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Coisas de que só o Gui se lembra #3

por Teresa Mendonça, em 12.05.14

O Gui, claro está, também quis entrar na onda das pulseiras, e mesmo sem ter a mesma destreza de mãos dos irmãos, a sua criatividade compensa-lhe a falta de jeito.

 

Enquanto os outros dois fazem pulseiras e porta-chaves cada vez mais elaborados e perfeitinhos, mas que não deixam de ser pulseiras e porta-chaves, o Gui inventa novos modelos, para fazer face a necessidades ainda não contempladas pelos modelos tradicionais.

 

Aqui estão as suas invenções deste fim-de-semana, todas elas especialmente românticas e dedicadas ao papá e à mamã.

 

Em primeiro lugar, a pulseira para dois, um modelo em formato duplex, de modo a que as mãos da mamã e do papá possam permanecer eternamente unidas:

 

 

E depois, subindo mais um degrau na escada da criatividade, a versão "dedos das mãos", que ele decidiu oferecer aos papás para eles usarem naquelas ocasiões em que não lhes apetece andar com alianças.

 

 

Mais uma vez, o Gui recebe 3 em técnica mas um grande 5 em criatividade.

 

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publicado às 09:15


Pulseiras para que vos quero

por João Miguel Tavares, em 06.05.14

Bem-vindos à loucura de 2014. Não sei se se está a passar o mesmo convosco, mas actualmente, cá em casa, é só disto:

 

 

Este é o pulso do nosso filho Gui, exageradinho como só ele. E em redor do pulso estão as pulseiras que três dos quatro miúdos da casa (a Ritinha ainda não sabe) passam o tempo inteiro a fazer, de manhã à noite, tanto aqui como na escola.

 

Aquilo compra-se na loja dos chineses, onde se vende como pãezinhos quentes, e os sacos com os elásticos já vêm com uma agulha, para eles trabalharem tipo malha, até entrelaçarem devidamente a pulseira.

 

Eis o que me parece mais saudável nisto: os mais velhos garantem-me que tanto rapazes como raparigas participam nessa actividade na escola, sem distinções. É bom sinal: quando eu estava a crescer, ver um rapaz com uma agulha a entrelaçar elásticos no recreio era meio caminho andado para uma manhã de gozo abundante. Estamos a ficar menos machistas e mais civilizados.

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publicado às 09:46


A questão do T

por João Miguel Tavares, em 17.04.14

Ah! Ah! Ah! Eu sabia que as leitoras e os leitores deste blogue não me iriam falhar, e que com a preciosa ajuda dos seus conhecimentos em rede poderia lavar em grande estilo a minha honra alfabética, posta em causa pela Bruxa Mimi, e semi-apoiada pela excelentíssima esposa.

 

Eu sou picuinhas. Para quem duvida que o "T" da pulseira da Teresa é mesmo um "T" e não um "I" nem um "J", até me dei ao trabalho de ir ao site original das pulseiras (a marca é americana e chama-se Alex and Ani) para sacar as imagens das várias letras suspeitas, para os mais reticentes poderem comparar.

 

Este é o "I":

 

Este é o "J" (sim, parece um "G", mas é um "J"): 

 

 

E este é mesmo o "T":

E para provar que este não é o primeiro "T" da história a sofrer da amputação do braço direito, a Graça Martins deixou no Facebook exactamente a imagem em ponto-cruz que eu andava à procura. Lá está o "T" amputado. Grande Graça - muito obrigado a ela.

 

 

E o João Amado até encontrou este "T" de tatu.

 

Desta forma, espero que tenha convencido não só a Bruxa Mimi (que, na verdade, já ontem estava convencida e, querida como só ela, até já se arrependeu alfabeticamente no seu blogue), como todo o grupo dos cépticos alfabéticos que ontem andaram por aí a gozar comigo.

 

Entretanto, espero que a engraçadinha do "a cavalo dado não se olha o dente" siga pelo mesmo caminho e faça o seu acto de contrição público, louvando a extrema competência do seu excelso marido. Menos do que isso parece-me pouco.

 

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publicado às 09:59


Estou a precisar de ajuda alfabética

por João Miguel Tavares, em 16.04.14

Estou a precisar de vossa ajuda, caras leitoras e caros leitores. Não sei se vocês repararam, mas por causa da publicação desta fotografia com a imagem das quatro pulseiras hippies que ofereci à Teresa no aniversário do nosso casamento

 

 

a Bruxa Mimi deixou o seguinte comentário:

 

Boas prendas, mas se não soubesse os nomes dos vossos filhos, pensaria que as iniciais das pulseiras eram C, I, G, R, pois o T parece mesmo um I (i) maiúsculo! Se calhar o JMT foi enganado.

 

E a este comentário, a engraçadinha da minha mulher resolveu responder assim:

 

É verdade! Todos achámos o mesmo, mas o João assegura que a letra que parece um I era mesmo o T da colecção e que existem grafismos antigos que representam assim o T. Seja como for ele merece que eu acredite na sua teoria. E a cavalo dado não se olha o dente.

 

Ah, ah, ah, tão engraçadinha que ela é: "A cavalo dado não se olha o dente."

 

Pois vamos cá ver: a dúvida da Bruxa Mimi é inteiramente pertinente, mas não, não fui "enganado". Eu tive a mesma reacção na loja e só descansei quando comparei letterings e vi claramente no código de barras da pulseira a indicação da letra "T". Indicação essa que também consta do talão de troca que eu tive o cuidado de guardar, para o caso da excelentíssima esposa achar as pulseira hippies demasiado hippies. Sou um profissional.

 

Mas há mais: recordo-me perfeitamente de há muitos, muitos anos (foi no século passado) a então excelentíssima namorada estar a fazer um quadro em ponto-cruz (sim, ela fazia ponto-cruz - e muito bem, por sinal), penso que para os seus pais, e nos termos deparado com um alfabeto que tinha um "T" igualzinho. Ela até teve, se bem me recordo, de improvisar a partir desse "T", para parecer um "T" mais "T". Eu, infelizmente, não sou dado à metalurgia, e portanto não havia improviso possível em relação à pulseira do Tomás.

 

Se eu me lembro de ter tido essa discussão com ela (sim, nós tínhamos discussões sobre ponto-cruz), e olhem que eu nunca me lembro de nada, isso significa que a excelentíssima esposa-então-namorada só se pode lembrar incrivelmente bem, porque as mulheres lembram-se de tudo. Donde, a piada que mete dentição e equídeos é bué verrinosa, daquelas que as esposas adoram fazer só para atacar maridos desajeitados.

 

É nesse sentido que convoco todos os leitores deste blogue, especialmente os praticantes de ponto-cruz, para saber se me conseguem encontrar o raio do alfabeto original onde existe o "T" que não parece "T", de forma a poder limpar a minha honra, tão vilmente ofendida. Ajudem-me, pás.

 

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publicado às 10:28


A pulseirinha

por João Miguel Tavares, em 22.10.13

Isto que vocês podem ver na imagem

 

 

é (além da minha mão) uma pulseirinha bastante ridícula que me foi oferecida pelo meu filho Tomás. Ele passou uma fase, juntamente com a Carolina, dada ao artesanato, que metia muitos fios de lã que se entrecruzavam, e tal. Às vezes ainda passam horas naquilo, fio para cá, fio para lá. 

 

A Carolina faz isso bastante bem e as pulseiras dela parecem pulseiras. O Tomás faz isso muito mal e as pulseiras dele não se parecem com nada. Mas como, em compensação, o Tomás é bastante mais generoso do que a Carolina, e está sempre a tentar agradar aos pais (um bonito hábito), certo dia ele apareceu-me com a pulseirinha que vêem em anexo, e que basicamente consiste em quatro fios entrelaçados sem graça nenhuma. "É uma pulseira para ti, papá." E o papá lá teve de fazer um sorriso amarelo de "oh, muito obrigado, Tomás, que querido", ao mesmo tempo que assistia à pulseira a ser presa ao seu pulso com um terrível nó cego.

 

Felizmente, poucos dias depois um dos quatro fios cedeu e eu animei: "Fixe, isto vai partir-se depressa." Qual quê. Desde então não houve um único pedaço que tenha cedido, e eu sou obrigado desde há três ou quatro meses a andar com um fio laranja, um fio branco e um fio azul pendurados do pulso, como se fosse um adolescente de 16 anos. Eu sempre gozei com aquelas pulseirinhas que os turistas trazem quando regressam de Salvador da Bahia, e que têm de aguardar que se esfarelem e caiam de podres porque cortá-las dá azar - e, de repente, eis que me vejo na mesma situação, sem sequer ter tido direito à viagem ao Brasil.

 

Há pessoas atinadas que me dizem, diante das minhas queixas pulseirísticas: "E que tal cortares isso com uma tesoura?" Ao que eu respondo: "Mas assim o Tomás ficava triste." Ao que me replicam: "Duuuuhh... o Tomás não tinha de saber. Dizes-lhe que a pulseira caiu e pronto."

 

Só que este "pronto" não é nada pronto para mim. É que eu, por princípio, não minto. E muito menos aos meus filhos. Não há cá mentirinhas piedosas, caridosas, fogosas, melindrosas ou gasosas. Eu não lhes minto, ponto. Certamente que não lhes digo tudo, com certeza que omito muito e obviamente que guardo numerosas opiniões para mim, mas dizer que uma pulseira caiu quando fui eu que a cortei não entra no meu enquadramento mental nem nos valores que lhes quero passar.

 

E assim, cá continuo a arrastar esta pulseira, como uma grilheta. É o meu pequeno sacrifício pelo amor à verdade e ao meu filho Tomás. 

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publicado às 10:26



Os livros do pai


Onde o pai fala de assuntos sérios



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