A Kidzânia contactou o Pais de Quatro com um convite para a família ir lá experimentar uma nova iniciativa a que eles deram o nome de "Pais Bem-Vindos", que se realiza no segundo domingo de cada mês. Achámos que valia a pena aceitar o convite, por duas ordens de razões, para além da razão "entrar à borla" (o bilhete de família da Kidzânia também é daqueles que só contempla dois adultos e duas crianças, além de ter de ser comprado
online, o que significa que se uma família como a nossa se apresentar no Dolce Vita Tejo vai deixar nas bilheteiras 19,50€ x 3 + 10€ x 2, o que totaliza uns astronómicos 78,50€). As duas ordens de razões são estas:
- Somos clientes relativamente regulares do espaço e temos em casa um trio de putos fanáticos da acumulação de kidzos (o kidzo é a moeda da Kidzânia), que mais ou menos de dois em dois meses começam a pedir freneticamente para lá voltar.
- Gostávamos realmente de experimentar a iniciativa, porque a ideia é que no tal segundo domingo de cada mês os pais possam participar em imensas actividades com os seus filhos (nem todas, atenção! - não vão poder na mesma aprender a fazer pizzas nem hambúrgueres), e queríamos perceber se os miúdos preferem ter-nos ao seu lado ou não.
O sinal que está à porta das actividades onde os pais podem entrar é este:
E a primeira coisa que nos lembrámos de fazer foi de ir bater à porta do Continente:
Mas não para ir às compras, atenção. Foi para ir trabalhar - e logo na peixaria. Eu fiquei com o Gui. E como se pode ver pela imagem em anexo, foi um cargo que exerci com grande responsabilidade e ponderação. (A verdade é que sempre sonhei ser o
Ordralfabetix.)
Depois da peixaria subi rapidamente na vida e decidi dedicar-me ao automobilismo, desta vez com a Carolina. Incrivelmente, o número do carro que me coube em sorte era o do ano do meu nascimento. "Isto é bom sinal", pensei eu. (Por favor, descontem a pose duvidosa desta foto.)
E, de facto, coube-me arrancar na
pole position, qual Ayrton Senna.
Infelizmente, consegui ser ultrapassado por todas as crianças que estavam em competição, terminando em último lugar. Tudo por causa de problemas no motor e na caixa de embraiagem.
A mamã também andou metida em divertidas actividades com os seus filhos, nomeadamente na reciclagem de papel.
A Rita estava incluída no grupo, e dedicou-se à reciclagem do plástico. Eu ainda propus reciclagem de birras, mas tristemente não se fazia.
Mas onde a Rita acabou por se divertir mais foi no espaço dedicado aos mais pequeninos.
E depois daquela visita, qual a conclusão? Vale a pena pôr os pais a fazer as actividades com os filhos ou não? Bom, eu diria que depende. Depende da personalidade, mas depende sobretudo da idade. Se tiver crianças ainda pequenas e um bocadinho tímidas e as quiser levar à Kidzânia pela primeira vez, os segundos domingos de cada mês podem ser uma excelente opção. É a melhor forma de entrar em imensos sítios deixando as vergonhas à porta.
Mas se, por outro lado, tiver miúdos mais velhos e despachados, dos seis anos para cima, esqueça: eles preferem andar sozinhos, sem os pais atrás. Afinal, a Kidzânia é isso: simular em grande estilo uma cidade dos grandes para os mais pequenos. Se os pais andam atrelados, perde-se metade da graça. É apenas melguice materna ou paterna. Ou pensam que é por acaso que a Carolina quase não aparece nas fotos? Mal podia, pisgava-se a grande velocidade e a dizer "bye bye, vejo-vos daqui a uma hora". Para ela, o mais giro da Kidzânia é mesmo os papás ficarem à porta. E, bem vistas as coisas, tem toda a razão.