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O superior interesse do aluno #2

por João Miguel Tavares, em 24.10.14

Já que estamos em maré educativa, aproveito para fazer mais uma pergunta aos meus caríssimos leitores, já que este blogue também é bué internacional.

 

Tendo em conta que é aparentemente possível, neste triste país, os alunos permanecerem ad aeternum sem professor substituto se o professor titular meter baixas - ainda que várias, ainda que consecutivas - com duração inferior a 30 dias, eu gostaria muito de saber se isto também se passa no ensino público americano, alemão, holandês, espanhol ou em qualquer outro lugar que não em Portugal.

 

Alguém por aí percebe disto? O que é que acontece nos outros países se um professor falta durante uma semana, por exemplo? Os putos pura e simplesmente não têm aulas?

Paralisacao-dos-professores-de-Joao-Pessoa-vai-dei

 

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publicado às 09:30


17 comentários

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De Maria Ferreira a 07.09.2015 às 13:03

Tenho uma neta,que viveu e estudou na Irlanda,o ano passado 2014,esteve a estagiar,como educadora de infância,faltando-lhe um ano para completar o curso.
como é que ela pode terminar o curso aqui em Portugal!
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De Rui a 05.11.2014 às 14:43

Bem, lendo os comentários/experiências que vemos aqui, quase que tudo se resume a uma pequena palavra "organização".

Não me parece uma questão de custo (dizem até que somos dos que gastamos mais per capita, duvido mas...).

Segundo já me contaram em alguns paises dessa Europa, só para vermos o tipo de desorganização que temos por cá, as aulas começam no dia X sempre.... Se o X for no fim de semana passa para a segunda-feira seguinte...
Aqui é tipo "temos umas semanas para começar..." e acrescentando esta confusão dá nisto...
Outro aspecto "giro" é a tal questão dos atestados médicos... que tal percebermos a razão das baixas de 15 dias espaçadas de poucos dias e "infelizmente" criar legislação para evitar que aconteçam pois parece que são usadas para contornar a lei não duvidando eu que as pessoas relamente necessitem delas.
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De Maria Morgado a 27.10.2014 às 19:40

Boa noite João Tavares,
encontro-me totalmente solidária com o seu problema já que a minha filha de três anos encontra-se na mesma situação.
A educadora colocada no jardim de infância da minha filha no ensino público têm colocado baixas de 15 em 15 dias, por isso não podem colocar outra educadora.
As crianças deste jardim de infância, entre os 3 e os 5 anos ainda chegaram a ter uma educadora a substituir a que estava de baixa durante uma semana, porque esta em certa altura da baixa colocou um atestado de 30 dias, mas devido à maravilhosa colocação de professores e educadores, a educadora que estava a substituir foi colocada noutra escola e como o agrupamento não podia colocar outra profissional devido aos atestados não ultrapassarem os 15 dias resolveram fechar o jardim de infância.
Faz hoje duas semanas que estes meninos não têm escola e quando se pergunta de quem é a responsabilidade, acho graça que todos me respondem que não é da sua competência.
Espero que noutros países a educação consiga ser mais competente que no nosso.
Obrigado e desculpe o desabafo de uma mãe em desespero.
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De Amigo Imaginário a 27.10.2014 às 11:06

Na Bélgica, a questão nem se coloca. Os alunos nunca ficam sem aulas. As escolas têm autonomia para recorrer à sua própria bolsa de recrutamento de professores substitutos sempre que necessário, o que agiliza imenso o processo. Aliás, é desta forma que os professores mais jovens ganham experiência e tempo de serviço até conseguirem que lhes seja atribuído um horário.

Nos seis anos da primária, há um único professor para todas as disciplinas (excepto Educação Física e língua estrangeira). Mas como normalmente é apoiado por um professor mais jovem a meio tempo, as crianças nunca ficam sem aulas. Em último caso, é o director da escola que dá a aula.

No ensino secundário, os alunos vão para o "Étude" sempre que têm "furo" ou quando um professor falta. No início do ano lectivo, todos os professores da escola recebem um horário rotativo para darem apoio no "Étude". Normalmente, os professores deixam exercícios para os alunos fazerem durante a sua ausência. Senão os miúdos aproveitam para adiantarem os trabalhos de casa, estudarem ou lerem.

No ensino nocturno recorrente, onde dou aulas, é suposto avisarmos os alunos que vamos faltar antecipadamente e combinar outro dia para darmos a aula de substituição.

Seja em que ano for, quando toca para a entrada, os recreios ficam vazios. E se dez minutos depois de as aulas começarem os meus filhos não estiverem na sala, recebo um sms a pedir para contactar a escola para justificar a ausência... "Baldar-se" às aulas é uma impossibilidade técnica. :)
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De Paula a 24.10.2014 às 16:54

Pois... aqui em Portugal, felizmente à Escolas que funcionam em pleno...
A Escola Básica Pedro Nunes de Alcácer do Sal, no 2º Clico que é onde a minha filha estuda, tem todos os professores colocados e as aulas de substituição vão funcionando, verdade que os professores da minha filha faltam muito pouco...
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De Cláudia Marques a 24.10.2014 às 15:57

Ora então, 1 ano inteiro lectivo na Irlanda é a minha experiência neste momento (e tenho 2 anos de exp. em Portugal como encarregado de educação no sistema público).
Posso falar do ensino primário que são 2 anos de Infants (equivalente à pré primária) e mais 6 anos (ou seja inclui o segundo ciclo português). Como tal uma criança anda 8 anos na escola primária.
Se algum professor faltar, por um motivo previsto e que pode até ocorrer por tarefas relacionadas com a profissão, os alunos são distribuídos pelas turmas da escola, independentemente do ano, e têm tarefas (fichas) que lhe foram dadas pelo seu professor e que o aluno deve apresentar ao professor quando ele regressar para serem corrigidas, quase como trabalhos de casa.
Se for uma ausência prolongada e não prevista, é solicitada pela escola a substituição do Professor ao Ministério, que muitas vezes no próprio dia coloca o professor na escola. Por norma os professores "de substituição" existem mesmo como bolsa para este tipo de situações e trabalham numa determinada área. Muitos dos professores substitutos podem também ser aluunos que se estão a preparar para serem professores e que o Ministério convida a fazerem desta forma o estágio que é obrigatório no final do curso.
De qualquer maneira aqui, os professores leccionam tudo, educação física, educação músical, artes, inglês, irlandês, história, geografia, matemática e afins. Cantam, dançam e fazem tudo, mas mesmo tudo dentro da sala de aula. A professora das minhas mais novas, faz ioga nas aulas com as crianças! Dão contas do seu trabalho ao director da escola, que sabe exactamente os programas e as matérias que estão a ser leccionadas.
As escolas por norma têm maior número de professores, do que número de turmas. Ou seja existem professores de apoio, por exemplo para maior suporte de aprendizagem em matemática, ou para os estrangeiros (como é o nosso caso) para aulas extras de inglês. Tudo isto decorre dentro do horário escolar que é até ás 14.30h.
Conto ainda que as escolas têm muito pouco pessoal administrativo (1 ou 2 funcionários) e também muito pouco pessoal auxiliar.
A escola é limpa por uma empresa privada externa, mas só o interior da escola. Toda a àrea de rua (que está sempre limpa!) tem manutenção com 1 funcionário esporádico da Câmara Municipal!
E tudo funciona... mesmo tudo!

Acrescento ainda que têm trabalhos de casa todos os dias, baseado num programa semanal, excepto à sexta feira e fim de semana.
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De Diana a 26.10.2014 às 10:46

Só uma palavra: UAU!
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De Anónimo a 24.10.2014 às 15:08

Aqui na Escandinavia os alunos nunca estão sem aulas. Há sempre professores substitutos que dão a aula em caso de ausência do professor da turma.


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De Daniel a 24.10.2014 às 14:02

Até à chegada do ministro da "exigência" as escolas eram obrigadas a organizar aulas de substituição, instituidas pela maluquinha da Maria de Lurdes. Agora cada escola decide se as tem ou não.

Este governo é que decidiu ceder à ala acéfala das salas dos professores.





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De Mara a 24.10.2014 às 11:56

Não é sequer preciso copiar outros países, basta copiar o que se faz no sistema de justiça, com os sistemas de acumulação de funções (para uma ausência de curta duração, um colega da mesma escola pode dar as aulas em falta, sendo devidamente remunerado por isso), de substituição (para ausências muito longas, contrata-se outra pessoa) e, acima de tudo, da BOLSA: em cada quadro de zona (ou outra unidade administrativa qualquer) deveria haver uma bolsa de professores, que estão a receber salário, e são deslocados para as escolas onde há necessidade de proceder a substituições). Quando o número de professores colocados na bolsa se revelasse temporariamente excessivo, poderiam ser destacados como auxiliares para as escolas/turmas com situações mais complexas, que exijam maior acompanhamento dos alunos.

O problema é falta de vontade, não é falta de soluções. E, sim, isto custa dinheiro. Um bom sistema educativo custa dinheiro.
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De Conceição M. a 24.10.2014 às 17:16

Ora cá está o busilis da questão - "isto custa dinheiro"!!!

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De Anónimo a 24.10.2014 às 11:44

Em Londres nao ficam sem aulas. Ou ha professores disponiveis que dao as aulas pelos colegas ou chamam professores substitutos. Existem agencias " de trabalho temporario" ( professores e assistentes de accao educativa ) que as escolas ,e as creches tambem ,usam. Mesmo que nao deem materia nova nessa aula fazem fichas de trabalho. Se for durante mais tempo um dos professores da escola mais experiente organiza as aulas com o professor substituto.

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