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Meias desemparelhadas (por uma boa causa)

por João Miguel Tavares, em 21.03.14

O prometido é devido, sejam trabalhadoras de banco...

 

 

...ou estudantes de pijama.

 

 

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publicado às 23:51


De meias pela Síndrome de Down

por Teresa Mendonça, em 21.03.14

E porque hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down (21/3 = três cromossomas 21), a proposta das organizações que divulgam internacionalmente este dia é que usemos meias coloridas, desemparelhadas, curtas ou compridas, uma meia ou até três meias, qualquer coisa fora do habitual que leve as pessoas que se cruzam connosco a interpelar-nos sobre essa irreverência. Criaram até um site onde podemos comprar as meias oficiais, que são divertidíssimas.

 

É uma óptima oportunidade para sensibilizar os nossos colegas, os nossos amigos ou a nossa família para a realidade desta condição genética, que não pode ser tratada como uma doença, nem sofrer discriminação no acesso à educação, saúde ou trabalho, o que infelizmente ainda tanto se sente.

 

Ter Síndrome de Down não significa ausência de saúde e, ainda que os problemas médicos mais frequentemente associados devam estar sempre presentes na mente de um profissonal de saúde, estes não devem limitar a abordagem diagnóstica e terapêutica. Sim, a cardiopatia congénita é muito frequente nesta Síndrome mas não, nem todas as pessoas que a têm têm cardiopatia. Podem ter qualquer outro problema cardíaco, como qualquer outra pessoa. E tantas vezes raciocínios parecidos com este, a todos os níveis, roubam bem-estar a estas pessoas. 

 

Em Portugal existem várias associações que se dedicam a divulgar e desmistificar a Trissomia 21, apoiando as famílias dos portadores. A Pais21 é uma delas e contactou-nos recentemente para ajudarmos na divulgação da sua última campanha. 

 

 

É importante discutir estes assuntos numa sociedade em que tantas "circunstâncias excepcionais" são alegadas como motivo para "terminar" a vida, tratando-a como se fosse descartável. Independentemente das convicções de cada um e da consciência que a posse do dom da vida nos pertence ou não, o investimento e a entrega anímica que é feita diariamente no bem-estar de um ser humano é imensamente desproporcional ao que é feito quando a fatalidade ou a simples diferença nos invade a existência. Ser diferente pode ser sinónimo de igualdade. Basta querermos e esforçarmo-nos por olhar a vida através dos olhos das outras pessoas. 

 

Por isso, vale a pena assistir ao vídeo que a CoorDown lançou este ano, inspirado num mail que lhes foi enviado por uma futura mãe de um bebé com Síndrome de Down. A CoorDown convidou 15 portadores da Síndrome de toda a Europa a responder à pergunta angustiada desta mãe: "Que tipo de vida espera o meu filho?" 

 

 

 

Gostava imenso de poder responder a esta mãe: espera-o um mundo cheio de meias coloridas!

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publicado às 16:36



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