De Anónimo a 18.03.2013 às 16:12
João,
começo por referir que aprecio muito esta sua forma de debater. Aqui na blogoesfera, de sabichões irredutíveis e de donos da verdade andamos todos um bocadinho fartos.
Continuo, no entanto, muito céptica quanto a estas ideias de «lutar pelo casamento» ou de fazer com que a «felicidade do casamento perdure».
Acho até que defender que um casamento dura porque se faz por isso é bastante ingénuo. O meu casamento dura, a meu ver, por dois motivos estruturais: o primeiro, que depende de mim e do meu marido, é o respeito que temos um pelo outro; o segundo, que depende de factores alheios a nós e absolutamente inexplicáveis, é o facto de nos amarmos (ou de ainda nos amarmos). E isto não é de pouca importância: é crucial.
E há, infelizmente, muitas pessoas que não aceitam o fim do amor. Não aceitam quando deixam de amar e menos ainda quando deixam de ser amadas.
Antes de terminar, um pequeno comentário ao comentário do Vítor C: se acha que a culpa é da «vida urbana que concede muito mais oportunidades», sugiro-lhe vá passar uma temporada a uma zona rural. Ficaria surpreendido com as coisas que lá acontecem.
Marta Dinis