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Agarrem-me senão eu mordo-o!

por João Miguel Tavares, em 27.05.14

Eu agora não tenho tempo para estar a escrever sobre isto, mas amanhã não falha. De qualquer forma, se puderem, e se quiserem antecipar-se ao verter do meu ódio, não percam esta entrevista com o pediatra espanhol Carlos González publicada no Observador. Logo o título é todo um programa:

 

"Todos os castigos são inúteis"

 

Todos? Todos mesmo? A sério?!? Eu juro que fico maluco com o discurso cutchi-cutchi acerca da paternidade e dos filhinhos. M-A-L-U-C-O! Parece que se está a ser queriducho quando, na verdade, só se está a dar cabo do equilíbrio mental das famílias. Acabem-me com o mito do bom selvagem de uma vez por todas, por amor de Deus.

 

Mas calma. Respirar fundo. Para já, vou fazer a posição lótus, que não tenho tempo para isto. Deixo só um enorme GRRRRRRR!!! ao Carlos González e fica prometido para mais tarde a expensão da minha bílis.

 

publicado às 12:02


2 comentários

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De Ana Maria a 28.05.2014 às 11:16

Pois... :)
Cá em casa nunca bati nem castiguei (no sentido popular da palavra) a minha filha. Vai fazer cinco anos, e até agora NUNCA fez uma birra, seja em público seja em privado. Já amuou (birras silenciosas) e da única vez que tentou elevar a voz para conseguir o que queria levou com o nome dito em voz lenta e um olhar "daqueles" e... desistiu.
Não sou apologista de castigos (físicos ou psicológicos) mas sou a favor da disciplina e do respeito: cá em casa quem manda são os pais, e o que decidimos não é discutido, é explicado.
Desde pequena que lhe digo o porquê de tomar uma ou outra atitude, o porquê de ter de fazer isto ou aquilo (ainda ela não entendia a razão, entendia que havia uma razão e que não era só "because I said so"). No meu ponto de vista, no meu caso particular, na minha dinâmica familiar, isto tem feito com que ela perceba que há razões para as coisas serem como são, que as decisões são resultado de um processo de reflexão (ainda que às vezes não :P) e não um exercício simples de vontade de quem manda.
Não sei como vai ser com o que nasceu há pouco, e nem me atrevo a falar sobre o que ainda não conheço: a minha filha vai fazer cinco anos, a filha do JMT já está a entrar na adolescência, e o futuro a Deus pertence.
Mas vamos indo, e vendo. Se possível, sem (grandes) castigos :)
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De ... a 28.05.2014 às 11:37

Ana Maria, o que diz faz todo sentido...mas para a sua filha.

A minha filha desde que me recordo dela (era aquilo que chamam um "bebé irritável", estava sempre sempre a chorar gritado, mesmo pediatras responderam-me "boa sorte, nao sei como aguenta"). Atualmente (quase 3 anos) está sempre a fazer birras (até para as atividades do quotidiano que faz todos os dias sem nunca cedermos). Por tudo. Por nada. Na rua. É muito impaciente. Não se conforma. É dela. O meu filho não é assim. O que resulta para uma criança não resulta para outra. Se a sua filha NUNCA fez uma birra não acredite que é (tudo) mérito seu. É sobretudo dela.

Também tenho amigos com filhos como a sua filha. Um ou dois apenas. Acho que se fala pouco de uma variável que é das principais, o filho que nos calha.

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