Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]





Comentários super-fixes #1

por João Miguel Tavares, em 30.05.14

Bom, isto anda animadíssimo por aqui. Antes de eu entrar em modo "vamos então falar muito a sério que há gente a ficar irritada", por causa dos posts anteriores (é ir aqui e seguir os links), queria destacar alguns comentários, conforme prometido, porque há coisas bastante boas por ali e pode haver quem esteja receoso de frequentar as caixas de comentários, não leve com alguma das garrafas que andam a voar de um lado para o outro.

 

Em primeiro lugar, queria destacar este comentário da Mãe Sabichona, que faz jus ao seu nome com uma análise deveras pertinente:

 

Bateu num ponto com o qual concordo muito. Essa ideia de exigência interna extremada, de que apenas o filho tem necessidades e vontades. Os filhos também precisam de crescer sabendo que as outras pessoas com quem (con)vivem têm desejos, nomeadamente os pais. Embora eles sejam menores e caiba-nos a nós a maior responsabilidade de os entender e não vice-versa, faz parte da vida não serem sempre totalmente compreendidos. Penso que temos de nos adaptar aos filhos tal como eles têm de se adaptar a nós e o González foca uma relação unidireccional em que o foco é sempre o dos filhos.

 

Agora, se tem uma visão extremada e idílica, isso não retira um fundo de verdade. Para mim, não é demais reflectir sobre momentos em que as nossas reacções são fruto das nossas próprias frustrações. Os pais descarregam mesmo muito nos filhos e esse é um dos motivos para se sentirem tão culpados. Porque sabem que agiram mal. Sabem que chegaram a casa e lhes deram uma palmada porque vinham massacrados com o trânsito e com o patrão. Claro que têm o direito de agir mal, não são perfeitos, e os filhos hão-de também crescer a perceber isso, ou seja, que os pais também são injustos. Mas daí a dizer que o filho levou a palmada porque realmente mereceu vai uma grande distância. É só isto que a meu ver falha no seu discurso: não conceber que, em parte, ele mexe nalgumas feridas da parentalidade. Ele foca-se demasiado nos filhos e o JMT nos pais :)

 

É uma bela lição da Mãe Sabichona, incluindo na parte em que me critica. Ela tem toda a razão: eu centro-me mesmo muito nos pais. Um princípio de justificação é este: acho que nos dias de hoje é preciso contrabalançar o barco. Tentaria explicar porquê num próximo post.

 

Queria também chamar a atenção para este comentário da Polliejean, que vai numa direcção semelhante:

 

Às vezes dá-me a sensação que o JMT se foca demasiado no papel do pai mártir que cria os filhos ali no limite da paciência porque já lhe estão a estragar o dia e berram muito ao jantar. No entanto, acredito que não é o tipo de pai que passa o tempo a bufar de cada vez que os filhos se aproximam de si. É só um certo show-off para o blogue, que tem a sua piada. Claro que sempre tem a Teresa para contrabalançar alguma falta de paciência ou momentos cutchi-cutchi com os seus filhos... :)

Mas agora ao que interessa: estas teorias do Sr. González, por muito estapafúrdias que pareçam, podem servir para encontrarmos ali um meio termo entre o estaladão e a permissividade total. Também é importante sabermos ver com olhos críticos as teorias "irrefutáveis" com que crescemos e moldá-las à nossa situação específica. Não acredito na permissividade total, mas, por exemplo, também cada vez acredito menos que o castigo seja a solução...

 

É uma posição perfeitamente aceitável - e uma excelente análise da minha pessoa. Deixo apenas esta questão: o que é que precisamos mais hoje em dia? De um pediatra que nos ensine a mimar mais os nossos filhos ou de um pediatra que nos ensine a ser mais exigentes com eles?

 

E por falar nisso, deixem-me recuperar um dos muitos comentários do Dr. Mário Cordeiro, que em boa parte por minha culpa anda para aqui a sujeitar-se a levar pancada com fartura. Ele tem cabedal para isso e não precisa de advogado de defesa, mas não ficaria de bem com a minha consciência se não fizesse duas breves notas pessoais. Em primeiro lugar, quem sugere que o Dr. Mário não respeita as opiniões dos pais só pode estar a ir às consultas de um qualquer terrível sósia ou do seu malévolo irmão gémeo - confirmem isso. Esse tipo impositivo não é, de certeza, o mesmo pediatra que atura a minha quádrupla descendência há dez anos.

 

Em segundo lugar, e exactamente porque o Dr. Mário respeita as opiniões dos outros, ele de certeza que não concorda com imensa coisa que eu escrevo neste blogue. Incluindo a história da palmada correctiva. Portanto, não confundam as coisas, por favor. Nós somos duas pessoas que pensamos pelas respectivas cabeças, e apreciamos muito essa actividade, ok?

 

Dito isto, cá vai o prometido comentário, que, ao contrário do que alguns querem fazer crer, me parece uma posição perfeitamente equilibrada em relação à educação das crianças:

 

Porquê esta coisa de gerir afectos, de dar ordens sobre ensino/ aprendizagem, de regulamentar a relação pais/ filhos? (e instilar culpa, doses imensas de culpa, nos pais?). E porquê colocar sempre amor e educação como coisas antagónicas? As crianças NÃO são adultos em miniatura e estão num processo de aquisição de autonomia, de liberdade, responsabilidade, direitos e deveres. Sem modelos, faróis, guias, não irão a parte alguma. Um rio com margens muito estreitas evolui em turbulência, mas se as margens são demasiado largas e pequenas, espraia-se na lezíria e não chega à foz.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:25


16 comentários

Sem imagem de perfil

De Ana Maria a 31.05.2014 às 18:18

Uma das coisas que me incomodou mais na troca de argumentos destes últimos posts foi a ideia de que quem segue ou adota a filosofia/política/maneira de estar defendida pelo Carlos Gonzalez é obrigatoriamente new age, hippie, doido varrido ou uma pessoa que anda a potenciar o aparecimento de pequenos ditadores em vez de crianças equilibradas e saudáveis.
Quando me debatia com aquelas questões sobre "como lidar com esta bebé que chora noite e dia?" - a minha filha foi uma bebé muito difícil, daquelas que nos leva à exaustão - li muito. Enquanto amamentava percorria sites de mães e pais, li estudos, artigos, muitos PDF's sobre a melhor forma de levar uma criança a acalmar. Li de tudo, e curiosamente o autor com quem mais me identifiquei - aquele que me fez pensar "epah, se calhar até não sou a única a pensar/sentir assim" foi precisamente o Carlos Gonzalez. Não decidi seguir a sua linha de pensamento, apenas me identifiquei com ela. Validação externa? Talvez. Mas só quem tem uma bebé de dias que chora noite, dia, e intervalos, sabe como a validação externa é importante para uma mãe desfeita.
Mas continuemos, que o que me traz cá é precisamente rebater a ideia que referi acima.
Sou calma, sempre fui. Enervo-me como todas as pessoas, irrito-me com coisas, comportamentos, atitudes, mas mantenho a calma - pelo menos por fora. O que significa que não grito, não falo alto, não berro, não bato. Prefiro conversar, explicar, acalmar, e se isso não resultar paciência. Berrar/bater? Para já (friso, para já) ainda não cheguei a esse ponto.
Ora esta "calma" não é fácil de conseguir: exige muito treino, anos de trabalho. Ou será que alguém acredita que estas pessoas "zen" são desprovidas de nervos? Que não se irritam? Que nunca tiveram vontade de fugir, de gritar, de bater com a porta, de dar uma palmada?
Por mim, posso garantir que sim, perco a paciência, fico cansada, zango-me. Por exemplo: na semana passada, depois de um dia de cão, o pequeno não queria adormecer. Ria, brincava, chorava com o sono, estrebuchava, mas não dormia. E eu, cansada como estava, só queria que ele parasse e dormisse. Apeteceu-me mandar um berro, dizer um "chega", acabar com aquilo. Mas ele não tinha culpa do meu dia de cão, estava a agir como um bebé cheio de sono, estava chaaaaaaaato.
Por isso, não berrei, nem gritei, e mantive a rotina (já fora de horas) da história, e do beijo, e do colo antes de dormir.
São opções, estas do "new age" :P, por vezes muito difíceis de manter. Mas - no meu caso - foi uma filosofia de vida pensada, escolhida em consciência, e trabalhada ao longo dos tempos:)

"live long and prosper" ;)
Sem imagem de perfil

De IPM a 31.05.2014 às 13:43

Nem tanto ao mar nem tanto à terra... Parece que ultimamente para se ser cool e moderno, tem de se ser extremista. Bom senso, onde andas tu?! Claro que as crianças precisam de atenção e compreensão, e não se podem tratar à chapada e ao grito, alguém duvida disso? Agora alegar que o correcto é tratá-los como adultos, que NÃO SÃO, é, no meu entender, e pondo a coisa de forma simples, uma parvoíce de todo o tamanho.

São crianças, senhores, estão a aprender a ser pessoas, e o papel dos pais é prepará-los para o seu futuro enquanto adultos independentes. Não consigo conceber como é que tratá-las nas palminhas das mãos, tornando-as no epicentro familiar, terá outro resultado senão o de crescerem com a noção distorcida de que o mundo existe para os servir e eles são as pessoas mais importantes à face da Terra. O entender, enquanto crianças, que os pais também têm desejos e necessidades próprios que elas têm que respeitar, que ninguém é perfeito, que as pessoas têm limites, que se cansam, que se zangam, que precisam de espaço, que (sim!) às vezes são injustas, é apenas e só prepará-las para lidar com a realidade do mundo que vão ter que enfrentar sozinhos enquanto adultos! E ainda poupar-lhes as desilusões e frustrações que as criancinhas-epicentro vão sentir quando se começarem a aperceber de que, ao contrário dos seus pais, o mundo não gira em torno delas.

Quanto ao castigo (obviamente moderado e proporcional à idade e consciência da criança e à gravidade da asneira, não estamos aqui a falar de abusos nem violência à séria), quando elas ainda não percebem ou ainda não aceitam as regras impostas pelos pais (sim, porque as criancinhas, regra geral, vão passar pela fase de desafio aos progenitores, de esticar a corda para perceber até onde os pais os permitem ir), parece-me uma etapa natural do crescimento e da educação. Nós, enquanto adultos, temos leis que regulam a vida em sociedade, e o incumprimento implica (sim!) castigo: multas, coimas, indemnizações, prisão. Ora isto não se aplica às criancinhas, obviamente, então quais são as consequências do incumprimento? Têm que ser os pais a definir e a demonstrar que não podem fazer o que lhes dá na real gana e que, se não cumprem as regras, há consequências! É muito bonito (ou então é só parvo) usar o argumento do "ah e tal, enquanto adulto eu não castigo os meus pares, porque vou castigar os meus filhos?", mas parece que as pessoas se esquecem que nós adultos não castigamos os nossos pares porque a sociedade já o faz por nós. Mas a mesma sociedade não o faz pelos nossos filhos. Então a quem cabe essa responsabilidade? Aos pais, obviamente! Como? Da mesma forma que a sociedade o faz por nós, definindo e impondo-lhes regras de conduta e convivência e definindo consequências para quando estas não são cumpridas - através do castigo, tal como nós adultos, como já referido, também temos. Portanto, os adultos têm a sociedade, as criancinhas têm... os pais.

Por fim, a questão do casal ter uma vida além dos filhos, não permitindo que a vida do casal seja feita de forma exclusiva e ininterrupta em torno deles. Aqui, não acho apenas que seja extremamente importante, como também considero servir para lhes ensinar, pelo exemplo, uma das coisas mais importantes da vida: que todos temos que saber cuidar de nós próprios, em primeiro lugar, antes de podermos cuidar dos outros de forma saudável e eficaz (como a história do oxigénio nos aviões em caso de emergência), e que, se não fizermos nada pela nossa felicidade, não é nos outros que a vamos encontrar. E ainda, que a vida a dois não é algo que nasça, cresça e perdure de forma espontânea e autónoma, mas que exige esforço, cuidado e dedicação, para poder florir. E, para isso, é preciso manter a lembrança de que o casal existe para além dos filhos. Já existia antes, e existirá depois (quando estes abandonam o ninho). Pelo que o esforço, trabalho e dedicação ao casal tem que existir antes, durante e depois dos filhos, caso contrário, murcha e morre. E assim se ensina, pelo exemplo, o que é e como se consegue manter uma relação saudável e feliz, outra lição (cada vez mais) importante para a vida adulta.
Sem imagem de perfil

De Patty a 01.06.2014 às 19:52

Concordo tanto, mas tanto!
Sem imagem de perfil

De grouchomarx a 31.05.2014 às 09:51

É impressão minha ou este blog é um grande atractor de Milfs?

Genial, João Miguel, genial.

:)
Sem imagem de perfil

De Susana Fernandes a 31.05.2014 às 01:03

Só para alargar a discussão - já leram o "Hold On to Your Kids" de Gordon Neufeld e Gabor Maté? Recomendo vivamente não só a pais mas a todos os que trabalhem com crianças. (Já o meu marido queixou-se do estilo da narrativa...) Na versão portuguesa - que não li - o título é "Pais ocupados filhos distantes".
Lembram-se da história dos meninos bem de Cascais envolvidos em episódios de extrema violência? O Neufeld explica porquê - e tudo remete para a infância.
No youtube encontram-se várias palestras de ambos (as do Maté com muitas referências científicas).
E perguntam vocês - o que é que isto tem a ver com o assunto aqui em discussão? - O papel fulcral (da qualidade) dos laços afectivos no desenvolvimento do cérebro das crianças. Espreitem por exemplo aqui http://www.youtube.com/watch?v=Rof2UQfzUtY
Sem imagem de perfil

De Blog Profissão Mãe a 30.05.2014 às 21:26

Da minha parte o que não gostei, foi a forma deselegante (embora já tivesse percebido que o Dr. Mário Cordeiro tem mt bom humor) como ele se referiu ao colega.
O resto, foi um "descambar" de ideias daqui e dali...
Sem imagem de perfil

De mãe sabichona a 31.05.2014 às 12:42

Eu ca acho que o pior foi a resposta em relação a dejectos hipotéticos do cao... :p mas pronto todos descambamos um bocado de vez em quando :D
Sem imagem de perfil

De Patrícia Ferreira a 30.05.2014 às 15:51

João,

Aqui estão umas grandes dicas :http://familia.com.br/10-maneiras-de-estragar-um-filho!
A educação tem muito que se lhe diga!
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 30.05.2014 às 15:48

Pois eu acho que o JMT devia ler o bolero mexicano! Mesmo!
É que o livro não " ensina a mimar mais os nossos filhos ". Faz-nos reflectir e confiar mais no nosso instinto como pais...
Eu li o bolero e li o livro do Dr Brazelton e também o Dr MC. E o meu preferido sem dúvida foi o bolero...
Lá em casa a palavra "não" é dita muitas vezes, há regras, há limites, não há palmadas, quem manda são os pais. Há muito colo, há muito mimo (é que para mim, mimo nunca foi significado de fazer as vontades todas, pelo contrário).
E quanto ao Dr MC, fez-me confusão a forma como atacou a opinião de outro colega. E já agora, ADORAVA saber a sua opinião e a do Dr MC sobre as teorias do Dr Estivill...
Sem imagem de perfil

De Mário Cordeiro a 30.05.2014 às 16:48

Sou totalmente contra a prática do Dr. Estivil em deixar as crianças chorar, com a porta fechada e os pais a roer as unhas a contar minutos até irem ter com um filho que, para efeitos psicológicos "abandonaram" e um filho que se sentiu rejeitado e amedrontado. Escrevi isso no meu livro sobre o Sono. Quanto ao resto, não vou responder mais porque, como escreveu o JMT, não tenho vocação, nem para mártir, nem para saco de pancada e anda tudo muito seriozinho nestes blogues, tomando conversas que poderiam ser amenas em lutas de box para as quais não estou vocacionado. Quanto a criticar um colega, como alguém escreveu considerando "incrível"... porque não? Se há coisa que não gosto de ser é corporativo...
Sem imagem de perfil

De Carolina a 31.05.2014 às 21:43

"[...] o readormecimento só se faz se o bebé sentir e pressentir um estado ambiental de total segurança." :)
Sem imagem de perfil

De Carlos Jesus a 30.05.2014 às 15:00

esse tal de Gonzalez também vota em portugal? Estamos feitos
Sem imagem de perfil

De mae sabichona a 30.05.2014 às 14:40

Mãe Sabichona é mais um gozo e ironia à minha pessoa, do que literal :) E quanto à sua questão de contrabalançar o barco, acho que não podemos ver como existindo um sentido prioritário. Há pais que precisam de pediatras e/ou psicólogos (em termos de questões de desenvolvimento emocional estes últimos estão mais aptos para tal) que os ajudem a focar-se mais nos filhos e pais que precisam de ajuda para não se esquecerem deles próprios e não se deixarem engolir pela obsessão na parentalidade perfeita. Se em termos gerais estamos a pender mais para o lado do foco nos filhos? Não sei, talvez, mas muita da energia despendida nos filhos vai no sentido errado. Ou seja, estão de facto muito focados nos filhos mas muitas vezes com prioridades alteradas. Quantos pais estão horas e horas semanais a estudar com os filhos porque preocupam-se que tenham um bom futuro, mas no meio do cansaço de não se conseguir ir a tudo, passam o tempo todo a dizer "mas tu és burro ou quê?", "já te disse que não é assim que se faz, nunca mais aprendes!", "se não consegues concluir essa conta, ficas sem ver televisão uma semana!". Portanto, estão realmente muito dedicados aos filhos e hoje em dia são uns super pais, mas não se colocam necessariamente no lugar deles. Pais sobrecarregados não pode legitimar que não se olhe para as consequências que isso tem sobre os filhos. Estamos num mundo tão competitivo que dispendemos tudo e mais alguma coisa para que os nossos filhos tenham sucesso profissional mas não necessariamente sucesso na felicidade. Ainda assim, acho que cada vez somos melhores pais porque nos colocamos em causa e temos vindo a aprender com os erros das gerações passadas. Só que novos desafios aparecem...
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 30.05.2014 às 13:05

Boa tarde, antes de mais eu queria questionar a que pediatras andam a ir que vos ensinam a educar os vossos filhos?! Ou o que eu frequento é um completo incompetente ou existem pediatras sem limites e a meterem-se onde não devem. Eu quando vou ao médico ele não comenta a minha educação!!
Ponto 2, existe um mau entendimento das palavras do Gonzalez, lá está cada um interpreta como quer, mas ele não é a favor da permissividade na educação das crianças, ele apenas nos ensina a compreender determinadas atitudes com outros olhos, e sim as crianças são individuos em desenvolvimento e devem ser considerados como tal e como tal em certas alturas devemos ceder um pouco e respeitar a sua opinião, se a minha filha quiser vestir a tshirt B ao invés da A porque é que eu hei-de contraria-la?! Para quê entrar numa guerrinha apenas por capricho da minha parte.
Ponto 3, eu fui educada com bastante liberdade mas com essa liberdade vinha responsabilidade e não é por isso que sou um adulto irresponsável, desrespeitador ou com má indole. Não sejam extremistas e não olhem apenas numa direcção, tentem ver a questão como um todo. Devemos respeitar os nossos filhos, bem como eles nos devem respeitar a nós. Simple as that!

Comentar post


Pág. 1/2




Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D