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E beijar os filhos na boca? Pode-se?

por João Miguel Tavares, em 24.11.14

Antes que comecem a acusar-me, após a mega-polémica da amamentação, de me estar a transformar no Bloco de Esquerda da vida familiar - por aqui, é só temas fracturantes -, devo dizer-vos que a pergunta não é minha, mas da leitora Ana, que me desafia a opinar sobre dar beijos na boca dos filhos. E acrescenta:

 

Não acho nojo, mas incomoda-me.

 

Este "não acho nojo" é uma resposta directa ao conteúdo deste post da Joana Paixão Brás, no blogue A Mãe É que Sabe.

 

Eu não só não acho nojo como até acho fofinho de ver, pelo menos nos filmes de Hollywood. Mas pessoalmente não pratico. Até porque não saberia em que altura da vida parar. Se em 2020 alguém me apanhasse na rua a dar chochos a uma miúda de 16 anos corria o risco de acharem que não era minha filha - o que daria problemas em casa.

 

Mas parece que a questão começa a discutir-se em muito lado, incluindo nos países onde beijar na boca é habitual.

 

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publicado às 09:59


2 comentários

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De Mário Cordeiro a 25.11.2014 às 00:39

Nããããão! É dar a ilusão de que a relação parento-filial se pode tornar numa relação conjugal, que é um interdito entre pais e filhos porque corresponde à fantasia dos dois anos de idade. As pessoas cumprimentam-se de todas as maneiras, e os homens com 3 beijos nos países árabes ou no sul de França, ou na Rússia. Todavia, um beijo na boca é como dormir na cama dos pais - um sinal de inversão do triângulo pai-mãe-filho, e uma intrusão do filho na relação conjugal dos pais, com perturbação da sua futura relação conjugal (seja com o Noddy ou a Ursa Teresa, com o João ou a Teresa do Infantário, ou mais tarde com o Príncipe ou Princesa encantados. Portanto, JMT: nãããããão !!!!! A menos que gostem de lançar bombas atómicas ou deixar o percurso de vida dos vossos filhos cheios de minas!
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De António a 25.11.2014 às 10:08

Muito obrigado, Dr. Mário Cordeiro pelas suas palavras! As pessoas vêm com os liberalismos e não são capazes de ver que estão a brincar com "bombas atómicas", como diz, não só nas relações entre pais e filhos, como nas relações afectivas que se estabelecem com terceiros.

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