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E beijar os filhos na boca? Pode-se? #2 (parece que não...)

por João Miguel Tavares, em 25.11.14

O Dr. Mário Cordeiro, que até costuma dar uma ampla liberdade às idiossincrasias dos pais, é absolutamente contra os pais beijarem os filhos na boca. Eis a sua argumentação:

 

Nããããão! É dar a ilusão de que a relação parento-filial se pode tornar numa relação conjugal, que é um interdito entre pais e filhos porque corresponde à fantasia dos dois anos de idade. As pessoas cumprimentam-se de todas as maneiras, e os homens com 3 beijos nos países árabes ou no sul de França, ou na Rússia.

 

Todavia, um beijo na boca é como dormir na cama dos pais - um sinal de inversão do triângulo pai-mãe-filho, e uma intrusão do filho na relação conjugal dos pais, com perturbação da sua futura relação conjugal (seja com o Noddy ou a Ursa Teresa, com o João ou a Teresa do Infantário, ou mais tarde com o Príncipe ou Princesa encantados).

 

Portanto, JMT: nãããããão !!!!! A menos que gostem de lançar bombas atómicas ou deixar o percurso de vida dos vossos filhos cheios de minas!

 

kissing-rex.jpg

 

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publicado às 10:15


132 comentários

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De Miguel a 25.11.2014 às 22:50

Eu não beijo por habito a minha filha na boca, mas ela e pela personalidade dela ( 5 anos ) de vez em quando procura dar. Eu não evito pois penso que há uma vontade de fazer o que vê fazer aos adultos. Apenas deixo dar um leve contacto com os meu lábios ( para ser bem pormenorizado ). Penso que num futuro próximo este afecto vai deixar de se realizar, assim pretendo. No que refere ao dormir na cama dos pais no caso da minha família, ainda é um pouco variado. Dorme na sua cama, mas se acorda a meio da noite vem se deitar na cama dos pais. O argumento neste momento é o privilegiar o melhor sono possível e também os laços familiares ( já li que há neste aspecto duas "escolas" antagónicas ) nós tentamos conjugar as duas :-), obrigado pelas vossas opiniões.
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De Mário Cordeiro a 26.11.2014 às 00:07

Miguel. Cuidado com os facilitismos... às vezes pagam-se caro.
É natural que a sua filha queira "cativá-lo" e invadir o vosso espaço íntimo. Em breve se meterá entre vocês e depois chutará a mãe para fora da cama...
As crianças não são parvas. Para lá dos 5 anos, tem quase 4 milhões de anos de História da Humanidade nos genes...
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De MIsabel a 26.11.2014 às 09:09

Não gosto que o meu filho durma connosco, nunca gostei. Mas PRECISO muito, muito, muito de dormir. E no dia seguinte de manhã, tenho que me levantar e vir trabalhar e ser uma mãe, mulher, profissional funcional.
Escolhi o pior de dois males e durante um, dois anos (entre os 9 meses e os 2 anos do meu filho) quando ele acordava a meio da noite, acabava por vir dormir para a nossa cama e conseguíamos dormir os 3 até o despertador tocar.
Hoje com 4 anos dorme a noite toda na sua cama.
Os pais continuam um casal feliz e o filho sabe bem qual o lugar que ocupa no triângulo familiar.
Não sou defensora do co-sleeping, sou defensora do que funciona para cada dinâmica familiar.
E não me parece que tenha posto uma bomba atómica na vida do meu filho por tê-lo deixado dormir connosco. Mas a mãe tinha-se tornado numa verdadeira bomba atómica na vida dele se tivesse sido privada de sono!
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De Anónimo a 26.11.2014 às 09:27

concordo em absoluto. sendo que no meu caso, os filhos (8 e 4) ainda vêm para a nossa cama qdo estão doentes ou têm pesadelos, apesar de não o fazerem por sistema. não consigo perceber as posições extremistas, ainda por cima vindas de um pediatra.

relativamente aos 2 (e não 4) milhoes de anos de evolução, o Mário Cordeiro contra si fala. ou acha que há 50 mil anos os filhos dormiam segregados dos pais?
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De Susana V. a 26.11.2014 às 09:44

Eu não posso concordar mais com a MIsabel e o Anónimo seguinte. Aliás a minha filha mais nova que era presença recorrente na nossa cama até aos 2 anos deixou simples e naturalmente de aparecer (excepto em caso de pesadelo, cerca de duas vezes por ano).
Aliás, eu vou mais longe. Acho pouco natural deixar um bebé de meses a dormir num quarto sozinho. Vai totalmente contra o meu instinto maternal.
A sociedade tentou desde há uns anos para cá separar os pais dos filhos. Não dar de mamar, não dormir no mesmo quarto, não dar colo. Nos anos 70, as melhores maternidades separavam os filhos das mães durante a noite. Ficavam numa enfermaria esterilizada a beber leite artificial de biberões esterilizados. Tudo muito higiénico, Tudo muito errado.
Eu cá prefiro confiar nos meus instintos. Eles foram amplamente testados ao longo de milénios.
Cumprimentos.
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De Bruxa Mimi a 26.11.2014 às 17:48

"Acho pouco natural deixar um bebé de meses a dormir num quarto sozinho." Concordo! Mas no meu caso, nenhum dos meus três filhos dormiu na minha cama, dormiram todos na sua cama, junto à minha.
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De Simplemente Ana a 26.11.2014 às 11:47

Dr. Mário Cordeiro, uma questão: porque quererá empurrar a mãe para fora da cama e não o pai? Pergunto isto porque ia muita vezes ter à cama dos meus pais porque tinha medo. Mas se pudesse expulsar algum da cama (acho que nunca quis) seria o meu pai, já que tinha uma relação muito mais próxima com a minha mãe e era nela que procurava protecção e e consolo...

Já agora, a minha filha às vezes beija-nos na boca (só a nós) e nunca quer ir para a nossa cama. Nem doente.
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De Sílvia a 26.11.2014 às 15:10

Não sou o Dr. Mário, mas deduzo que seja relativo ao complexo de Édipo e Electra, na idade da filha do senhor do comentário, 4 anos é disso que se fala, a menina "apaixonar-se" pelo pai, logo querer expulsar a mãe. Talvez no seu caso já fosse numa idade mais avançada, e nessa altura sentia-se mais perto da sua mãe, mas o complexo de Electra já teria passado.
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De Simplesmente Ana a 27.11.2014 às 12:23

Pois, eu entendi. Mas não. Antes dos 4 já eu era super agarrada à minha mãe. As coisas não terão que ser assim tão preto no branco...
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De Ana Maria a 26.11.2014 às 13:25

Dr. Mário, desculpe-me a intromissão... mas não deveria ser menos afirmativo?
Enquanto pediatra, é natural que defenda determinada linha de orientação/educação. Mas ao estabelecer, na sua opinião, uma relação causa-feito entre dois fenómenos - o dormir na cama dos pais, ocasionalmente, e o "chutar" e intrometer - não estará a ser demasiado... afirmativo?
Sei que há estudos que sustentam (sustentam, não comprovam) essa linha de pensamento. Mas também sei que há estudos que sustentam (sustentam, não comprovam) o oposto.

Por isso... custa-me lê-lo assim tão radical.

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