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Porque é que têm de ser sempre eles a tomar a iniciativa?

por João Miguel Tavares, em 24.07.14

LA-C não quer ser PPP, mas se juntarmos o penetrante (até porque tem a ver com o tema) ao pertinente, ao polémico e ao perspicaz, isso faz dele um P4, que é uma espécie de comentador honorário do PD4. Serve o rebuscadíssimo intróito apenas para me aproveitar de mais um citilante comenário seu, sobre a questão de quem toma a iniciativa no truca-truca.

 

Como eu não quero terraplanar as diferenças entre homens e mulheres, sou bastante complacente em relação às idiossincrasias de cada um dos géneros. Mas o P4 LA-C tem aqui um ponto forte no combate àquela igualdade de género que só é igualdade quando dá jeito às mulheres. Ora leiam:

 

Numa entrada anterior, chamaste-me "alegadamente sério". Agora chamas-me PPP! É só insultos!


Quanto ao tema, é evidente que o homem andava a fazer investidas só para poder acrescentar umas linhas negativas ao Excel. Mas, mesmo assim, ler os comentários ao teu post é maravilhoso. Tu que passas a vida a queixar-te de ser discriminado, porque não dão o devido falar às mudança de papéis que os homens têm sofrido na última década, tens aqui umas leitoras/comentadoras porreiras. Então para as levarmos, temos de ser subtis, reparar nos pequenos pormenores, ser gentis, aquecê-las, etc, etc. Sobre o inverso quase nem uma palavra. É como se o homem estivesse sempre à sua disposição. A sua função é estar sempre a bater à porta. A mulher abre a porta quando quer. 

Meninas, ao menos não se queixem das desigualdades homem/mulher. Essa atitude perante a vida e os homens é um convite à discriminação de género.

 

publicado às 10:43


3 comentários

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De Mir a 24.07.2014 às 15:40

Fui das que disse que os homens têm de fazer mais! Mas isso não quer dizer que as mulheres não tenham de se esforçar. Numa mesma relação em que tive de ser convencida a querer sexo num dia, noutros tantos tive de ser eu a tentar o charme. E não funcionou! E dado que os homens querem sempre (claro!) foi preciso aceitar sem entrar em choque e sem desanimar. Difícil !) E digo mais, na vez seguinte também foi ele que não quis! Mas não fui fazer um excel para poder fazer queixinhas. Esforcei-me para perceber o que trazia tanto desanimo e com o tempo resolveu-se essa questão. Posso dizer que hoje em dia rejeições já não são questão, nem de um lado nem do outro! (Viva!)

Cada vez mais acho que os homens têm dificuldade em perceber o conceito de igualdade. Homens e mulheres não são iguais. Nem todos os homens são iguais ou todas as mulheres iguais. Nós somos diferentes! E temos de lidar uns com os outros de forma diferente!

O que se quer é a igualdade de direitos. A mulher poder usar calças se quiser e o homem poder usar saias se quiser.
Ok. Os homens ainda não podem usar saias, mas a maioria nem quer porque não quer ser associado a coisas femininas, e isso não é razão para proibir as mulheres de usar calças! E se acham que ainda há muito caminho por fazer, deixem-me lembrar-vos da Conchita Wurst e que há pessoas a tentar quebrar essas barreiras.

No fim de isto tudo pergunto-me uma coisa. Eu vejo mulheres que lutam pelo trabalho, pela família , pelas relações... e mesmo assim parece que nunca chega e às vezes ficam esgotadas e desistem.
Homens... como é? Vão lutar pela vossa felicidade, mesmo que isso implique um esforço para lidar com a vossa mulher, ou vão fazer folhinhas de excel ?
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De Carlos Duarte a 25.07.2014 às 11:24

Com'é que é? ;)

Eu não me parece que os homens tenham particular dificuldade em entender o conceito de igualdade. Têm é particular dificuldade em entender o conceito de igualdade conforme definido pelo feminismo actual (e há vários, ainda por cima).

Diz e muito bem que homens e mulheres não são iguais (nota 5) e depois diz que os direitos é que têm de ser iguais (nota 3). Vamos lá a ver, se somos diferentes os direitos são e têm de ser forçosamente diferentes. Porque ou o são ou vamos ter homens a exigir licenças de paternidade idênticas às das mães. O que me parece é que os direitos devem ser iguais onde não há diferenças (como na vida pública) e diferentes onde as há. E que a piada da coisa está, de facto, em sermos diferentes! "Cois@s" como a Conchita Wurst não ajudam.

Isto vai ser francamente impopular, mas é Sexta, estou a uma semana das férias, que se lixe: o que eu queria ver era um regresso (moderado) às noções de masculino e feminino. E pelo que me diz respeito, pelos no peito, barba rija (ok, cheiro a cavalo pode ficar de fora) e nada daquela coisa dos metrossexuais-pé-de-salsa. E aí os meus parabéns às mulheres que têm sabido manter o seu cariz próprio e o meu grande apupo aos homens que não. E juntamente com isto, deixar-mo-nos todos das manias dos falsos sexismos e subjugações. Abrir portas, ceder o lado de dentro do passeio, oferecer flores não é nada de dominação masculina. É boa educação e gentileza.

Mas pegando no assunto original do post, se ambos gostam de sexo por alma de quem é que se acha que deve ser um ou outro a tomar a iniciativa? Se eu tenho sede, vou beber água, não estou à espera que chova! Se o outro não apetece, que o diga de caras: não porque doi cabeça ou não tomou banho no ginásio (medo, muito medo), mas porque não apetece. Nem a mulher tem de estar de pernas abertas nem o homem a tentar meter a chave na fechadura a toda a hora e momento. Isso é que são preconceitos e ideias feitas erradas e que podem destruir uma relação.

No entato convém salvaguardar uma coisa (e isto é empírico, portanto façam o favor de me amarrar ao pelourinho e atirar couves e fruta podre): os pré-requesitos ("triggers") para o sexo são por norma diferentes. O homem considera o sexo como parte do que necessita para estar feliz e bem disposto (i.e. precisa de descontrair? Sexo. Levantar a moral - e outras coisas? Sexo. E por aí fora) enquanto as mulheres tendem a ver o sexo como o CULMINAR do bem estar (e.x. o dia correu bem, o jantar foi excelente e a companhia melhor? Então sexo).

Resultado, há ou pode haver incompatibilidades, Exemplo: enquanto o homem pode querer sexo para ficar bem disposto, a mulher que o sexo quando o homem (e ela) ESTÁ bem disposto... E o homem quando estiver bem disposto até lhe pode apetecer é ir fazer outra coisa :P
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De Mir a 25.07.2014 às 15:23

Sinceramente acho que homens e mulheres ao direito de escolha no que toca à licença pós parto. Até pode ser 4 meses para um e 1 mês para o outro, como há agora, mas em que os pais podiam escolher qual deles ficava 4 e qual 1. Acho que 99% dos casos ia ser a mãe a ficar com os 4 meses (acredito que eu quereria assim), mas dava direito ao 1% que optaria pelo contrário de o fazer.

Também não me parece que flores e abrir portas seja dominação masculina. Pelo contrário, é um atenção especial. Isto hoje em dia anda muito complicado entre querer um homem que nos compreende e ajude na lida da casa, mas que também seja forte, seguro, protector e apaixonante.

E vou ali guardar as couves porque concordo plenamente com o Carlos quanto aos triggers ! E já vi que isto deu direito a novo tópico!



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