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Sobre as praxes #3

por João Miguel Tavares, em 06.02.14

Voltemos então ao tema das praxes, como prometido, para poder responder a alguns leitores (textos anteriores aqui e aqui).

 

Deixem-me começar pela Daniela, que afirma o seguinte (05.02.2014 às 14:35):

 

Entre 1991 e 2014 muita coisa mudou nas universidades e na praxe. O facto de não se ser obrigado a participar na praxe atualmente não é tanga nenhuma. Frequentei uma licenciatura onde apenas 25% dos alunos do 1.º ano eram praxistas: só participava e pertencia à praxe quem queria e isso não gerava problema nenhum...

 

Se isto fosse verdade para toda a gente, em todos os cursos do país, então eu não teria nada contra as praxes. Eu não sou dos que advoga a proibição da praxe (embora ache que ela não deveria ser permitida nos recintos das universidades), porque não acho que tudo o que é de mau gosto deva ser legalmente punido. Se, como diz a Daniela, as praxes em 2014 "não passam de brincadeiras de estudantes para estudantes, de adultos para adultos, quem gosta participa, quem não gosta não participa e ninguém é ostracizado por causa disso", impecável. Já cá não está quem falou. Mas eu leio certos testemunhos, e vejos muitos alunos passarem por mim durante as épocas de praxe, e tenho a sensação de que não é bem assim. Até porque, Daniela, eu desconfio que se ser praxado fosse como ir votar nas eleições europeias, a abstenção seria bastante maior.

 

Já o vidaemdidascalia (04.02.2014 às 15:51), como o próprio nome indica, prefere entrar no meu campo favorito e encontrar razões filosóficas e sociológicas para justificar a praxe:

 

A praxe serve como construção virtuosa do índíviduo, na medida em que o ensina a perseverar enquanto membro de um grupo, na medida em que o ensina a respeitar os seus pares e a fortalecer-se neles.

 

E continua:

 

Ela é democrática e inclusiva. É de livre acesso e livre abandono. É inclusiva porque reúne em si indíviduos que a priori pareceriam imiscíveis; reúne o pobre e o rico, o tímido e o extrovertido, o transmontano e o alfacinha.

 

Confesso que quando se começa a filosofar desta forma, eu sinto alguma comichão. Em primeiro lugar, porque - mais uma vez - ninguém parece admitir a dimensão compulsiva nas praxes. É mesmo de "livre acesso" e de "livre abandono"? Já ninguém impõem nenhuma coisa nos dias de hoje? É o pessoal que se oferece livremente para andar a fazer figuras de urso nas ruas e a levar com merda em cima e a beber o que lhe põem à frente? Oh, meu Deus, não sei se estudei no tempo errado ou no tempo certo: porque, apesar de tudo, eu compreendo melhor as figuras de urso se forem feitas por obrigação do que voluntariamente.

 

Mas o que me interessa mais discutir é essa ideia da "construção virtuosa do indivíduo", na medida em que a praxe "ensina a respeitar os seus pares e a fortalecer-se neles". A sério? Caros senhores que amam a praxe: eu nunca reconheci, enquanto estudante, e muito menos reconhecerei enquanto pai, que um miúdo que é um, dois ou três anos mais velho do que um caloiro, tenha o direito de se arrogar em exemplo moral ou professor de bons costumes de quem quer que seja. Mas o que é isto agora? O Padre Américo com pandeiretas?

 

Senhores: esse trabalho de "construção virtuosa do indivíduo" é competência do próprio indivíduo e da sua família. Não de uns gajos vestidos de preto, a quem, talvez pelas figuras que os vejo fazer no meio da rua, tenho algumas dificuldades em reconhecer competência nessa área. Se não se importam, vão construir virtuosamente indivíduos para outro lado. Inscrevam-se na Maçonaria, onde há rituais super-giros. Se calhar sou eu que sou esquisito, mas dispenso bem a educação, a integração e a democratização dos meus filhos pela via da farinha.

 

E para terminar esta primeira vaga de respostas, cito o Carlos Duarte (04.02.2014 às 15:49):

 

Vai-me desculpar, mas está rotundamente enganado. A noção de hierarquia (seja formal ou informal) está subjacente à organização do ser humano em Sociedade. Se Vc. rejeita liminarmente a noção de que alguém, por ter mais anos que outrem e existindo uma aceitação mútua da referida hierarquia, possa mandar ou comandar, então tem de rejeitar qualquer relação hierarquizada de trabalho (e, para continuar com o exemplo universitário ou de educação, rejeita qualquer autoridade que um professor possa ter por um aluno).

Vc. escreve "Fora de relações consensuais (sejam amorosas, sejam profissionais) e de punições legais (prisão) (...)". Como digo em cima, porquê as excepções? O que torna uma relação amorosa ou profissional assim tão especial para não se ter "direito de estar ao abrigo do exercício do poder de outro sobre ela"? Aliás, e vai-me desculpar o aparte, acho sinceramente mais grave que numa relação amorosa exista submissão de vontade individual a terceiros. É por aí que começam (muitos) casos de violência doméstica.

 

Santa confusão, Carlos Duarte. Se existe uma "aceitação mútua da referida hierarquia", então não estou "rotundamente enganado", porque o que eu disse é que a únicas hierarquias que admito são aquelas que são consensualizadas. Ou seja, se eu vou para o emprego, admito ter chefes. Se eu for mandado parar na estrada pela GNR, admito que os senhores têm o poder de me multar. Se eu entrar para a escola, sei que quem manda são os professores. Mas se eu entrar para o primeiro ano da universidade, não reconheço que um estudante mande em mim só porque lá está há mais anos. A antiguidade não é um posto. A hierarquia explica-se pelo mérito ou pela função. Ser mais velho não é um mérito. Ser mais velho não é uma função.

 

E de repente, a violência doméstica - eis um extraordinário salto epistemológico, só compreensível se o Carlos defender que uma mulher leva na cara porque gosta. Não é essa a definição de violência doméstica. Levar na cara, ou na bundinha, e gostar, chama-se masoquismo, e há uns livros muito recentes e com muito sucesso sobre o tema. É nesse sentido que falava em relações consensuais entre adultos: a violência doméstica é um crime; o sado-maso é um fetiche. E a praxe, demasiadas vezes, é mais violência do que fetiche.

 

E quem tem dúvidas do impacto que o fantasma da praxe pode ter em certas pessoas com certas personalidades, leia por favor os comentários da anónima de 04.02.2014 às 14:52 e de 05.02.2014 às 12:55.

 

Mais tarde voltarei só para mais um ou dois pequenos apontamentos. 

 

 

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54 comentários

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De André a 05.04.2016 às 18:16

"(embora ache que ela não deveria ser permitida nos recintos das universidades)" para começar a praxe não é permitida ser feita dentro das instalações da instituição. existe instituiçoes que as fazem? sim existe, e a minha praxe tambem o faz mas sem o avalo da instituiçao ou seja se formos apanhados lá temos de abandonar o local...

" vejos muitos alunos passarem por mim durante as épocas de praxe, e tenho a sensação de que não é bem assim." o que vê para dizer isso?

"Até porque, Daniela, eu desconfio que se ser praxado fosse como ir votar nas eleições europeias, a abstenção seria bastante maior." comparaçao ridicula amigo

"É o pessoal que se oferece livremente para andar a fazer figuras de urso nas ruas e a levar com merda em cima e a beber o que lhe põem à frente? Oh, meu Deus, não sei se estudei no tempo errado ou no tempo certo: porque, apesar de tudo, eu compreendo melhor as figuras de urso se forem feitas por obrigação do que voluntariamente." sim amigo no inicio do ano nos primeiros dias de aulas quem quiser aparecer na praxe para ser praxado aparece, quem nao quer apenas nao aparece simples. agora as figuras de urso que voce inuncia, nao teem de ser compreendidas por pessoas que simplesmente sao ignorantes ao ponto de nao saber destinguir e respeitar a opçao de cada um. eu sim fui de livre vontade ser praxado e nao fazer figura de urso, sao coisas diferentes, quem nao gosta da praxe mas vai apenas para no fim do ano vestir o traje e achar-se importante, esses sim fazem figura de urso, mas os que gostam e vao, nao fazem figura de urso porque tudo o que fazem é pelo curso e pela instituiçao, representar a sua instituiçao e defendela. nao sei que "figuras de urso" voce "viu" ou ouviu falar mas aquilo de que falo é aquilo que vivo.

"Caros senhores que amam a praxe: eu nunca reconheci, enquanto estudante, e muito menos reconhecerei enquanto pai, que um miúdo que é um, dois ou três anos mais velho do que um caloiro, tenha o direito de se arrogar em exemplo moral ou professor de bons costumes de quem quer que seja." na praxe nao existe idades amigo, a caloiros mais velhos do que os praxistas por exemplo. e nao se trata dum exemplo moral mas sim de conselhos ou possiveis erros que podemos evitar se ouvirmos quem ja os cometeu, aprender a ser uma familia unida, coisa que hoje em dia cada vez esta mais dificil, aprender a confiar em quem esta ao nosso lado todos os dias... entre muitas outras coisas...

"Mas se eu entrar para o primeiro ano da universidade, não reconheço que um estudante mande em mim só porque lá está há mais anos." mas como ja foi dito, apenas é mandado quem quer...

amigo espero que nao leve a mal as palavras que lhe disse, apenas expresso a minha opniao relativamente ao que li

Cumprimentos, Andre Sousa
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De Cláudia Carvalho a 28.11.2015 às 11:40

Bom dia,

Antes de mais, agradeço este artigo. Ajudou-me a pensar de forma diferente na situação. Mas concluí que a maior parte das pessoas que aqui estão tiveram experiências muito diferentes e, portanto, decidi falar da minha.
Eu sou caloira da Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Perdão, fui caloira da FDUP. Estive na praxe os primeiros dois meses de faculdade. Detestei cada segundo. Obrigava-me a ir porque queria a experiência académica toda, queria sentir-me integrada.
No entanto, dei por mim a sentir-me o completo contrário.
Não me tomem por antipraxe, de todo, ouço os meus amigos a falar das praxes das faculdades deles e creio que se tivesse andado nessas instituições teria adorado a praxe.
No entanto, eu escolhi a faculdade que escolhi, por toda uma série de razões que não incluíram a praxe. Mas talvez devessem ter incluído.
Na minha faculdade, a praxe é extremamente agressiva. Não quero dizer no sentido físico, de nos sujarem e nos mandarem "encher", ou pôr de quatro constantemente, apesar de isso também se verificar, e sim no sentido da pressão mental e social que aquilo significa. A ideia é tornar-nos mais "rijos" e a aprendermos a viver em situações hostis e em comunidade. E compreendo tudo isso, mas não acho que a maneira como aquilo é aplicado naquela faculdade de facto explore esses aspetos. Acho que é pura opressão.
E, de facto, houve momentos agradáveis na praxe, aqueles que incluíam a Latada, a Noite Negra e outros eventos, onde eram só os caloiros e não havia doutores por perto. Mas esses não compensavam os outros.
Infelizmente, na minha faculdade também se dá duas coisas que tornam a praxe ainda mais detestável: a exclusão social e o fundamentalismo.
Apesar de quem anda na praxe ser uma minoria, é uma minoria que domina a faculdade e todos os grupos académicos da faculdade, fazendo com que as pessoas que não andam lá se sintam "fora do sítio". E nós, alunos do primeiro ano, já temos dificuldades de integração suficientes sem haver um grupo que deliberadamente nos exclui.
E depois há o fundamentalismo... Eu não me identificava com os valores de amar aquilo acima de tudo e de estar obrigada a uma coletividade forçada. Há muita gente que também sente e sofre isso, mas ao menos tem os colegas para se identificar e para se agarrar quando as coisas começarem a dificultar.
Infelizmente, eu nem isso tinha. Porque não sei em que ponto é que aconteceu, mas alguns dos meus colegas pareciam imitações dos doutores. No que toca ao fundamentalismo, claro. E eu não entendia porque é que ninguém podia ver a praxe como algo "fixe" que se fazia de vez em quando, porque é que tinha que ser todo um evento, toda uma vida, e toda uma revolução espiritual. Talvez se tivesse sentido que havia mais gente como eu, que fazia aquilo com esforço e, que às vezes, raramente, até conseguia espremer um momento agradável daquilo, tivesse ficado.
De qualquer das maneiras, eu como tanta gente, não ficámos. Somos à volta de 250 alunos do primeiro ano na FDUP, e apenas 41 caloiros. E a divisão é total e completa. Esses 41 não falam com todos os outros, não se identificam com todos os outros, e desprezam todos os outros por terem rejeitado aquilo que eles tanto amam.
Toda esta exclusão e divisão fez-me sofrer de uma desilusão profunda com a universidade em geral, e estou a considerar seriamente para o ano trocar de instituição. Talvez aí haja praxes inclusivas, ou talvez mesmo que não o haja, talvez eu não me sinta tão rejeitada por não querer participar. Talvez aí não haja fundamentalismo.
Peço desculpa pelo longo post, só queria partilhar a experiência de alguém que detestou a praxe, mas na verdade gostava de ter gostado, e que não ficou antipraxe, apenas profundamente desiludida.
Obrigada por este artigo e pela atenção.
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De Andre a 05.04.2016 às 18:26

tenho pena que isso tenha acontecido, sou aluno do ISEP e caloiro de MECANICA, no inicio tambem pensei em como havia pessoas que gostava daquilo etc mas por titulo de curiusidade quis exprimentar e passei a adorar tambem, nós lá somos totalmente o contrario do que descreveste, como é obvio sentimos mais "confortaveis" com o pessoal da praxe porque convivemos muito com eles, mas nunca deixamos de conviver com o resto, pelo contrario damos todos muito bem, estudamos juntos etc é um ambiente espectacular, estou a adorar tudo, curso, instituiçao praxe etc
Boa sorte :)
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De WB a 23.06.2014 às 21:25

Errado: o traje académico nunca teve o propósito de nivelar os estudantes quanto ao seu estatuto ou proveniência social:
http://notasemelodias.blogspot.pt/2014/06/notas-evolucao-do-traje-academico-e-ao.html
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De Ana F Silva a 06.02.2014 às 20:24

Boa noite,

Caro Miguel enquanto estudante universitária já fui praxada em duas instituições diferentes e sendo assim, delas tive também experiências diferentes. Ao contrário do que se possa pensar, actualmente, são mais aqueles que não aderem à praxe do que aqueles que efectivamente o fazem. Acho que tal facto se deve à informação: na época em que o Miguel foi praxado tinha menos informação do que era a praxe, menos ideias pré-concebidas mas também menos conhecimento dos seus direitos. Hoje em dia é regra e não excepção ,que aquando da recepção aos caloiros se faça um esclarecimento preciso de que a integração e convívio pode ser feita de outras inúmeras maneiras que pertencer á praxe tem de ser um acto feito de livre vontade. Explicam-nos também que essa vontade não nos é retirada a partir do momento em que aceitamos ser praxados, em cada momento podemos sempre rejeitar a ideia de praxe porque tal como pertencer a ela, também sair dela é um acto da nossa vontade. Um dos argumentos que mais me tem surpreendido de quem se diz ser contra a praxe é que a praxe enquanto movimento colectivo e totalmente hierarquizado nos retira individualidade a nós indíviduos a que dela fazemos parte. É aqui que me pergunto: quando surge um caso de abuso e toda a gente toma a parte pelo todo, quem é que nos está a tirar a individualidade??? Porque da mesma maneira que existem padres pedófilos eu não me refiro aos padres como pedófilos. No entanto, e após toda esta controvérsia e animação nos media ao dizer que sou praxada a sociedade olha-me como abusada ou abusadora! Vá se lá entender!
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De Anónimo a 06.02.2014 às 16:39

Li o comentário da anónima que não foi para a universidade por ser timida demais e com receio do que ouvia das praxes.
Posso dizer que conheço mais que um caso assim.

Aos 17/18 anos não é fácil dizer não. As pessoas esquecem-se que não temos todos a mesma personalidade e ser confrontada com os "doutores" (nome pomposo só para meter "respeito" - leia-se medo) a perguntar (gritar) se queremos ser praxados, não é fácil dizer que não ainda para mais se antes de nós alguém teve a coragem de dizer não e vimos o que passou....

Além do mais os "doutores" andam em grupos, têm amigos, conhecidos, enquanto que maioria das vezes os caloiros estão sozinhos.

Se eu estiver com os meus amigos... oh venham eles... agora sozinha... meto o rabo entre as pernas, que remédio! E não me venham dizer que na maior parte das vezes não é assim?

Diz-se sim à praxe por medo de dizer não. Depois há uns que têm a "sorte" (lá está de novo esta palavra) de a coisa até ser engraçadita e pronto ficam pró-praxe, mas e os outros? Aqueles que disseram sim e acabaram a desistir do curso, da faculdade e até da vida?

Sim, todos temos de crescer e aprender as dificuldades da vida, mas isso faz-se progressivamente e não é a berrar a um caloiro que é timido e inseguro por natureza que o vai ajudar a mudar a personalidade. Vai é arranjar mais um trabalho ao psicologo!

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De Pedro Silva a 06.02.2014 às 14:17

"E quem tem dúvidas do impacto que o fantasma da praxe pode ter em certas pessoas com certas personalidades, leia por favor os comentários da anónima de 04.02.2014 às 14:52 e de 05.02.2014 às 12:55."

É uma pena que para defender a sua tese o João destaque as opiniões que lhe dão mais jeito.

Mas pronto a "Blogosfera" está longe de ser uma Democracia. O meu caro faz o quiser neste seu espaço. Não espere é que o leve a sério em determinados assuntos porque o João simplesmente ignora quem não está do seu lado.

Não deixarei de seguir este blog (que volto a repetir que ADORO). Apenas lamento a surdez/mudez/cegueira de um dos seus autores sobre o assunto em discussão.
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De Mãedeprimeiraviagem a 06.02.2014 às 14:50

Boa tarde?

Foi praxado? Onde?

Eu fui em 1991 na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e parece-me, pelos seus comentários ao longo deste "debate" que está um pouco fora da realidade da "imposição" de uma praxe a alunos que passam do secundário para a faculdade numa grande cidade...
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De Pedro Silva a 06.02.2014 às 14:58

Boa tarde Mãedeprimeiraviagem

Fui Praxado sim. Fiz parte da Praxe da Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Se não me engano na data foi em 2002 que entrei para a Praxe.

"e parece-me, pelos seus comentários ao longo deste "debate" que está um pouco fora da realidade da "imposição" de uma praxe a alunos que passam do secundário para a faculdade numa grande cidade..."

Não sei se está a falar dos comentários de um outro Pedro Silva que já aqui interveio por mais que uma vez, mas isto da imposição é coisa que na minha antiga Faculdade não existia. Para mais eu não entrei para a Praxe no meu 1.º ano de Faculdade.
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De Mãedeprimeiraviagem a 06.02.2014 às 15:08

Peço desculpa... realmente o meu comentário é dirigido a outro Pedro Silva.

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De Anónimo a 06.02.2014 às 14:52

O João não precisa de defesa, mas... eu não concordo consigo.

O João não ignorou quem não estava do seu lado. Parece-me óbvio que o João usou como exemplos alguns comentários com que concorda e empatiza e que exemplificam bem o seu (dele) ponto de vista.

Ele respondeu a alguns dos outros também. Onde é que está a mudez/surdez/cegueira?
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De Pedro Silva a 06.02.2014 às 15:05

Anónimo a dita mudez/surdez/cegueira está no facto de eu ainda não ter lido um comentário/texto do João que aceite que há quem tenha tido boas experiências na Praxe.

Não estou a afirmar que o João não tenha direito a responder a quem muito bem entender.

Mas na resposta este volta a bater na sua tecla de que na Praxe só existem coisas más e que tudo é mau para todos. Quando tal não é bem assim.

É a interpretação que vou fazendo da excelente escrita do João.
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De LA-C a 06.02.2014 às 16:11

"há quem tenha tido boas experiências na Praxe."

Mas qual é a relevância disso?
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De Pedro Silva a 06.02.2014 às 16:17

Para si não deverá ter nenhuma senão não perguntava sobre a relevância da mesma.

Para outros talvez tenha relevância.

E se calhar mais relevância terá quando se quer analisar um assunto que foi experimentado por muitos com resultados distintos. Como eu já disse, generalizar é perigoso.
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De Anónimo a 06.02.2014 às 16:43

Pois Pedro, mas para mim que fui praxada e até gostei e praxei, digo-lhe. A minha praxe e o facto de eu ter gostado não tem relevância nenhuma enquanto alguém, uma única pessoa, se sentiu humilhado com isso.

Quem defende a praxe no verdadeiro sentido é o primeiro a sentir-se indignado com o facto de haver humilhações, pressoes e tudo mais.

Mas não, vejo defensores da praxe a defenderem que "na minha faculdade é boa, é leve, é tudo lindo". MAS e nas outras faculdades? Se "amam a praxe" têm de zelar por ela e não é com estes argumentos, é fazendo com que seja feita como deve ser, não nesta ou naquela faculdade, mas em todas, senão o melhor é acabar de vez com ela.
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De Pedro Silva a 06.02.2014 às 16:56

A questão da relevância no contexto do texto do João tem somente a ver com o facto de este optar por manter a sua posição contra a Praxe dando a entender que ignora o testemunho de que haja quem tenha tido uma boa experiência na dita.

Naturalmente que estou de acordo com o resto do seu comentário. A única parte em que discordo é com a extinção porque isto não resolve nada.

Reprovo com toda a naturalidade todo e qualquer acto de humilhação que possa haver seja em que Praxe for e em que Faculdade for. Contudo este combate também deve começar pelos "Caloiros", passar pelos "Doutores"/"Veteranos" e demais elementos das Universidades.

Como já disse aqui, se muita gente começar a dizer não e a não fazer coisas que atentem contra o seu bom nome e dignidade acredite que tudo muda. Não é fácil, mas não é impossível.
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De LA-C a 06.02.2014 às 18:47

O argumento do João é que é contra a praxe porque há pessoas que sofrem indevidamente com ela. Como é que você gostar ou não de praxe tem qualquer relevância para este argumento do João?
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De Pedro Silva a 06.02.2014 às 19:15

O argumento do João é redutor porque só dá voz a um dos lados da questão. O João só se interessa por casos de pessoas que sofreram na Praxe porque também é contra a Praxe.

Eu tento mostrar ao João que nem tudo é assim. Daí ter dado a minha opinião sobre a coisa e ter dito que comigo correu bem.

Não é assim tão complicado de se perceber isto. A não ser que não se queira perceber como me parece ser o seu caso.
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De Andre a 05.04.2016 às 18:39

Peço desculpa por me intrometer, mas anónimo, se ja foi praxado e já praxou, deve saber muito bem que a praxe generalizada, nao esta ao nivel de qualquer um, porque as praxes sao divididas pelas instituiçoes, logo os praxistas duma instituiçao nao vao estar a "julgar" a forma de praxar doutra instituiçao... esse "cargo" de "supervisao" de praxes cabe a pessoas com outros "cargos". nao sei se me entendeu mas espero que sim
Cumprimentos, André
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De Anónimo a 06.02.2014 às 16:29

Naturalmente que quando estamos a argumentar, usamos os pontos de vista que possam coincidir com os nossos. Estranho era que assim não fosse.

Não sou radical contra as praxes, mas também não sou a favor e isto porque enquanto houver nem que seja um aluno a sentir-se coagido a participar, ela não é opcional como os pró-praxe querem fazer transparecer.
Do mesmo modo, que lá por na faculdade x e y as praxes "até são levezinhas" (seja lá o que isto quer dizer), todos temos de admitir que há abusos e enquanto assim for, não posso concordar com as praxes.

Não pode ser uma questão de "sorte" entrar na universidade "certa" ou encontrar os "doutores certos". Se é para haver praxe, quem a defende com unhas e dentes tem de ser o primeiro a querer que seja o mais clara possível, sem um pingo de coacção, sem nada a apontar-lhes.

Não dá em nada fechar os olhos aos abusos que existem sim. Nem fechar os olhos a que não é opcional (em muitos sitios), por isso que tem abrir os olhos e fazer com que a praxe seja aquilo que os seus defensores querem: integração sem humilhação?
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De Pedro Silva a 06.02.2014 às 16:44

Anónimo assino por baixo este seu comentário!

Eu não sou Pró Praxes nem Contra as Praxes. Isto porque tanto o Pró como o Contra acabam por radicalizar a sua posição de tal forma que depois não há entendimento.

Eu sou a favor do diálogo para que certas situações absurdas da Praxe tenham o seu fim de uma vez por todas.

"Não dá em nada fechar os olhos aos abusos que existem sim. Nem fechar os olhos a que não é opcional (em muitos sitios), por isso que tem abrir os olhos e fazer com que a praxe seja aquilo que os seus defensores querem: integração sem humilhação?"

E acredite que tal integração sem humilhação é possível. Se forem muitos a dizer que não fazem e que não querem mais ser humilhados a coisa muda. Garanto-lhe!
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De Luisa Santos a 07.02.2014 às 13:54

esta pergunta provavelmente não tem interesse nenhum para a discussão mas fiquei com curiosidade: porque é que escreve sempre praxe com "p" maiúsculo? (a minha questão não tem nenhuma relação com ser a favor ou contra a praxe, sou a favor das opiniões livres e de cada um fazer o que entender com conhecimento de causa para o que vai)
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De Pedro Silva a 07.02.2014 às 15:55

"porque é que escreve sempre praxe com "p" maiúsculo?"

Luísa Santos isto é um hábito dos meus tempos de Praxista.

Na altura foi-me ensinado que a Praxe é uma Instituição e que sempre que escrevesse o seu nome deveria ser com o "P" e não com o "p".

São pormenores de Juristas. Escrever "praxe" ou "Praxe" é a mesma coisa. Não estamos perante um erro de ortografia
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De Luisa Santos a 07.02.2014 às 21:41

Obrigada pelo esclarecimento. Não pensei que fosse um erro ortográfico, foi mesmo mera curiosidade para perceber o porquê do uso da maiúscula neste caso. Em alemão, o uso da maiúscula tem particularidades diferentes do português e, em português, há uma série de estilos que permitem o não uso de maiúscula. Só não sei porque é que é considerada uma instituição, tendo em consideração o significado de instituição. Não sou jurista nem especialista em escrita, apenas curiosa sobre os significados e aplicações das palavras.
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De Anónima a 06.02.2014 às 12:42

Só tenho a concordar com o seu ponto de vista sobre as praxes.
Desde 1991 até 2014 as praxes não devem ter mudado muito e se mudaram foi de certeza para pior.
Entrei no ensino superior pela primeira vez em 2009 e não fosse já de si difícil essa mudança do secundário para a universidade, da pequena cidadezinha para uma metrópole, ainda tive de levar com a pressão da suposta integração académica.
Não conheci mais pessoas por isso, não me senti mais estudante por isso, não me senti melhor por isso.
Muito pelo contrário. Achei estúpido acatar ordens de alguém pouco mais velho que eu. Achei estúpido incitarem os caloiros a ir às praxes (fora da primeira semana de aulas) quando havia testes e trabalhos. Achei estúpido incentivarem e por conseguinte humilharem quem não ia aos jantares por não terem muito dinheiro e não consumirem alcóol regularmente.
Entre muitas outras coisas que aconteceram por causa da praxe acabei com uma depressão, por muito que tentasse não desistir do curso acabei por mudar. Estou atualmente no 1º ano e olho para trás com bastante tristeza por tudo o que perdi à custa das praxes.
A praxe é ridícula e violenta fisicamente e psicologicamente.
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De André a 05.04.2016 às 18:53

ola,

tenho pena da experiência que passou, realmente foi má e desnecessaria, mas tambem gostaria que entendesse que por lá ser assim, é igual em todo o lado. Eu falo por mim que na praxe claro que chegou a haver festas em semana de testes etc e os praxistas incentivavam a ir etc mas uma coisa que ficava esclarecida é que quem tinha testes ou trabalhos como óbvio poderia nao ir por essas razoes, ou ate faziam de forma a que esses alunos aproveitassem tambem da festa mas menos tempo para depois irem descansar. quanto ao dinheiro para jantares festas etc nao tenho um dedo a apontar pk eu proprio cheguei a dizer que nao podia ir e eles perguntavam porque e eu dizia que era porque nao tinha € a resposta deles era " nao vais deixar de te divertir com os teus colegas por causa disso, falas connosco, vais e a gente resolve isso da melhor maneira mas nao queremos que ninguem deixe de fazer as coisas por dificuldades" e como eu nao tinha posses na altura falei com eles e quando eu consegui juntar o dinheiro sufuciente fui ter com eles, ou seja facilitaram dinheiro dos bolsos deles na hora para eu nao perder nada. isso sao coisas que ficam marcadas e que nunca se esquece, tal como o alcool, é claro que eles dizem qe somos fraquinhos por nao beber etc mas sao pessoas como nos, sabem os limites, ate que se alguem cair para o lado bebado eles estao la para nos ajudar mas tambem no dia seguinte nao ha bebida para ninguem, ou seja eles no fundo sao responsaveis e conhecem os limites.
peço desculpa pela texto mas quis expressar a minha opniao :)
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De Rita a 06.02.2014 às 12:36

Bom dia! Eu tirei o meu Curso no Técnico, entrei em 2003, altura em que não existiam praxes! Fui "praxada" de forma muito leve apenas uma tarde e só demos uns pulos! Mas fomos proibidos de sujar as calças, "nada de ajoelhar pois não podem ficar sujos"! Aqui está (penso ainda estar) em curso um programa de Mentorado onde são atribuídos 3 mentores por turma que orientam, fazendo visitas à cidade e à universidade, organizando encontros, jantares, num ambiente descontraído! Quando consegui inscrevi-me no mentorado, curiosamente no ano que os meus colegas do curso, reavivaram a tradição das praxes! E curiosamente os meus colegas criaram uma ligação bem mais forte com os caloiros que eu!
Eu penso que uma praxe poderá ter os efeitos benéficos sempre que feita em moldes aceitáveis! Sem humilhações! Acho isso possível! No entanto penso que devia-se delimitar fronteiras! Existem já exemplos de praxes que envolvem limpeza das matas/praias, entre outras. Acho que podia-se utilizar a imaginação para actividades de grupo para fomentar o espírito de equipa, sem a vertente do medo! Somos ou não somos da geração ainda que viu os jogos sem fronteiras! =)
Agora uma critica construtiva! para quem é a favor da praxe e praxa! que tal não aproveitar este tempo de reflexão para melhorar? Acho que todas as actividades podem ser melhoradas! e em alternativa em andar a mandar bocas para um lado e para o outro, ser proactivo =) fazer a diferença!
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De Anónimo a 06.02.2014 às 12:29

Dando o meu testemunho como aluna da Universidade do Minho:
-A praxe não é obrigatória: Eu comecei o meu ano de caloira a ser praxada e quando deixei de achar piada àquilo, vim embora.
-Ninguém é obrigado a nada: Enquanto era praxada recusei-me a fazer algumas coisas e não houve mal no mundo por causa disso. Não fiz, quem não quis não fez, quem quis, fez. Não levei com ovos e farinha na cabeça porque tinha uma viagem de duas horas pela frente, por exemplo.
-Não há "rancor": atualmente sou bastante amiga de alguns dos elementos que me tentaram praxar enquanto caloira e de toda a comunidade praxista.
-Há excessos: existem insultos, existem coisas que passam o limite de simples brincadeiras. Mas nada de perigoso porque, como referi anteriormente "ninguém é obrigado a nada". Se não querem ouvir, vão-se embora. Se não querem fazer, vão-se embora.
-O código de praxe é importante: O código de praxe da minha academia sempre foi utilizado por mim como uma arma e não como um "castigo". Conhecer bem o código de praxe e saber o que nele consta serve para evitar situações desagradáveis. Serviu-me, por exemplo, para recusar uma praxe, dado que quem me estava a praxar não estava vestido 100% de acordo com o código. E ninguém foi praxado por esse individuo nesse dia...
-A praxe é proibida nos campi: Não há praxe dentro dos espaços dos campi, existindo seguranças que se deslocam ao longo do dia pelos campi da UM de modo a verificar que essa regra é cumprida. Caso exista um aglomerado de trajados com alguns não trajados os seguranças deslocam-se imediatamente lá para verificar o que se passa. Esta medida foi bastante importante de modo a evitar que o barulho afetasse as aula.
-Ninguém tem de assinar nada anti-praxe: Eu deixei a praxe e nem por isso sou anti-praxe e ninguém me fez assinar nada. E se me quisessem fazer assinar não seriam bem sucedidos: um não é um não!
-Às vezes a praxe é maior para quem praxa do que para quem é praxado: Já repararam na quantidade de roupa que se tem de ter vestida para praxar? O quão quentes são aquelas roupas? É tudo muito bonito, mas eu preferi os meus dias de caloira de t-shirt em setembro a ser praxada do que os dias que tive de usar o meu traje.

O tema é controverso, entendo as opiniões a favor e contra (algumas, dado que outras, quer de um lado quer do outro, são vergonhosas), mas às vezes parece que as pessoas não dão conta que a praxe existe há muitos anos, sem grandes problemas. Um ou outro excesso em contexto de praxe provavelmente também existiria sem a praxe, em questões de bullying e afins. Não devemos misturar os extremos, as exceções, com situações normais que vão acontecendo, não permite uma análise correta.

Boas discussões (:
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De anonimo a 06.02.2014 às 11:56

Eu, fui daquelas que fui praxada e odiei a praxe. Tive que andar com a roupa do avesso, farinha, agua, ovos, de pijama, tintada e outras coisas mais que nem vale recordar. Não tive opção de escolha ameaçaram logo com exclusão de traje, festas até de frequência de bar da escola e cantina. Com 17 a fazer 18 isto no ano de 1993 a nossa ignorância , inocência e pânico fazem-nos aceitar tudo. Não concordo com praxe e espero bem que o meu filho se e quando entrar (tem 6 anos ), saiba dizer não. A humilhação e traumas são grandes de mais. Praxes dá a própria vida não necessitamos de pretensos doutores para isso.
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De Pedro Silva a 06.02.2014 às 12:06

Isso foi a incapacidade de dizer NÃO!

Impossibilitada de trajar? Que absurdo. Quem quiser veste-se da forma que entende. É preciso mais dignidade pessoal.
Este é o tipico discurso. Coitado de mim. Eles são maus.

Por todo o lado vemos alunos desde o secundário a maltratar professores, com comportamentos execráveis, etc. Mas quando aparecem gajos trajados tem medo e falta dignidade pessoal para dizer NÃO FAÇO ISSO?

Pelo amor da santa.
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De SImplesmente Ana a 06.02.2014 às 14:28

Pedro Silva,

estamos a falar de adolescentes que entraram num mundo novo e, como tal, se sentem inseguros. Muitos estão longe de casa e querem sentir-se integrados o mais depressa possível. E, afinal, onde é que está reflectido o propósito da integração quando AMEÇAM que perdem direitos se não forem submissos? É esta parte que me custa a entender.
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De Anónimo a 06.02.2014 às 16:31

É o que mais me custa perceber também.
Se a praxe é ajudar a integrar, porque fazem tanta questão de ajudar a excluir quem por medo/convicção ou seja o que for não quer participar???
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De Pedro Silva a 07.02.2014 às 09:38

Peço desculpa. Isso da exclusão é uma treta. Ponto Final. É um estúpido argumento.

Então se uma pessoa se declara antipraxe, é porque não quer estar relacionado com qualquer coisa que seja praxa, certo? Então porque raio quer ir ao cortejo, à serenata, às festas organizadas pelas comissões de praxe?

Expliquei acima. Isto é como ser do Benfica e dizer que sou excluido por não poder ir às Assembleias Gerais do Sporting.
Se eu sou "antisporting" até agradeço que não me queiram lá.

O problema é que há um denominador comum naqueles que não queriam nada com a praxe, mas 90% faz questão de trajar, levar os papás a ver os meninos no cortejo, tirar fotos com a cartola e bengala (raios... mas isto são tudo símbolos daquilo que eles se declararam contra)?
A mim, não me irão ver na rua com a camisola do Sporting... (apesar de a poder vestir, tal como os antipraxe podem comprar um traje... estamos num país lívre...)

E depois, também há uma coisa... Nunca ninguém falou no gozo constante que estes antipraxe têm ao verem os colegas a serem praxados. As bocas que mandam aos colegas de turma que são praxados: "Se era eu que estava ali a fazer aquelas figuras", "Se era eu que estava ali, mandava logo um murro no gajo"... Sim, isto é a realidade.
Se não querem nada com a praxe, se são antipraxe, que se borrifem para tudo aquilo... mas não. Há ali um sentimento de amor ódio que tem vindo à tona cada vez mais.

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