Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]





Letras ou Ciências?

por João Miguel Tavares, em 06.03.14

E por falar em Henrique Raposo, o texto dele no Expresso online de hoje levanta questões interessantes sobre aquilo que os nossos filhos devem estudar no futuro. Para ler aqui.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:49


4 comentários

Sem imagem de perfil

De JP a 08.03.2014 às 00:02

Não concordo inteiramente com o texto do HR relativamente às escolhas que devemos permitir, ou não, aos nossos filhos, mas penso que entendo as suas premissas. Quem sou eu para proibir os meus filhos de serem professor/a, escritor/a, físico/a, jornalista, mecânico/a, cabeleireiro/a ou astronauta?

No meu tempo (concluí o 9º ano em '85, quando escolhi Ciências como a minha área de estudos) era aceite que um aluno de Humanidades (naquele tempo dizia-se "Humanísticas") não soubesse Matemática e, inversamente, que um aluno das Ciências não soubesse escrever nem tampouco compreender um texto escrito em Português. Nunca concordei com esta aceitação social das "burrices" permitidas a um e a outro.

Agora, já nos meus "40 e..." tenho a certeza que compreender e saber escrever a língua que falo é tão essencial como ter noções básicas de Matemática. Na área das Ciências Biomédicas sempre tive de compreender e de me fazer compreender em Português e não creio que um Historiador, um Jornalista ou um Sociólogo não tenha de fazer contas à vida - todos temos de o fazer. Não digo entrar no exagero (como eu faço... lol) de ter um dashboard do orçamento doméstico com alertas e etc. e tal, mas a Matemática é imprescindível a cada um de nós. Quanto mais não seja para nos ajudar a diminuir a iliteracia financeira que reina e que colocou tantas famílias em situações muito complicadas.

Concordo plenamente com a Maria C. (a 06.03.2014 às 16:12) que defende que devemos deixar os nossos filhos seguir os seus sonhos mas temos de garantir que eles têm os instrumentos que hoje são imprescindíveis para conseguirem viver na sociedade de hoje e a defenderem-se o melhor que conseguirem da economia que impregna as nossas vidas - isto implica saber escrever, ler e interpretar textos escritos em Português e saber Matemática.
Imagem de perfil

De ana a 07.03.2014 às 17:51

"quem vai para humanidades é para fugir à matemática". Não é verdade há muitos bons alunos a ambas as disciplinas (conheço alguns). O meu pai, que era professor de Português, Latim e Grego dizia que um bom aluno em português era um bom aluno a matemática e vice-versa, e se não o era a culpa era de um dos professores. Infelizmente morreu antes de eu ter idade de querer saber porque é que ele dizia isso.
Sem imagem de perfil

De Maria C. a 06.03.2014 às 16:12

E porque não Artes? E porque não um curso profissional de torneiro mecânico?...
Há alguns anos atrás, um curso superior constituia quase como que uma "chave" para um futuro mais risonho em termos materiais. Hoje em dia é mais uma "ferramenta" de que podem dispôr, uma mais valia na sua formação - eu costumo dizer aos meus filhos, quando invocam mil coisas para não estudarem o que não lhes interessa, que quanto melhor for a formação, mais completa é a ferramenta que podem ter ao dispôr...
Acho que, basicamente, é importante eles gostarem e empenharem-se naquilo que fazem - se assim fôr, têm muito mais probabilidades de se sairem bem nas suas escolhas. O que interessa um pai/mãe achar que o menino/a tem mais hipoteses de ter um bom emprego na área da economia, se o dito detesta matemática (seja por não ter jeito, por ter preguiça, por não ter bases, por nunca ter tido profs, em condições...) e depois não consegue sair da cepa torta no secundário?
O meu filho mais velho, desde muito pequeno, sempre revelou uma marcada tendência para "embelezar" os cadernos, a preocupação com os trabalhos tinha sempre muito mais a ver com a apresentação do que com os conteúdos, disciplinas muito teóricas eram um castigo...Sem que eu alguma vez tivesse influenciado para qualquer área, no 9º ano era claro que a área natural para ele seguir no secundário era a das artes, porque era a área que tinha disciplinas que teriam mais a ver com os gostos dele - que interessava ele ir para ciências, por exemplo, se depois a biologia, a fisico-quimica... não lhe "diziam" nada?? Tenho a certeza que ainda hoje andaria às voltas com o secundário... Seguiu de facto a área de artes e, depois de achar que queria arquitetura, acabou por se fixar no cinema. E lá está ele! Se é um curso com grandes hipoteses de saídas profissionais? "cheira-me " que não! Mas o que é certo é que ele está feliz, a fazer o que escolheu e está empenhado - não tem desculpas para dizer "forçaram-me a escolher uma coisa que não queria...". Espero eu que esse empenho o leve a ser bom naquilo que fizer e o leve a esforçar-se a procurar oportunidades...
Olhando para o meu passado escolar - no 9º ano houve uma "crise" quanto às escolhas a fazer no 10º. A esta distância, parece-me que a crise resultou do facto de a minha mãe sonhar com a possibilidade de eu ser médica e o com o meu pai gostar que eu seguisse engenharia... "Euzinha", detestava matemática, as minhas disciplinas favoritas eram história e linguas, desmaiava nas aulas de saúde quando o tema se relacionava remotamente com "sangue"... que dúvidas havia que o caminho a seguir era o das Humanidades???!!!!
Acho que nós pais devemos estar mais atentos aquilo que eles de facto gostam, para o que têm mais habilidade, para aquilo em que se saiem melhor e deixá-los seguir aquilo que acham(mos) que tem mais a ver com eles no seu percurso escolar (às vezes é dificil - há aqueles que não gostam de nada e ponto final... também há ou outros, mais raros, que se saiem bem em tudo...).
Não concordo muito com as considerações do Henrique Raposo nem com a "rigidez" do seu ponto de vista - a minha filha não revela particular gosto pelas humanidades (História está mesmo entre as disciplinas que menos gosta ), mas se fosse dessa área que ele realmente gostasse e com essas disciplinas que ela se sentisse confortável, era nessa área que eu acho que ela deveria prosseguir os estudos, independentemente do resto...
Sem imagem de perfil

De Ricardo Ferraz a 06.03.2014 às 12:04

Ao ver essa história do Calvin lembrei-me de outra:
" E o que é que o Mr. Jones levava vestido"
" E ía para onde? Fazer o quê? Estava a fugir de alguém?"

Comentar post




Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D