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Os jogos de vídeo podem tornar-nos mais espertos?

por João Miguel Tavares, em 20.01.14

Este vídeo da Asap Science sublinha algo que cada vez mais estudos parecem estar a demonstrar: que o uso regular de jogos de vídeo pode aumentar de forma significativa as capacidade congnitivas do ser humano. Ora veja:

 

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publicado às 11:58


5 comentários

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De TC a 21.01.2014 às 10:58

Mesmo a propósito, li um livro que defende a mesma teoria, acrescentado à equação os filmes e séries que hoje em dia, a grande maioria público, sejam crianças ou adultos, consome com frequência.
O título do mesmo é Everything Bad Is Good For You is mostra-nos como a crescente complexidade dos enredos de jogos e filmes nos tem vindo a capacitar na execução de tarefas de maior grau de complexidade. Recomendo.
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De Mamã Curiosa Mariada a 20.01.2014 às 16:17

Muito interessante de facto! Mas não posso deixar de me 'assustar' com a visão da minha filha a jogar uma tarde inteira com o pai, um viciado no PES (a outra de cá de casa lol)!
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De Sofia a 20.01.2014 às 13:39

Não posso dizer que seja uma utilizadora regular de jogos de vídeo - nunca tive uma PlayStation, apenas computador, uma série de Game Boy's e Nintendo Wii - mas posso dizer que, quando tinha dez ou onze anos, fartei-me de aprender inglês com os jogos. E, embora não tenha muito em que me basear, alguns jogos têm histórias e personagens bastante interessantes. Além de que as bandas sonoras dos jogos do Super Mario, por exemplo, são excelentes.

Como praticamente todo o tipo de entretenimento, os jogos de vídeo, se bem feitos, podem ser muito enriquecedores, de diferentes maneiras. O ideal seria uma pessoa não se limitar a eles, experimentar também aos livros, à música, ao cinema, bem como às atividades ao ar livre. A diversidade é importante!
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De Marco Neves a 20.01.2014 às 12:27

Já tinha lido alguns desses estudos. Aliás, em velhas discussões com o meu irmão (programador de jogos), em que eu me punha na posição de defensor incondicional da literatura como forma muito superior de "treino mental" e o meu irmão era o defensor acérrimo dos jogos, já ele me tinha "alertado" para este fenómeno, que pessoas "dos livros", como eu, parecem recusar como se fosse uma blasfémia. (Claro que as duas coisas — livros e jogos — não são contrárias, mas discutir com o meu irmão é mais divertido se nos aproximarmos dos extremos.)

Adiante. O que é interessante nisto é que a primeira tentação de quase toda a gente é achar que tudo isto é terrível, que os miúdos estão a ficar burros, que os jogos só podem fazer mal. E falamos, falamos, falamos, sem pensar por um segundo em ver o que acontece de facto. E o que acontece de facto é muito mais interessante do que os nossos medos poderiam fazer crer.

Por coincidência, vou voltar a referir Steven Pinker. Lembro-me de ter lido este artigo (http://www.nytimes.com/2010/06/11/opinion/11Pinker.html?_r=0) e ter achado deliciosa a forma como vai contra os nossos instintos pessimistas.

Os medos são úteis. Convém não correr a abraçar uma nova tecnologia só porque é nova. Mas, neste caso, os jogos e a internet parecem fazer mais bem do que mal ao nosso pobre cérebro.

Quando temos muito medo duma coisa, mais vale esclarecer o que se passa com estudos a sério e não elevar as nossas primeiras impressões ao estatuto de verdade incontestável.
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De João Miguel Tavares a 20.01.2014 às 14:01

Muito obrigado pelo texto. É óptimo. E verdadeiro.

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