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As maminhas (e os lábios) da Keira Knightley

por João Miguel Tavares, em 10.11.14

Eu coloquei o post que escrevi na sexta-feira sobre a Keira Knightley no Facebook, mas como deixei a foto ir agregada, os zelosos funcionários do senhor Zuckerberg decidiram congelar a minha conta e apagar o respectivo post. Tinha maminhas ao léu, e o Facebook não aprecia maminhas ao léu. Mesmo que sejam as maminhas da Keira Knightley.

 

Suponho que assim já possa ser:

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O problema de apagar fotos de maminhas mais depressa do que o Lucky Luke saca do revólver é que marcha logo tudo - post e comentários incluídos. E, assim, temendo que eu fosse um perigoso pornógrafo, os senhores do Facebook também apagaram um comentário maravilhoso de um leitor sobre a Keira Knightley, que eu queria trazer para aqui.

 

O comentário dizia qualquer coisa como isto (reproduzo de cor, infelizmente sem a elegância original):

 

O que eu mais gosto na Keira Knightley é um tique que ela tem, que faz com que o seu lábio inferior desça e a sua boca permaneça sempre entreaberta.

 

Isto, sim, prende-se com o conteúdo do meu post anterior. Um gajo que repara nisto é um verdadeiro gajo, armado daquela atenção minuciosa que dá origem à mais apurada badalhoquice (no melhor sentido da palavra).

 

Embora vocês, senhoras, nos tenham em bastante má conta, e achem que o macho ibérico só pensa no truca-truca, a verdade é que nós, homens, somos seres sensíveis e cheios de subtilezas. Por isso, apreciamos - e celebramos - toda a maravilhosa variedade presente na espécie feminina.

 

Reparem: isto não é dizer que é tudo igual, e que nos é indiferente uma mulher ser gorda, magra ou assim-assim. Nem é dizer que não existe uma ideia de beleza feminina ou masculina, porque ela existe, pelo menos desde o tempo em que os gregos produziam senhoras como esta (mas com bracinhos):

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Agora, entre a beleza clássica (ou o actual 86-60-86) e aquilo que para nós, gajos, é "sexy", vai um mundo de diferenças. E é essa riqueza de imaginário que realmente importa nos jogos de sedução entre homens e mulheres - coisa que estas conversas um pouco deprimentes sobre massa corporal parecem por vezes esquecer.

 

Como dizia sabiamente uma alegada psicóloga que adornava o final dos episódios da Playboy que a SIC transmitia nos anos 90:

 

A zona mais erógena do nosso corpo é o cérebro.

 

Sábias palavras. 

 

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publicado às 10:38

Confesso que fiquei muito surpreendido com o contrataque das mulheres magras (chamemos-lhe assim) após a minha sequência de posts da semana passada. A sua posição pode ser resumida neste comentário da Ana, a propósito deste meu texto:

 

Esta história toda à volta das gordas e magras é de uma hipocrisia descomunal. As gordas que criticam estas campanhas acabam por fazer exactamente o mesmo que aqueles que estão a criticar. De repente, só as mulheres mais gordas e sem um único ossinho à vista é que tem um corpo perfeito e todas as outras são anorécticas que não comem e parecem esqueletos. Então e as magras que o são por motivos genéticos? Então e aquelas que podem passar dias e dias só a comer hambúrgueres e batatas fritas e não engordam absolutamente nada?

 

Eu sempre fui naturalmente magra, sempre estive abaixo do peso desejável para a minha altura e não consigo engordar por mais porcaria que coma. Estamos a passar de "as magras são bonitas e as gordas não" para "quem é magro é um esqueleto e não é bonito". A segunda imagem, com mulheres mais gordinhas que as da primeira imagem esqueceu-se que nem todas as magras o são por opção, tal como a primeira imagem também falha por incluir apenas mulheres magras.

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Não defendo nem uma, nem outra. Detesto ver campanhas que ora classificam as gordas como belas, ora as magras. A primeira imagem discrimina as gordas. A segunda imagem discrimina pessoas como eu. Já não há paciência para isto. Todas são belas, desde que saudáveis. O que é belo para mim pode ser horroroso para os outros e vice-versa. Cada um é como é e quem não gosta, não olhe. Ao estarmos a caminhar na direcção de valorizar as mulheres com mais peso e condenarmos tudo o que é magro "porque são esqueletos e não comem e não é saudável e porque a mulher real tem curvas", estamos a fazer a mesma porcaria de só valorizarmos os magros. Haja paciência.

 

Eu percebo bem a posição da Ana, que até acabou por ser replicada de forma mais extremada por outras mulheres - mulheres magras, claro está - que garantem sentir-se discriminadas no seu dia-a-dia. Chiça, até a Sara Sampaio se queixou no Facebook após a polémica com a Jessica Athaíde:

 

Tal como a Jessica, também eu sou alvo de muitas críticas ao meu corpo (a maior parte da vezes por mulheres), no entanto pelo motivo oposto ao da Jessica. Já perdi a conta das vezes que me mandaram ir comer um hambúrguer, me chamaram anoréctica, esqueleto, etc. Tantas foram as vezes que se calhar já devia estar habituada, no entanto, sempre que leio essas palavras dói.

 

Ora, quando chegamos ao ponto de esta menina se queixar...

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...é porque alguma coisa deve estar errada, não sei se no conceito de beleza feminina, se no olhar que as mulheres têm sobre elas próprias.

 

Sobretudo para nós, homens, tudo isto é um bocado absurdo. Eu tanto aprecio a Sara Sampaio, jovem ninfeta magrinha, como aprecio a Nigella Lawson, cinquentona roliça.

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Do ponto de vista masculino - falo em relação a quase todos os homens que conheço -, o 86-60-86 está longe de ser aquilo que mais lhes interessa numa mulher.

 

Mais sobre isto já a seguir.

 

 

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publicado às 10:35


O Cristiano é ganda macho

por João Miguel Tavares, em 16.12.13

Em entrevista a uma revista francesa, perguntaram a Cristiano Ronaldo qual era a sua mulher ideal. Ele respondeu sem hesitações que era a Irina:


"A minha namorada!", exclamou, no que seria uma resposta super-romântica não a tivesse ele feito acompanhar de explicação (erro clássico em futebolistas):


"Ela tem o que procuro numa mulher: um corpo excepcional e a beleza."


Ou seja, aquilo que em linguagem comum se costuma classificar como "uma gaja bonita e podre de boa". O que, olhando para Irina, não pode ser facilmente desmentido.


Imagino que as senhoras leitoras deste blogue mais dadas às sensibilidades possam não apreciar a resposta de Crisitano Ronaldo, e façam notar as faltas de referências à bondade da menina e ao seu quociente de inteligência. Mas não há como desmerecer este momento de tão comovente franqueza. Porque, de facto, a maior parte das vezes, os gajos que respondem à pergunta


"O que é que mais gosta numa mulher?"


com o chavão "o seu interior", estão, obviamente, a referir-se à roupa interior. Ronaldo teve o enorme mérito de, pelo menos, não deixar a este respeito quaisquer margens para equívocos. E bem, como se comprova.



O bonito interior de Irina Shayk

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publicado às 15:07


O ideal de beleza feminino está a mudar? #2

por João Miguel Tavares, em 11.11.13

 

Voltemos então ao prometido tema do ideal de beleza feminino estar a mudar e da importância e visibilidade crescente dos chamados plus-size models. Na caixa de comentários do primeiro post, a Maria Cruz (06.11.2013 às 14:02) escreveu isto:

 

A grande maioria das pessoas com quem convivo lá tentam o seu melhor, ou não, nem sei. No dia-a-dia, na rua, na escola dos meus filhos, nos cafés onde vou, vejo pessoas que considero normais, algumas mais bonitas, outras mais feias, mas isso que se vê em revistas é um pouco mais difícil de encontrar (se calhar não vou aos lugares certos). O que quero dizer é que TANTO FAZ, as pessoas que são importantes para a gente têm sempre aquele "je ne sais quoi". E pronto. 


Quem se sente mal com os padrões ideais de beleza, fica aqui o meu conselho: não se sinta, compre outro tipo de revista, assista outro programa de televisão, procure uma loja em que a roupa lhe caia bem (sempre há), cuide de si o melhor que puder e mais nada. Busque o possível, e dentro dele faça o melhor que puder.


Eu discordo da Maria Cruz no "TANTO FAZ" (sobretudo como marido que gosta de ter uma mulher gira) e concordo com a Maria Cruz na parte do "je ne sais quoi", porque há sempre a máxima "quem ama o feio, bonito lhe parece". Mas não é exactamente a isso que me refiro, porque aí não se trata de uma tendência mas de um efeito do amor, velho com o mundo. O que me interessa é mesmo a última frase do seu comentário: "Busque o possível, e dentro dele faça o melhor que puder."


Ou seja, o meu ponto está na atenção que hoje em dia as marcas de roupa e os estilistas estão a dar a este possível. Ou seja, quando a H&M faz publicidade como esta


 

esse possível aumenta enormemente, atinge um espectro muito maior de mulheres e fazer o "melhor que puder" torna-se mais acessível. Mostrar é uma forma de desejar, e a presença de uma mulher com estas medidas (e esta idade, já agora) num catálogo de roupa alarga esse campo do desejo de uma forma que me parece muito positiva.

 

Ou seja, gostos há sempre para tudo - basta olhar para a variedade da pornografia. A questão está na capacidade de diminuir o campo do fetiche, que por definição é algo que escapa à "normalidade". Ora, quando a moda se torna mais democrática e o olhar do desejo incide sobre um número maior e mais variado de corpos, é como se o padrão mainstream de beleza alargasse as suas fronteiras, e o efeito que isso tem entre homens e mulheres é extremamente positivo, na medida em que melhora em muito a sua auto-imagem.

 

Daí que eu, como bom liberal em questões políticas e estéticas, acolha com tanto entusiasmo esta crescente visibilidade de mulheres que nos anos Helmut Newton seriam impensáveis de encontrar em catálogos de grandes marcas. Isto é uma forma de dizer que apreciar, por exemplo, Clementine Desseaux, já pode hoje em dia pertencer ao domínio do bom gosto e não do fetiche por mulheres gordas ou de ancas largas:

 

Contudo, convém notar que quando atrás discordei do comentário do "TANTO FAZ" é porque eu não quero de alguma forma que isto seja entendido como a defesa de qualquer espécie de desleixo com o próprio corpo, ou sequer um encolher de ombros conformista diante das marcas da maternidade. Nada disso. Aceite-se aquilo que é uma prova de que vivemos uma vida, mas mudemos aquilo que está ao nossa alcance melhorar.

 

Para dar outro exemplo de uma mulher lindíssima: embora eu gostasse mais da Jennifer Connelly quando ela era assim, mais cheiinha,

 

 

do que agora que está assim, definitivamente demasiado magra para o meu gosto, 

 

 

não deixa de ser admirável que uma mulher com três filhos exiba uma forma destas perto dos 43 anos.

 

Nesse sentido, o mundo evoluiu muitíssimo. Há meio século não se encontrava uma mãe de três filhos com esta pinta, e isso é um ganho extraordinário, como tentei explicar com o post anterior. Esta parte não convém, de todo, esquecer, sobretudo quando ando por aí a elogiar as plus-size models. Não se trata de fazer aqui necessariamente a apologia do excesso de peso, mas sim a da maravilhosa diversidade do planeta Terra.

 

A minha tese, em resumo, é que as boas notícias são triplas:

 

1. As mães estão giras como nunca foram.

2. O ideal de beleza feminino está a mudar no sentido de uma maior diversidade.

3. Quando a beleza se torna mais variada e inclui cada vez mais mulheres (tenho dúvidas em relação aos homens, por acaso, mas isso seria tema para uma outra conversa), a boa disposição sexual da humanidade aumenta enormemente.

 

Digam-me lá: há quanto tempo não viam boas notícias a triplicar? Nada como aparecer por este blogue para animar um bocadinho.

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publicado às 13:39


Rating AAA para a mãe portuguesa

por João Miguel Tavares, em 11.11.13

Eu hoje queria voltar, como prometido, à questão das modificações antropológicas na percepção da beleza feminina (decidi dar-lhe o nome de uma tese de doutoramento no ISCTE, para parecer mais imponente). Mas enquanto preparo o texto, deixo-lhes aqui uma crónica antiga minha sobre este tema (foi escrita em Maio de 2010), que até parece entrar em contradição com o que disse no final da semana passada. Poderia até ser simplesmente isso, porque "contradição" é o nome do meio de quase todos nós (ou "metamorfose ambulante", como lhe chamou o grande Raul Seixas), mas, na verdade, é apenas uma parte da perspectiva que gostaria de abordar, e dá para ir aquecendo os motores. Aqui vai, com uma saudosa ilustração do grande José Carlos Fernandes:

 

Numa altura em que a dívida dispara e o país desfalece nas agências de rating, achei por bem trazer aqui um assunto capaz de elevar o moral da nação. O meu, pelo menos, eleva. O assunto é este: as mamãs. A pátria pode estar em cacos, a crise em alta, a produtividade em baixa, a competitividade na cave e os bolsos no subterrâneo, mas no que toca a mamãs, Portugal está cada vez mais AAA. Não me refiro, como é óbvio, à capacidade educativa das senhoras ou ao amor cada vez mais extremoso que dedicam aos filhos. Refiro-me, isso sim, ao facto de – como dizer isto de forma elegante? – a mamã portuguesa estar cada vez mais… erh… boa. Boa no sentido de dar uma certa vontade de contribuir para a escalada demográfica da pátria. 

 

Se a Moody’s e a malvada Standard & Poor’s avaliassem mamãs nacionais em vez do estado da economia, estou convencidíssimo de que nos estaríamos a bater taco a taco com as economias mais competitivas e com taxas de crescimento ao nível da China. Há duas semanas fui ao teatro, estava lá a Catarina Furtado, e dei por mim a pensar: “aquele corpo já teve mesmo duas criancinhas lá dentro?”. Há uma semana fui ao Estoril Open, estava lá a Bárbara Guimarães [NR: isto foi escrito no tempo em que Bárbara Guimarães estava grávida do segundo filho], e dei por mim a pensar: “aquele corpo tem mesmo uma segunda criancinha lá dentro?”. Como se vê, os meus pensamentos não são muito variados, mas achei que havia ali um padrão. E um padrão que não se resume a gente da TV, com ginásio, personal trainer e muito tempo livre.

 

Não. As mamãs, de um modo geral, estão definitivamente melhores. Melhores, isto é, mais boas. Antigamente, ter um filho conduzia quase sempre ao declínio dos corpos, ao derrube de carnes que nunca mais se reerguiam, à criação de barrigas que nunca mais desapareciam. Hoje em dia tudo mudou. Basta andar no Metro. Basta ir ao infantário dos meus filhos. Aliás, basta passar por minha casa, onde tenho uma verdadeira deusa grega (que lê sempre as minhas crónicas). Não é por acaso que os americanos badalhocos inventaram o acrónimo “milf” (Mother I’d Like to F… ocês estão a ver) para descrever esta bela realidade que se abre diante dos nossos olhos: as mulheres estão cada vez mais bonitas durante cada vez mais tempo. As milfs nacionais crescem ao ritmo de dois dígitos ao ano. É uma coisa que salva a pátria? Não salva. Mas anima.


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publicado às 10:13


O ideal de beleza feminina está a mudar?

por João Miguel Tavares, em 06.11.13

Afirma a Paula, do Vida de Mulher aos 40, a propósito deste post:

 

Também nem 8 nem 80!
Nem escanzeladas, nem obesas...
Não podemos ficar no meio-termo?


Eu neste momento não tenho tempo para estar a escrever sobre isso, porque tenho de sair, mas é um tema que me interessa muito - acho que o ideal de beleza feminina está, felizmente, a evoluir. Mas quem puder vá deixando opiniões por aqui até eu voltar, tanto as senhoras como - neste caso até sobretudo - os senhores. Falta sempre a opinão de gajos sobre estes temas. E para inspirar os textos, deixo-vos convosco a americana Tara Lynn.


E, para rematar, no famoso cadeirão de Emmanuelle:


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publicado às 09:32


O Ingres é que tinha razão

por João Miguel Tavares, em 05.11.13

A Debenhams, uma das principais cadeias de roupa britânicas, voltou a lançar um catálogo de roupa inclusivo, juntando modelos profissionais a amputados e a senhoras e senhores que saem muito da imagem tradicional que temos da beleza jovem e 86-60-86.

 

 

Ver amputados no meio de um catálogo de roupa não é muito habitual, mas no meio do conjunto a imagem que retive foi mesmo esta:

 

Eu sei que colocar modelos mais cheiinhas em fato de banho (plus sized models, como eles lhe chamam do outro lado do Atlântico) já se começa a tornar um hábito - e um excelente hábito, devo acrescentar. Mas aqui o que desconcerta é mesmo a comparação. De repente senti-me a regressar aos padrões da beleza de há 200 anos, na medida em que a senhora da direita me parece infinitamente mais sensual do que a senhora da esquerda. Obrigado, Debenhams. Às tantas o Ingres é que tinha razão.

 

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publicado às 11:26



Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



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