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Crianças não permitidas #2

por João Miguel Tavares, em 31.03.14

A Ana Garcia Martins respondeu ao meu post sobre o seu post na caixa de comentários. Prometo responder amanhã de manhã, mas para já deixo-vos com a sua argumentação:

 

"Acho mal negar a entrada a crianças, como acho mal negar a velhos, a negros, a amarelos, a ciganos, a paraplégicos, a homossexuais ou a transsexuais"

Sempre foste um grande exagerado, pá! O que é uma coisa tem a ver com a outra? Tanto quanto me parece ser lógico perceber, as crianças são recusadas em hotéis porque, à partida, têm mais potencial para fazer barulho, para berrar, para se atirarem em bomba para as piscinas, para atirarem uns copos ao chão durante o jantar. Comportamentos que, em princípio, não são expectáveis em adultos. Sejam eles "velhos, negros, amarelos, ciganos, paraplégicos, homossexuais ou transsexuais". 

E é claro que era óptimo que os pais percebessem que há sítios para os quais não é conveniente levarem os rebentos, mas achas mesmo que todos os pais têm esse discernimento? Óbvio que não têm. Por isso tem de ser o hotel a impor essa "limitação", se assim lhe quiseres chamar. Já estive no spa de um hotel, um sítio de suposta paz e sossego, onde havia adultos a atirarem crianças para a piscina, tudo aos berros, um verdadeiro carnaval. Posto isto, achas mesmo que TODA a gente é conhecedora dos seus limites? Tens muita fé na espécie humana. Eu gosto muito do meu rico filho, e gosto muito de o levar comigo, mas se há um fim-de-semana em que me apetece ir descansar sem ele porque é que me vou enfiar num hotel onde tenho de aturar os filhos dos outros? 

De qualquer forma, há 300 mil milhões de hotéis à escolha. No meu caso, e como não pude levar o Mateus para aquele, optei por escolher outro, não fiquei nada chateada ou melindrada com a situação. E quando me apetecer ir para um sítio só com o Ricardo vou voltar a lembrar-me desse tal hotel onde não aceitam crianças. Ao menos sei que não te vou encontrar por lá! Ah ah ah! Beijo!

 

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publicado às 22:31


13 comentários

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De Helena a 02.04.2014 às 23:17

Tenho um filho com quem viajo quase sempre desde muito pequeno mas apesar disso acho que deve haver opções para todos os gostos. Concordo com a existência de hoteis livres de crianças.
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De CR a 01.04.2014 às 16:50

Concordo plenamente com a Ana. Tenho dois pimpolhos, adoro-os e saio quase sempre com eles. Mas há um dia, uma noite que quero/preciso descansar. E não quero nem me apetece "aturar" os filhos dos outros. Não há nada mais desagradável que estar num restaurante super caro num clima hiper romântico à luz de velas toda impiriquidada com a minha cara metade... e se sentar na mesa ao lado um casal com uma criança (que às 22h00 deveria estar na cama) e não para de choramingar, fazer birra, pedir colo etc etc etc etc etc etc!!!!!!!!!! HAJA PACIÊNCIA!
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De Cristina a 01.04.2014 às 13:23

Acho que é mesmo a primeira vez que concordo com a Pipoca, mas há sempre uma primeira vez para tudo nesta vida.
O João Miguel Tavares parece uma daquelas crianças mimadas que não pode ouvir um não. Pura birra. Lá porque tem quatro filhos e deixou de saber o que é descansar os outros não têm direito ao descanso também.
É uma não questão e é mesmo querer encontrar problemas onde eles não existem. Se não concorda, excelente, não vá, não frequente, faça campanha entre amigos e conhecidos e no blog, inclusivamente, mas deixe às pessoas a liberdade de escolherem onde querem passar as suas férias e aos hoteis o direito de limitarem o acesso a crianças, definindo o seu publico alvo.
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De Anónimo a 01.04.2014 às 02:50

Claramente... A Ana "ganhou" em argumentos. Sejamos praticos e deixar de inventar problemas onde não existem.
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De Patrícia a 01.04.2014 às 00:34

Pois eu concordo com a Pipoca. E também acho descabida a comparação com ciganos, negros e afins... Escolheria sem hesitar um restaurante/hotel/whatever child free se só pretendesse relaxar com o marido e deixar os filhos em casa. Entendo que as crianças devem ser crianças, rir, brincar, falar alto... E se isso me incomoda quando tiro um fim-de-semana para me sentar à beira da piscina a ler um bom livro? Sim, incomoda. E também tenho filhos e gosto de crianças.
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De Maria a 31.03.2014 às 23:31

Sou fã do vosso blogue, depois de ter a casa em quase silêncio aqui estou eu a deliciar-me com as vossas histórias, e o que me divirto com a "veia" artista do Gui , só que este debate soa-me a estranho...perder tempo com este tema quando há tanta gente sem férias...eu por exemplo!...mas sou feliz.
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De Carlos Duarte a 31.03.2014 às 23:16

"Já estive no spa de um hotel, um sítio de suposta paz e sossego, onde havia adultos a atirarem crianças para a piscina, tudo aos berros, um verdadeiro carnaval."

E, obviamente, a culpa é das crianças porque são elas os entes responsáveis...
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De Bruxa Mimi a 01.04.2014 às 00:43

É claro que a culpa não é das crianças, mas se elas não puderem estar no local, os adultos (ir)responsáveis não as poderão atirar para a piscina...

(eu não sei bem qual é a minha posição sobre este assunto, apenas me parece que a posição da Ana não quer dizer que culpe as crianças)
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De Carlos Duarte a 01.04.2014 às 09:38

Então se o problema são os adultos, porque se proíbem as crianças?

Se querem um hotel calmo (Zen ou Termas à moda antiga), limitem o nível de ruído, proíbam o barulho. Nesse caso, nada (mas absolutamente nada!) a obstar.
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De Anónimo a 01.04.2014 às 10:51

E geralmente os níveis de ruído permitidos são minimos, mas nem sempre é possível com crianças e só quem não as tem acha que se conseguem controlar a 100%
Ou isso ou os meus filhos são uns vandalos.
Porque às vezes choram, às vezes fazem birra, às vezes magoam-se e, veja lá, não se conseguem controlar e choram (leia-se gritam) alto.
Claro que nessas ocasiões, esteja onde estiver (café, restaurante, piscina) tento ir para um local mais reservado para não incomodar (tanto) as outras pessoas, mas a verdade é que... já incomodei.
Portanto se alguem quer estar longe de todos os barulhos, porque não ter essa opção?
Há hoteis que embora não proibam a entrada a crianças, têm sitios (exemplo o spa) em que elas não podem entrar.
Então também é discriminação?
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De Carlos Duarte a 01.04.2014 às 11:01

Caro/a Anónimo/a,

E ruídos são sempre igualmente possíveis com adultos. Mas se existe uma limitação ao nível de ruído (que acho legítimo), se o dono do hotel considera que os hóspedes (crianças ou não) não respeitam as regras, é livre para os alertar do facto e, em último caso, pedir-lhes que abandonem o referido hotel. Mas pelos actos (ruído) e não por quem são (crianças).

Quanto as Spas, o problema é outro: o Spa fornece serviços que, pela sua natureza, não são adequados a crianças, daí não ser permitido às mesmas frequentá-lo.
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De Anónimo a 31.03.2014 às 23:12

Teste
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De Kate Guimaraes a 31.03.2014 às 23:02

Ahhh grande Pipoca! Costumo concordar com o João Miguel mas parece-me que desta a taça vai para a Ana...

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