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"Não devemos ser escravos dos nossos filhos"

por João Miguel Tavares, em 12.09.14

 

Como já aqui afirmei, o Dr. Mário Cordeiro é o pediatra dos nossos filhos, e acaba de lançar mais um livro (um dia destes ele tem de escrever um livro a explicar como é que consegue escrever tantos livros), chamado Educar com Amor.

 

 

À boleia do seu lançamento, o Dr. Mário deu uma entrevista ao Observador, que tem precisamente o título deste post. Vale imenso a pena ler, até porque há dicas muito úteis sobre o período lectivo que se avizinha.

 

Para abrir o apetite e justificar o título, aqui fica um breve excerto:

 

Não devemos ser escravos dos nossos filhos. Eles não nos podem sugar a vida, têm de se habituar a ser autónomos e, de igual modo, saber precisar de nós. É aí que estou em desacordo com o Carlos González — em relação ao Estivill temos divergências quanto ao método do sono, do desamparo e de deixar a criança chorar, mas isso é outra história (o desamparo não faz bem a ninguém e é o contrário do amor). Em relação ao González, li que quando um filho nosso quer uma coisa temos de desligar a televisão para o ouvir. Calma! Se há direitos dos filhos, também há direitos dos pais.

 

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publicado às 16:23


6 comentários

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De Anónimo a 16.09.2014 às 11:46

Eu estou um pouco farta de ler esse tipo de livros. Parece que toda a gente sabe como educar os filhos dos outros. Nunca os pais foram tão julgados ou criticados, e a ultima geração é sempre a mais mal-educada, a pior. Para uns não damos atenção suficiente, e deixamos os filhos demasiadas horas na creche/escola, para outros , pelos vistos precisamos de ser mais egoístas.... Somos considerados uma geração de pais permissivos e no entanto a esmagadora maioria dos pais defende a palmada. O mundo deve estar louco!
Sinceramente, eu não preciso de livros, de guias, preciso de mais paciência, autocontrolo. Uma aula de yoga ou uma consulta com um terapeuta fariam mais por mim como mãe do que um livro. Mas se tivesse que escolher entre os livros do Dr. Mário ou do Dr. Carlos, sem duvida os do Dr. Carlos. Claro que não desligo sempre a televisão para ouvir os meus filhos, mas faço-o algumas vezes. E devia faze-lo mais vezes.... E não menos.
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De Teresa A. a 15.09.2014 às 12:31

Gostei muito da entrevista do Dr. Cordeiro.

Ainda por cima disse exactamente aquilo que eu penso sobre amar, adorar e gostar: eu costumo dizer que "Adorar, só se adora a Deus". Gostar, gosta-se de coisas e de algumas pessoas. Amar é muito mais exclusivo: só se amam as pessoas que nos estao muito próximas, e com isto nao estou necessariamente (só) a referir-me à família de sangue. Os meus Amigos com A maiúscula fazem parte desse círculo restrito, enquanto que alguns familiares só pertencem às pessoas de quem gosto ou talvez nem isso. Nao acredito que se possa amar 50 pessoas!
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De Patricia a 14.09.2014 às 16:53

Também li a entrevista e lembrei-me de si/do PD4 :)

Sem poder concordar mais com o Mário Cordeiro, mas confessando que a TV cá de casa se sintoniza muito mais tempo entre o 40 e o 45 da MEO (aka Disney Junior, Panda, etc...)
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De Maria a 14.09.2014 às 15:26

Criticou o Carlos Gonzaléz tão ferozmente e foi escrever um "Guia", ainda por cima com um título estranhamente familiar! Besame Mucho-Como criar os seus filhos com amor.
Por favor...
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De Carla Marques a 13.09.2014 às 11:49

Uma vez que todos os pais são diferentes, assim como os filhos, os métodos também devem ser diferentes. Claro que a educação conta muito, mas a personalidade específica de cada criança também deve ser considerada na hora de agir. Existem crianças que precisam de mais atenção do que outras, etc. Claro que os pais não se devem anular para dar toda a atenção aos filhos, seres humanos felizes e realuzados serão sempre melhores pais mas, por vezes, é difícil fugir ao que vigora hoje em dia na sociedade: a ideia de que é preciso tirar um curso de psicologia para criar e educar um filho. Quase que sentimos a obrigação pesadíssima de sermos pais perfeitos. Isso não existe. Nem se quer.
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De Anónimo a 12.09.2014 às 18:03

Pois, parece que quando os pais se tornam pais deixam de ser gente, e passam a ser uma qualquer coisa cujo único objectivo e/ou propósito de vida passa a ser servir os senhores seus filhos em todos e quaisquer desejos, necessidades e caprichos que estes possam ter.

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