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"Manifesto pela abolição dos trabalhos de casa"

por João Miguel Tavares, em 17.09.14

O título não é meu, mas da Maria João Marques, que leio sempre com prazer. Frequentemente discordamos, como é próprio dos seres com o cérebro irrigado, mas aquilo que ela hoje escreve no Observador sobre os trabalhos de casa parece-me muito pertinente. Para abrir o apetite:

 

Não há qualquer motivo de ordem não sádica para esperar que crianças, depois de passarem a manhã e metade da tarde nas escolas, percam mais do seu dia repetindo o que fizeram na escola.

 

O seu texto pode ser lido aqui.

 

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publicado às 10:10


49 comentários

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De Anónimo a 19.09.2014 às 10:07

É tudo muito bonito e fácil de comentar quando se tem um horário que permite "tudo".
Trabalho das 9h às 18.30h, não consigo chegar a casa (a correr bem) antes das 19.15h.
O meu filho mais velho está no 7.º ano e como tem algumas tardes livres, já vai organizando o seu estudo, sozinho, pois claro que não tem ninguém em casa. Se tem alguma duvida, se precisa de ajuda para algum trabalho, espera que eu/o pai chegue a casa.
A minha filha mais nova está no 2.º ano. Sai da escola às 17.30h, mas como vem de transporte escolar não chega a casa, da avó, antes das 18.15h.
A avó, já não tem idade/saber/paciência para tpc, por isso ficam por fazer até em a ir buscar.
Faz os tpc enquanto eu faço o jantar (isto já cerca das 20h, porque chego a casa da minha mãe cerca das 19.15h, recados, beijinhos, ir para casa são quase 20h... é chegar pousar a carteira e ir para a cozinha).
O mais velho anda no futebol tres vezes por semana, o pai leva-o e espera por ele - chegam a casa por volta das 20.45h e na maioria dos dias tenho o jantar pronto!
Mas a mais nova tem piscina duas vezes por semana e nesses dias, chego a casa da minha mãe e vamos directas à piscina, chegando a casa, cerca das 20.45h sem jantar feito, sem tpc feitos e ... cansados, todos!

Se podiam deixar de ter as actividades? Podiam, mas não é justo privá-los de tudo! afinal são só uma actividade para casa um.... uma coisa que adoram e que lhes faz bem - desporto.
A mais nova tem até indicação médica para fazer piscina!

Agora digam-me se nestes horários há vontade/paciência para tpc? Não, e acaba por ser tudo a despachar e não é cumprido o suposto objectivo de interiorizar a matéria...

Acho que sim, podiam enviar de vez em quando uma ficha que não deu tempo a acabar na escola, ao fim de semana um ou outro tpc, mas sem esquecer que o fim de semana é "grande", sim, mas também existe para estar com a família, ir ao parque, jogar à bola ou simplesmente... não fazer nada!

Uma professora no ano passado dizia-me que tinha de "puxar muito pela minha filha em casa", até mandava os objectivos dos testes que iam fazer na semana seguinte (ela andava no 1.º ano!). Parece que a ideia era nós, em casa, passarmos o fds a estudar com ela, a "puxar" por ela.
E nós, enquanto família?

Nas férias a mesma coisa, na ultima reunião, deu-nos um sermão de como tínhamos de estudar muito com eles, eles não podiam esquecer de nada... mas afinal o que são as férias????

Mais de metade do tempo que os filhos estão de férias ou pais estão a trabalhar. No meu caso, andam a saltitar entre a casa dos tios/avós a quem não vou incumbir a tarefa de "ver se estudam"!
Quando finalmente temos férias para estar alguns dias com eles, vamos sentar-nos todos os dias a estudar?

Oh pá, não consigo compreender esta competitividade desde tão cedo!

Nunca ninguém "puxou por mim", nas férias escolares só via os livros no primeiro dia de aulas, sempre fui uma aluna excelente, tirei o meu curso e estou aqui!
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De Conceição M. a 19.09.2014 às 16:45

Olá anónima.
Pode não gostar da "competitividade", como refere. Também não sou a pessoa mais competitiva... mas que esse tipo de competitividade está instalado na nossa sociedade, está e nós temos de viver com isso!
Os meu filhos são mais velhos que os seus - o mais velho está na universidade e a mais nova entrou este ano para o 10º ano. Ela fartou-se de rir quando, na receção formal que a escola fez aos alunos e EE, um dos representantes da escola disse exatamente o mesmo que eu sempre disse ao irmão e que já lhe tinha dito a ela: se querem entrar na universidade, o vosso trabalho tem de começar hoje; se não se esforçarem não vão ter aquilo que querem, mas vão ter de ficar com o que os outros não quiseram ( é certo que nem todos querem nem todos têm de ter formação superior, mas estou certa que todos os leitores destes blogue vêem esse caminho como "natural" para os seus filhos!).
Nesta fase (do secundário) é importante que eles tenham um bom aproveitamento - quer seja para entrarem num curso superior, quer seja para entrarem no mundo do trabalho (se tiver uma empresa e estiver a analisar cv's de potenciais trabalhadores, provavelmente não ficará muito bem impressionado/a com uma média de secundário muito baixinha...). Para eles terem bom aproveitamento não basta a frequência das aulas, têm de estudar e praticar para além disso. Ora se eles não trouxerem rotinas de trabalho anteriores, não é quando chegam ao 10º ano que vão passar a tê-las e que as mesmas sejam eficazes! Por isso, a "coisa" tem de começar a ser trabalhada com antecedência, para ser interiorizada e encarada como um rotina, algo que tem de ser...
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De Anónimo a 23.02.2016 às 16:28

Sei do que fala. A minha pequena tambem anda no 2o ano e nem consegue frequentar qualquer actividade por não ter tempo. Fichas e mais fichas todos os dias...
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De Mário Cordeiro a 18.09.2014 às 18:33

É um tema polémico, mas sabe bem, de vez em quando, ver temas sobre os quais não há consensos estabelecidos e o JMT é felizmente um perito em fazê-lo. Reflectindo sobre as coisas melhorar-se-á o sistema, disso estamos seguros. Pois então aqui vai, mesmo que o conteúdo possa ser considerado "violento".

Os Trabalhos Para Casa (TPC) geram uma enorme controvérsia. As queixas de pais sobre a sobrecarga de exercícios que os filhos trazem para fazer em casa não são novas, mas voltam a estar na ordem do dia. Os estudantes portugueses trabalham horas demais, e que nenhum sindicato deixaria passar tamanho atropelo aos direitos das crianças e jovens sem, pelo menos, um caderno reivindicativo e uma greve geral - "com as aulas, as actividades complementares e os trabalhos de casa, chegam a dedicar 40 a 50 horas por semana ao estudo.

No limite, tal como são entendidos por muitos professores e pais, os TPC são uma agressão às crianças, adolescentes e aos seus direitos. Tudo o que se sabe sobre desenvolvimento infantil e sobre técnicas pedagógicas no ensino-aprendizagem mostra que esta prática não tem, em pleno século XXI, razão para existir nos moldes em que é feita.

São vários os motivos que tornam os TPC, repito, da maneira tradicional como são exigidos, quase uma aberração:

• as crianças e adolescentes trabalham muito durante o dia, seja a estudar, seja a brincar, correr, conversar e debater ideias;

• ao fim da tarde, estão carregados de endorfinas e cansados, sobretudo se tiveram outras actividades entre a escola e a casa, como desporto;

• precisam de tempo para gozar o seu espaço regressivo caseiro;

• o que aprenderam no próprio dia ou até nos dias anteriores só será metabolizado nessa noite, pelo que tudo o que seja exigir trabalho sobre assuntos ainda não burilados pelo cérebro é quase sádico - por isso é que usamos a frase "há que dormir sobre o assunto";

• o tempo para estar em família diminui;

• a tolerância dos pais é pouca, ao fim da tarde, e o nível de irritabilidade doméstica sobe, quando deveria descer;

• são os pais que acabam por terminar os TPC, gritando com o filho e achincalhando-o;

• os professores não lêem os TPC, todos os dias;

• não há tempo para ler, reflectir, "não fazer nada", brincar;

• a imagem dos professores fica, muitas vezes, associada a uma imagem de quase sadismo, de desrespeito e de não desejarem o melhor para os alunos.

Assim, e tendo promovido há dez anos, com a Isabel Stilwell e o Eduardo Sá, um dia de greve aos TPC, para comemorar o aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, acho que os TPC diários são uma aberração, mas que trabalhos de pesquisa ao fim-de-semana, para serem feitos com os pais, ou gastar 15 a 20 minutos a ler (ler apenas, e não estudar) as páginas das matérias do dia, para as repescar para o cérebro as trabalhar durante a noite, isso sim.
Portanto, de uma forma panfletária: "Abaixo os TPC e quem os apoiar!"
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De Susana V. a 19.09.2014 às 09:58

Assino por baixo.

Aliás, acrescento que no período de início das aulas nos sentimos sempre violentados enquanto família (depois lá nos habituamos). Porque temos interesses que não podem ser estimulados com a carga absurda de TPC que os miúdos trazem para fazer à noite.

Como preparar uma visita a um museu. Ou ver em conjunto um documentário ou desenhos animados educativos (e.g., os fantásticos Era uma vez)...

E porque pensamos que as crianças simplesmente precisam de brincar e descontrair.

Mas por outro lado, não convém nada desautorizar os professores.
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De SantosdaCasa a 18.09.2014 às 13:09

Li o texto a que se refere. Não é curto nem longo mas, muito superficial, centrado numa pessoal - logo, não universal - e, principalmente, não conclusivo. Mas, quem sou eu para, abaixo do pedestal, contrariar ou dar contraexemplos pessoais a quem escreve no Observador? Se eu valorizo muito os Blogs do SAPO, também posso opinar sobre os comentários a cada seu post; muitos deles também são demasiado personalizados. Individualizados, até! Não há grandes males, julgo eu! Mas, do texto, pelas dúvidas e pelas certezas, abrevio assim:
1- A M.J. copiava ou não copiava? Ficou claro que não deixava copiar. Tenho, para mim, que copiar ... já é fazer os TPC...
2- Que, a M.J., fazia os TPC. Marcados ou não, com um certo prazer - no caso de Matemática - ou por necessidade ... de nota para passar?
3- Quando se refere aos POLINÓMIOS (ou ao INGLÊS ...), folgo por depreender que era uma aluna com capacidades/aptidões acima da média. Isso, vem reforçar uma ideia formada como aluno que fui e pai que sou; nem todos somos iguais - mas podemos alternar entre "patamares", podendo ultrapassar e ser ultrapassados - e, por isso, uns têm mais necessidade de TPC que outros, por exemplo. Nada ficará completo sem abordar a variável GESTÃO DO TEMPO ...
4- Se um professor marca TPC, é um professor "sádico" ? Eu, parto logo do princípio que é um professor usando essa ferramenta como uma das estratégias na construção da Excelência das suas turmas.
5- Concordo a 100% quando, a M.J., afirma que "a matemática, é para se perceber e não para decorar". Boa conclusão, e, Jacques de la Palisse, não diria melhor... Mas, eu acrescento; com muito treino, trabalho individual, algum poder de abstração ... e, enfim, muita inspiração e transpiração.
6- ....
37892- Quanto menos TPC fizerem os outros... Todos os colegas de turma, da M.J., se licenciaram?
37893- ...
489659- ... Depois de alguns (ou todos, conforme) TPC feitos, tem sobrado sempre algum tempo. Para a brincadeira, necessariamente!
56894632- Vou almoçar. Os TPC, estão feitos.
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De Lia a 17.09.2014 às 22:13

Concordo.
Já chega o tempo que passam na escola.
E que deve (deveria) ser bem aproveitado e rentabilizado.

http://opsidascoisas.blogspot.pt/
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De Cláudia Marques a 17.09.2014 às 18:07


De facto esta questão atormenta muitos pais portugueses e é curioso que enquanto a minha filha mais velha estudou em Portugal (primeiro e segundo ano do primeiro ciclo) também me irritou bastante.
Viemos à um ano para a Irlanda e aqui todas as crianças em todos os anos têm trabalhos de casa (mais de uma hora de exercícios ), até as minhas mais novas que estão ainda no equivalente à pré primária em Portugal trazem trabalhos de casa e não passa pela cabeça de ninguém questionar a periodicidade ou a quantidade. Se falarmos com um professor sobre os mesmos deverá ser para questionar se estão ou não adequados à criança e não tudo o resto... porque isso obviamente que não é da competência dos pais, mas dos professores.
Enfim se calhar de facto é verdade que nós os portugueses questionamos tudo!!!
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De Mãe Sabichona a 17.09.2014 às 16:58

Não me importo que o meu filho venha a ter tpc´s, mas importo-me com a carga horária nas escolas.
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De maggie a 17.09.2014 às 16:22

Discordo por completo com o que esta senhora diz.
Os TPC servem para que as crianças (e eu fiz parte do mundo dos TPC) tenhamos consciência das nossas duvidas perante a materia que está a ser leccionada no momento.
Outro dever dos TPC é fazer com que as nossas crianças aprendam, se é que não sabem, a pensar sozinhas, a desenrascarem-se e a resolverem problemas sozinhas.. a terem consciencia do que conseguem ou não a ESFORÇAREM-SE "a professora indicou o caminho e ensinou, será que eu aprendi?" era assim que eu encarava e encaro os TPC.
Se queria brincar.. claro que queria e brinquei que me fartei.. depois de lanchar e fazer os TPC todos.
Tenho 33 anos e não sou nenhuma traumatizada..
Cada vez fico mais chocada com o que vejo e leio acerca da educação desta nova geração de crianças.

Saudades dos anos 80.. em que brincar era na rua, um joelho esfolado era uma ferida de guerra de orgulho entre amigos e comer ervas numa sopa inventada era normal.

Estamos a criar uma geração de eterno-dependentes dos pais e avós.
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De Sn a 17.09.2014 às 18:19

As crianças do 1º ciclo saem da escola às 17h30. Chegar e não chegar a casa, vão esfolar joelhos a que horas? Fazem os tpc quando? Fazem directas?
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De Olívia a 17.09.2014 às 20:44

Pois... as minhas fazem os ditos tpc's até às 19h hora em que fecho a loja, em casa não fazem mais nada... esfolar os joelhos só mesmo no sábado e domingo, dias dedicados ao lazer e às brincadeiras sem horários marcados...
a mais nova hoje, 3º dia de escola do 1º ano trouxe tpc's que eram apenas colorir uns desenhos do caderno novo e estava radiante porque finalmente estava com a irmã a estudar... vá-se lá entender...
Olívia
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De JP a 17.09.2014 às 15:32

Não concordo com o texto da Mª João Marques. Tal como ela, também não gostava, nada!, quando tinha de os fazer mas reconheço que, sem eles, teria sido mais difícil adquirir métodos de estudo.
No ano passado os meus filhos foram para o 1º ano e também trouxeram TPC logo no primeiro dia de aulas. Ao longo do ano, foram os TPC que ajudaram a treinar e desenvolver a caligrafia e o cálculo e raciocínio na matemática.
Não nos podemos esquecer que na escola, o horário lectivo tem as disciplinas curriculares (matemática, português e estudo do meio) e a oferta complementar (atenção: não estou a falar das AEC - actividades extracurriculares) e, portanto, eles não passam aquelas horas todas debruçados sobre os livros e cadernos.
Claro que os TPC têm de vir com "peso, conta e medida". Como a minha mãe diz: tudo o que é de mais é erro e tudo o que é de menos faz falta.
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De Nuno Batista a 17.09.2014 às 15:27

Acho que começamos logo muito mal quando entendemos os TPC como algo "negativo". Os TPC devem ser complementares ao que é ensinado na sala de aula e devem ser percebidos pelos alunos como algo positivo, aliás aprender deve ser entendido como bom, aprazivel e desejavel. Conotar desde logo os TPC com algo negativo, não me parece de todo correcto. Falando apenas da minha experiência enquanto aluno (no ensino básico), do que me recordo era de "despachar" os TPC ainda antes de sair da escola, enquanto muitos dos meus colegas deixavam tudo para depois. Não o fazia por "frete", mas porque gostava genuinamente de fazer os exercicios que a professora propunha e entendia-os mais como desafios. Orgulho-me de nunca ter recorrido à ajuda dos meus pais para resolver os TPC e o que mais desejo é que os meus filhos consigam fazer o mesmo.
Admito que há crianças com mais dificuldades na aprendizagem e professores e pais que falham na hora de educar e ensinar. Recomendo a estes que comecem por entender o ensino e a aprendizagem como algo de bom. Ir á escola, ensinar e aprender é do mais importante para a formação do ser humano!
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De JP a 17.09.2014 às 15:53

Concordo com o seu comentário mas gostaria de destacar a primeira frase: "... começamos logo muito mal quando entendemos os TPC como algo 'negativo'". Lamentavelmente, muitas vezes testemunho à minha volta, adultos que transmitem às crianças ideias muito negativas sobre a escola: "não vais poder brincar", "tens de te portar bem" (como se isso fosse mau...), "vais ficar cansado" e, claro, "vais ter TPC". Raramente ouço frases de motivação para as crianças no início do ano lectivo: sobre as oportunidades que vão ter para aprenderem coisas novas, para transmitirem aos outros as coisas que já sabem, para ajudarem os outros nas suas dificuldades, etc... são tantas estas oportunidades e, por vezes, tão esquecidas!
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De Sónia a 17.09.2014 às 15:17

Eu considero os TPC úteis para os miúdos reverem a matéria dada e perceberem se têm dúvidas, para as esclarecerem no dia seguinte. Mas há que ter bom senso, caramba! Afinal os miúdos já andam sobrecarregados e stressados com aulas extracurriculares e exames e afins.
O meu filho mais velho tem cinco anos, anda no Jardim de Infância e este ano os pais dos colegas querem que a educadora mande TPC aos fins de semana... para se irem habituando, para desenvolverem métodos de estudo... estou a falar a sério!
Anda tudo doido....

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