmacêuticas era que todos nós tivéssemos uma doença crónica para a vida. As farmacêuticas não têm interesse nenhum em vacinar para sermos todos fortes e saudáveis…

Uma ultima pergunta, John holdren é consultor da casa branca para matérias de ambiente e Saude neste documento enviado para a casa branca http://www.whitehouse.gov/assets/documents/PCAST_H1N1_Report.pdf advoga-se que se deva vacinar os petizes contra a gripe, são 86 paginas, mas procure pela palavra-chave vaccine. Este tipo, o John holdren também é o autor do livro ecoscience (são mais paginas ainda!) https://archive.org/details/Ecoscience_17 onde advoga entre outras coisas que se deva reduzir a população através de químicos na água e abortos forçados. Acha mesmo que ele está preocupado com os efeitos da gripe na população? Seria capaz de lhe comprar um carro usado?

Obrigado :)
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De António a 19.04.2014 às 02:00

PT 1

Primeiro que tudo deixe-me congratula-la pelo tom diametralmente oposto à publicação do Daniel Oliveira, principalmente por não considerar a não vacinação como uma moda. Acredite que a maior parte dos pais que pensam em não vacinar tenta documentar-se o melhor possível de forma a dar o melhor ao seu filho, ao invés de simplesmente ir atrás, o que para mim já diz muito do cuidado e amor que os pais tem pelos filhos, Salvo situações de famílias desfavorecidas ou desestruturadas, acho que ninguém deixa de vacinar os filhos por desinteresse ou desleixo, ou para lhes fazer mal deliberadamente… (acho eu)…

Uma vez que é médica vou aproveitar para lhe fazer umas perguntas:

O PNV indica que os pequenos devem levar a vacina contra a hepatite B logo assim que nascem.
Acha que este procedimento é necessário?

O que pensa dos pais que optam por não o fazer?

O sarampo é perigoso, estamos de acordo, mas juntamente com a papeira e a rubéola não são mais perigosas quando acontecem em adultos?

A vacina da papeira não é vitalícia, acharia com bons olhos que fosse dada a adultos também?

Se a vacina da papeira perde “força” temos uma boa parte da população que não está coberta pela imunidade de grupo, sendo assim, porque não temos uma explosão de casos de papeira em adultos?

Foram feitos estudos sobre a quantidade de vacinas + boosters que devem ser administradas até que a criança adquira imunidade, imunidade essa que é validada pela quantidade de anticorpos presentes no sangue certo? Certamente haverá estudos que dizem que são precisas duas doses da MMR para que se adquira imunidade, mas será essa premissa válida para todos os casos? Imagino que não, cada caso é um caso mas como ter a certeza? Será que eu fico seguro por levar duas doses de MMR, é que no vizinho pode não funcionar da mesma maneira. Seria possível eu dirigir-me a um hospital/centro de saúde e fazer testes serológicos para determinar quais as vacinas que ainda tenho activas?

O que tem a dizer sobre o SV40?

Nas bulas das vacinas está escrito que não foram feitos estudos sobre o seu efeito cancerígeno nem sobre o seu efeito sobre a fertilidade, isto não a deixa perturbada? Acha que são importantes? Acha que deviam ser feitos? Porque não são feitos? Será que as vacinas causam cancro? Eu não o posso afirmar, mas também não posso negar, não foram feitos estudos… http://www.fda.gov/downloads/BiologicsBloodVaccines/Vaccines/ApprovedProducts/UCM109841.pdf (pag 14)

Todos os anos são vacinadas milhares de crianças e só algumas desenvolvem efeitos secundários, é possível que exista uma predisposição genética para que determinado sintoma/doença se despolete numas crianças e não noutras. Com este ideia em mente
se tivesse tido algum efeito secundário de uma vacina, (grave, não é ter um altinho no braço que depois passa), daria essa ou outras vacinas ao seu filho? Não leve a mal a pergunta.
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De Teresa Mendonça a 19.04.2014 às 12:16

Caro António.

Fico muito honrada com a extensão e detalhe do seu comentário ao meu post inicial sobre vacinação. Tal como escrevi, tenho intenção de continuar a fazer um breve resumo sobre as questões mais discutidas pelos pais que se preocupam em proteger os seus filhos e a sua comunidade de doenças infecciosas evitáveis por vacinas. O meu objectivo é alertar e orientar para uma discussão pessoal com os profissionais competentes responsáveis pela saúde de cada uma dessas pessoas e seus familiares. Um post ou uma caixa de comentários, sem a necessária proximidade para discutir um assunto com esta seriedade, só pode ser orientador, até porque a vacinação não faz parte da minha área de especialização. Tentarei ajudar na maioria dos assuntos (clínicos) que propôs.

Também em Portugal existe um Sistema Nacional de Notificação de Incidentes e Eventos Adversos (http://seguranca.dgs.pt/SNNIEA/) onde qualquer cidadão tem obrigação de proceder à notificação de incidentes de segurança que afectam os doente do Sistema de Saúde em Portugal. As notificações recebidas são depois analisadas para identificar padrões e tendências sobre a segurança do doente e para desenvolver soluções com vista a evitar esses incidentes.
Existe também o Centro de Informação do Medicamento e dos Produtos de Saúde (CIMI - http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED) que responde a pedidos de informação e esclarecimento de dúvidas relacionadas com licenciamento de entidades, medicamentos e produtos de saúde a todos os profissionais de saúde, agentes do sector e público em geral.
Para qualquer medicamento de uso humano existe uma rede de Farmacovigilância que avalia continuamente as reações adversas ocorridas (e notificadas pelos profissionais de saúde que a isso estão obrigados) avaliando, com base científica, a respetiva relação benefício/risco. A Agência Europeia do Medicamento (EMEA) tem por função, entre outras coisas, definir os procedimentos necessários para a autorização e a vigilância dos medicamentos de uso humano e veterinário, estabelecendo a obrigatoriedade da elaboração, pelo titular da autorização da introdução do medicamento no mercado terapêutico, de Relatórios Periódicos de Segurança.

Quanto à sua incredulidade sobre as "boas intenções" da indústria farmacêutica aconselho-o a manter a sua avaliação crítica, debruçando-se também sobre os benefícios que a humanidade já lhe reconhece, apesar dos seus objectivos economicistas.

Peço-lhe antecipadamente desculpa por ter decidido não desbravar as 1522 páginas de texto de uma sebenta sobre políticas energéticas, escrita em 1973 e publicada em 1977, com a co-autoria do actual consultor do presidente Obama para assuntos de Ciência e Tecnologia. Trinta e sete anos em assuntos desta natureza é uma eternidade e bastam-me as escassas declarações que o conceituado cientista fez recentemente, demarcando-se de políticas governamentais de esterilização forçada e controle populacional, para continuar consolada por Obama ter conseguido chegar à presidência dos EUA.

O que eu sei é que as vacinas salvam mais vidas do que qualquer outro tratamento médico e que os seus benefícios ultrapassam largamente os seus inconvenientes. A minha obrigação profissional é proteger a saúde dos meus doentes, logo, a vacinação é uma das bandeiras que mais defendo.


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De Helena Guerra a 24.04.2014 às 22:47

Qualquer estudo, investigaçao ou crença de correlaçao vacina /autismo ou outro efeito adverso reportado vai ser sempre desacreditadoe ignorado para nao criar o panico e assegurar a continuidade da adminstraçao das vacinas e evitar epidemias mas que eles existem existem e a quem lhes bateu a porta é triste.
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De Joana Mendonca a 18.04.2014 às 11:15

Gostei muito da clareza deste post. Obrigado!
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De Anónimo a 17.04.2014 às 10:57

Bom dia Teresa,

A propósito deste post sobre a vacinação, aproveito para colocar uma dúvida que surgiu quando soube que estava grávida, e fui verificar o meu boletim de vacinas (há muito tempo esquecido!).
Eu já devia ter feito o reforço da vacina antitetânica em 2012, e a dúvida que fica é: quando deverei fazer o reforço da vacina? Não haverá problema de o fazer durante a gravidez? Existe algum condicionamento em relação à fase de gravidez em que se poderá fazer? Acho importante referir que neste momento estou grávida de 13 semanas.

Obrigada,
Andreia
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De Teresa Mendonça a 19.04.2014 às 08:32

Olá Andreia.
Cada mulher deve ter pelo menos 5 doses de toxóide tetânico antes de engravidar pelo que, se cumpriu o PNV, seguramente efectuou um dos reforços no início da sua "idade fértil". A vacina anti-tetânica é considerada segura para o feto e a decisão de vacinar contra o tétano durante a gravidez baseia-se no número total de doses de toxóide tetânico recebidas durante toda a sua vida. A prevenção do tétano neonatal e do puerpério é uma preocupação universal pelo que lhe recomendo que se dirija ao seu Centro de Saúde com o seu boletim de vacinas e programe a administração do reforço da vacina anti-tetânica (e difteria). Estará a proteger-se a si e também ao seu bebé.
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De Isabel Prata a 16.04.2014 às 10:42

Parabéns pela informação prestada de forma tão clara.
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De Antónia Guerra a 16.04.2014 às 10:41

Olá Teresa (que bom ver que teve um tempinho para também alimentar este bloque)

Queria tirar uma dúvida (ainda irei falar com a pediatra do meu filho, mas gostava de ouvir a sua opinião).

Tenho 33 anos, e um rapazinho de 19 meses que, em príncipio, irá entrar para o infantário em setembro. Tenho intenções de engravidar novamente, mas estou preocupada com o facto de "e se ele apanhar varicela durante o período em que posso estar grávida?"

Nunca tive nenhuma dessas doenças - varicela, sarampo… Acha que me devia vacinar? Aos dois, aliás?!

Muito obrigada.
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De Teresa Mendonça a 17.04.2014 às 09:50

Antes de mais a Antónia deveria confirmar se está ou não imunizada para a Varicela através de estudos serológicos e, no caso de não estar, poderá ser vacinada até pelo menos três meses antes de engravidar. Fale sobre isso com o seu médico.
Em relação ao seu filhote, está disponível em Portugal uma vacina contra a Varicela, não gratuita, que pode ser administrada a partir dos 12 meses e deverá ser reforçada num período que depende do timing da administração da primeira dose. O seu pediatra explicar-lhe-à tudo isso.
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De Antónia Guerra a 17.04.2014 às 10:36

Muito obrigada, irei seguir os seus conselhos.
Boa Páscoa!
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De Anónimo a 16.04.2014 às 10:30

http://gma.yahoo.com/mom-whose-child-died-chicken-pox-advocates-vaccines-072954362--abc-news-topstories.html

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