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A opção pelo homeschooling

por João Miguel Tavares, em 09.10.14

A Teresa Power lança um novo tema nos comentários deste post: homeschooling. Escreve ela:

 

Ora aqui está uma belíssima discussão para o JMT trazer a público! Há cada vez mais famílias a optar pelo Homeschooling, que está cada vez mais implantado na América e na Inglaterra. Já conheço pelo menos três famílias portuguesas neste caminho! Eu não me imagino a fazer ensino doméstico, simplesmente porque não teria a paciência necessária para acompanhar os meus filhos em disciplinas que me custam imenso entender (leia-se matemática e afins), e porque não tenho disponibilidade económica para o fazer, e por mais uma série de razões. Mas acho que esta seria uma bela discussão a trazer à luz. Que dizes, João?

 

Eu digo que me parece sempre muito bem usar este blogue para as pessoas partilharem temas que lhes interessam. É também para isso que o PD4 existe. Infelizmente, sobre homeschooling eu percebo zero, até porque não me imagino a optar por uma solução dessas - apesar de ser possível que em breve comece a dar aulas de História caseiras, já que a professora da Carolina está de baixa e parece que assim vai continuar até ao aparecimento do Pai Natal. Mas não é bem a mesma coisa.

 

Contudo, se nada percebo sobre o assunto, sei, por exemplo, que a Ana Rute Cavaco percebe, porque o pratica na sua comunidade. Se ela passar por aqui e lhe apetecer, talvez possa opinar sobre as principais dificuldades, desafios, vantagens ou desvantagens. Se outras pessoas tiverem a experiência de viver a coisa ou de a conhecer à distância, que digam de sua justiça. Fica o tema lançado.

 

fishschooling.gif

 

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publicado às 10:27


44 comentários

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De Anónimo a 28.03.2016 às 09:39

Olá.

Sabem onde posso encontrar informação oficial sobre a homeschooling (ensino português)?
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De Anónimo a 06.11.2015 às 10:49

Caros pais,
Tenho 3 filhos: uma rapariga que sempre foi uma aluna regular/boa - terminou agora a faculdade com média de 16; um rapaz "sobredotado", a frequentar agora o ensino superior e, a mais pequena, uma filha especial, muito especial, única até! - a minha jóia rara é portadora de uma deficiência genética raríssima, que lhe dificulta a motricidade tanto fina como grosseira e, lhe reduz o QI - tem 12 anos e com muito esforço frequenta o 6º ano de escolaridade.
Suponho pelo exposto, que na vossa opinião, a minha filha mais nova deveria ser colocada numa turma de "terceira divisão" - assim não tiraria oportunidades ao "meninos brilhantes".
Será que também os meninos com grandes capacidades intelectuais devem beneficiar de famílias igualmente capacitadas, devendo por isso os pais e irmãos ser avaliados e, os "meninos brilhantes", colocados em famílias que as ajudem a desenvolver o seu grande potencial e lhes dêem palmadinhas nas costas e digam: -Parabéns, continua assim!
Parabéns porquê? Nada lhes custa atingir!
Não será mais digno de um "Parabéns continua assim", um menino que, apesar de não atingir resultados tão bons como os dos colegas, se esforça e dá sempre o seu melhor? Que quando vê alguém triste ou magoado é o primeiro ajudar, não olhando antes de o fazer, para a pauta de resultados académicos?
E se um dia o seu "menino brilhante" tiver uma doença ou um acidente que lhe reduza as capacidades, deverá ser retirado da turma a que pertence e colocado numa turma de nível inferior?
E o mundo real, também deverá ser dividido em zonas, segundo as capacidades de cada individuo?
"Meninos brilhantes" ou "meninos mate" devem viver juntos e juntos aprender uns com os outros. Estou certa de que os vossos filhos muito terão para ensinar à minha filha, mas não duvido que o contrário também é verdade e na mesma proporção. Quando todas as conquistas da vida implicam muito esforço, a preparação para lutar e vencer adversidades é maior.
Desculpem-me o desabafo.
Também luto para que sejam dadas oportunidades à minha filha para desenvolver o seu potencial académico e humano. Uma luta dura e de poucas vitórias! Também tive que o fazer pelo meu filho (mas garanto-vos que foi muito mais fácil!). Todos os que fogem à norma são prejudicados num sistema educacional desumanizado em que as turmas estão sobre-dimensionadas e programa desadequado. Os professores, por maior que seja a sua boa-vontade, não podem atender às características individuais dos meninos - e quando a "boa-vontade" não existe, nem se fala!
O modelo de escola actual não prepara para a vida cívica ou profissional nem valoriza o ser humano. Devemos repensá-lo e não agudizar as suas deficiências criando "guetos".
No meio de tantas lutas encontro conforto nas palavras de Jesus "Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei" Mateus 11:28
Paula Ferreira

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De Andre Costa a 03.04.2015 às 19:13

O homeschooling retira o poder ao Estado de formatar as crianças com uma educação tendenciosa e programas de ensino que sempre tendem afirmar a legitimidade do poder do Estado, por esse motivo o Estado sempre tenta colocar todo o tipo de obstáculos ao homeschooling e em muitos paises é até proibido (apesar do Estado poupar dinheiro), basta aliás dar uma olhada nos comentários para entender como foi gerada uma geração de "estatistas". Sem duvida que o ensino publico tem a parte do convivio, mas escola serve acima de tudo para ensinar e nesse sentido acho que um bom ensino em casa é bastante superior, e isto sou eu a focar apenas um aspecto que acho o mais importante que é o aspecto da independência da formatação estatal.
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De Johanna a 24.01.2015 às 12:44

Eu vejo nos comentários muitos pais com medo dos filhos terem de facto capacidade por aprenderem por eles próprios . e o contrário do medo é a confiança! tem tantos exemplos bem sucedidos de homeschooling ou de unschooling , quanto histórias de alunos desesperados por irem para a escola... Eu sempre soube que a única maneira de cuidar de crianças era em casa, junto da família , mas não soterrados pela família . Uma boa família tem que ser igual a uma boa casa, que se deve de ser aberta para o exterior, e o incluir para dentro...
e da mesma maneira que se "obrigam" os filhos a estudarem em casa, tbm se "obriga" eles a frequentar a escola! qual é a liberdade nisso? onde está o respeito dos ritmos biológicos da criança, assim como sua necessidade de permanecer junto dos seus pais?
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De Mário Cordeiro a 11.10.2014 às 19:15

Salvo raríssimas excepções, sou contra o homeschooling, por não ver grandes vantagens e múltiplas desvantagens, já que aprender não é apenas a parte cognitiva mas todo o sistema relacional, lúdico, interactivo, grupal, de dirimir conflitos e de os ter, de ter desgostos e decepções, mas surpresas boas e encantamentos.
Enfim,. Fico-me por aqui. Talvez um dia escreva mais sobre o assunto.
Quanto ao professor/a de HGP da Carolina... João, vou cair no mesmo porque o meu filho Zé, do 6º ano da mesma EB2 da carolina está em professor e só no 2º período o terá, segundo que rezam as crónicas. É a "cratice" (cretinice?) no seu melhor.
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De Mara a 10.10.2014 às 15:28

Contra, convictamente contra, embora compreendendo perfeitamente algumas das razões dos pais que escolhem o ensino doméstico. A minha filha do meio é melhor aluna que o mais velho e, no entanto, o mais velho tem (muito mais que ela) a qualidade fundamental que conduz ao conhecimento: a curiosidade, vontade de saber. Mas ela é certinha, organizada, concentrada e decora facilmente coisas, que são as qualidades que o nosso sistema de ensino (público e privado, salvo raras excepções) valoriza. Ele pergunta, questiona, põe problemas, desconcentra-se e irrita os professores. Sinto muitas vezes que ele "não encaixa" na escola e que gostava de lhe proporcionar outro tipo de ensino.

Acontece que o meu filho não é só meu. Que é errado serem os pais a controlar tudo na educação dos filhos, porque isso reduz as portas que, como sociedade, abrimos às crianças. A grande vantagem da escola é mostrar-lhes pessoas diferentes delas, dos pais, da família, dos amigos próximos. É fazê-los contactar com meninos de outras cores, às vezes com outras línguas, com crenças diferentes das deles, que pensam de outra maneira. Pobres e ricos, com muitos irmãos e com poucos, pais juntos e separados, católicos, protestantes e ateus.

É para lhes dar este mundo que optámos pela escola, e pela escola pública, apesar dos pesares. Se é fácil para eles serem parte da minoria que não tem religião e moral numa cidade profundamente católica? Não. Mas esse confronto - e isto é só um exemplo - ajuda a crescer e a perceber o mundo. Se eles só conhecessem a família e os filhos dos nossos amigos viveriam numa "bolha social", segura e confortável, mas humanamente pobre.

Por outro lado, optar pelo ensino doméstico parece-me sempre desistir. Desistir de lutar por uma boa escola para os meus filhos e os filhos dos outros. Resolvo o problema da minha casa, olho para o meu umbigo, deixo de me confrontar com coisas que acho erradas, mas, para todos os outros meninos, fica tudo na mesma.

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De Teresa Power a 10.10.2014 às 16:42

100% de acordo. Olhar para o nosso umbigo e desistir do outro é o pior que nos pode acontecer!
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De Bruxa Mimi a 10.10.2014 às 07:57

Sobre este assunto, sugiro a visita a este blogue, e sobretudo a este post:

http://saosocinco.blogspot.pt/2014/10/ensino-domestico-e.html

É uma mãe de cinco que escreve e para ela funciona muito bem o ensino doméstico. Aplica-se bem a imagem de cima, da direita.
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De João Miranda Santos a 09.10.2014 às 23:34

É interessante que, no mesmo blog que tem tanta agitação de comentários quando a discussão é sobre a (pequena) independência de deixar ou não um filho ir sozinho no caminho para a escola, a participação seja muito mais reduzida quando o tema é esta grande liberdade de um filho estar ou não sujeito a um sistema massificado de ensino. Isto dá a entender o quanto de tabu tem este assunto. Pode discutir-se muitos pormenores da paternidade, mas há assuntos, como este, que são dado adquirido, estão determinados no senso comum e nem sequer é correcto questioná-los. Neste contexto é engraçado ler este artigo sobre razões, oficiais vs reais, pelas quais os pais não optam pelo homeschooling: http://education.penelopetrunk.com/2013/01/24/the-real-reason-parents-dont-homeschool/

Curiosamente, num comentário a este mesmo post que tentava lançar uma discussão paralela ao tema, lançou-se uma discussão que revela muita da pertinência do homeschooling. A imagem da sardinha na lata é mesmo boa para ilustrar o que a escola pode significar e no fundo é disso que os pais aqui nos comentários se estão a queixar.
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De Teresa Power a 10.10.2014 às 09:47

João Miranda, acabo de ler o texto do link que sugeriu. A questão anda toda à volta do "fun": se de facto eu encarar a minha vida profissional e a vida escolar dos meus filhos segundo este parâmetro, então o homeschooling faz todo o sentido, pois é certamente mais divertido aprender o que quero quando quero como quero do que aprender o que a escola me sugere (embora cá em casa todos aprendam muito mais do que a escola lhe ensina)! Mas eu não vou trabalhar porque é "fun" nem os meus filhos vão à escola porque é "fun". E levantar cedo faz muito bem, sim! E ser contrariado também! Vê o que eu quis dizer com a afirmação, no comentário anterior, de que a nossa vida tem de ser muito mais do que "fun" ou "filhos"? ... Há tanto para fazer neste mundo...
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De João Miranda Santos a 11.10.2014 às 01:58

Concordo plenamente com isso. Eu entendi exactamente ao contrário no sentido de não se deixar de fazer simplesmente porque é mais díficil, o não teria paciência, o não me imagino ou o para mim seria impensável. Fico tristissimo quando ouço coisas como ouvi há dias de uma mãe de três filhos numa sexta-feira a dizer que só queria que chegasse segunda-feira porque os fins de semana em casa são horríveis.
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De Teresa Power a 11.10.2014 às 09:09

João Miranda, infelizmente, conheço muita gente que não aguenta estar muitos dias com os filhos... Se lhe contasse que tenho colegas de escola que ficam escandalizadas - escandalizadas - ao saberem que eu tiro os meus filhos do infantário no meu último dia de aulas, em junho, e os faço regressar no meu primeiro dia de aulas, em setembro, organizando-me com os meus filhos mais velhos para tomarem conta dos mais novos quando tenho reuniões... Elas até agosto regateiam! Eu adoro estar com os meus filhos e fico sempre um pouco melancólica quando, em setembro, se acabam as férias. Mas continuo a acreditar que é bom para todos sermos empurrados para fora de nós mesmos. Centrarmo-nos na família? Não: centrarmo-nos em Deus: "Quem amar o pai, a mãe, o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno do Reino." Isto para mim significa que não posso viver para a minha família, mas com a minha família para o Reino! E quando assim o fizermos, a família sai a ganhar, claro! Falo nisto nos retiros... Ir à escola é encontrar o outro, o de cor diferente, de credo diferente, de nivel social diferente, de inteligência diferente. Ir à escola é uma grande oportunidade para temperar o mundo de bom sal!
Mas João, eu não tenho ideias fechadas sobre homeschooling. Tenho uma cunhada que se viu forçada a praticá-lo com o filho autista e tenho amigos que o praticam. Com intenção recta, tudo é bom!
Ab Teresa
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De Isabel Prata a 10.10.2014 às 12:08



O meu filho mais novo, de quem falo aqui muitas vezes, quando acabou o 1º ano anunciou "agora que já sei ler e escrever não vou mais à escola. Fico em casa à espera de ter idade para ir para a universidade". Que ele aprenderia em casa. Claro que sim. Mas isso não evita que a meio das férias ele esteja morto por que comecem as aulas. A maioria das crianças gostam de ir à escola (ok, se calhar gostavam de não ter que se levantar tão cedo). Mesmo que às vezes se aborreçam, o que também faz parte da educação.

Isto para dizer que estou quase em total desacordo com o artigo que citou. Para além disso, os pais não são uns ogres que não se importam que os filhos se aborreçam para que eles possam gozar as delícias profissionais. Este artigo é completamente desajustado da realidade portuguesa, e mesmo da americana (é americano?). A quase totalidade dos casais não querem ter dois empregos para terem a casa numa zona bem, nem para estarem mais perto da cultura etc, mas precisam de dois salários para a sobrevivência da família.
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De Conceição M. a 10.10.2014 às 16:29

Olá Isabel
A primeira parte do seu comentário fez-me lembrar uma situação que o Diretor da escola que os meus filhos frequentaram anteriormente me contou. A escola tinha um determinado aluno com o qual já não sabiam muito bem como lidar, que estratégias usar... conseguiram, através da uma parceria com uma fábrica que funciona muito perto da escola, que ele tivesse um programa (não sei bem como é que isso funciona) em que ele faria formação /aprendizagem prática na fábrica, mas com acompanhamento da escola... O aluno aceitou a proposta, a EE também... Contudo, ao fim de 1 semana, a mãe estava na escola para dizer ao Diretor que afinal o filho não queria nada daquilo, queria era voltar para a escola - que tinha que se levantar muito cedo, que lhe davam ordens... era uma maçada e afinal ele gostava era de estar na escola - não podia era ser muito cedo e não gostava da maior parte das aulas! :)
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De Isabel Prata a 10.10.2014 às 16:35

Fui 5 anos professor do 3º ciclo e da minha experiência as crianças e jovens gostam de andar na escolar, nomeadamente pelos contactos pessoais que a escolar lhes permite. Mesmo os maus alunos. E tenho a ideia de que existe um estudo muito grande (da OCDE?) que diz isso mesmo das crianças e jovens portugueses.
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De Anónimo a 09.10.2014 às 22:22

Quando a este tema, gosto muito deste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=h11u3vtcpaY
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De Carlos Duarte a 09.10.2014 às 17:24

Caro JMT,

Em príncipio, sou contra. E explico porquê.

Não me preocupa muito a parte curricular, desde que seja estabelecido um calendário de exames que garanta que os alunos em casa recebem uma formação equivalente à da escola.

O que me preocupa é a parte não curricular, social (ou "cívica", como agora se diz). Se os pais são e devem ser os principais responsáveis pela formação moral e social dos filhos, é igualmente responsabilidade da Sociedade como um todo participar. E a única maneira de isso acontecer é se as crianças forem expostas aos valores sociais (concordemos ou não com eles). Depois têm todo o seu percurso de crescimento para amadurecerem sobre as ideias e formarem a sua opinião. Ao contrário do que muito se para aí diz, parece-me que o risco de formatação é muito maior num ambiente "caseiro" (até porque a autoridade se mistura com afecto) do que num ambiente escolar.

Da mesma forma que escrevi aqui por mais que uma vez que é essencial que os pais participem na Escola (no mínimo dos mínimos irem a reuniões de pais, falarem com educador@s/professor@s/Director(a)s de turma), é igualmente essencial que a Escola (como representante da Sociedade) participe na Família. A Família é o núcleo base da Sociedade (não o indíviduo, a família), mas só por si não chega. Precisa de estar enquadrada no todo social.

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