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Decorações de Natal #2

por João Miguel Tavares, em 08.12.13

Adivinhem quem foi.

publicado às 11:10


Brilhantemente excitada

por João Miguel Tavares, em 08.12.13

 

Nós já aqui tínhamos dado conta de como a tecnologia LED está a evoluir das casas e dos veículos para as roupas, e agora foi dado mais um passo com este Sensoree, uma ideia um bocado parva mas nem por isso destituída de graça: uma roupinha que é suposto transmitir luminosamente as emoções de quem a usa.

 

Eis a tabela LED da Sensoree:

 

 

Assim de repente, diria que o vermelho é bastante problemático. Seria extremamente interessante nós sabermos que a pessoa com quem nós falamos numa discoteca está excitada só por estar a falar connosco (ah, o que eu teria dado por isso na minha adolescência...), mas tendo em conta que "nervous" e "in love" se encontram na mesma categoria, temo bem que a Sensoree possa vir a ser uma pontecial fonte de enormes equívocos.

 

 

Deconheço igualmente se alguma mulher (curiosamente, ainda não há uma versão para homens) estará interessada em andar com um fio pendurado do dedo, como se estivesse internada num hospital. Mas enfim, fica aqui a sugestão, até porque estou capaz de apostar que continuaremos a ouvir falar de LEDs em roupa durante os próximos tempos.

 

Quem quiser saber mais sobre a história pode ir aqui. E quem quiser encomendar algum dos 100 primeiros exemplares (penso que só divulgam o preço aos interessados) pode ir aqui.

publicado às 10:47


Adeus ao musgo

por João Miguel Tavares, em 07.12.13

Pelos vistos, a resposta ao meu post anterior é: não, não se deve mesmo apanhar musgo. Graças ao alerta do César Garcia, corroborado pelo meu amigo João Paulo Reia, adornar presépios com musgo é coisa muito pouco amiga do ambiente. E assim sendo, acho que não faz grande sentido vivermos numa casa com preocupações ambientais e depois andarmos a fazer palermices ecológicas para efeitos decorativos.

 

O César enviou-me inclusivamente links que demonstram que nalguns países (como a Venezuela ou a Bolívia) existem inclusivamente campanhas contra a apanha do musgo nesta altura do ano. A campanha até tem mascote e tudo. Eis o musguito:

 

E também há folhetos explicativos, para a sensibilização da população, como este (espero que consigam ler):

 

Portanto, acho que vamos mesmo seguir a sugestão da leitora quem fez a pertinente observação "mas não é suposto Jesus ter nascido numa zona semi-desértica?" É, sim senhor. Acabaram-se as almofadas verdes nos presépios cá de casa - areia e pedras, aqui vamos nós.

publicado às 14:50


Não de se deve apanhar musgo?

por João Miguel Tavares, em 06.12.13

A propósito do meu post anterior, o César Garcia deixou este comentário:

 

O musgo não deve ser apanhado (...) Sugestão, usem relva, ou germinem sementes ou outro tipo de material. O ciclo da água agradece, o solo, os insectos e outros organismos.


Há vários países que têm campanhas nesta altura para protegê-los. É claro que o impacto da colheita de um pequeno pedaço de Hypnum (o mais usado) é minimo, mas as enormes "rapadelas" para comercializar têm fortes consequências.

E eu fiquei um pouco intrigado com isto, porque é a primeira vez que vejo alguém levantar objecções à apanha de musgo. E a ser verdade aquilo que o César diz, não quero andar por aí a prejudicar a mãe-natureza. Há por aí algum ambientalista ou algum biólogo que possa corroborar a opinião do César?

 

 

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publicado às 11:11


Procura-se musgo

por João Miguel Tavares, em 05.12.13
Apesar de todos os fabulosos arranjos de Natal da excelentíssima esposa, ainda há um presépio cá em casa à espera de ser montado. Pergunta: alguém sabe onde se pode apanhar musgo em Lisboa e arredores? Eu sei que a coisa se vende em mercados e floristas, mas pagar três a cinco euros por uma placa de meio metro quadrado custa-me um bocadinho, por maior que seja a necessidade de estimular a procura interna. Agradecem-se sugestões.

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publicado às 15:13


Uma aldeia na sala de jantar

por João Miguel Tavares, em 05.12.13

É certo que a excelentíssima esposa é uma grande profissional da decoração natalícia, mas no lago do Pai Natal há sempre um peixe mais maluco e mais empenhado do que nós. E ao pé do que se segue, não há profissionalismo que resista.

 

É que aquilo que parece uma daquelas imagens de postal de uma aldeia austríaca perdida nas montanhas...

 

 

 

...é, afinal, um trabalho de 60 horas de uma mãe americana, que decidiu criar esta aldeia de Natal na sua própria sala.

 

 

É um trabalho extraordinário, para mais realizado com base em casas de brincar e materiais banais, comprados a baixo preço nas grandes cadeias de supermercados ou simplesmente oferecidos por amigos.

 

Eis o impressionante work in progress, retratado da frente para trás:

 

 

 

 

 

 

publicado às 11:19


Decorações de Natal muito cá de casa

por João Miguel Tavares, em 05.12.13

Eu já vos mostrei aqui a nossa árvore de Natal, mas a minha excelentíssima esposa, de cada vez que arregaça as mangas para meter mãos à obra, não deixa os seus créditos por mãos alheias. A árvore é apenas a ponta-de-lança de uma borrasca de decorações natalícias e apontamentos decorativos, que só mesmo alguém com uma infinita pachorra e muita devoção aos filhos consegue empreender.

 

Além da árvore propriamente dita, temos a clássica coroa à porta de casa...

 

 

E um anjo que nos foi oferecido pelos nossos antigos vizinhos da frente, e que nós adoramos na sua angélica perfeição...

 

 

Arranjos sofisticados no aparador da entrada, tudo muito prateado...

 

 

E cores de Pai Natal em cima da mesa da sala...

 

 

Uma casinha escondida ao pé da aparelhagem (se a Rita lhe deita a mão chama-lhe um figo)... 

 

 

Anjinhos de Botticelli rechonchudos e globos de neve com a Sagrada Família...

 

 

O Menino Jesus muito pálido, a repousar em sítios insuspeitos...

 

 

 Um presépio Playmobil em cima do piano (este passa lá o ano inteiro)...

 

 

 

Ao lado do qual repousa a Casa da Cascata de Frank Lloyd Wright feita em Lego, que me deu uma trabalheira de primeira a construir, e que actualmente é guardada por um cavaleiro medieval do Tomás (nada a ver com o Natal)...

 

 

 

Pequenos apontamentos nos puxadores das portas...

 

 

Duendes pendurados na torneira da cozinha...

 

 

Três anjos canoros instalados no nicho da sala....

 

 

Um boneco de neve a trepar pelo exaustor... 

 

 

Imitações coloridas dos cristais de neve nos puxadores do frigorífico....

 

 

Um Pai Natal decapitado na porta do quarto dos miúdos, que ainda servirá para eu lhes meter medo uma noite destas...

 

 

Mais um anjinho, agora de pano, e agora à entrada do quarto da Carolina...

 

 

E finalmente, merchandise natalício variado, espalhado pelo chão da sala, não por iniciativa da excelentíssima esposa, mas sim dos seus filhos e do seu conhecido talento para a desarrumação.

 

 

Impressionados? Posso garantir-vos que este nem sequer é um levantamento exaustivo de tudo aquilo que consta nesta casa (e ainda falta o presépio). A Teresa leva o Natal mesmo muito, muito a sério. E eu admiro-lhe muito, muito a pachorra...

publicado às 10:06


Antigamente é que era bom?

por João Miguel Tavares, em 04.12.13

Da próxima vez que a minha excelentíssima esposa argumentar que eu não faço nada em casa e que o papel do homem e da mulher continua tão desequilibrado como antigamente, vou mostrar-lhe isto:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado às 14:32


A fase pica-miolos (seguido de um tiro na testa)

por João Miguel Tavares, em 04.12.13

Os meus três filhos mais velhos estão a atravessar aquela fase complicada em que passam o dia a implicar uns com os outros, até porque ainda não sabem estar uns sem os outros. É isso que mais me anda a fascinar em termos antropológicos: eles deslocam-se em manada pela casa - se um está na biblioteca, mais tarde ou mais cedo os três acabam na biblioteca; se um vai para o quarto de brincar ver um filme, mais tarde ou mais cedo os três acabam a ver um filme.

 

Mas como é próprio das manadas, de vez em quando os machos alfa (e, neste caso, a super-fêmea alfa) começam à bulha - sendo que este "de vez em quando" é cada vez mais "vez" e cada vez menos "quando". Ou seja: é a toda a hora.

 

Sim, eu sei que há alguma coisa de muito bonito nesta fase de "não posso estar contigo nem posso estar sem ti", e sim, eu sei que um dia vou ter muitas saudades de fotografias como esta. 

 

 

Mas enquanto a nostalgia não bate, as saudades do futuro não chegam para compensar a gestão diária dos pequenos conflitos fraterno-fratricidas, que podem tornar-se extremamente cansativos. O meu nível de gritaria caseira tem aumentado bastante nos últimos tempos, e a única coisa que me consola é a esperança de que as implicações de hoje sejam as solidariedades de amanhã.

 

O Gui, por exemplo, anda numa fase parva-parva-parva que me tira do sério mais vezes do que um relógio de cuco sai da gaiola, e a Carolina está com uma tendência para ser mazinha digna de Cruella De Vil (mas sem a parte de querer fazer mal a cães, estejam descansados). Ontem, ela recebeu da avó uma Nerf especial menina,

 

[para quem não sabe o que é "uma Nerf especial menina", é isto:]

e claro, os miúdos adoram andar aos tiros com aquilo pela casa (o pai também não desgosta, há que admitir - na verdade, estas novas pistolas de brincar são o sonho nunca concretizado da minha infância).

 

Até que a certa altura, após várias emboscadas e retiradas a grande velocidade pelo corredor, o Gui chega ao pé de mim a chorar e a apontar para a cabeça, mas com aquele género de choro que não chega a assustar progenitores, já que significa "estou a manipular-te psicologicamente para que tu castigues alguém que tem mais força do que eu", e não "chiça, isto está a doer-me como o caraças".

 

Ainda assim, percebi logo que a Carolina tinha feito asneira - o que em linguagem técnica de polícia se chama "uso de força desproporcionada" -, e depois de reunir as tropas comecei a falar com os dois.

 

- O que é que se passou, Gui?

- A Carolina deu-me um tiro na testa! [Choradeira]

- Tu deste-lhe um tiro na testa, Carolina?

- Não foi na testa, foi no peito.

- Foi na testa, sim senhora! [Mais choradeira]

- Foi no peito!

- Foi na testa!

- Onde é que foi o raio do tiro, então?

- Foi na testa!

- Foi no peito!

- Olha, Gui, és tu quem vai decidir, porque tu é que és a vítima do crime. Se o tiro foi no peito, não há castigo para ninguém, porque faz parte da brincadeira e tu também estavas a brincar. Se a Carolina disparou contra a tua testa de propósito, ela vai ficar fechada no quarto até à noite, e só sai para jantar. Onde é que foi o tiro, então?

 

E aí, embora seja mais do que certo ele ter mesmo levado com o cilindro de borracha na tola (aquilo não dói, caras leitoras mais sensíveis, não se preocupem, convém apenas proteger os olhos, por isso as pistolas vêm com óculos), a mãozinha do Gui dirigiu-se lentamente até ao peito e apontou para as costelas.

 

A Carolina safou-se do castigo. Eu fiquei contente por o Gui ter protegido a irmã. E daí a cinco minutos já estava outra vez aos gritos com eles.

 

É tão divertida a minha vida familiar.

publicado às 09:31


O bigode mais incrível do mundo

por João Miguel Tavares, em 03.12.13

Para quem não sabe, o Movember (Moustache+November) é um evento anual que convida os homens a deixarem crescer o bigode durante o mês de Novembro de forma a chamarem a atenção para as doenças especificamente masculinas, como o cancro da próstata e... o cancro da próstata (assim de repente, é a única que me lembro, mas se a excelentíssima esposa quiser acrescentar algumas mais, esteja à vontade).

 

A coisa tem vindo a ganhar dimensão, inclusivamente em Portugal, onde o Movembro tem vindo a ganhar adeptos. Mas eu diria que ninguém jamais levou a coisa tão a sério como americano Jonathan Burnside, que em 2012 se apresentou assim:

 

 

E se isto já parece incrivelmente bom, eis que em 2013 Jonathan Burnside (se alguém quiser ir ao seu tumblr, faça favor) elevou a fasquia para um patamar que eu classificaria como inacessível a quem tem algum bom gosto e, sobretudo, a esperança de conseguir ir para a cama com alguém:

 

 

Sim, é mesmo um gatinho. Este artigo garante que Jonathan tem uma mulher, mas acho que nem a maior fanática por felinos consegue olhar para aquela moldura de pêlo sem o estômago revirar. Iuuck!

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publicado às 15:00




Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



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