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A ressaca

por João Miguel Tavares, em 02.04.13
Há aqueles para quem "ressaca" significa acordar sem se saber bem em que terra se está após uma noite de loucura, com muito sexo e muito álcool, de preferência num destino exótico.


Mas cá em casa "ressaca" não significa nada disso. Significa, isso sim, retomar a actividade normal depois de 15 dias de férias, com quatro putos completamente destrambelhados pela alteração de rotinas, pela mudança da hora de Verão e pela necessidade de voltar a colocar nos eixos um comboio de 40 toneladas. A Teresa, então, que tem um sono bastante mais leve do que o meu (é uma característica dos gajos, não é?, será que fazemos de propósito?) passou a noite inteira a combater fogos em quatro frentes (feliz ou infelizmente, a maior parte das vezes eu só via passar o autotanque por um canto do olho). Portanto, para nós - mas sobretudo para ela -, "ressaca" é muito menos aquilo do que isto.


A mesma exaustão, mas com 0% de álcool, nenhum sexo, e putos na casa de banho em vez de tigres ou macacos. Ou seja, eu e a excelentíssima esposa estamos constantemente dentro de um filme. Só que ninguém quer ver a nossa versão de A Ressaca. Enfim, é a vida. Ou então, um azar do caraças.


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publicado às 10:23


9 comentários

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De Teresa Mendonça a 06.04.2013 às 12:39

E NÃO GOSTEI!!!
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De Ana Tavares a 03.04.2013 às 14:28

Lá por casa também sou só eu a apagar o fogo e por agora é só um até Maio. Em breve vou ter o dobro do trabalho com a agravante de ter um marido que trabalha por turnos e que também teima em ter o sono pesado.

Ana

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De Maria Eugênia a 03.04.2013 às 08:17

Eu só tenho dois e sinto que à noite não fazemos mais nada senão cuidar das crianças. E ainda são pequenos, não temos que estudar com eles, mas é um ritmo tão intenso e maluco que é difícil até explicar.
É pesado pois estamos já todos cansados e com sono e cada um fazendo birra a sua maneira.
Dificilmente consigo conversar com o meu marido sem umas 25 interrupções, e não é discutir a relação, é simplesmente contar algo que aconteceu no dia. Parece que eles tem uma dose de energia para gastar e durante o jantar tem que utilizar as últimas doses, ficam animadíssimos.
Uma vez fomos até à Expo, chegando lá vimos que os dois dormiam no carro, pedi ao meu marido: ¨Vamos pela estrada, conduz sem parar enquanto eles dormem, vamos ficar em silêncio, só ouvindo uma música!¨ Fomos até Santarém! E olha, foi bem agradável.
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De vidasdanossavida a 03.04.2013 às 00:42

Obrigada pela gargalhada em fim de noite!! Até apresentei o blog ao meu marido que não percebia porque estava eu a rir para o Ipad!!
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De Maria a 02.04.2013 às 21:34

Não tenho quatro...só dois mas compreendo muito bem do que falam...!
Adorei ler e identifiquei-me com muitos dos momentos descritos.
Obrigada pela partilha!
Maria
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De Antónia a 02.04.2013 às 16:33

"E porque é que temos de ser sempre nós a combater as frentes???"

Só mandei «a boca» pró barulho! Aliás nem me posso queixar. O meu marido tem sido exemplar, a divisão de tarefas tem valido a pena p/ a nossa sanidade mental dada à nossa realidade diária e projectos em que estamos envolvidos.

Mas já ouço as respostas: mãe é mãe, blá blá! Mas é verdade, sabemos sempre dar "aquele" jeitinho, o miminho, a fralda, a meia-luz, a porta do quarto entreaberta…

É inevitável, julgo eu!

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De Antónia a 02.04.2013 às 16:02

E porque é que temos de ser sempre nós a combater as frentes???
O meu marido tem o sono assim pesado como o JMT… que raio.

Temos o mafarrico, de 6 meses, ainda no nosso quarto (o dele já está em andamento) e mal o ouve a chorar. Só quando regresso à cama é que diz, de olho meio aberto/meio fechado: hummm, precisas que vá fazer um biberão?!

'Ca nervos!!! E só falo de uma criança = uma frente. Não imagino 4 frentes!!!

Força Teresa! Meninos poupem a vossa mãe! Pai, continue a mimar a mãe!

eheheheh ;)
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De Anónimo a 02.04.2013 às 12:11

Não sei se ela vai gostar desse autotanque.
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De Bruxa Mimi a 02.04.2013 às 11:21

A única vantagem de manter (a 90%) os horários durante as férias dos miúdos é mesmo não custar muito o ajuste a seguir (embora a mudança da hora tenha tido os seus efeitos, a malandra)!

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