Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
A Ana Rute Cavaco traduziu e colocou neste seu blogue um texto do pastor Kevin DeYoung, retirado do seu livro Crazy Busy. Vale imenso a pena lê-lo, pois ele aborda, de forma bastante clara, muito daquilo que eu tenho andado a discutir neste blogue. Deixo esta citação apenas como aperitivo (vão lá ler o resto que vale muito a pena):
Vivemos num mundo estranho. As crianças estão mais seguras do que em qualquer outra altura, mas a ansiedade parental é cada vez maior. As crianças têm hoje mais oportunidades e possibilidades de escolha, mas os pais vivem mais preocupados e aborrecidos. Despendemos uma quantidade inédita de energia, tempo e atenção nas nossas crianças. E ainda assim, assumimos que as falhas serão culpa nossa porque não fizemos, eventualmente, tudo o que pudemos. Vivemos num tempo em que a felicidade e o sucesso futuro das nossas crianças está presente em todas as nossas outras preocupações. Nenhum esforço é demasiado exigente, nenhuma despesa muito elevada e nenhum sacrifício desmesurado se for para as nossas crianças. É como uma pequena vida pesada na balança, tudo depende de nós.
Podemos justificar esta obsessão com as crianças como uma espécie de amor sacrificial e devoção. E poderá ser. Mas também lhe poderemos chamar Kindergarchy: um governo infantil. Em “Debaixo de um governo infantil”, Joseph Epstein diz: “Toda a agenda está feita em função das crianças: da escola delas, das audições, saraus, com o seu cuidado, saúde, alimentação – as crianças são quem dá o nome a este jogo.” Os pais tornam-se pouco mais do que empregados presentes para os seus filhos, como se elas fossem descendentes directas do rei sol.