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Agarrem-me senão eu mordo-o!

por João Miguel Tavares, em 27.05.14

Eu agora não tenho tempo para estar a escrever sobre isto, mas amanhã não falha. De qualquer forma, se puderem, e se quiserem antecipar-se ao verter do meu ódio, não percam esta entrevista com o pediatra espanhol Carlos González publicada no Observador. Logo o título é todo um programa:

 

"Todos os castigos são inúteis"

 

Todos? Todos mesmo? A sério?!? Eu juro que fico maluco com o discurso cutchi-cutchi acerca da paternidade e dos filhinhos. M-A-L-U-C-O! Parece que se está a ser queriducho quando, na verdade, só se está a dar cabo do equilíbrio mental das famílias. Acabem-me com o mito do bom selvagem de uma vez por todas, por amor de Deus.

 

Mas calma. Respirar fundo. Para já, vou fazer a posição lótus, que não tenho tempo para isto. Deixo só um enorme GRRRRRRR!!! ao Carlos González e fica prometido para mais tarde a expensão da minha bílis.

 

publicado às 12:02


57 comentários

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De Patricia Carvalho a 27.05.2014 às 12:46

JMT - Estou do teu lado!
Os castigos são como as palmadas: dados no momento certo fazem milagres e geralmente a situação não se volta a repetir!
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De Anacleto a 27.05.2014 às 20:40

Cara Patricia, estou totalmente de acordo! Ca em casa e a mesma coisa, mas nao se restringe a minha filha. Aplica-se tambem a minha mulher. Com ela, uma chapada na altura certa faz milagres. De outra forma seria impossivel de dmoesticar. Aposto que na sua casa tambem e assim, quando se porta mal o seu marido toca de a por no lugar com uma chapada bem aplicada.
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De Maria a 27.05.2014 às 23:01

Caro Anacleto,
já penso que em casa da Patrícia, pode acontecer precisamente o contrário?Isto é, a Patrícia é que domestica o marido com uns valentes "estaladões".
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De Anacleto a 28.05.2014 às 10:13

Ah pois claro, se for a mulher a bater no homem tudo bem e ate e engraçado, mas se for o homem a bater na mulher já não. Mas o que e sempre aceitável, e adultos baterem em crianças, principalmente se for o adulto em que a criança mais confia e de quem mais depende. Adoro a sua lógica, e de facto fantástica!
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De Patricia Carvalho a 27.05.2014 às 23:53

Caro Anacleto,
Tem direito à sua opinião, tal como tenho direito á minha, no entanto falei em palmadas e não em chapadas.
Uma criança que leva uma palmada no rabo quando faz uma asneira irá "pensar" duas vezes antes de a voltar a repetir.
Quando a minha filha, que hoje tem 14 anos, era pequenita decidiu fazer uma birra no meio da rua, daquelas birras de se sentar no chão e começar a berrar. Levantei-a e dei-lhe uma palmada no rabo. Posso dizer-lhe que, com aquela simples palmada ela percebeu que tinha feito asneira e não voltou a repetir a brincadeira. Digo-lhe ainda que é com muito gosto e orgulho que ouço os pais dos amigos dela e do irmão e também os professores dizerem que os meus filhos são crianças bem educadas, que não faltam ao respeito aos mais velhos, que se sabem comportar nas mais diversas situações e que sabem quando devem de dizer obrigada.
Se a maior parte dos pais de hoje não tivessem a mania que as crianças são intocáveis não tínhamos tantos miúdos sem o mínimo de respeito para com os próprios pais, para com os professores e para com as restantes pessoas que com eles se cruzam!
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De Maria Isabel Prata a 28.05.2014 às 10:04

aí está uma coisa que os meus 3 filhos que nunca levaram palmadas nunca fizeram: birras de se atirarem para o chão no meio do supermercado ou noutro local público.

as palmadas são apenas um sinal de impotência e frustração por parte dos pais. E não me digam que uma criança de um ou dois anos não percebe as coisas de outra maneira. Ou acham que as educadoras nas creches é assim que resolvem os problemas, distribuindo palmadas?
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De Anónimo a 28.05.2014 às 22:58

Maria Isabel, se os seus filhos nunca fizeram birras dessas deixando-a numa situação de incapacidade, "impotência e frustração", como pode opinar sobre tal? Acha que o mérito é seu? Tenho mais filhos, mas saiu-me uma filha que é uma espécie de comprimido de tolerância. Desde que nasceu, não se conforma com nada, é impaciente e faz umas 2-3 birras todos os dias, incluindo claro na rua. Faz pelas rotinas, por tudo, por nada, para entrar da porta de casa para dentro, para sair, para vestir, para despir, para tudo. É dela (sim, que eu tenho mais filhos). E sabe o que, além da "impotência e frustração", me faz sentir péssima na rua quando ela as faz? São os olhares de pessoas como a Maria, que acham que se os seus não as fazem é merito dos pais e lançam um peso de julgamento sobre mim, sentindo-se pais superlativos. Vocês, pais superlativos, fazem-me sentir pior do que a situação de birra da minha filha que eu sei que não é sinal de nada a não ser de "ser criança". Não acredite que os seus filhos nunca fizeram dessas birras por mérito seu. Chama-se, sobretudo, sorte. Eu com filhos como alguns que conheço tambem podia seguir todas as psicologias bonitas.
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De Isabel Prata a 28.05.2014 às 23:32

Estou a responder do tm por isso desculpe as gralhas. O dizer que os meus filhos nunca fizeram dessas birras é só resposta a quem acha que é impossível educar filhos sem palmadas e castigos. Não julgo os pais das crianças que fazem birras na rua a não ser que a resposta deles à birra seja violenta. Sei que há crianças mais difíceis que outras , mas tenho a certeza de que também não é com palmadas que vão melhorar. Também já muitas vezes, milhares, de vezes, perdi a paciência com os meus filhos e gritei com eles. A maioria das vezes por estar cansada ou por estarmos todos cansados. Ser mãe é muito difícil .
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De Anonimo a 29.05.2014 às 07:35

Sim isabel, e nao lhe bato, ate porque nessas situaçoes nao adianta, alias, piora. Nessas situaçoes nao ha nada que possa fazer. Eu conheço pessoas bestiais cujos pais nunca tiveram de dar uma palmada e pessoas bestiais que se fartaram de as levar. Provavelmente todos nos que aqui contrapomos ideias, se nos preocupamos é porque independentemente das nossas teorias, nos preocupamos e educamos bem. Mas que nao se compare o cansaço psicologico e a forma como temos de ser para uns filhos e outros, eu com determinadas crianças podia ser como o gonzalez, nem julguemos que se os nossos sempre se portaram bem foi pela educaçao que lhes damos, normalmente è o contrario, se nunca fomos mais rudes com eles è sim porque eles nunca precisaram. A ordem causa efeito è contraria.
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De Blog Profissão Mãe a 29.05.2014 às 02:24

Acredite a palmada é usada nas escolas, uma vergonha...
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De Anacleto a 28.05.2014 às 10:11

Patrícia, um conselho de amigo: o respeito que se ganha e bem mais forte e duradouro do que o respeito que se impõe. Espere ate os seus filhos serem adultos e estiverem numa posição em que conseguem ser eles a decidir o resultado dos conflitos entre si e eles, e talvez então você perceba que para uma criança não há grande diference entre uma chapada e uma palmada. Quando da uma palmada a uma criança, a mensagem que da a criança e esta: eu sou mais forte e consigo impor-te o sofrimento que quero quando quero. A criança vai-se lembrar dessa lição ara o resto da vida, e quando puder vá dar-lha a si da mesma forma.

Devo-lhe dizer que a minha filha também já fez dessas birras. Nunca, mas NUNCA lhe toquei com um dedo que fosse, nem NUNCA permitiria a NINGUÉM que o fizesse. Não só e uma criança educadissima, como esta a frente do seus colegas todos em termos de desenvolvimento intelectual e emocional. Mas sim, cada um tem a sua opinião.
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De Patricia Carvalho a 28.05.2014 às 11:16

A lição que a criança irá aprender é que todas as acções têm consequências e que se voltar a repetir a asneira poderá levar uma palmada.
A educação que dou aos meus filhos é semelhante à que me foi dada a mim e aos meus irmãos e nenhum de nós alguma vez pensou sequer em bater ou levantar a voz aos meus pais ou avós. A ideia de que uma criança se irá voltar contra os pais por ter levado umas palmadas quando era pequena é para mim absurda e é o que leva a que tenha muitos exemplos à minha volta de crianças /adultos sem o minimo de respeito pelos outros, que respondem torto aos pais e superiores e acham que o mundo deve de girar à sua volta porque foram educados para achar que são o centro do universo quando na verdade são apenas mais uma peça do puzzle.
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De Anónimo a 28.05.2014 às 11:41

Exactamente! São apenas mais uma peça... Trabalho em recursos humanos e nos últimos anos tem sido difícil lidar com alguns dos miúdos que aqui chegam, pois, na sua maioria, pensam que o mundo revolve à volta deles porque os pais assim os deixaram perceber. E, infelizmente, são apenas carne para canhão e têm dificuldade em gerir essa frustração. Os castigos servem para que as crianças percebam que tudo na vida tem consequências... É cliché, mas perceber isto é importante para que se seja um pouco menos infeliz e frustrado.
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De Blog Profissão Mãe a 29.05.2014 às 02:27

Compreendo o seu ponto de vista. Mas não partilho da educação que dá aos seus.
Quantas vezes em criança apanhou uma palmada, bofetada?
Sabe qual foi o resultado, para n repetir?
Tem um nome chama-se medo, "miáufa" (como dizíamos antes).

esta é a minha opinião...
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De Anacleto a 29.05.2014 às 07:53

Patricia, que a bofetada e a única ferramenta educativa que conheça já eu tinha percebido, não precisava de explicar. No entanto, a sua falta de conhecimento não torna a única coisa que conheçe mais eficaz, infelizmente.
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De Patricia Carvalho a 29.05.2014 às 09:23

Lá está, eu sempre falei em palmadas e aqui já se falou em chapadas e bofetadas...
Uma palmada é dada na mão ou no rabo, uma chapada ou bofetada é dada na cara.
Como comecei por dizer no posto inicial aprovo as palmadas e os castigos e sim os meus filhos com 9 e 14 anos já foram várias vezes castigados de acordo com a idade que tinham/têm com uma palmada dada na altura em que fazem a asneira ou com um castigo que os fizesse perceber qual a asneira cometida.

Blog Profissão Mãe, nunca levei uma bofetada e também nunca dei nenhuma, agora palmadas levei algumas e não acho que isso me tenha traumatizado, nem a mim nem aos meus irmãos.
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De Anacleto a 29.05.2014 às 22:50

Patricia, então se eu passar por si e lhe der uma palmada no rabo não faz mal? So se for na cara e que e bater? Eu acho engraçado estes eufemismos para bater em crianças.

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