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Prova de vida

por João Miguel Tavares, em 09.02.15

Queria, em primeiro lugar, pedir desculpa a todos os leitores que ao longo de um mês vieram visitar este blogue para esbarrarem invariavelmente na musculatura de Gustavo Santos. É uma coisa que não se faz.

 

É que eu e a Teresa estamos em pleno processo de divórcio, e não tem sido nada fácil gerir este momento atribulado das nossas vidas...

 

Ná.

 

Estou a gozar.

 

A excelentíssima esposa continua a achar-me um tipo espectacularmente encantador e eu não a trocava pelos meses todos do Calendário Pirelli 2015.

 

O meu problema, como tratei de explicar em Dezembro, é que tenho estado a trabalhar no desenvolvimento de um novo projecto que me leva todo o tempo livre - aquele tempo livre que durante um ano e qualquer coisa me permitiu postar diariamente. Parte desse projecto já pode ser visto aqui. Trata-se da nova secção de Lifestyle do Observador. Nela há uma subsecção dedicada à família, que ainda está muito magrinha, mas que deverá ganhar corpo em breve. Espero que vão passando por lá.

 

Ao mesmo tempo, a Teresa regressou ao IPO, o que exige uma mega-dedicação e horários imprevisíveis, como imaginam. Eu fico muito feliz por ela, porque sempre achei que é esse o lugar onde pode ser mais útil aos outros, mas a gestão do seu tempo tornou-se ainda mais complicada.

 

Mais uma vez: isso não significa que estejamos a pensar abandonar o PD4, ok? Simplesmente, ele há-de ir vivendo das parvoíces que os nossos filhos vão fazendo, dos momentos que nos proporcionam e que nós achamos que vale a pena recordar, ou de uma ou outra meditação ocasional.

 

Não prometo regularidade. Mas, mesmo semi-comatoso, o coração do PD4 continua a bater.

 

heart_rate_monitor.jpg

 

 

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publicado às 00:13


As notícias da morte do PD4 são manifestamente exageradas

por João Miguel Tavares, em 03.12.14

Devo dizer que acordei com alguns problemas de consciência: é possível que o meu post de ontem tenha soado demasiado trágico. Ao ler a caixa de comentários, fiquei a achar que um cacharolete de gente entendeu o meu aviso de que vou passar a escrever com menos regularidade como um pré-anúncio de falecimento. Não, não, não. A ideia não é matar o PD4, ok?

 

Uma das minhas familiares favoritas até me mandou um sms comovente:

 

Queria dizer-te que também eu fiquei muito triste com a tua resolução. Embora não comentasse, era leitora assídua do PD4. Agora falta-me qualquer coisa para preencher as minhas tardes.

 

Bolas, fui logo a correr para o computador - portanto, nem que seja para manter informadas as pessoas de quem gostamos, e que estão longe, sobre os andamentos da nossa família, a malta manter-se-á por aqui.

 

Vai ser menos vezes, mas esperemos que continue, de cada vez, a ser muito bom para ambas as partes - tal como a vida sexual das pessoas casadas.

 

E agora, já de seguida, um post sobre axilas pintadas.

 

keep-calm-because-i-m-still-alive.png

 

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publicado às 10:12


Mudanças no Pais de Quatro

por João Miguel Tavares, em 02.12.14

Nos últimos dias o PD4 bateu os seus recordes de visualizações, à boleia do post "Apelo aos professores por parte de um pai desesperado e farto de trabalhos manuais", que se tornou viral. Só na sexta-feira superámos as 60 mil visualizações, e ontem batemos o recorde de page views mensais, acima das 420 mil.

 

fotografia (1).PNG

 

No entanto, por manifesta incapacidade empreendedora da minha parte, nunca consegui, ao longo dos últimos dois anos, fazer do PD4 uma fonte de rendimento proporcional às visualizações que ele tem.

 

O PD4 não faz posts pagos, desde logo por eu ser jornalista e isso ser proibido pelas regras da profissão. E hoje em dia, infelizmente (digo "infelizmente" porque há com frequência uma falta de transparência associada a esse processo), o post pago é a actividade mais rentável no mundo dos blogues. 

 

A simples exploração de espaço comercial no PD4, através de MRECs e seus derivados, nunca foi um modelo que funcionasse para nós, nem na Clix, nem agora na Sapo, em boa parte porque sendo os números de publicidade inteiramente controlados pelo parceiro, a divisão de rendimentos é completamente arbitrária - no PD4 tivemos flutuações de RPM (preço pago por mil visualizações) na ordem dos 90% no espaço de um ano, o que não chega sequer a ser compreensível.

 

Ao mesmo tempo, a excelentíssima esposa nunca conseguiu dedicar ao PD4 a atenção que tínhamos inicialmente combinado, sempre por excelentíssimas razões, como é óbvio - mas isso conduziu a que eu fosse obrigado a dedicar ao blogue uma fatia de tempo muito mais significativa do que inicialmente esperava, com vista a escrever pelo menos um post por dia. Essa exigência tem, ainda por cima, vindo a aumentar, já que da última vez que a excelentíssima esposa escreveu no PD4 ainda havia dodós nas ilhas Maurícias.

 

Nesse sentido, e porque nos próximos meses vou andar bastante ocupado com um novo projecto, tenho a comunicar aos muitos milhares de leitores do PD4 esta dupla decisão:

 

1. Eu e a Teresa decidimos retirar a publicidade do blogue, que deixa de ser explorada pela Sapo, até encontrarmos um parceiro que esteja disposto a valorizar o PD4 e os seus leitores como eu e a Teresa acreditamos que merecem ser valorizados.

 

2. Eu decidi desobrigar-me de postar diariamente, o que vai, como é óbvio, diminuir a cadência de posts do PD4.

 

O Pais de Quatro não vai ser abandonado, porque ele tem sido uma fonte de inestimáveis partilhas, e toda a minha família aprendeu muito com os ensinamentos desta verdadeira comunidade que se formou em redor de um blogue que já passou a ser de muita, muita gente.

 

Além disso, sempre o encarei também como um diário da nossa vida familiar, que um dia estará à disposição da Carolina, do Tomás, do Gui e da Rita - não tenho dúvidas que, quando forem mais velhos, vão adorar ler aquilo que sobre eles escrevíamos quando eram crianças.

 

No entanto, e por um dever de honestidade para com quem nos segue já há tanto tempo, não quis deixar de informar os leitores do PD4 sobre estas mudanças, que estou certo que compreenderão. Um dos maiores orgulhos que eu tenho neste projecto é a qualidade dos leitores que ele conseguir agregar - modéstia à parte, não os encontro assim em tantos lados.

 

Discutir os assuntos da família em público é uma actividade foleira para muita gente culta e séria - mas é isso que andamos orgulhosamente a fazer por aqui há dois anos. E assim continuaremos.

 

 

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publicado às 09:09


PD4 no top 10

por João Miguel Tavares, em 14.10.14

Na última sexta-feira saiu uma reportagem na Tabu (a revista do jornal Sol) sobre o mundo dos bloggers, e eu estava todo entretido a lê-la, porque:

 

1) na capa estava a Ana Garcia Martins, aka Pipoca Mais Doce, e eu e a AGM trabalhámos muito juntinhos durante uns belos anos na Time Out;

 

2) queria ver se aprendia alguma coisa;

 

e eis que, de repente, surprise, surprise, descubro-me a mim e à minha excelentíssima esposa referenciados numa frase perdida lá pelo meio do texto. Dizia assim:

 

O Pais de Quatro, assinado pelo jornalista João Miguel Tavares e pela mulher Teresa Mendonça, é o 8.º blogue de maior sucesso no Sapo.

 

E eu: what? A sério?

 

Parece que sim.

 

Tendo em conta que eu não fazia a menor ideia disso, até porque as nossas 7500-8000 visitas diárias estão muito, muito longe das 40 mil da Pipoca, resta-me apenas fazer aquela figura do gajo que ganha um prémio sem estar à espera, e que por isso se sente na obrigação de agradecer imenso aos leitores (muitos, ao que parece) que por aqui passam.

 

Como é que se diz? Ah, sim: este prémio é para vocês.

 

eight_ball_training.jpg

 

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publicado às 10:00


Hmmmm... acho que ela deixou mesmo de ligar a isto

por João Miguel Tavares, em 04.07.14

 

Eh pá, eu estou a sentir-me como um gajo que faz greve ao trabalho só para descobrir que o patrão, afinal, já voou há um mês para as Bahamas. Não há ninguém na fábrica. O que significa que isto assim não é lá muito eficaz.

 

Provavelmente, a banda sonora que eu deveria ter escolhido ontem era esta:

 

 

Donde, o que eu vou fazer já a seguir, só para me vingar, é escrever um post extremamente aborrecido. Preparem-se.

 

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publicado às 09:24


Hmmmm... cá para mim ela já nem sequer vem ao blogue

por João Miguel Tavares, em 03.07.14

 

Eu confesso: o patronato não sabe que estou em greve. Eu não contei nada à excelentíssima esposa. Ando calado que nem um rato.

 

E, pelos vistos, os leitores que achavam que o PD4 estava a ficar um bocado enjoativo ultimamente tinham toda a razão: a minha família e a família dela devem ter desertado há bastante tempo do blogue. Deixaram de cá vir. Porque eles gostam de saber notícias dos netinhos e das suas traquinices, mas não têm grande pachorra, vá lá saber-se porquê, para as minhas elucubrações existenciais.

 

Donde, só nós é que sabemos que o PD4 está em greve. Eles não sabem. Ela não sabe. E ninguém lhe diz.

 

Por isso, tendo em conta a escandalosa dimensão do meu abandono, e à falta de uma boa tragédia shakespeariana sobre o tema, acho que isto merece uma canção da Ágata. É só escutar e substituir mentalmente "crianças" por "maridos". O que, a bem dizer, é todo o meu projecto de vida desde que comecei a escrever sobre a família - sem sucesso, como se vê.

 

 

Ah, e a greve continua, claro.

 

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publicado às 10:32


Hoje só tenho a dizer isto

por João Miguel Tavares, em 02.07.14

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publicado às 10:14


O PD4 entra hoje em greve

por João Miguel Tavares, em 01.07.14

Tendo em conta o apoio que este post teve, tanto aqui como no Facebook, venho por este meio unir-me aos leitores do Pais de Quatro na exigência de que a Teresa regresse rapidamente a este blogue, porque isto sem ela não tem metade da graça.

 

Mais: não só não tem metade da graça, como eu sou obrigado a trabalhar mais de 40 horas por semana para compensar as suas ausências prolongadas. Esta situação não pode continuar. Abaixo a exploração bloguística dos excelentíssimos esposos!

 

Infelizmente, apesar dos esforços que coloquei na concertação social, não foi possível chegar a um acordo com o patronato, apesar de ele ter sido várias vezes alertado para as deficientes condições de trabalho da metade masculina do PD4 e para a ausência de pagamento de horas extraordinárias.

 

Essas exigências, apesar de justas, não foram tidas em conta, e por isso sou obrigado a tomar medidas radicais. A partir de hoje, dia 1 de Julho, o PD4 entra em greve, e eu não voltarei a postar nenhum texto até que a Teresa escreva qualquer coisa que se veja.

 

Pela dignidade do blogger! Pela necessidade de textos queriduchos! Pela exigências de fotos fofas! Pela valorização da sensibilidade feminina! Todos juntos nesta greve, por um blogue melhor!

 

Pela minha parte, estou disposto a resistir até ao fim. 

 

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publicado às 09:30


Este blogue está a ficar uma chatice

por João Miguel Tavares, em 30.06.14

A Maria João Resende já não me consegue aturar:

 

E se fossemos para o sofá falar sobre um filme? Ou ver fotos parvas de pessoas com ar incrível? Ou contar as novidades do Gui, da Ritinha, ou as novas conquistas da Carolina e do Tomás? E se fôssemos comentar profundamente um tema inesperado, e encontrar nuances curiosas em coisas de todos os dias? 


Eu sei que já passei do prazo de me preocupar com filhos, e ainda não estou numa de netos, e que será talvez por isso que já não aguente mais estas conversas sobre bater, e não bater, e o diabo a PD4. Eu sei, também, que acompanhar os interesses dos seus leitores será uma das suas prioridades, e que o número avassalador de comentários que estes temas merecem parece indicar que o principal interesse das pessoas está aí.


Mas será que o que quer para o seu blog é ser um agregador de comentários sobre os GRANDES TEMAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL? Só???
São as "audiências" a mandar? E não irão as "audiências" matar o que me parecia ser a essência deste blog?

 

Não sei! Só sei que tenho saudades da vossa família, das vossas histórias, e da forma como, sem nos chapar na cara o "hoje vamos falar sobre A, B ou C", éramos convidados a pensar em coisas sérias, muitas vezes de forma bem ligeirinha. Apetece-me atirar-me para o chão e, correndo o risco de apanhar uma valente palmada que a minha mãe não hesitaria dar-me, gritar bem alto: 'QUERO O MEU BLOG FAVORITO DE VOLTA!'

 

A Carolina também quer o mesmo:

 

Antes não passava um dia sem vir cá, agora sou capaz de só vir uma vez por semana. Tenho saudades dos tempos iniciais do blog e estou um bocadinho farta de tantas discussões sobre assuntos polémicos. Quero saber sobre os "pais e os quatro" não sobre apenas e só as "discussões sobre como educar os quatro.

 

Três comentários rápidos a propósito disto:

 

1. Acho que muita gente está sobretudo com saudades da Teresa. Eu também estou. A sua ausência prolongada deste blogue tem como consequência diminuir muito a variedade dos temas, até porque boa parte do que eu escrevia também era inspirado nos seus textos. Se quiserem fazer um abaixo-assinado para ela regressar ao blogue, eu subscrevo. A última vez que a Teresa escreveu aqui foi a 6 de Junho. Passaram 24 dias. Invariavelmente, sem ela, eu tendo a ficar mais chato e meditativo.

 

2. As audiências não são nenhuma preocupação especial. No PD4 (isto está a pegar, Conceição M.) escrevo sobre aquilo que me apetece. Por uma razão simples: embora este blogue tenha exploração comercial, e eu sempre tenha querido que fosse assim, os rendimentos que daqui retiro não são significativos ao ponto de justificar preocupar-me demasiado com isso, ou sequer ter uma estratégia de marketing encapotada. Por aqui, e até ver, as audiências mandam muito pouco.

 

3. Mas se as audiências mandam pouco, a comunidade de leitores manda muito. Como me parece ser bastante visível, eu sempre privilegiei o diálogo com os leitores deste blogue. Nesse sentido, sou naturalmente sensível aos temas que mais interessam às pessoas, como é o caso da palmada. Para mim, o PD4 é uma espaço de partilha de experiências, e uma das partes mais recompensadoras do blogue é aquilo que eu aprendo com as partilhas de dezenas de outras pessoas. Nem pensar em abdicar disso. Se eu escrevo tanto aqui é também para poder vir a ser melhor pai. E bem preciso, como a Maria certamente concordará.

 

 

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publicado às 09:07


PD4

por João Miguel Tavares, em 25.06.14

A Conceição M. acaba de acronomizar o Pais de Quatro. Escreveu ela num comentário:

 

Depois de, no final do expediente, ter vindo dar uma "espreitadela" ao PD4...

 

À primeira pensei: "dar uma espreitadela onde?" E só depois cheguei lá: "Ah, ao PD4!" Nunca ninguém nos tinha chamado PD4. Que fofinho.

 

Adorei. Dá um certo ar de intimidade, tipo nick name que só os amigos conhecem, e ainda por cima parece um robô da Guerra das Estrelas. E como se sabe, toda a gente cá em casa adora a Guerra das Estrelas.

 

PD4 seja, então. Fica baptizado e devidamente abreviado a partir daqui. E a Conceição M., mesmo que voluntariada à força, passa a madrinha deste blogue.

 

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publicado às 15:04



Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



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