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"Papá"
Papá, neste dia especial
Gostaria de te oferecer
Algo fora do normal
E espero que gostes a valer.
Eu gosto muito de ti
Embora às vezes não consiga mostrar
Mas eu nunca te perdi
E nem sequer consigo imaginar.
Sei que agora te ando a irritar
Mas não quero que tu penses
Que te deixei de amar.
Beijinhos da Carolina
*A gravata azul do postal representa a gravata que os meus filhos me ofereceram, por antecipação, pelo Dia do Pai, e que eu usei no lançamento do meu último livro.
Estas têm sido semanas muito intensas, por causa da promoção do Manual de Sobrevivência para Pais e Maridos e por causa de compromissos que já tinha assumido há muito tempo, como a ida ao Festival Literário da Madeira. Só ontem, Dia do Pai e do regresso a Lisboa, estive na Comercial, na RFM, na SIC e na RTP, o que é óptimo para o livro, mas esgotante para mim, no sentido em que é difícil por vezes não me sentir um disco riscado, a repetir as mesmas frases cinco vezes ao dia. Se me apanho em Abril digo que é mentira.
Ora, foi por causa de tudo isto que ontem aterrei em Lisboa antes das sete da manhã, para subitamente ter à minha espera uma incrível claque, como se eu fosse um daqueles gajos que ganhou uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos e tem imensa gente no aeroporto para o receber, com cartazes e tudo. Juntamente com o pequeno-almoço que se seguiu, essa foi a melhor prenda de Dia do Pai que eu podia ter tido, e só mesmo a Teresa é que tinha pachorra e energia para levar sozinha quatro putos para o aeroporto, todos prontíssimos para irem para a escola, ainda antes das sete da manhã.
De resto, queria colocar aqui as fotos daquilo que ontem recebi dos meus filhos. Primeiros, as coisas criadas por sua própria iniciativa:
O giro nisto é que as prendas dizem imenso sobre a personalidade de cada um deles. Desde o sentido prático da Carolina, que adora oferecer coisas que os pais possam usar (para assim se lembrarem dela a cada momento, claro), sempre muito bem embrulhadas, porque afinal é a mais velha e a mais sofisticada (aquele desenho enorme é o embrulho do porta-chaves); até aos delírios criativos do Gui (a "árvore-pessoa"), que chegaram até mim num papel todo amarfanhado (ele pediu-me desculpa por isso), porque... sei lá porquê, olhem, porque é o Gui; passando pela simplicidade do Tomás, que adora apanhar flores para dar aos pais, mesmo que eu já lhe tenha explicado um milhão de vezes que as flores silvestres perdem toda a sua graça mal são colhidas.
Mas depois dos presentes 100% feitos por eles, deixem-me mostrar-vos as coisas todas, algumas das quais feitas na escola com a ajuda dos professores, com destaque para os dois cabides personalizados, que muito apreciei (feitos na escolinha do Gui e da Rita):
Ser pai de quatro tem esta vantagem: um sofá cheio de prendas, para festejar o dia em que eu sou o rei da casa. É luxo só.