Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]





De um folheto faz-se uma família

por João Miguel Tavares, em 21.11.13

O Gui entrou-me pelo quarto adentro anunciando que tinha feito "um filho":

 

 

É um filho capitalista, como se pode verificar, feito com um folheto do Media Markt que estava na caixa do correio (se o Gui está ao meu lado quando abro a caixa do correio, nunca consigo deitar folhetos para o lixo - ele quere-os todos).

 

E pouco depois, "o filho" já era pai de quatro, com a sua família abstracta toda espalhadinha pelo chão do meu quarto.

 

 

São assim os meus dias, com dificuldade em distinguir a produção de criatividade da produção de lixo.

publicado às 09:35


6 comentários

Sem imagem de perfil

De mar a 22.11.2013 às 11:08

Bom dia!
Estava bem desde o início. Quere-os. Esta irregularidade do verbo querer (a queda do e na terceira pessoa do singular) foi adquirida com o uso: como o e não se pronuncia, por se seguir a um r, em determinada altura, a norma aceitou esta forma. Ora, ao usar o verbo com um pronome, surgem as dificuldades. A solução é regressar à forma regular.
Sem ter de pensar nisto, o JMT escreveu bem desde o início, porque passou a escrita aquilo que produz oralmente.

Sem imagem de perfil

De mar a 21.11.2013 às 23:51

Meu caro JMT, anda mal aconselhado. É que quere-los, que existe, tal como quere-os, refere-se à segunda pessoa do singular e não à terceira.
O meu filho quere-os.
Tu quere(s)-los?
Mas mais importante do que este equívoco, são os textos que escreve e que acho óptimos.
bjs.
Imagem de perfil

De João Miguel Tavares a 22.11.2013 às 09:47

Infelizmente, eu nunca fiz a área de Letras, e às vezes nota-se. Mas estou sempre disposto a aprender. Alguém me diz, então, qual a formulação da terceira pessoa do singular?
Sem imagem de perfil

De João a 21.11.2013 às 17:36

Com todo o respeito, a palavra "quere-os" não existe...
Imagem de perfil

De João Miguel Tavares a 21.11.2013 às 20:26

Obrigado, já corrigi.
Sem imagem de perfil

De olivia batista a 21.11.2013 às 11:53

Com uma das filhas com excesso de criatividade, comprei uma caixa grande de arrumação onde vamos colocando TODAS as suas obras, porque se as mando fora ela pode desanimar e nunca se sabe se estamos a cortar as asinhas a uma futura Joana Vasconcelos, certo?

Comentar post




Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D