Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]





As macrovantagens dos microgreens

por Teresa Mendonça, em 24.03.14

Muito se tem ouvido falar sobre os benefícios dos vegetais colhidos no início do desenvolvimento, adivinhando-se vantagens nutritivas significativas do seu consumo nessa fase. Hoje em dia, podemos encontrar baby leafs (vegetais de folhas jovens, por exemplo de rúcula, alface ou agrião) e mini-hortaliças (como a nova geração do tomate-cereja ou cenouras-bebé - das verdadeiras, e não das que são cortadas e moldadas a partir de formas adultas, só para enganar o consumidor pouco atento) na maioria dos supermercados ou mercados biológicos do país. Mas a oferta dos chamados microgreens, apesar de serem cada vez mais conhecidos, é muito escassa. 

 

Os microgreens são pequenas formas de vegetais e ervas aromáticas, colhidas menos de 14 dias após a sua germinação, logo que se formam as primeiras folhas. Recentemente foi publicada a primeira avaliação científica que confirmou que os microgreens são quatro a 40 vezes mais concentrados em nutrientes do que os respectivos vegetais ou ervas aromáticas na sua forma madura. Por exemplo, os microgreens de couve roxa são 40 vezes mais ricos em vitamina E e seis vezes mais ricos em vitamina C do que a couve roxa na forma madura; os microgreens de coentros são três vezes mais ricos em betacarotenos do que as ervinhas que estamos habituados a utilizar nos nossos cozinhados.

 

No contexto de uma família onde os miúdos até comem vegetais mas em quantidades muito inferiores às que deviam (como em quase todas as famílias, suponho), esta é definitivamente uma estratégia a não desprezar. Exactamente porque são colhidos pouco depois de germinarem, os microgreens contêm uma concentração de nutrientes e antioxidantes muito elevada, o que lhes confere sabores e aromas, cores e texturas ideais para criar pratos divertidos que as crianças vão adorar.

 

Podem encomendar-se via net, por exemplo na microgreens.pt, mas o preço é muito elevado e só vale realmente a pena se a encomenda for feita em grandes quantidades. Há muitos restaurantes gourmet a usá-los, devido ao seu palador intenso e cores fortes, mas a título particular é muito pouco compensador fazê-lo.

 

Daí o grande mérito de uma empresa chamada Stufa, criada por dois irmãos portugueses (ela é formada em Ciências do Ambiente, ele é designer), que entre as suas óptimas ideias, sempre interessantes e inovadoras, apostou nos microgreens para os pequenos consumidores, disponibilizando kits de sementes de microgreens de mostarda e rúcula que podemos facilmente cultivar em casa. Até numa casa como a nossa, que não tem varandas nem quintal, e onde os agricultores domésticos mal distinguem uma enxada de um sacho. 

 

Foi por isso que ficámos super-entusiasmados com a campanha que a Knot fez em parceria com a Stufa há alguns meses. Em lojas que nos habituaram a vender roupa e acessórios para crianças, a Knot passou a disponibilizar pequenas embalagens de sementes de microgreens de bróculos que podem ser adquiridas por 2€. 

 

 

Demorámos algum tempo até experimentar a sementeira, mas o resultado foi absolutamente avassalador. Arranjámos dois pratos dos vasos que habitualmente temos nos beirais das nossas janelas e seguimos as minuciosas instruções que a Stufa sempre disponibiliza em todos os seus produtos. Fomos assistindo ao crescimento dos microgreens e em apenas uma semana (exactamente sete dias - o que foi óptimo, porque a sementeira foi feita num fim-de-semana e a colheita e consumo no fim-de-semana imediatamente a seguir)... voilá

 

 

 

 

Microgreens carregadinhos de vitaminas e antioxidantes para colhermos na nossa própria cozinha e preparar para o nosso almoço.

 

 

 

 

O chef foi o Gui, geralmente o mais chato para comer vegetais, que devorou a sua saladinha a uma velocidade inimaginável se fosse feita de legumes comprados no supermercado. Sucesso garantido! Temos mesmo que repetir muitas vezes a experiência. E, já agora, os nossos parabéns à portuguesa Stufa e à Knot por estarem a apostar numa ideia tão boa e com tantas vantagens para a saúde dos miúdos.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:20


2 comentários

Sem imagem de perfil

De Eduardo Miguel a 24.03.2014 às 20:21

http://www.ervasfinas.com/ Fui visitar e gostei muito. Vale a pena a viagem.
Sem imagem de perfil

De Bruno Jacinto a 24.03.2014 às 14:27

Parece realmente interessante.

De ressalvar é o facto "cómico" de serem vegetais que foram cortados mais cedo, ou seja deram menos trabalho, e no entanto são muito mais caros. Mesmo considerando que pela lógica deviam ser mais caros por quilo, visto o mesmo peso necessitar de mais sementes.

Mas a opção via stuffa parece interessante mesmo :)

Comentar post




Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D