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"Vamos deixar de stressar com os nossos filhos"

por João Miguel Tavares, em 03.06.14

A Ana Rute Cavaco traduziu e colocou neste seu blogue um texto do pastor Kevin DeYoung, retirado do seu livro Crazy Busy. Vale imenso a pena lê-lo, pois ele aborda, de forma bastante clara, muito daquilo que eu tenho andado a discutir neste blogue. Deixo esta citação apenas como aperitivo (vão lá ler o resto que vale muito a pena):

 

Vivemos num mundo estranho. As crianças estão mais seguras do que em qualquer outra altura, mas a ansiedade parental é cada vez maior. As crianças têm hoje mais oportunidades e possibilidades de escolha, mas os pais vivem mais preocupados e aborrecidos. Despendemos uma quantidade inédita de energia, tempo e atenção nas nossas crianças. E ainda assim, assumimos que as falhas serão culpa nossa porque não fizemos, eventualmente, tudo o que pudemos. Vivemos num tempo em que a felicidade e o sucesso futuro das nossas crianças está presente em todas as nossas outras preocupações. Nenhum esforço é demasiado exigente, nenhuma despesa muito elevada e nenhum sacrifício desmesurado se for para as nossas crianças. É como uma pequena vida pesada na balança, tudo depende de nós.

Podemos justificar esta obsessão com as crianças como uma espécie de amor sacrificial e devoção. E poderá ser. Mas também lhe poderemos chamar Kindergarchy: um governo infantil. Em “Debaixo de um governo infantil”, Joseph Epstein diz: “Toda a agenda está feita em função das crianças: da escola delas, das audições, saraus, com o seu cuidado, saúde, alimentação – as crianças são quem dá o nome a este jogo.” Os pais tornam-se pouco mais do que empregados presentes para os seus filhos, como se elas fossem descendentes directas do rei sol. 

 

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publicado às 12:00


1 comentário

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De Carlos Duarte a 04.06.2014 às 10:51

Caro JMT,

Peço desculpa por comentar de forma cronologicamente inversa, mas o tempo às vezes é curto e o trabalho é sempre prioritário.

Pegando no extracto que colocou, esta "fixação" nas crianças não está, por si, errada. O método é que sim.

Parece-me natural que as Famílias (e a Sociedade como um todo, que DEVE ser um agregado dessas mesmas famílias) priveligiem os filhos: afinal, eles representam - nas palavras do Mário Cordeiro, num dos livros dele - a eternização de nós próprios. Mas é importante compreender, e é neste ponto que os pediatras e pedopsiquiatras "cutchi cutchi" falham, que a educação das crianças é algo que se faz em conjunto, inserindo as mesmas no contexto familiar e social (daí, e pegando num post seu anterior, acho um absurdo os hóteis e restaurantes "child free"), por oposição ao endeusamento da criança. As crianças devem sentir que são parte de algo, parte de uma família, de um sociedade. Não que são seres supremos, que só devem justificação a si mesmos.

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