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Será que os pais devem poder não vacinar os filhos?

por João Miguel Tavares, em 03.04.14

Na sua habitual coluna do Expresso online, o Daniel Oliveira escreve hoje um excelente texto sobre esta nova moda de alguns pais acharem que não devem vacinar os filhos. A sua crónica chama-se "Não vacinar os filhos, uma moda que põe todos em perigo" e levanta questões muito interessantes sobre o tema da responsabilidade individual versus responsabilidade colectiva. Este é mais um assunto onde eu também sou muito pouco liberal. Aconselho todos a irem lá ler e depois, se quiserem, voltarem aqui para discutir o assunto.

 

Deixo apenas uma citação, para abrir o apetite:

 

Enquanto, por esse mundo miserável milhões de humanos lutam desesperadamente por não morrer de doenças banais, muitos europeus e norte-americanos surfam numa onda "New Age", feita de mitos e de teorias pseudocientíficas, onde a convicção vale o mesmo que a ciência. Mas não vale. E foi graças à ciência e à generalização das vacinas que ganhámos esta sensação de segurança que, curiosamente, tem ajudado a crescer o estranho movimento antivacinas.

 

O resto pode ser encontrado aqui.

 

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publicado às 09:52


74 comentários

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De Rui M. Sousa a 13.02.2015 às 18:17

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/americanos-tem-mais-medo-das-vacinas-do-que-das-doencas-1685466
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De Marina Subtil a 04.04.2014 às 12:30

Atenção às palavras!!
Então negligentes somos todos... porque deixamos os nossos filhos comerem açucar e bem sabemos da obsedidade infantil... é dar-lhes sumos e refrigerantes e coca cola. E damos batatas fritas e cheetos e toras de milho... não obstante o que a gordura faz à circulação sanguínea!!
Calma lá!
Sabia, que a grande classe que não vacina os filhos são os profissionais de saúde? Médicos e enfermeiros...
O meu filho tem 6 meses e apenas levou a vacina da BCG até agora e ninguém me chama negligente pois foi uma decisão esclarecida e informada. Expliquem-me lá por que razão tem um bebé de horas de levar a primeira toma da vacina contra a Hepatite B se nós só a tomámos com 17 ou 18 anos, e esta se trasmite por sangue infectado e fluídos sexuais? Mesmo assim, só a tomará se ele responsavelmente, já maior de idade, assim o determinar pois as substãncias de mercúrio... enfim, nada a dizer a não ser que tem uma toxicidade de acumulação pois não conseguimos eliminar metais pesados no nosso organismo.
Já agora, falou-se da vacina do cancro do colo do útero... interessantem os testes foram feitos em homens?! Oi? Say it again? Infelizmente as farmacêuticas ganham mais com a população doente e não têm grande interesse em prevenir. E as vacinas são o meio mais inteligente e subtil. lamento...
Já agora, falaram tanto em sarapmpo, varicela... todos apanhámos e não morremos!! Um facto curioso... a vacina da papaeira garante uma imunidade de 10 anos, aproximadamente e idade perigosa para os rapazes a apanharem, a ponto de ficarem estéreis, é em adulto, quando o prazo da vacina acabou, por assim dizer.

Há que saber ver as jogadas de bastidores e não podemos julgar ninguém! Bem vistas as coisas, quem está vacinado não tem o que temer mesmo com o "aparecimento" de alguns casos (e não surtos, como se quer passar) de algumas doenças.

Eu responsabilizo-me pelo que acontecer ao meu filho e atravesso-me (com sofrimento, claro, se lhe acontecer alguma coisa derivado desta decisão)... ninguém se responsabiliza pelo que pode acomtecer ao meu filho por tomar uma vacina e o rol de efeitos ecundários de algumas é bem grande.

Enfim!! Este tema dá pano para mangas e tenho pena que o Daniel Oliveira não tenho feito um bom trabalho de casa. :(
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De liliana a 04.04.2014 às 14:39

Olá, a minha filha também tem 6 meses e não levou a bcg. Em portugal é recomendada a bcg? Porquê?
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De Margarida a 04.04.2014 às 15:42

Há uma responsabilidade social mt importante a ser alcançada com as vacinas que é a imunidade de grupo, que so é alcançada com 95% da população vacinada. Ao nao vacinar o seu filho implica que crianças com problemas de imunidade nao possam frequentar o mesmo infantário/ colégio/ escola que ele. Só nesse ponto mostra uma gave falha de informação ( que sera sp culpa sua, é sua obrigação informar-se correctamente) e uma importante falha de consciência social .
Quanto a apanhar sarampo/ varicela e nao ter morrido, a verdade é que estas doenças podem ter cursos benignos e tb consequências fatais, nao tão raras assim. Daí a instituição da vacinação obrigatória.
E nao diga que se atravessa caso aconteça alguma coisa ao seu filho pq quem paga , com a própria saúde, vai ser ele. Antes de mostrar esta bravata informe-se com um profissional competente e garanto-lhe que NENHUM o/a apoia.
Ja agora sou medica e este género de comentários arrepia-me
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De António a 04.04.2014 às 16:52

Então já que é médica explique a vantagem de dar a vacina da papeira a uma criança, sabendo que esta doença é sobretudo grave em homens adultos, podendo causar impotencia, e que a vacina tem uma duração de aproximadamente 10 anos...
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De Margarida Borralheiro a 04.04.2014 às 17:13

Boa tarde
A impotência não é a única consequência nefasta da papeira mas admitindo que as crianças sao vacinadas e se adquire uma imunidade de grupo um homem adulto não imunizado, ou vacinado na infância, não entrará em contacto com a doença não desenvolvendo a dita complicação.
Ajudei?
Margarida
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De António a 04.04.2014 às 17:31

Não, porque por essa ordem de ideias toda a população portuguesa com mais de 20 anos não se encontra imunizada e lá se foi os seus 90% para assegurar a imunidade de gupo. se imaginarmos 2 milhoes de pessoas abaixos dos 20 anos e se a população portuguesa for de 10 milhoes tem apenas 20% da população a contribuir para a imunidade de grupo.

ps, não tive vagar para ver quantos somos abaixo dos vinte, é só estimativa
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De Margarida a 04.04.2014 às 17:46

O pior surdo é quem nao sabe ouvir. Quem nao sabe pensar entao....
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De Margarida Reis a 20.04.2017 às 01:12

A parotidite, vulgo papeira, não dá impotência mas sim (pode dar) infertilidade
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De António a 04.04.2014 às 17:22

Este artigo tem duas vertentes diferentes, uma sobre as vacinas outras sobre o direito dos pais. Quanto às vacinas é muito fraquinho pois o problema não se resume a uma moda, os pais que optam por não vacinar não o fazem de animo leve, normalmente até são quem mais lê e pesquisa sobre o assunto, não se resumem ao estudo (mal feito) do wakfield, lêem sobre os componentes das vacinas, dos efeitos secundários, a bula das vacinas onde está escrito que não foram feitos estudos sobre o seu efeito na fertilidade nem no seu potencial oncológico e a decisão nunca é fácil, é difícil e ponderada. O cartoon aqui colocado é também ele muito triste, pois pelo facto de não haver um estudo que ligue o autismo às vacinas não se pode concluir o seu contrário, (até porque o autismo terá várias causas), estão no entanto documentados vários casos que após uma vacina a criança fica autista, ao autor do cartoon sugiro que vá dizer que não existe relação autismo/vacinas uma mãe a quem isto tenha acontecido.

Quanto à obrigatoriedade das vacinas e à afirmação “os filhos não são propriedade dos pais” não é de estranhar vinda de um comunista, aliás o comunismo é a negação da individualidade e da livre expressão do indivíduo. Tenho a certeza que para lá caminhamos, para a obrigatoriedade das vacinas, da morte obrigatória dos idosos, para a esterilização forçada, para o aborto obrigatório e não será conseguido pela força, vai ser esta gente que vai incitar a que isto aconteça, todos vocês… Acham que exagero? As gerações da década de 20 também não acreditavam que o que veio a acontecer pudesse ser possível
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De t2para4 a 06.04.2014 às 18:43

Ninguém fica autista. Ou se nasce com autismo ou não. Estudos recentes comprovam que o autismo - independentemente da sua causa - estabelece ligações entre neurónios de forma diferente, o que significa que tal acontece ainda no útero (ainda falta relacionar se tal acontece com lesões cerebrais, por exemplo). As minhas filhas nasceram com autismo. Vi isso logo nos primeiros tempos, apenas não sabia o nome, nem o que se passava ao certo. Nunca deixei de as vacinar! A única coisa de diferente que faço é evitar dar 3 ou 4 vacinas no mesmo dia.
Que está a sociedade de hoje a tentar fazer? Ressuscitar doenças erradicadas? Será que nos esquecemos que mais depressa nos tornamos doentes com aquilo que comemos/bebemos e o nosso estilo de vida do que com as vacinas?
Questiono e também tenho dúvidas mas para isso existem os médicos. Também não dei a vacina da Gripe A pois as minhas filhas não faziam parte do grupo de risco e acatei a decisão do nosso médico mas não hesitaria se ele me tivesse dito o oposto.
Será mesmo que queremos chorar a invalidez/morte de um filho por causa de tétano ou hepatite ou meningites para as quais existem vacinas? Eu não corro esse risco. E mais uma vez, digo, não se fica autista.
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De Marina Subtil a 05.04.2014 às 22:20

Margarida, sinto-me bastante informada sobre o assunto das vacinas e responsabilizo-me pelo meu filho em todos os aspectos da sua vida. Não
se precipite no julgamento à minha pessoa.

Nunca, jamais, em tempo algum deixarei que seja o Estado a decidir o que é melhor para ele. Desconfie sempre... infelizmente o Estado zela apenas pelos interesses de alguns, ou não andássemos nós a salvar Bancos, com cortes e mais cortes, não obstante a miséria que já se vive!!
Já agora, de que lhe serve a arrogância nas suas respostas? Felizmente somos todos livres... AINDA.

Correcção: a vacinação não é obrigatória. Gratuita mas não obrigatória, convém não confundir as pessoas por aqui.

Quanto a "Antes de mostrar esta bravata informe-se com um profissional competente e garanto-lhe que NENHUM o/a apoia."

Tenho conhecimento de um menino que não é vacinado cujo Pai é neuro-cirurgião e a Mãe enfermeira. Não esteja tão certa da sua formação académica. Se lhe fosse contar as pérolas que oiço de médicos relativamente a, por exemplo, amamentação... as escolas não estão a fazer a sua devida função que é, formar/educar pessoas que questionem. Limitamo-nos a aceitar.

Desapegue-se um pouco das suas convicções e vá mais ao fundo desta questão das vacinas. As farmacêuticas não querem saber de salvar pessoas... nem se responsabilizam por nada. Infelizmente conheço muitos relatos de Mães angustiadíssimas pelos filhos se terem tornado autistas após terem sido administrados com uma vacina. :( É uma pena o tempo não poder voltar para trás nessas famílias.

Bem haja!

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De Anónimo a 07.04.2014 às 00:41

Não me parece possível que tenha ficado provado que a vacina causou o autismo dessa criança de que fala...mas tudo bem.
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De Pedro Silva a 23.04.2014 às 11:22

Eu uma vez vi um senhor que se tornou homossexual depois de comer uma açorda de gambas.
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De carla patau a 17.09.2014 às 18:12

Peço desculpa, mas a médica que acompanha a minha família é extremamente competente e é contra as vacinas. E estamos a falar de uma pessoa licenciada na melhor faculdade de medicina do país , 2 mestrados em Barcelona e na Alemanha, e mais um rol de habilitações, um currículo muito rico. Sendo que conseguiu curar o meu filho da artrite reumatoide!
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De Margarida a 17.09.2014 às 18:55

A artrite reumática é uma doença autoimune que NAO tem cura.
Repito: nao tem cura
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De Anonimo a 18.09.2014 às 23:13

Desconfie sempre desses médicos com curriculo académico muito vasto. Habitualemente não estão habituados a ver doentes e esses mestrados são todos acerca de ratinhos ou quimiocinas/receptores celulares e coisas desse género. Qq médico lhe vai dizer o mesmo, quem dá ao litro a ver doente não tem tempo pra 2 mestrados e vice-versa.
Qto às vacinas e autismo realmente tb podemos dizer o mesmo que o outro comentador em relação à açorda: uma vez vi um menino que ficou autista depois de ter comido tofu!! E já agora porque não o inverso, milhões de crianças NÃO ficaram autistas após a exposição a vacinas!!! Será que as vacinas afinal PROTEGEM contra o autismo??
As vacinas consistem apenas na exposição do sistema imune a parte do microorganismo e consequente desnvovimento de defesas. Ou seja é como apanhar a doença mais branda. Qto aos excipientes, o mercurio nessas doses não é toxico, e o resto não é pior que os "E" das bolachas, leite com chocolate, rebuçados q que os expomos todos os dias.
E pra quem já não se recorda, o sarampo mata e dá sequelas, a hepatite b pode ser adquirida num corte no infantário com uma professora doente e por aí fora.
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De Margarida Reis a 20.04.2017 às 01:14

Grande médica essa que curou uma artrite reumatóide :)
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De Anon a 17.07.2015 às 00:39

*applause*
muito bem dito.
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De Anon a 17.07.2015 às 00:51

*applause*
muito bem dito.

O meu marido é médico (com "major" em microbiologia) e vacinar os nossos filhos foi sempre fora de questão. Há outros médicos na família que também recusam vacinas para os filhos.
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De Marina Subtil a 20.07.2015 às 10:14


Anon... se fosse possível, eu e o meu marido gostávamos muito de conversar com outros Pais que, como vocês, não vacinam. Como poderíamos fazer isso? Deixo aqui um mail meu, que não uso muito mas que servirá para um primeiro contacto... se assim o desejarem.

centripeta@gmail.com

Obrigada pelo seu comentário em "resposta" ao meu.
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De Sophia luar a 19.02.2017 às 01:43

Olá será que posso ter um contacto desses médicos, para me ilucidar?n vacinei a minha filha de agora 4 anos, mas estou novamente a travar uma batalha e preciso de ajuda.
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De renata vincent a 15.09.2015 às 18:38

Boa tarde,

Li o seu comentario e subscrevo ate ao ultimo ponto final.

Uma pergunta, sabe indicar (via inbox) algum pediatra em Lisboa que e contra a vacinacao? Estou gravida de 5 meses e nao quero vacinar o meu bebe.

Obrigada desde ja.

Cpts,

Renata
renata.vincent@yahoo.com
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De Fernando a 04.04.2014 às 10:37

Acho que há espaço para todas as opiniões e para todas as decisões, não existe propriamente o certo e o errado. Quem é cada um de nós para decidir sobre a vida dos outros, ou sobre a vida dos filhos dos outros enquanto seres humanos? Tomem conta das vossas vidas e das dos vossos filhos e já é bem bom.
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De rute moreira a 03.04.2014 às 23:25

Tomar decisões sobre a vida de terceiros é difícil. Sobretudo se forem as pessoas de quem mais gostamos e que protegemos acima de tudo.
A ciência em geral e a medicina em particular não são isentas de erros. Infelizmente, muitas vezes andam também a par de outros interesses económicos menos filantropos.
Cada vez que surgem novos medicamentos milagrosos para serem impingidos em massa, lembro-me sempre das vítimas da talidomida que marcaram uma geração antes da minha. Quando há pouco tempo surgiu a febre da vacina contra o cancro do colo do útero… um investimento imenso do estado em algo que ainda nem tinha sido testado como deve ser… que não foi bem explicado (porque a vacina não é exactamente contra o cancro). Enfim, o certo é que já foi provado que esta vacina provocou infertilidade numa adolescente na Austrália e o laboratório veio pedir desculpa por não ter feito testes sobre este ponto uma vez que a vacina era para adolescentes que nunca tinham engravidado.
Julgo que as vacinas que há largas gerações protegem a saúde publica e poupam vidas não devem ser postas no mesmo patamar das questionáveis vacinas da gripe mutação x que todos os anos surge e de outras do género. Há um lado critico e de bom senso que os pais devem ter. É tão irresponsável questionar a importância das "vacinas clássicas" que têm protegido milhões de pessoas como é irresponsável acreditar que tudo o que a comunidade científica decreta é uma verdade absoluta.
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De VascoB. a 03.04.2014 às 23:51

Bem visto.

No que reparo do que leio aqui é que a ciência hoje ocupa o lugar que outrora a religião ocupou. Não se questiona.

Eu como cientista que sou, no entanto, tenho como profissão... questionar.

Provavelmente se investigassem um pouco teriam acesso a dados científicos surpreendentes. Porque a medicina é uma ciência dinâmica e, como como todos nós... cheia de pecados...
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De Maria a 05.04.2014 às 23:47

Muito boa resposta. Aplaudo!
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De Rui Costa a 04.04.2014 às 03:34

Concordo que em relação a novas vacinas se deve ter reservas e procurar aconselhamento especializado. Sem dúvida que as farmacêuticas não são instituições de caridade e o seu objectivo é ter lucro.

Mas não se deve "deitar fora o bebé com a água do banho". Independentemente das críticas que se possam fazer à indústria farmacêutica, reconheçamos a importância e os benefícios profiláticos das vacinas.
Apesar de na crónica do Daniel Oliveira não se discriminar quais as vacinas em causa, penso estar implícito que o autor refere às vacinas do Programa Nacional de Vacinação PNV ). São essas que constam do boletim de vacinas e que tradicionalmente eram verificadas aquando das matriculas na escolas do ensino básico.

Espero que concorde que, pelo menos em relação a estas vacinas, está mais que confirmado que estas vacinas protegem eficazmente a população de doenças que, em tempos que já lá vão, matavam ou incapacitavam muitas pessoas. E é este distanciamento temporal que leva à dúvida sobre a sua necessidade, criando a falsa sensação de que os agentes patogénicos estão extintos e, consequentemente, as doenças erradicadas.

Se Portugal tem hoje uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do mundo, tal deve-se a vários factores mas, sem dúvida, também se deve em parte ao sucesso do PNV .
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De rute moreira a 04.04.2014 às 11:02

Concordo em absoluto, João. Abdicar das vacinas que constam no boletim de vacinas é assumir que não fazem a diferença na prevenção da saúde. É ignorar o que construímos cientificamente e socialmente, é retroceder e pôr em causa de uma forma absurda a saúde dos nossos filhos.

A meu ver, um pai tem tanto direito de decidir que o filho não deve tomar as vacinas que constam no boletim como tem direito de o espancar ou mal tratar. Os pais têm o dever de proteger e cuidar dos filhos e não o direito de propriedade sobre os mesmos.

E ao escrever esta frase entro numa idiossincrasia desconfortável. Os meus 3 filhos tomaram sempre a horas e irrepreensivelmente todas as vacinas que constam no boletim de vacinas mas, quando surgiu a obrigatoriedade de tomar a vacina contra o cancro do colo do útero, opus-me a que as minhas duas filhas o fizessem. A vacina era muito recente, a informação que circulava era falsa (a vacina não era contra o cancro mas contra uma bactéria que pode facilitar o aparecimento do mesmo), não haviam testes suficientes e o governo investiu uma fortuna naquele medicamento. Tive medo das consequências, assustou-me a "moda", desconfiei do rigor. Sobretudo tive muitas dúvidas por não ver ninguém a questionar a segurança da vacina ou o sentido da mesma. Foi uma decisão muito difícil, conversada largamente com as minhas filhas que na altura tinham 14 e 19 anos. Dois anos mais tarde, quando começaram a surgir notícias sobre as consequências da vacina, também tive medo. Pelo pânico que essas notícias podiam criar em todas as adolescentes que tomaram a vacina.

Não somos perfeitos, erramos. E só assim evoluímos. E isso espelha-se em todos os papeis que desempenhamos na sociedade. Enquanto pais e profissionais. Os erros, a experiência são os factores que devemos ter em conta cada vez que tomamos uma decisão. A experiência já nos mostrou que as vacinas que constam no boletim são eficazes e muito importantes. No que toca a inovações científicas (que são fundamentais para o progresso) prefiro não colocar os meus filhos na fila da frente dos testes, a menos que estejam entre a vida e a morte e que a inovação possa ser a sua única tábua de salvação.
Mas isto é apenas a minha opinião, não sei se está certa. Enquanto mãe, tenho sempre medo da qualidade das minhas decisões, angustia-me sempre não saber se estou a fazer o melhor. Mas eu também sou maricas. Angustiava-me que atravessassem a estrada sozinhos, que fossem para o mar quando havia corrente e angustia-me agora cada vez que saem à noite. Queremos protege-los de todos os perigos e evitar que a nossa protecção seja também um perigo para o seu crescimento. Tipo as vacinas.
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De Inês a 04.04.2014 às 23:46

Boa noite, a vacina do cancro do colo do útero não é contra uma bactéria mas sim contra o papilomavírus, um vírus cuja transmissão ocorre por contacto sexual e que pode provocar lesões benignas como verrugas ou o aparecimento de cancro do colo do útero.
Na minha opinião, independentemente da vacina ser ou não eficaz, mais vale prevenir.
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De JP a 04.04.2014 às 23:46

Concordo em absoluto que as crianças devem ser vacinadas de acordo com o PNV e que é uma irresponsabilidade parental e cívica esta moda de não vacinar os filhos. A "chatice" para estas crianças é que, quando tiverem de ser matrículadas em qualquer estabelecimento de ensino, os papás vão ver a matrícula recusada porque a vacinação não está em dia e terão de ser obrigadas a regularizar o seu plano de vacinação. Conheço um caso assim, que aconteceu numa escola pública, e, após relutância da mãe em regularizar as vacinas que dizia mesmo que se responsabilizava pela filha e etc. e tal, teve mesmo de a vacinar porque a direcção do agrupamento comunicou a alguma entidade (SNS? SS? Tribunal de Menores?... não sei) que entrou em acção e teve mesmo de o fazer. O pior foi para a filha que teve de ser sujeitada à vacinação massiva em menos de 1 ano (penso que o seu plano de vacinação foi adaptado à idade, não conheço esses pormenores) quando podia ter sido vacinada paulativamente ao longo de 5 anos... Não me parece que tenha sido o melhor para a menina.

Quanto às vacinas com eficácia por comprovar (pelo tempo, quando se refere àquele distanciamento temporal), como a do cancro do colo do útero, tenho as minhas dúvidas.
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De Marina Subtil a 06.04.2014 às 11:31

Atenção... essa história está muito mal contada!! Nenhuma escola pública pode recusar ou accionar os meios de proteção a menores per si apenas por as crianças não estarem vacinadas.

Reafirmo: a vacinação NÃO é obrigatória e os Pais que optem por não vacinar podem inscrever os seus filhos à mesma desde que assinem um termo de responsabilidade.

Claro que numa escola privada devem ter de sujeitar-se às regras da mesma... mas até isso se pode apurar se é legal.

Não confudam as pessoas e informem-se!! Quanto mais se informarem acerca do assunto menos vontade terão de vacinar os vossos filhos... tal é o negro à volta do tema!!

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De JP a 10.04.2014 às 00:04

Marina Subtil, contei esta história tal como a conheci e sei que a menina foi vacinada... Não conheço todos os contornos desta "história mal contada", mas é possível que quando confrontada com um termo de responsabilidade perante a comunidade escolar, aquela mãe possa ter achado que era responsabilidade a mais para a sua camioneta e tenha preferido vacinar a filha. Afinal, por que razão somos obrigados a apresentar o boletim de vacinas no acto da matrícula dos nossos filhos? Pediram quando os inscrevi no pré-escolar os inscrevi no 1º ciclo. Penso que deverá haver uma justificação para que o boletim de vacinas esteja "em dia" :)

Para finalizar, sugiro a todos os interessados nesta matéria uma leitura atenta deste artigo muito esclarecedor publicado no site do "I Fucking Love Science" intitulado "Dear parents, you are being lied to."; também tem um vídeo muito esclarecedor sobre as vacinas e o autismo.

http://www.iflscience.com/health-and-medicine/dear-parents-you-are-being-lied

Mas é preciso ler o artigo e respectiva fundamentação antes de vir dar "tareia", ok? Não vale fazer batota: é preciso ler todos os links porque a fundamentação de base é científica e de referência. Pelo menos, para mim, a Organização Mundial de Saúde ainda é uma referência.
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De JP a 10.04.2014 às 00:13

Correcção ao meu comentário anterior:
Onde se lê:
"Pediram quando os inscrevi no pré-escolar os inscrevi no 1º ciclo."
deve ler-se:
"Pediram quando os inscrevi no pré-escolar e quando os inscrevi no 1º ciclo."

Adenda:
Apenas uma frase que retirei do artigo que recomendei:
“The good thing about science is that it’s true whether or not you believe in it”.
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De Sentinela a 13.11.2014 às 21:42

“The good thing about science is that it’s true whether or not you believe in it”.

IF and ONLY IF you have ALL the facts..
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De Paulo Martel a 03.04.2014 às 16:42

Infelizmente muitas pessoas preferem procurar na Net vagas teorias de conspiração, suportadas por fontes duvidosas e completamente desacreditadas pela comunidade científica. Se usassem a mesma ferramenta para estudar as vacinas utilizando fontes FIDEDIGNAS, facilmente saberiam como e porque funcionam, e também exactamente o que está contido nas formulações, pois não é nenhum segredo nem conspiração. Os medicamentos não têm, nem podem ter, ingredientes "secretos". É claro que é justo questionar, depois de saber quais são esses ingredientes, qual a sua eficácia e nível de risco, mas sobre isso há ampla informação e estudos que de resto são obrigatórios. Mas claro que o pior cego é aquele que não quer ver.
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De Storyteller a 03.04.2014 às 16:30

Para quem gosta de ler a "Time":
http://time.com/46914/vaccine-opponents-wrong/
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De Bruno Jacinto a 03.04.2014 às 14:21

E os Testemunhas de Jeová que recusam transfusões de sangue para si, e para os seus filhos, mesmo em questões de risco de vida?
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De Rui Costa a 03.04.2014 às 16:38

Alguém que seja maior de idade, Testemunha de Jeová ou não, deve poder recusar transfusões de sangue ou qualquer outra intervenção cirúrgica ou tratamento médico.

Já em relação a um filho menor de idade e se estiver em risco a sua vida, não concordo que alguém possa alegar motivos religiosos para negar o acesso a um tratamento urgente e inadiável (como é pressuposto que aconteça para ser necessária uma transfusão de sangue...) a um filho.



Em relação a crianças em risco de vida para as quais os pais neguem o consentimento para tratamentos urgentes, transcrevo aqui o artigo 91º da Lei n.º 147/99 de 01 de Setembro:

Procedimentos urgentes na ausência do consentimento

1- Quando exista perigo actual ou iminente para a vida ou integridade física da criança ou do jovem e haja oposição dos detentores do poder paternal ou de quem tenha a guarda de facto, qualquer da entidades referidas no art. 7º ou as comissões de protecção tomam as medidas adequadas para a sua protecção imediata e solicitam a intervenção do tribunal ou das entidades policiais.
2- As entidades policiais dão conhecimento, de imediato, das situações referidas no número anterior ao Ministério Público ou, quando tal não seja possível, logo que cesse a causa da impossibilidade.
3- Enquanto não for possível a intervenção do tribunal, as autoridades policiais retiram a criança ou o jovem da situação de perigo em que se encontra, e asseguram a sua protecção de emergência em casa de acolhimento temporário, nas instalações referidas no artigo 7º. Ou em outro local adequado.

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De Maria Cruz a 03.04.2014 às 14:19

Como seria bom se pudéssemos saber profundamente de todos os assuntos para tomar uma decisão com muita consciência. Era óptimo .
Mas eu sei muito pouco de poucas coisas nessa vida e tenho que deixar a cargo de pessoas que estudaram, pesquisaram e tem muita experiência muitas decisões. Desde assuntos mais simples ( conserto do carro) até aos mais profundos, como a saúde dos meus filhos.
Procurei uma pediatra na qual tenho plena confiança e ela me direcciona naquilo que devo fazer e quase não questiono, pois para compreender o que ela compreende eu teria que fazer um curso de medicina e uma especialização e ter todos os anos de experiência que ela tem- não dá, meu caminho foi outro.E entre questionar coisas das quais eu não conheço, ler matérias na internet de opiniões ou acreditar em profissionais que considero competentes, fico com a segunda alternativa. Para mim é o mais sensato.
Se não consigo ter certeza, confio em alguém que considero competente no assunto, com a maior humildade e segurança. Acredito que é sempre mais seguro assim.
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De Anónimo a 03.04.2014 às 15:02

Ora nem mais.
Por exemplo quando houve a questão da vacina da gripe A. O pediatra dos meus filhos não aconselhar a dar, não dei. Ponto.
Para mim bastou-me a resposta que deu quando lhe perguntei: deu ou vai dar aos seus netos? E ele respondeu: não.
Confiei. E continuarei a confiar, senão ficava maluca!
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De Anónimo a 04.04.2014 às 12:21

Se eu não tivesse posto em questão o que vários pediatras me disseram quando eu achava que o meu filho estava doente e eles achavam que não, a coisa tinha corrido muito mal... Felizmente, sou "chata" e sei questionar quando acho que devo questionar, e lá encontrei uma médica que lhe fez os exames necessários e o diagnosticou. Não sou adepta das teorias da conspiração, mas o que não faltam são erros médicos e é preciso saber ver quem é o profissional que está à nossa frente.
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De Maria Cruz a 04.04.2014 às 16:00

Sem dúvida, não acho que tem que ser só uma opinião, e nem acho que o pediatra está acima de qualquer coisa, inclusive de estar errado. Só quis dizer que como eu também não sei, procuro me orientar por um profissional que saiba bastante, que tenha referências, entende?
Quis dizer que como não dominamos tudo, na hora que preciso tenho que me render a pessoas que eu acredito que saibam muito sobre o assunto, que estudaram, que se prepararam, mesmo sabendo que elas podem falhar.
Dou muito valor a profissionalização.
Meu filho nasceu com um pequeno quisto benigno na testa, e a pediatra aconselhou-me a pensar numa cirurgia depois que ele fizesse 1 ano e assim eu fiz, e ele operou com outro especialista que ela me indicou.
Durante esse ano ouvi tanto,mais tanto palpite sobre o que eu deveria fazer com aquele quisto que era um porre!
Um dia, um advogado, pelo qual eu tenho muito respeito me deu uns 200 conselhos sobre o quisto, e no final me perguntou porque eu não fazia isso ou aquilo, e eu já cansada respondi: Já falei com a pediatra e com um cirurgião, e resolvi seguir o conselho deles, se um dia tiver um problema jurídico venho falar consigo, mas de saúde, sei lá, prefiro um médico... manias! rimos e pronto, o recado foi dado.
Mas como você, se eu achar que a resposta não está satisfatória, que algo não ficou esclarecido também procuro outro especialista... especialista, não achista ! Pois instinto de mãe tem poder!
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De Simplesmente Ana a 03.04.2014 às 14:18

Irresponsabilidade. Assim resumo a minha opinião acerca dessa atitude.
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De Storyteller a 03.04.2014 às 13:36

A vacinação é um avanço civilizacional tremendo e evitá-la com argumentos pseudocientíficos e raciocínios ilógicos é um atentado à sociedade e à liberdade dos outros, nomeadamente à liberdade dos filhos.
Quem tem dúvidas, pergunte ao médico de família, ao pediatra, ao enfermeiro. É para isto que os profissionais de saúde servem: tratar os doentes, prevenir as doenças e esclarecer toda e qualquer dúvida que as pessoas tenham.

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